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Trabalho - 4992
Produzindo pesquisa, formação, saúde e educação na integração ensino serviço e comunidade Autores: Lucas Santos, Eliana Goldfarb Cyrino, Victoria Bravo, Antonio Cyrino, Tiago Pinto, Marina Villardi |
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Em 2010, a Faculdade de Medicina de Botucatu foi selecionada no edital nº 24/2010/Capes, parceria entre o Ministério da Saúde (MS) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Essa iniciativa, concebida no âmbito do Programa Nacional de Apoio ao Ensino e à Pesquisa em Áreas Estratégicas (PRONAP) compôs uma série de políticas e ações indutoras, realizadas pelo MS em parceria com o Ministério da Educação (MEC), com vistas à consolidação do SUS. Este processo objetivou estimular e ampliar a formação de professores e o desenvolvimento de pesquisas sobre ensino nas diferentes áreas da saúde no interior dos programas de pós-graduação existentes e consolidados e estava inserida na Política Nacional de Formação dos Profissionais da Saúde, implementada, a partir de 2003, no MS. O presente trabalho trata de relato de experiência sobre o desenvolvimento de pesquisas, produção de conhecimento e formação na interface universidade e serviços de saúde, a partir do programa Pró-ensino na Saúde. Apresenta a educação problematizadora, a formação interprofissional, a educação permanente de professores e profissionais de saúde e as Diretrizes Curriculares Nacionais como mobilizadoras à formação profissional comprometida com o desenvolvimento do Sistema Único de Saúde, especificamente na valorização da integração universidade pública com serviços de saúde. As pesquisas desenvolvidas abordaram diferentes dimensões do ensino na Atenção Primária à Saúde envolvendo práticas pedagógicas, formação e desenvolvimento docente, atuação do profissional de saúde como professor, inovações pedagógicas e questões relacionadas a prática do trabalho em saúde. Na riqueza e diversidade dos estudos aponta-se fragilidade na relação orgânica entre Universidade/Atenção Primária e observa-se inovações que caminham à ruptura do ensino instituído. |
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Trabalho - 1890
PROBLEMATIZAR PARA EDUCAR: 25 ANOS DO PROJETO ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS Autores: Natalia Silva Braz, Stéfanie Cristina Pires Amancio, Stephanie Schultz Valadão, Beatriz Preto Almirall Seliger, Eliana Goldfarb Cyrino |
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Apresentação: O Projeto de Alfabetização de Jovens e Adultos surgiu, em 1993, a partir da necessidade de letramento apresentada por moradores de região periférica de Botucatu, São Paulo e o interesse de estudantes da Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB/UNESP) por realizar uma a atividade comunitária, aproximando o conhecimento popular do conhecimento científico com práticas que valorizam o vínculo com a população usuária do SUS. A partir de práticas pedagógicas que valorizam a subjetividade e a maior autonomia do sujeito, buscou-se ampliar as dimensões coletivas da educação na formação da comunidade e de futuros profissionais da saúde. Desenvolvimento: Tendo como base teórica os preceitos do educador Paulo Freire, a partir da contextualização do aluno, de suas necessidades e conceitos já adquiridos busca-se abordagem educacional o projeto tomou forma tendo como professores estudantes da FMB. Anualmente renovam-se alunos e professores, embora haja a permanência de alguns por mais de um ano. A participação contínua e renovada de estudantes da FMB e de outros cursos de graduação da UNESP faz com que haja inovações nas práticas educativas e nas temáticas de intersecção entre Educação e Saúde, valorizando o processo de construção do conhecimento pelo coletivo do grupo, apoiando-se em uma concepção ética de respeito ao outro e na humanização do cuidado. O conteúdo das aulas tem sua abordagem extraída do cotidiano dos educandos e sempre explorando duas esferas: o aprendizado da linguagem oral e escrita e a construção do pensamento crítico. Dessa forma, o alfabetizando é produtor do conhecimento, o que permite o aprendizado tanto de alunos como do professor, com o aperfeiçoamento do senso crítico e da sua própria posição do sujeito na sociedade. Impactos e considerações finais: O projeto permite aos estudantes que ao atuarem como professores reflitam sobre obstáculos muitas vezes ignorados concernentes à prevenção, promoção e educação em saúde e principalmente a comunicação na saúde. Os alfabetizandos adquirem autonomia e confiança em si próprios, o que é fundamental para o exercício da saúde e cidadania. Além disso, a perspectiva de um constante número de alunos e professores participantes e a percepção da aprendizagem presente mostram que a abordagem tem sido significativa, melhorando a qualidade de vida e a auto estima daqueles que por muito tempo tiveram seus direitos ignorados, mostrando que não importa a idade ou condição social, todos temos dialogicamente capacidade de aprender e de ensinar. |