Rodas de Conversa e Távolas

Programação do 13º Congresso Internacional Rede Unida

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Roda de Conversa - Gestão
O apoio como ferramenta de desenvolvimento do trabalho de gestão em serviços, redes e sistemas
Facilitador: LUENA MATHEUS DE XEREZ    Data: 31/05/2018    Local: Sala 19    Horário: 13:30 - 15:30
Trabalhos nesta Roda de Conversa: 13 (clique para ver todos)
3238 - A Telegestão como ferramenta de apoio no cotidiano de gestores para tomada de decisão na Atenção Primária a Saúde no estado da Bahia.

Autores: THIAGO GONÇALVES DO NASCIMENTO PIROPO, HELENA OLIVEIRA SALOMÃO, JULIANA LAMOUNIER ELIAS

A Telegestão como ferramenta de apoio no cotidiano de gestores para tomada de decisão na Atenção Primária a Saúde no estado da Bahia.

Autores: THIAGO GONÇALVES DO NASCIMENTO PIROPO, HELENA OLIVEIRA SALOMÃO, JULIANA LAMOUNIER ELIAS

Apresentação: As grandes dimensões geográficas do estado da Bahia, com 3.505 Equipes de Saúde da Família da Atenção Básica (AB) implantadas e com cobertura estimada em 71,20% da população, requerem um olhar atento às especificidades territoriais e investimentos criativos para apoiar gestores de saúde. Desta forma, a oferta de teleconsulorias se configura como importante recurso de apoio remoto (Telegestão) a gestores municipais e coordenadores da AB, com o objetivo de esclarecer dúvidas relacionadas ao processo de trabalho, na análise de informações em saúde, planejamento e organização, avaliação das ações de saúde, além de uma potente ferramenta para educação permanente e fortalecimento da equipe técnica.

Desenvolvimento: A Telegestão se dar a partir da solicitação de uma teleconsultoria realizada por profissionais que atuam na gestão/coordenação da AB e cadastrados no Plataforma Nacional de Telessaúde. É definida como uma consulta registrada e realizada entre trabalhadores, profissionais e gestores da área da saúde, por meio de instrumentos de telecomunicação bidirecional e oferta respostas qualificadas, baseadas em evidências científicas e adequadas às características loco-regionais. As teleconsultorias podem se dar de duas formas: síncronas (on line), onde é possível promover a discussão em tempo real; e assíncronas (off line), onde a questão enviada pelo solicitante é posteriormente respondida pelo teleconsultor (profissional no Núcleo) em até 72 horas. Considerando as deficiências da Estratégia de Saúde da Família (ESF) e a multiplicidade epidemiológica, a adoção de práticas e posturas na perspectiva de superação de problemas com vistas à melhoria na qualidade nos serviços, como a Telegestão, passa a ter um papel estratégico no fortalecimento da APS tornando esta, mais resolutiva. Como exemplo, temos o apoio a gestores, em tempo oportuno, aos programas e ações prioritárias do Ministério da Saúde na implantação do e-SUS AB e SIS AB, Programa Saúde na Escola, Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica, dentre outros.

Resultados: Com o incremento da oferta, a partir de outubro de 2016, 35% dos municípios baianos tem seus gestores cadastrados e solicitando teleconsultorias. Neste período, 463 teleconsultorias já foram realizadas por estes profissionais e o Núcleo tem investido em novas ofertas para divulgação e fidelização dos gestores como solicitantes, promovendo reuniões e treinamentos em espaços colegiados de tomada de decisão, além de envolver setores como COSEMES, CIR, CIB e a própria Diretoria de Atenção Básica estadual na promoção do serviço.

Considerações finais: Apesar da potencialidade de apoio e aprimoramento das práticas, a partir de investimentos em tecnologias da informação e comunicação no SUS, principalmente pelo uso da telegestão, a adesão à oferta é gradual nas práticas de gestão nos municípios no Estado. Muito embora, considera-se como fator limitante a rotatividade de gestores no cenário baiano neste período.

1297 - A vivência da Residência Multiprofissional em Odontologia da Estratégia Saúde da Família na coordenação estadual de Saúde Bucal do Pará

Autores: Amanda Menezes Medeiros, Andréa Cristina Marassi Lucas, Dimitra Castelo Branco, Pettra Blanco Lira Matos, Alessandra dos Santos Tavares Vieira, Isabella Oliveira dos Santos, Kelly Lene Lopes Calderaro Euclides, Liliane Silva do Nascimento

A vivência da Residência Multiprofissional em Odontologia da Estratégia Saúde da Família na coordenação estadual de Saúde Bucal do Pará

Autores: Amanda Menezes Medeiros, Andréa Cristina Marassi Lucas, Dimitra Castelo Branco, Pettra Blanco Lira Matos, Alessandra dos Santos Tavares Vieira, Isabella Oliveira dos Santos, Kelly Lene Lopes Calderaro Euclides, Liliane Silva do Nascimento

Apresentação: As residências multiprofissionais em saúde são norteadas pelas diretrizes e princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) e utilizam estratégias de educação permanente a partir da integração ensino-serviço nos cenários da prática da gestão e da assistência. Neste contexto, a Residência representa um novo modelo de formação em saúde no Brasil, onde os discentes vivenciam na prática, as disciplinas cursadas e têm a oportunidade de participar ativamente das atividades realizadas nos diversos cenários.   No campo de aprendizagem da Saúde Coletiva, principalmente na Estratégia de Saúde da Família, as residências têm um papel propulsor na qualificação de profissionais de saúde para o trabalho no sentido de estimular a reorientação do planejamento, organização e processo de trabalho das equipes de saúde dos serviços públicos de saúde. Neste processo formador é de suma importância a inserção das práticas de gestão para o conhecimento no que tange à formulação e implementação de políticas de saúde e ações voltadas para a promoção de saúde e prevenção de agravos no âmbito da assistência, bem como, à coordenação do processo de trabalho das equipes e monitoramento de indicadores e resultados apresentados pelas unidades de saúde. Com relação ao exposto, o presente trabalho almeja relatar experiência vivida pelas 7 cirurgiãs-dentistas, residentes em Estratégia saúde da família pelo período de 3 meses junto à Coordenação de Saúde Bucal na Secretaria de Saúde do Estado do Pará (SESPA). Desenvolvimento: Com o passar dos anos, a SESPA foi readequando suas práticas e preceitos, conforme as Políticas de Saúde vigentes no Brasil, até tornar-se gestora do Sistema Único de Saúde (SUS), no Estado, na década de 90, com a missão de assegurar à população Políticas Públicas de Saúde, contemplando os princípios e diretrizes do SUS, com a gestão participativa e o controle social, visando a melhoria da qualidade de vida dos usuários no Estado do Pará. A SESPA é um importante cenário de prática selecionado para os residentes de Odontologia do Programa multiprofissional em Estratégia Saúde da família, onde os mesmos podem aprender mais sobre a gestão de saúde e participar das atividades realizadas na secretaria de saúde. Durante os 3 meses de vivência, as residentes tiveram a oportunidade de acompanhar, em nível estadual, o processo de planejamento e monitoramento das ações de saúde das equipes de Estratégia Saúde da Família (ESF), Núcleo de Apoio a Saúde da Família (NASF) e Equipe de Saúde Bucal (ESB) realizados pela equipe técnica da Coordenação estadual de Saúde Bucal junto às Secretarias Municipais de Saúde dos 144 municípios de abrangência do Pará, visando a qualidade no acompanhamento das ações de saúde o estado do Pará organiza-se em 13 Centros Regionais de Saúde (CRS), que são espaços geográficos contínuos, com municípios limítrofes e semelhanças em relação aos aspectos culturais, econômicos, sociais, de comunicação e transportes, que otimizam o monitoramento das unidades de saúde do estado de acordo com suas características e localização no território. Logo, as atividades desenvolvidas  pela Coordenação Estadual de Saúde bucal em integração com as residentes foram: A participação em reuniões com coordenadores de saúde bucal e/ou atenção básica dos municípios do estado onde foi dada orientação e apoio na elaboração de projetos para implantação ou expansão de ESB, de Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) e de Unidade Móvel Odontológica (UOM); o esclarecimento do mecanismo de funcionamento e financiamento dos programas de saúde; a realização de diagnóstico situacional dos serviços, levando em consideração não só o Pará como um todo, mas também segregando-o em determinado município ou CRS; a realização de visitas técnicas para avaliação da situação organizacional e operacional  da saúde bucal e orientação dos coordenadores dos municípios de todo o estado; o desenvolvimento de material didático e de apoio à educação continuada em saúde; a aprendizagem sobre o uso dos sistemas de informação em saúde, como encontrar e interpretar os dados oferecidos a partir dos sistemas; a participação nas ações vinculadas ao Programa de Melhoria do Acesso e Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB), que consistiram em colaborar na preparação dos municípios para otimizar seu rendimento no programa, principalmente na fase da avaliação externa; o monitoramento de indicadores referentes a saúde bucal, por exemplo, índices de exodontias (extrações dentárias), média de cobertura da saúde bucal na Atenção Básica e média de escovação dental supervisionada; a participação  em reuniões da Comissão Intergestores Bipartide (CIB),  fórum de negociação entre o Estado e os Municípios na implantação e operacionalização do SUS; na Comissão Permanente de Integração Ensino-Serviço do Pará (CIES – Pará), instância intersetorial e interinstitucional permanente que participa da formulação, condução e desenvolvimento da Política de Educação Permanente em Saúde, auxiliando a compreensão da dinâmica dos papéis do município e estado. Resultados: Houve uma relevante troca de saberes e aprendizados nesta rica experiência entre equipe de gestão da SESPA e residentes e, por consequência, um crescimento profissional muito significativo com relação ao conhecimento da rede de atenção à saúde, das práticas e dos serviços. Os profissionais da Coordenação Estadual de Saúde Bucal   experimentaram maior compreensão sobre a importância da integração ensino-serviço proporcionada pela presença da residência nos serviços de gestão em saúde. Dessa forma, conclui-se que os objetivos propostos para essa vivência foram alcançados. A preceptoria dedicada e comprometida foi fundamental para o melhor aproveitamento das residentes nesta experiência, aliando conhecimento teórico na prática da rotina de trabalho e, ao mesmo tempo, o olhar inovador das residentes pôde proporcionar melhorias no processo de trabalho da gestão no âmbito estadual. Considerações finais: O apoio da gestão estadual de saúde aos coordenadores municipais é de suma importância na garantia de maior resolutividade e acessibilidade dos serviços de saúde e, consequentemente, na melhoria da qualidade dos serviços ofertados para a população. Deste modo, garantir profissionais cada vez mais qualificados para superar os desafios que tangem a gestão em saúde, investindo na sua formação, por intermédio dos Programas de Residência Multiprofissionais em Estratégia Saúde da Família, é essencial para o sucesso da integração ensino-serviço-saúde, no âmbito da gestão e da assistência, no que se refere aos serviços de saúde ofertados pela rede do SUS.

3341 - APOIO INSTITUCIONAL NA GESTÃO FEDERAL DA ATENÇÃO BÁSICA: estudo sobre democratização e gestão pública

Autores: Francini Lube Guizardi, Leonardo Passeri de Souza, Ana Silvia Pavani Lemos, Felipe Rangel de Souza Machado

APOIO INSTITUCIONAL NA GESTÃO FEDERAL DA ATENÇÃO BÁSICA: estudo sobre democratização e gestão pública

Autores: Francini Lube Guizardi, Leonardo Passeri de Souza, Ana Silvia Pavani Lemos, Felipe Rangel de Souza Machado

A partir do ano de 2011 a função apoio institucional foi incorporada de modo amplo como uma estratégia relevante para implementação de políticas de saúde prioritárias, direcionadas à qualificação de redes de atenção à saúde no SUS (QualiSUS- rede). Essa inserção tem como contexto político-institucional o enfrentamento de alguns problemas históricos deste sistema, em particular sua elevada fragmentação e os problemas de comunicação e ação coordenada entre entes federativos.  O recurso à função apoio institucional é desta forma justificado como uma alternativa aos modos hegemônicos de gestão em saúde, que se revelaram ineficientes na resolução de um conjunto de questões centrais à consolidação do SUS.

Esta inserção do apoio institucional na qualificação de redes de atenção apresentou características diferentes do movimento inicial em torno à metodologia, na medida em que os apoiadores passaram a ser diretamente contratados pelo poder executivo federal, exercendo o mandato de articulação e suporte aos demais entes federados, em relação a um determinado conjunto de objetivos específicos da política de saúde. Com isto houve ampliação em âmbito nacional do recurso ao apoio institucional como uma função específica de gestão.

Tendo em vista estes fatores, a pesquisa em tela teve como objetivo produzir dados qualitativos a fim acompanhar e problematizar o processo político de inserção do apoio institucional na atenção básica em saúde (AB). Tal delimitação do objeto de pesquisa se justificou pela relevância e capilaridade dessa política, responsável pela principal porta de entrada do SUS, pela maior oferta de serviços e, formalmente, pela função ordenadora do sistema. Desta forma, a pesquisa buscou identificar potencialidades e limites da função apoio institucional como estratégia para democratizar a gestão de políticas de saúde, a partir do campo de ação da Política de Atenção Básica em Saúde, conduzida pelo Departamento de Atenção Básica, do Ministério da Saúde (DAB/MS). Buscou-se, especificamente, analisar os principais efeitos que a função apoio institucional produziu no contexto da atenção básica, no período 2011-2015, em relação aos problemas históricos de fragmentação institucional e concentração normativa da política de saúde.

O desenho do estudo inscreve-se no campo da epistemologia qualitativa. Os dados foram produzidos entre outubro de 2015 e julho de 2017, por meio de três grupos focais, 23 entrevistas semi estruturadas, realizadas com dirigentes do DAB/MS (2), técnicos da Coordenação Geral de Gestão da Atenção Básica (17) e Apoiadores descentralizados (4). Realizamos também observação participante do VI e VII Fóruns Nacionais de Gestão da Atenção Básica. O projeto de pesquisa foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa em junho de 2014, aprovado e registrado sob o  CAAE: 34349314.4.0000.5650.

O material produzido no trabalho de campo foi integralmente transcrito e codificado com a utilização do software Atlas.ti. Recorremos a quatro categorias operacionais prévias (perfil dos apoiadores; trajetória profissional; formação/qualificação profissional; experiência do apoio institucional na CGGAB; apoio integrado do MS), que se desdobraram em outras 29 subcategorias. A análise baseou-se nos referenciais teóricos da Ergologia, particularmente a obra de Yves Schwartz e Louis Durrive.

Os resultados indicam que o apoio institucional foi adotado como ferramenta de gestão: um recurso/estratégia adicional, que embora incidisse nas práticas e relações federativas da gestão praticada pelo departamento, com a perspectiva de apoiar os estados e municípios a partir de uma relação de cooperação e não de supervisão, não alcançou a condição de modelo de gestão. Este dado é expresso na dupla função dos trabalhadores da CGGAB, que tanto atuavam como apoiadores institucionais centralizados, como também desempenham a atribuição de ser referência técnica de uma ou mais frentes de ação programática do departamento.

Encontramos três diferentes arranjos organizativos do apoio institucional da CGGAB no período em análise. O primeiro se caracterizava por duplas e trios de apoiadores responsáveis por um determinado conjunto de estados (em torno de 2 a 4). Na segunda configuração cada apoiador centralizado passou a apoiar individualmente um estado, ou quando necessário, mais de um. Neste contexto houve a implementação do apoio descentralizado, como parte do movimento mais geral de estruturação do Apoio Integrado, articulado pelo projeto qualiSUS redes. Com isso, o apoio centralizado (AC) atuava conjuntamente com o apoio descentralizado (AD) naqueles estados em que a estratégia estava implantada. E, por fim, uma terceira composição, resultante do entendimento de que não haveria necessidade de duas referências de apoio para um mesmo estado.

Identificamos que tanto o AC quanto o AD tinham caráter generalista, ou seja, o apoio ofertado aos estados e municípios era relacionado às principais frentes da Política de Atenção Básica, mas também às políticas transversais do SUS.  O apoio integrado foi avaliado como uma estratégia pouco efetiva, cuja implementação/operacionalização não avançou, apesar de o DAB/MS ter participado de alguns movimentos institucionais nos territórios e na gestão interna da proposta. De modo geral o apoio institucional conformado pelo DAB/MS desenvolveu-se paralelamente a estes movimentos.

Mapeamos os seguintes atores como interlocutores das relações de apoio construídas: Secretarias estaduais e municipais de saúde, principalmente departamentos/ coordenações estaduais e municipais de atenção básica; Técnicos de outras coordenações do DAB e de outros setores do MS; Apoiadores institucionais vinculados à estratégia do apoio integrado nos territórios; Conselhos de secretários de saúde, principalmente o COSEMS; Comissões intergestores (tripartite, bipartite e regional);  Conselhos de saúde (estaduais, municipais e locais); e Universidades e instituições de pesquisa.

As atividades realizadas incluíam suporte/contato remoto (via e-mail, telefone, mensagem de texto e videoconferência); compartilhamento de materiais e informações técnico-operacionais; realização e participação de reuniões; realização de oficinas, capacitações e encontros de alinhamento; participação em grupos de trabalho e câmaras técnicas; visitas técnicas e participação em eventos institucionais e acadêmicos.

Concluímos que o acesso e uso de informações estratégicas da gestão pública federal revelou-se um componente nuclear do apoio institucional realizado, que intervém em sua legitimação, sendo muitas vezes manejado como um recurso de construção do vínculo. Os resultados indicam que o apoio institucional ampliou a acesso de seus interlocutores às informações técnicas da política de Atenção Básica, mas incidiu apenas indiretamente na construção de maior transparência destas informações, na medida em que qualificou a construção de instrumentos normativos e outras ações institucionais.

Nesse sentido, a estratégia engendrou e fortaleceu redes sócio técnicas, articuladas em função da PNAB, como dispositivo de mobilização e ação no Estado. Importante observar que este efeito revela-se condicionado à constituição de relações pessoais, limitadamente transferíveis. Tal aspecto não consiste numa especificidade do apoio, porém, como a efetividade da estratégia depende da qualidade deste vínculo, inferimos que seu manejo tenha sido qualificado e institucionalizado pelo apoio como recurso de gestão. Quanto a isto, o apoio institucional demonstra operar com mais eficácia instituições historicamente arraigadas no Estado Brasileiro sem, contudo, necessariamente incidir em sua transformação.

O apoio institucional na gestão federal, como modo de ação política por dentro da malha do Estado, implica uma ética de solidariedade no acesso a recursos e compartilhamento do processo decisório da política pública, logo, de sua democratização. Contudo, a necessidade de implementação do “cardápio” que constitui a prioridade política da gestão demonstrou resultar em um tensionamento entre esta ética e as finalidades esperadas do apoio, em alguma medida mutuamente limitante.

482 - Apoio Matricial na Saúde do Trabalhador no município de Caxias do Sul

Autores: Danusa Santos Brandão, Nicieli Granella de Oliveira Sguissardi, Ida Marisa Strauss Dri, Rejane Fátima Rech, Ben Hur Monson Chamorra, Cristóvão Luiz Gardelin, Glediston Jesus Dotto Perottoni, Soeli Dea de Fátima Serafim de Matos

Apoio Matricial na Saúde do Trabalhador no município de Caxias do Sul

Autores: Danusa Santos Brandão, Nicieli Granella de Oliveira Sguissardi, Ida Marisa Strauss Dri, Rejane Fátima Rech, Ben Hur Monson Chamorra, Cristóvão Luiz Gardelin, Glediston Jesus Dotto Perottoni, Soeli Dea de Fátima Serafim de Matos

Apesar de acidentes e doenças relacionados ao trabalho serem agravos de notificação compulsória, tanto nos sistemas de informação federal como estadual, percebe-se que existe uma subnotificação por parte dos serviços de saúde. A atividade de matriciamento consiste na realização de três encontros in loco, durante as reuniões de equipe, onde se discute questões pertinentes a saúde do trabalhador e um retorno após 6 meses para avaliação e discussão dos casos trabalhados. Até o momento os encontros foram realizados em apenas uma UBS. Durante a atividade, no entanto, percebeu-se uma grande necessidade da equipe em discutir seus próprios acidentes e doenças relacionados ao trabalho. O fato de a equipe refletir sobre sua saúde como classe trabalhadora foi um ponto inesperado, mas muito positivo, pois tensiona a mesma a questionar, refletir e propor mudanças em seu próprio processo de trabalho e dá um olhar mais empático ao usuário que chega à UBS em situações semelhantes e sujeitos aos agravos relacionados ao trabalho.

2044 - APROXIMAÇÕES COM AS AÇÕES DO NÚCLEO DE APOIO À SAÚDE DA FAMÍLIA EM UM MUNICÍPIO BAIANO

Autores: Josiane Moreira Germano, Adilson Ribeiro dos Santos, Alba Benemérita Alves Vilela

APROXIMAÇÕES COM AS AÇÕES DO NÚCLEO DE APOIO À SAÚDE DA FAMÍLIA EM UM MUNICÍPIO BAIANO

Autores: Josiane Moreira Germano, Adilson Ribeiro dos Santos, Alba Benemérita Alves Vilela

APRESENTAÇÃO: Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) em articulação com as equipes da Estratégia de Saúde da Família (ESF) configuram-se como dispositivos potentes para o aumento do escopo das ações em saúde nos territórios. Desta forma, este estudo tem por objetivo relatar a experiência de discentes de um curso de Pós-Graduação Stricto Sensu na aproximação com o processo de trabalho do NASF. DESCRIÇÃO DA EXPERIÊNCIA: trata-se de um relato de experiência elaborado com base nas vivências de discentes do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem e Saúde da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, campus Jequié-Bahia. A experiência deu-se em outubro de 2017 a partir de visitas ao município de Itajuípe-Bahia no intuito de conhecer e promover reorientação das às atividades realizadas pelo NASF que é composto pelas seguintes categorias profissionais: Educação Física, Fisioterapia e Nutrição. O primeiro momento foi de acolhimento pelo Secretário Municipal de Saúde, seguido da apresentação dos territórios das Unidades de Saúde da Família, sob os cuidados da coordenadora do NASF. Foi proporcionado um momento para troca de experiências e escuta das propostas de atuação, ainda, foi possível participar de algumas atividades como: grupos voltados à promoção da alimentação saudável e atividade física, visitas à secretaria municipal de saúde, bem como, visitas domiciliares. IMPACTOS: pode-se observar que o NASF atua sob todo território em ações de educação em saúde por meio de grupos de atividade física e promoção da alimentação saudável, onde congrega a participação de todos os profissionais do NASF, tomou relevo, destacou-se as orientações nutricionais, que acontecem mediante oficinas onde os cardápios são (re) significados e direcionadas com os alimentos regionais e possíveis, além de proporcionar um espaço (inter)ativo. Salienta-se que as ações não contempladas pelo NASF, devido à ausência da categoria profissional, recebem apoio, por meio de consultas compartilhadas e visitas domiciliares, de uma equipe de Residentes Multiprofissionais em Saúde da Família alocados em uma USF do município, formando assim, uma rede colaborativa de atenção e cuidado. Apesar das potencialidades, ainda observa-se que são necessárias práticas de Educação Permanente em Saúde, Projeto Terapêutico Singular e ainda, maior exploração da dimensão tecno-pedagógica do Apoio Matricial (AM) pra estreitamento dos vínculos entre si e entre as equipes da ESF. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Posto isso, infere-se a potência desta equipe do NASF na realização de ações educativas na comunidade com necessidade de maior exploração da dimensão tecno-pedagógica do AM, bem como espaços de Educação Permanente em Saúde como caminhos para o processo de trabalho.

5440 - O matriciamento como estratégia de co-gestão e reorganização do processo de trabalho na saúde indígena: uma experiência do Distrito Sanitário Especial Indígena da Bahia – DSEI/BA

Autores: LARISSA SOARES DA SILVA, Sara Emanuela de Carvalho Mota, Iane Carine Freitas da Silva, Larissa de Faro Valverde

O matriciamento como estratégia de co-gestão e reorganização do processo de trabalho na saúde indígena: uma experiência do Distrito Sanitário Especial Indígena da Bahia – DSEI/BA

Autores: LARISSA SOARES DA SILVA, Sara Emanuela de Carvalho Mota, Iane Carine Freitas da Silva, Larissa de Faro Valverde

A necessidade de construção de um modelo diferenciado de atenção à saúde dos povos indígenas esteve presente desde as pautas das primeiras Conferências Nacionais de Proteção à Saúde do Índio. Concretizado através do Subsistema de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas, este focava no reconhecimento da legitimidade do pleito dos povos indígenas, orientados por cosmovisões e formas de organização social distintas daquela ocidental que rege a organização do SUS. O DSEI-BA, estruturado em sede (gestão) e em 09 Polos Base (assistência), conta hoje com 33 Equipes que atendem regularmente cerca de 28.215 indígenas (conforme planilha de demográficos 2017) distribuídos em 126 aldeias. São 449 trabalhadores da saúde que atuam nestas equipes, nas quais aproximadamente 262 são indígenas. A formação e a capacitação de indígenas como profissionais de saúde é uma estratégia que visa favorecer a apropriação de conhecimentos e recursos técnicos da medicina ocidental, somando ao acervo de terapias e outras práticas culturais próprias, tradicionais ou não. Deste modo, o lócus escolhido para realização dos encontros presenciais previstos nesta estratégia foram os Polos Base, a fim de viabilizar a participação de todos os membros das Equipes Multidisciplinar de Saúde Indígena (EMSI), inclusive, os Agentes Indígenas de Saúde/AIS e os Agentes Indígenas de Saneamento/AISAN. O objetivo do trabalho consiste em construir subsídios para a reorganização dos serviços e processos de trabalho das equipes multidisciplinares, encarnando novos saberes nas práticas concretas dos serviços de saúde e qualificando as práticas de cuidado, gestão e participação popular através de uma relação dialógica e solidária, em que o compartilhamento de conhecimentos se dê de maneira horizontal e contínua entre os trabalhadores da saúde indígena do DSEI-BA. O trabalho pode ser resumido em 03 fases. A primeira foi referente ao planejamento. Nessa fase ocorreu o levantamento de dados para diagnóstico da situação de saúde das comunidades indígenas dos Polos Base, além de aprofundamento do estudo sobre apoio matricial para facilitar o desenvolvimento da estratégia. Foram realizadas reuniões com todos os Responsáveis Técnicos (RTs) da Divisão de Atenção à Saúde Indígena/DIASI do DSEI-BA para alinhamento do matriciamento como ação de reorganização do trabalho com as EMSI e planejamento da 1ª visita de apoio matricial. A 1ª visita no âmbito da estratégia de matriciamento visou intensificar o processo de vinculação entre as EMSIs e as Referências da DIASI, de forma a estabelecer uma escala de diálogo e apoio permanente entre as equipes de assistência e de gestão, em busca da co-gestão. Assim, foi reforçada a importância da participação de todos os membros das equipes durante a 1ª visita. Essa fase durou 12 meses. A segunda fase se referiu à execução do planejamento. Consistiu na ida de duplas de RTs aos 09 Polos Base a fim de coordenar as atividades e conduzir as discussões propostas. As visitas ocorreram entre os meses de março e agosto de 2016 e cada uma teve duração de 05 dias. A terceira fase foi de avaliação da fase anterior e de monitoramento das ações após a visita aos Polos. Cabe destacar que o matriciamento não acaba na fase 03. Ele é constante no processo de trabalho dos RTs da DIASI, é pautado no estabelecimento de uma rede de apoio que não exige necessariamente a presença física das RTs nos Polos Base para subsidiar a equipe, embora a continuidade da proposta exija uma regularidade de ações in loco planejadas previamente. Então, a cada nova visita são repetidas as fases 01 e 02. Portanto, a fase 03 não tem período definido. Nesse estudo, vamos descrever e analisar a experiência durante a fase 02. As atividades foram desenvolvidas coletivamente durante cinco dias consecutivos. A primeira atividade foi destinada ao acolhimento dos participantes. Foi possível perceber que a maioria dos profissionais contratados compartilhava forte sentimento de identificação com as pautas indígenas e de cumplicidade enquanto grupo, que por vezes era diretamente proporcional às dificuldades e aos conflitos encontrados nos diferentes contextos locais. O segundo momento consistiu na discussão da Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas/PNASPI e da Política Nacional de Atenção Básica/PNAB. Teve o propósito de destacar os princípios e diretrizes dessas políticas com vistas à operacionalização, mediante construção dos mapas de saúde contendo o território adstrito, as características de ocupação territorial dos povos indígenas locais, aspectos socioculturais, perfil de morbidade, distribuição das equipes e das Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI), entre outros. Tais atividades foram desenvolvidas durante os dois primeiros dias. Dessa forma, foi feita uma análise crítica comparativa entre o que é preconizado nas políticas e o que é efetivado. A partir dessa análise, foram levantadas propostas que viabilizem a concretização das diretrizes da PNASPI e da PNAB. No terceiro dia, foi abordado um estudo de caso a fim de elucidar o processo de preenchimento de cada instrumento de registros dos atendimentos em saúde entre os profissionais das equipes. O quarto dia foi dirigido para a construção efetiva dos instrumentos de planejamento do processo de trabalho das EMSI de acordo com os dados levantados na sala de situação de cada Polo Base. No quinto dia, as equipes foram convidadas a assumir o exercício cotidiano da gestão, a saber, eleger prioridades a partir dos problemas enfrentados pela comunidade em seu cotidiano, que sejam sensíveis às ações de atenção básica. O final do primeiro encontro presencial da estratégia de matriciamento aqui apresentada foi marcado, indistintamente, por depoimentos de incentivo e fortalecimento dessas práticas de qualificação dos serviços prestados, reaproximando as dinâmicas da gestão e da assistência, com ganhos significativos para a organização do modelo de atenção aplicado no âmbito da saúde indígena, assim como para a qualidade de vida e saúde da população indígena assistida. Essa experiência se propõe a construir subsídios para a reorganização dos serviços e processos de trabalho das EMSIs. Alguns desafios ocorreram durante a sua implantação, majoritariamente de caráter operacional: atraso ou ausência de custeio do deslocamento dos participantes e dificuldade de reservar espaços adequados à realização do encontro. Cita-se, ainda, a dificuldade de concentração e participação de alguns membros das equipes nas atividades, uma vez que foram realizadas em seu ambiente de trabalho. No entanto, considera-se que a estratégia de matriciamento tem sido exitosa e geradora de efeitos positivos e permanentes, sobretudo devido à aproximação dos profissionais de saúde da gestão com aqueles da assistência. Tal vínculo permitiu atualmente um maior conhecimento da situação de saúde do território pelas EMSI, o aprimoramento do planejamento das visitas e ações em território, uma melhor compreensão e uso dos instrumentos de coleta de dados, maior qualificação dos dados de saúde coletados e a análise crítica desses dados.

Assim, conclui-se que a 1ª visita realizada para o apoio matricial contribuiu para a melhoria do processo de conhecimento e produção da informação com vistas à reorganização do trabalho. Nesse sentido, a estratégia deve avançar com outro foco, mais específico e voltado para a melhoria dos indicadores de saúde prioritários.

3522 - PROTOCOLO DE ATUAÇÃO DO NASF NA ATENÇÃO PRIMARIA A SAÚDE DE NOVA OLINDA DO NORTE – AM.

Autores: Liliam Rafaelle Souza da Silva, Erlen rayssa vaz da silva, arlei silva da costa, lucelia lima, Romina Brito

PROTOCOLO DE ATUAÇÃO DO NASF NA ATENÇÃO PRIMARIA A SAÚDE DE NOVA OLINDA DO NORTE – AM.

Autores: Liliam Rafaelle Souza da Silva, Erlen rayssa vaz da silva, arlei silva da costa, lucelia lima, Romina Brito

Apresentação

O Protocolo de atuação do NASF na atenção primaria de saúde traz de forma sintetizada o passo a passo do processo de trabalho dos profissionais que compõe o núcleo de apoio com a finalidade de subsidiar as equipes de saúde e demais setores municipais que atuam como rede de atenção à saúde em caráter Intersetorial. O conteúdo do material exposto é embasado nas diretrizes pré estabelecidas pelo Ministério da Saúde encontradas principalmente no Caderno da Atenção Básica nº39 referente ao Núcleo de Apoio a Saúde da Família Volume 1 – Ferramentas para gestão e trabalho cotidiano. Contudo, é necessário entender as especificidades regionais encontradas no município o que nos fazem adaptar várias situações de acordo com a realidade territorial.

Descrição da experiência

De acordo com a política nacional de atenção básica – PNAB (Brasil,2011) o NASF é uma equipe composta por profissionais de diferentes áreas de conhecimento, que devem atuar de maneira integrada apoiando os profissionais das estratégias de saúde da família compartilhando as práticas e saberes em saúde nos territórios sob responsabilidade dessas equipes, atuando diretamente no apoio matricial das unidades nas quais o NASF está vinculado.

O Município de Nova Olinda do Norte possui  12 equipes de Estratégia Saúde da Família, as quais são responsáveis por 100% da cobertura territorial, situação que possibilitou a implantação de duas equipes do Núcleo de Apoio a Saúde da Família NASF1 e NASF2 sendo ambos do Tipo 1.

 

Entretanto, o trabalho dessas equipes  é rotativo, sendo fundamental um instrumento que possa organizar todos os passos de cada profissional em cada unidade básica de saúde de acordo com as pactuações realizadas mensalmente com as ESF’s. Para isso é primordial que seja inserida uma agenda de atividades e ações compartilhadas entre as equipes das UBS’s para o NASF de forma flexível para o caso de situações prioritárias que possam ocorrer, a existência de um fluxograma além de um instrumento que direcione as equipes de saúde quanto as atribuições dos profissionais do NASF em relação as reuniões de planejamento da equipe do NASF, reuniões com as ESF’s, reuniões com AB, atendimentos individuais e compartilhados, atendimentos domiciliares, grupos e atividades coletivas, ações e campanhas de promoção e prevenção à saúde, mutirões de assistência à saúde, encontros e ações intersetoriais e o horário para a elaboração dos materiais de apoio pedagógico e terapêutico.

No entanto a falta de entendimento dos profissionais, principalmente dos gerentes das unidades básicas de saúde comprometem a execução dessas ações, negligenciando as equipes do NASF e reduzindo o poder de resolutividade de cada profissional. Por tal motivo foi elaborado e aprovado pelo Conselho Municipal de Saúde O Protocolo De Atuação Do Nasf Na Atenção Primaria A Saúde De Nova Olinda Do Norte – Am.

Consta nesse instrumento a descrição simplificada das diretrizes do NASF pontuadas pelo ministério da saúde, incluindo as peculiaridades regionais conforme a necessidade municipal, enfatizando a organização do processo de trabalho, a agenda compartilhada e todas as atribuições e competências de cada categoria existente, junto com as sugestões de temas para serem trabalhados por cada profissional nos principais programas da atenção básica. Para o melhor manuseio desse documento, o mesmo foi apresentado e explanado a cada equipe de saúde vinculada ao NASF.

Em resumo os enfermeiros gerentes das Unidades Básicas de Saúde possuem a responsabilidade de integrar em suas equipes os profissionais do NASF, os quais estão presentes com a finalidade de melhorar as situações de vulnerabilidades ocorridas no território a partir dos levantamentos apontados pelos instrumentos de avaliações existentes no município, como avaliações periódicas das UBS’s, relatórios dos sistemas de dados da Atenção Básica (E-SUS, SISVAN e etc.), diagnostico situacional entre outros. Reduzindo dentro de suas possibilidades o maior quantitativo de demandas reprimidas em cada especialidade.

As unidades básicas de saúde são contempladas com a presença dos profissionais do NASF conforme agendamento prévio para a realização de ações matriciais, educação em saúde, educação permanente, mutirões de assistência à saúde, projeto terapêutico singular e outras atividades de acordo com a necessidade das áreas de abrangência de cada equipe exposta pelo gerente da unidade incluindo participação nas campanhas municipais com orientações sobre os temas a serem desenvolvidos.

Quando há necessidade da presença dos profissionais para determinada ação, os gerentes das equipes vinculadas devem solicitar com antecedência à Coordenação Municipal do NASF a fim de possibilitar o manejo apropriado dos profissionais para o evento sem prejudicar as demais equipes ou atendimentos ambulatoriais.

Quanto as visitas domiciliares, atendimentos individuais e compartilhados, os profissionais do NASF já possuem dias e horários estipulados pela Coordenação Municipal da Equipe em conformidade com a Coordenação Municipal da Atenção Básica, visando a importância da continuidade no acompanhamento e tratamento dos usuários.

Impactos

Na tentativa de definir as funções da ESF em conjunto com o NASF o protocolo municipal possibilitou a organização de todos os profissionais, além de viabilizar as ações intersetoriais e respaldar o trabalho nas zonas rurais tendo em vista o grande desafio das vias fluviais como único caminho para cinco das sete equipes ribeirinhas. Os conflitos reduziram generosamente e foi possível trabalhar os grupos terapêuticos além de oferecer uma devolutiva com mais agilidade aos pacientes e facilitar as ações de matriciamento as equipes de saúde.

Quanto ao trabalho intersetorial, os dispositivos municipais da rede de atenção a saúde também foram contempladas com o beneficio desse instrumento para facilitar a compreensão e inserção dos profissionais do NASF nas ações realizadas em parceria com  a saúde.

Considerações finais

O Núcleo de Apoio a Saúde da família trouxe em seu arranjo a possibilidade de inserção de novas especialidades que o município dificilmente disponibilizaria sem a participação dos recursos federais, o que favorece a população e reduz o tempo de espera por consultas a estes especialistas em outras localidades, diminuindo os custos com passagens, alimentação e estadias dos usuários além de facilitar a resolutividade dos casos e o acompanhamento pela equipe ESF de referência.

Dessa forma Nova Olinda do Norte oferece no seu quadro multidisciplinar as seguintes especialidades: nutrição, fonoaudiologia, fisioterapia, psicologia, serviço social, farmácia e educação física. Categorias profissionais que muitas vezes tem seu campo de atuação reduzido pela compreensão limitada de outros profissionais e o protocolo de atuação do nasf na atenção primaria a saúde possibilitou para muitos o esclarecimento do campo de atuação e da proposta do NASF, em qualquer momento ou em qualquer dificuldade basta realizar a leitura desse documento no qual contem tanto a organização do processo de trabalho quanto uma lista de assuntos que podem ser trabalhados pela equipe, incluindo alguns critérios para atendimento, visitas domiciliares, educação permanente e temas que podem ser trabalhados com os usuários para auxiliar os gerentes na escolha e direcionamento dos profissionais para as ações a serem desenvolvidas.

5272 - Rede Colaborativa de apoiadores do CONASEMS, planejamento estratégico para desenvolvimento das gestões municipais de saúde

Autores: Lincoln Costa Valença, Laura Gonsalves Ferreira, Laura Gonsalves Ferreira, Ana Carla Pessoa Aguiar, Ana Carla Pessoa Aguiar

Rede Colaborativa de apoiadores do CONASEMS, planejamento estratégico para desenvolvimento das gestões municipais de saúde

Autores: Lincoln Costa Valença, Laura Gonsalves Ferreira, Laura Gonsalves Ferreira, Ana Carla Pessoa Aguiar, Ana Carla Pessoa Aguiar

 

Apresentação: Este relato de caso retrata a realidade da gestão do SUS do Estado de Roraima, onde através da rede colaborativa de apoiadores foi realizada uma analise das atuais gestões a partir da existência (ou não) dos instrumentos de gestão. Assim, após a investida de deslocamento “in loco” em todos os municípios do Estado (Amajari, Alto Alegre, Boa Vista, Bonfim, Cantá, Caracaraí, Caroebe, Iracema, Mucajaí, Normandia, Pacaraima, Rorainópolis, são João da Baliza, São Luiz, Uiramutã)  onde o objetivo era arrecadar os instrumentos, pois medidas iniciais não foram atendidas (e-mail’s e solicitações em reuniões), portanto nos restava realizar a aproximação do município. Assim, a próxima fase foi a analise dos materiais arrecadados (plano de saúde, Relatório anual de gestão, planejamento do quadriênio) o resultado foi surpreendente, pois, infelizmente os instrumentos quando existiam, nem estavam postados e validados na plataforma adequada, nem dialogavam entre si. Desenvolvimento do trabalho: A partir dessas constatações desencadeamos o início da educação permanente para as equipes gestoras, mas sempre esbarramos na falta de financiamento do COSEMS Roraima, portanto tivemos que ser bem ousados e conseguimos realizar algumas atividades com facilitadores nacionais somente através das parcerias que fizemos com o COSEMS do Pará e do Paraná, além dos apoio concedido pelo CONASEMS através do financiamento de um evento em Roraima e também não podemos deixar de considerar que o apoio no Núcleo Estadual do Ministério da Saúde também foi fundamental para realização das oficinas que realizamos nos municípios.

3585 - O APOIO TÉCNICO EM SAÚDE BUCAL DO DISTRITO DE SAÚDE LESTE E O PROGRAMA DE MELHORIA DO ACESSO E QUALIDADE - PMAQ

Autores: DANIEL AMARAL DE VASCONCELOS, JOCILANE LIMA DE ALMEIDA VASCONCELOS, JOCILANE LIMA DE ALMEIDA VASCONCELOS, THAIZE MARIA SILVA LIMA, THAIZE MARIA SILVA LIMA

O APOIO TÉCNICO EM SAÚDE BUCAL DO DISTRITO DE SAÚDE LESTE E O PROGRAMA DE MELHORIA DO ACESSO E QUALIDADE - PMAQ

Autores: DANIEL AMARAL DE VASCONCELOS, JOCILANE LIMA DE ALMEIDA VASCONCELOS, JOCILANE LIMA DE ALMEIDA VASCONCELOS, THAIZE MARIA SILVA LIMA, THAIZE MARIA SILVA LIMA

O Distrito de Saúde Leste(DISAL)/SEMSA MANAUS possui 27 equipes de Saúde Bucal de Estratégia Saúde da Família(ESF), mas apenas as equipes cadastradas no Programa de Melhoria de Qualidade na Atenção Básica (PMAQ) seguiam padrões do serviço pré-estabelecidos. Em consonância com a chefia da Divisão de Atenção à Saúde foi proposto pelo apoio técnico do Distrito de Saúde Leste (DISAL), na zona leste de Manaus, que todas as equipes de Saúde Bucal utilizassem os padrões PMAQ, com ou sem avaliação externa do programa. O processo iniciou com uma reunião gerencial na UBS Gebes de Medeiros que contou com a presença de 95% dos profissionais Cirurgiões dentistas, Auxiliares e Técnicos em Saúde Bucal, com exceção dos profissionais que se encontravam de férias no período. Nesta reunião a proposta PMAQ foi apresentada, mostrando os padrões essenciais e estratégicos para a inserção em todas as equipes de Saúde Bucal. As unidades que já realizavam suas atividades voltadas nesse modelo relataram suas experiências, como a desenvolviam e compartilharam seus saberes e desafios, avaliando a estratégia como positiva. Dentro dos padrões essenciais que exigiram imediata intervenção, tivemos o horário de funcionamento das unidades de saúde; apresentação da definição territorial das UBS, pois alguns dentistas desconheciam o território sob sua responsabilidade. Quanto ao padrão referente ao planejamento do cuidado em saúde, foi necessário mobilizar os profissionais de Saúde Bucal, com exercícios práticos de baseado na ferramenta de planejamento 5W2H. A organização da agenda de alguns dos profissionais já incluía atendimento à demanda espontânea, mas não faziam registro na agenda, com isso, todos foram orientados a realizar. Apesar de haver reuniões sistemáticas com a equipe da ESF, estas não eram registradas e não haviam discussões de Projeto Terapêutico Singular(PTS), o que ainda se torna um desafio dentro das Esquipes. Foi consolidado pela Gerência de Saúde Bucal do Município uma ferramenta para investigação do perfil epidemiológico da população do território da ESF, mas na prática os profissionais ainda não a utilizavam e até a desconheciam como forma de planejamento e acompanhamento. Apenas uma equipe de Saúde Bucal possui o prontuário eletrônico instalado. Outros itens foram apresentados e discutidos como:  formulários de encaminhamento, a educação permanente e cooperação horizontal específica para as equipes de saúde Bucal e demandas que o PMAQ não exige, mas são importantes para a práticas das atividades profissionais. Em setembro e outubro de 2017 as equipes PMAQ receberam a avaliação externa, conforme pactuado. O apoio técnico tem monitorado a continuidade dos padrões PMAQ nas equipes de Saúde Bucal, e os ajustes necessários para melhoria da qualidade dos serviços.

3262 - Educação em Saúde para a Prevenção de ISTs por Teleducação no estado do Amazonas

Autores: Hildegard Loren Rebouças Santos, Robson Gracie Almeida da Silva, Fidelis Henrique de Moura Gouvea, Pedro Máximo de Andrade Rodrigues, Cleinaldo De Almeida Costa, Waldeyde Olerilda Guimarães, Chao Lung Wen

Educação em Saúde para a Prevenção de ISTs por Teleducação no estado do Amazonas

Autores: Hildegard Loren Rebouças Santos, Robson Gracie Almeida da Silva, Fidelis Henrique de Moura Gouvea, Pedro Máximo de Andrade Rodrigues, Cleinaldo De Almeida Costa, Waldeyde Olerilda Guimarães, Chao Lung Wen

Apresentação: O Programa Jovem Doutor (PJD) é uma atividade educativa de extensão de característica multi e interdisciplinar, desenvolvida pelo Núcleo de Telessaúde da Universidade do Estado do Amazonas, que por meio de recursos de telessaúde (webconferências e uso da página de Facebook como ambiente virtual de aprendizagem), visa promover o intercâmbio entre estudantes dos ensinos médio e superior. Por meio das ferramentas de telessaúde, os Jovens Doutores complementam os conhecimentos dos alunos do ensino médio com temas de relevância social, como orientação sexual. No estado do Amazonas, a utilização desses recursos como tecnologias educativas é necessária e oportuna, tendo em vista a dimensão territorial do estado e a logística de transportes, o que muitas vezes dificulta o acesso da comunidade interiorana à educação e aos serviços de saúde como um todo. Desse modo, os alunos de Parintins, cidade situada a 369 km da capital amazonense, Manaus, participaram de uma webconferência sobre educação sexual, em abril de 2017, promovida por acadêmicos de enfermagem e medicina no contexto da programação do PJD. O tema é relevante pelo fato de Parintins ser um município marcado pelo alto índice de gravidez precoce e infecções sexualmente transmissíveis (IST’s). Desenvolvimento do trabalho: Durante 4 horas de weboconferência, foram abordados temas como a fisiologia reprodutiva feminina e masculina, principais hormônios atuantes na puberdade, riscos de uma gravidez precoce, métodos contraceptivos mais eficazes, IST’s mais comuns no estado do Amazonas (Aids, sífilis e gonorreia), destacando-se o reconhecimento dos sintomas, métodos diagnósticos, e locais onde se pode buscar o reconhecimento e tratamento. Após a abordagem, esclareceram-se as dúvidas, e em seguida aplicou-se um questionário coletivo para fixação do conteúdo. Resultados: as dúvidas esclarecidas foram sobre o uso da pílula anticoncepcional e efeitos adversos, assim como a pílula do dia seguinte. Os alunos souberam interagir em equipe respondendo ao questionário coletivo com sucesso, acertando 90% das questões (questionário com 10 questões, e cinco alternativas de múltipla escolha). Considerações finais: apesar de algumas intercorrências de comunicação, houve uma interação satisfatória entre os acadêmicos e alunos do ensino médio. Os universitários aplicaram o conhecimento adquirido na teoria, enquanto os adolescentes receberam orientações em educação sexual indispensável devido à faixa etária e aos índices de IST’s relevantes no interior.  É necessário que o PJD não atue isoladamente, e para modificações a longo prazo, ocorra um apoio governamental para mais medidas de educação em saúde, voltadas aos jovens estudantes.

2347 - O APOIO TÉCNICO EM SAÚDE BUCAL DO DISTRITO DE SAÚDE LESTE E O PROGRAMA DE MELHORIA DO ACESSO E QUALIDADE - PMAQ

Autores: DANIEL AMARAL DE VASCONCELOS, JOCILANE LIMA DE ALMEIDA VASCONCELOS, THAIZE MARIA SILVA LIMA

O APOIO TÉCNICO EM SAÚDE BUCAL DO DISTRITO DE SAÚDE LESTE E O PROGRAMA DE MELHORIA DO ACESSO E QUALIDADE - PMAQ

Autores: DANIEL AMARAL DE VASCONCELOS, JOCILANE LIMA DE ALMEIDA VASCONCELOS, THAIZE MARIA SILVA LIMA

O Distrito de Saúde Leste(DISAL)/SEMSA MANAUS possui 27 equipes de Saúde Bucal de Estratégia Saúde da Família(ESF), mas apenas as equipes cadastradas no Programa de Melhoria de Qualidade na Atenção Básica (PMAQ) seguiam padrões do serviço pré-estabelecidos. Em consonância com a chefia da Divisão de Atenção à Saúde foi proposto pelo apoio técnico do Distrito de Saúde Leste (DISAL), na zona leste de Manaus, que todas as equipes de Saúde Bucal utilizassem os padrões PMAQ, com ou sem avaliação externa do programa. O processo iniciou com uma reunião gerencial na UBS Gebes de Medeiros que contou com a presença de 95% dos profissionais Cirurgiões dentistas, Auxiliares e Técnicos em Saúde Bucal, com exceção dos profissionais que se encontravam de férias no período. Nesta reunião a proposta PMAQ foi apresentada, mostrando os padrões essenciais e estratégicos para a inserção em todas as equipes de Saúde Bucal. As unidades que já realizavam suas atividades voltadas nesse modelo relataram suas experiências, como a desenvolviam e compartilharam seus saberes e desafios, avaliando a estratégia como positiva. Dentro dos padrões essenciais que exigiram imediata intervenção, tivemos o horário de funcionamento das unidades de saúde; apresentação da definição territorial das UBS, pois alguns dentistas desconheciam o território sob sua responsabilidade. Quanto ao padrão referente ao planejamento do cuidado em saúde, foi necessário mobilizar os profissionais de Saúde Bucal, com exercícios práticos de baseado na ferramenta de planejamento 5W2H. A organização da agenda de alguns dos profissionais já incluía atendimento à demanda espontânea, mas não faziam registro na agenda, com isso, todos foram orientados a realizar. Apesar de haver reuniões sistemáticas com a equipe da ESF, estas não eram registradas e não haviam discussões de Projeto Terapêutico Singular(PTS), o que ainda se torna um desafio dentro das Esquipes. Foi consolidado pela Gerência de Saúde Bucal do Município uma ferramenta para investigação do perfil epidemiológico da população do território da ESF, mas na prática os profissionais ainda não a utilizavam e até a desconheciam como forma de planejamento e acompanhamento. Apenas uma equipe de Saúde Bucal possui o prontuário eletrônico instalado. Outros itens foram apresentados e discutidos como:  formulários de encaminhamento, a educação permanente e cooperação horizontal específica para as equipes de saúde Bucal e demandas que o PMAQ não exige, mas são importantes para a práticas das atividades profissionais. Em setembro e outubro de 2017 as equipes PMAQ receberam a avaliação externa, conforme pactuado. O apoio técnico tem monitorado a continuidade dos padrões PMAQ nas equipes de Saúde Bucal, e os ajustes necessários para melhoria da qualidade dos serviços.

485 - Saúde do Trabalhador da Atenção Básica: estratégias de apoio matricial no município de Caxias do Sul

Autores: Danusa Santos Brandão, Nicieli Granella de Oliveira Sguissardi, Ida Marisa Strauss Dri, Rejane Fátima Rech, Ben Hur Monson Chamorra, Cristóvão Luiz Gardelin, Glediston Jesus Dotto Perottoni, Soeli Dea de Fátima Serafim de Matos

Saúde do Trabalhador da Atenção Básica: estratégias de apoio matricial no município de Caxias do Sul

Autores: Danusa Santos Brandão, Nicieli Granella de Oliveira Sguissardi, Ida Marisa Strauss Dri, Rejane Fátima Rech, Ben Hur Monson Chamorra, Cristóvão Luiz Gardelin, Glediston Jesus Dotto Perottoni, Soeli Dea de Fátima Serafim de Matos

Apresentação: A Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (RENAST), regulamentada pela Portaria GM nº 2.728, de 11 de novembro de 2009, é uma das estratégias do Ministério da Saúde para a garantia da atenção integral à saúde dos trabalhadores. O Centro Regional de Referência em Saúde do Trabalhador/Serra (CEREST/Serra) é um serviço especializado que compõe a RENAST. É um serviço multiprofissional e tem entre seus objetivos a realização de ações preventivas no âmbito dos acidentes e das doenças relacionadas ao trabalho, assim como na orientação das equipes das vigilâncias da saúde do trabalhador dos 49 municípios de sua área de abrangência, localizados na região serrana do Rio Grande do Sul.

Em linhas gerais, o CEREST tem por função dar subsídio técnico para o Sistema Único de Saúde (SUS) nas ações de promoção, prevenção, vigilância, diagnóstico, tratamento e reabilitação em saúde dos trabalhadores urbanos e rurais independe do vínculo empregatício.

A Política Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho (PNSST), por meio da Portaria GM nº 1823, de 23 de agosto de 2012, trás entre as estratégias para sua implantação no âmbito da atenção básica a articulação com as equipes e o CEREST para a prestação de retaguarda técnica especializada, considerando seu papel no apoio matricial e a incorporação de conteúdos de saúde do trabalhador nas estratégias de capacitação e de educação permanente para as equipes de saúde.

Indo ao encontro da PNSST, o CEREST/Serra tem entre suas atividades sistemáticas o monitoramento das notificações dos acidentes e das doenças relacionados ao trabalho em sua área de abrangência, as ações educativas e intersetoriais para sensibilizar e instrumentalizar equipes de profissionais da saúde e a implementação do fluxo de referência-contra-referência para os encaminhamentos a níveis de complexidade diferenciada.

Apesar de acidentes e doenças relacionados ao trabalho serem agravos de notificação compulsória, tanto nos sistemas de informação federal (Sistema Nacional de Agravos de Notificação – SINAN) como estadual (Sistema de Informações da Saúde do Trabalhador - SIST), percebe-se que existe uma subnotificação por parte dos serviços de saúde. Desta forma, viu-se a necessidade de implementar atividades de apoio matricial com as equipes de atenção básica, iniciando pelo município de Caxias do Sul. Em 2016, as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município foram responsáveis por apenas 1,3% das notificações de acidentes de trabalho com material biológico e 0,43% dos acidentes de trabalho grave. No Rio Grande do Sul todos os acidentes de trabalho não considerados graves devem ser notificados em sistema próprio (SIST) e, neste caso, 0,86% das notificações foram realizadas na atenção básica. Considerando a atenção básica como porta de entrada para os atendimentos de saúde, observa-se que estes dados estão muito aquém do esperado.

Desenvolvimento: Caxias do Sul possui uma população de cerca de 470 mil habitantes, conta com 47 UBS, correspondendo a uma cobertura de atenção básica de 25,9%. Destas 47 UBS, cinco unidades trabalham em regime de horário estendido até as 21h, sendo que este horário diferenciado visa o atendimento aos trabalhadores que não possuem disponibilidade de buscar o serviço de saúde durante o dia. Por este motivo, estas foram escolhidas para início do projeto de matriciamento em Saúde do Trabalhador.

Em maio de 2017 foi realizada uma reunião com os gerentes destas UBS para apresentação do projeto e organização de um cronograma de visitas, que teve início em agosto deste ano.

A atividade consiste primeiramente na realização de três encontros in loco, durante as reuniões de equipe. No primeiro encontro é realizada uma conversa abordando a contextualização do CEREST, estruturação e funcionamento da RENAST e dos sistemas de informação em Saúde do Trabalhador pertencentes ao SUS. No segundo encontro é realizada uma atividade educativa sobre os riscos ocupacionais, os acidentes e as doenças relacionados ao trabalho. No terceiro encontro, é conversado sobre implicações médicas na elaboração de laudos e notificações, sobre o nexo causal dos agravos com o trabalho e é aberto para discussão de casos atendidos na UBS com suspeita de relação com o trabalho. Após o encontro, a UBS é orientada identificar o nexo causal nestes agravos, e, em caso de dúvidas, realizar o encaminhamento de boletim de referência-contra-referência bem como a notificação de caso suspeito por meio do preenchimento do Relatório Individual de Notificação de Agravo (RINA). No CEREST, o paciente passará por uma consulta de enfermagem onde serão identificadas as necessidades do mesmo para os devidos encaminhamentos. O paciente também poderá ser encaminhado para consulta com médico, fisioterapeuta ou fonoaudióloga, conforme a necessidade.

Em seis meses está prevista uma nova visita da equipe do CEREST na UBS para discussão dos casos notificados e/ou encaminhados ao CEREST e avaliação da atividade.

Resultados e/ou impactos: até o momento os encontros foram realizados em apenas uma UBS, ocorridos durante o mês de agosto. Durante a atividade, no entanto, percebeu-se uma grande necessidade da equipe em discutir seus próprios acidentes e doenças relacionados ao trabalho, apontando falhas nos fluxos de atendimento quando se trata da saúde dos trabalhadores do próprio serviço, o que gerou um tensionamento junto à Vigilância em Saúde do Trabalhador do município, bem como Secretaria de Recursos Humanos e Logística e Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho no intuito de revisar estes atendimentos. Até o momento, também observou-se um aumento da procura pelo CEREST para discussão de casos e esclarecimento de dúvidas, ainda que via telefônica.

Considerações finais: O processo de apoio matricial é contínuo e está em constante avaliação e aprimoramento. Espera-se que a abordagem da saúde do trabalhador de uma forma multidisciplinar amplie o escopo assistencial e auxilie as equipes da atenção básica a refletir o seu papel na saúde do trabalhador de uma forma integral, bem como na produção de dados epidemiológicos. Considera-se que a partir do momento que a equipe conheça a sua realidade local, possa planejar ações de identificação e de prevenção de acidentes e doenças relacionados ao trabalho.

O fato de a equipe refletir sobre sua saúde como classe trabalhadora foi um ponto inesperado, mas muito positivo, pois tensiona a mesma a questionar, refletir e propor mudanças em seu próprio processo de trabalho e dá um olhar mais empático ao usuário que chega à UBS em situações semelhantes e sujeitos aos agravos relacionados ao trabalho.

2116 - Evaluating Primary Health Care services through Emergency Department frequent users analysis

Autores: Andrea Ubiali, Gloria Raguzzoni, Sara Bontempo Scavo, Francesco Sintoni, Brigida Lilia Marta, Ardigò Martino

Evaluating Primary Health Care services through Emergency Department frequent users analysis

Autores: Andrea Ubiali, Gloria Raguzzoni, Sara Bontempo Scavo, Francesco Sintoni, Brigida Lilia Marta, Ardigò Martino

Introduction and objective: In response to the consequences of the recent epidemiological transition, Italy is experiencing the implementation of “Health Homes” as a way to reform and strengthen its Primary Health Care (PHC) system. Since Health Homes are still lacking of their own proper informative systems, many authors suggested that Emergency Department (ED) use can be considered as a proxy evaluation of the effectiveness of PHC services. Aim of our study was to investigate frequent users’ ED utilization in an italian hospital and to identify critical factors in Primary Care Health service delivery.
Methods: Data on frequent-users access to the Emergency Department of Ferrara University Hospital were collected. Frequent-users were defined as individuals making ≥ 5 accesses in a 15 months period. Demographic, clinical and logistic informations were extracted and analysed using a mixed methods approach.
Results: From January 2016 to March 2017 a total of 11.842 accesses were made by 1776 frequent-users patients. Mean number of access per patient was 6.7±4.1. Most part of the accesses was due to non-urgent conditions and carried out during day time in weekdays. Data available from ED reports were mainly focused on pathologies rather than persons and an in depth qualitative analysis was necessary in order to rebuild fragmented informations about long period history of patients. Handling data from a people-centered point of view was useful in order to find critical issues that should be addressed in the PHC context. We used several theoretical models, such as  the social determinants of health framework and the primary care sensitive conditions (PCSC) framework in order to get informations about complexity, vulnerability and appropriateness of use characterizing our study population.
Conclusions: Data from ED frequent users showed unmet health needs that PHC should be able to take care of. More research is needed to develop useful tools to collect data and use them as mean of empowerment for health professionals working in PHC and specifically in Health Homes.



Roda de Conversa - Educação
Ensino-aprendizagem: construindo saberes com o serviço
Facilitador: ANDRÉIA LIMA DE SOUZA    Data: 01/06/2018    Local: Sala 01    Horário: 08:30 - 10:30
Trabalhos nesta Roda de Conversa: 15 (clique para ver todos)
448 - AÇÃO EM SAÚDE SOBRE OS DIREITOS DAS GESTANTES, DO PROJETO AURORA – HUMAP: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA.

Autores: Carolina Lima Stech Fraticelli, Larissa Eufrasio da Silva, Helena Comparini

AÇÃO EM SAÚDE SOBRE OS DIREITOS DAS GESTANTES, DO PROJETO AURORA – HUMAP: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA.

Autores: Carolina Lima Stech Fraticelli, Larissa Eufrasio da Silva, Helena Comparini

Introdução: No Brasil, estima-se que 7.5% das gestantes tenham ou desenvolvam o diabetes, caracterizado pelo aumento dos níveis de glicose no sangue. Em virtude disso, o Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian desenvolveu o Projeto Aurora (mães docinho), a fim de monitorar e orientar gestantes que possuem diabetes gestacional, que acontece semanalmente. As gestantes permanecem por período integral na maternidade, acompanhadas por uma equipe multiprofissional (enfermeiro, médico, fisioterapeuta, nutricionista), sem atividades planejadas para serem desenvolvidas durante o tempo ocioso. Assim, notou-se a necessidade de abordar assuntos diferenciados ao diabetes, para que estas desenvolvam plena autonomia acerca de sua gestação. As gestantes têm direitos trabalhistas, sociais e de saúde garantidos em toda a gestação, parto e pós-parto. Objetivo: Relatar uma ação em saúde entre as gestantes do Projeto Aurora acerca de seus direitos durante a gestação, parto e pós-parto. Desenvolvimento do trabalho: O conteúdo da oficina foi eleito devido a necessidade que observamos no grupoaurora, através de uma breve conversa, em realizar atividades que não se restrinjam apenas ao diabetes, abordando outros assuntos pertinentes relacionados à gestação em todos os seus contextos, como, por exemplo, seus direitos durante o período gestacional. Posteriormente, o projeto foi apresentado à enfermeira responsável pelo setor para que a mesma autorizasse a ação. Foi utilizada a dinâmica mitos e verdades para a abordagem do tema de forma lúdica. Foi entregue para cada gestante um balão na cor verde e um na cor vermelha, representando respectivamente, verdadeiro e falso. Em seguida, foram realizadas afirmações que abordavam o tema Direitos das Gestantes e as mulheres levantaram os balões de acordo com o que elas conheciam ou imaginavam ser a resposta correta. Em caso de dúvida, poderiam ser levantados os dois balões. Após serem levantados os balões a resposta correta era explicada e debatida. Resultados: O Projeto Aurora conta com cerca de 16 gestantes, mas apenas 7 participaram da ação, devido à ausência (falta) das demais. No momento dos debates, durante o desenvolvimentoda ação, algumas mulheres relataram não ter nenhum conhecimento sobre alguns direitos apresentados e ainda afirmaram que outros não são aplicados no cotidiano. O relato sobre a maior dificuldade encontrada por elas enquanto a aplicação desses direitos no dia a dia foi acerca dos direitos sociais. Conclusão: Notou-se o desconhecimento das mulheres acerca de seus direitos enquanto gestantes. Conclui-se então a necessidade do desenvolvimento de um número maior de educações em saúde no período gestacional para consolidar e aprimorar os conhecimentos dessas mulheres, visando empoderá-las sobre seus direitos para a autonomia em seus atos.


520 - O IDOSO E A QUALIDADE DE VIDA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DE ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM SOBRE A INFLUÊNCIA POSITIVA DE UM GRUPO DE CONVIVÊNCIA NA QUALIDADE DE VIDA DE IDOSOS.

Autores: Christiane Tereza Aleixo Santos, Akyson Zidane Merca Silva, Izabela Cristina Valdevino Silveira, Nathalia Souza Marques, Yanka Macapuna Fontel, Suanne Coelho Pinheiro

O IDOSO E A QUALIDADE DE VIDA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DE ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM SOBRE A INFLUÊNCIA POSITIVA DE UM GRUPO DE CONVIVÊNCIA NA QUALIDADE DE VIDA DE IDOSOS.

Autores: Christiane Tereza Aleixo Santos, Akyson Zidane Merca Silva, Izabela Cristina Valdevino Silveira, Nathalia Souza Marques, Yanka Macapuna Fontel, Suanne Coelho Pinheiro

Apresentação:. O trabalho em questão visa relatar experiências de acadêmicos de enfermagem e a percepção destes a respeito da influência positiva de um grupo de convivência e a manutenção da qualidade de vida dos idosos. Fez-se necessário antes discutir alguns conceitos básicos como a qualidade de vida, para compreender as necessidades e as medidas preventivas que melhor se relacionam à promoção de qualidade de vida dos idosos. Dessa maneira, o esforço da nossa pesquisa foi direcionado para um alicerce teórico que nos permitisse a compreensão da qualidade de vida no contexto do envelhecimento a partir da experiência vivenciada em meio aos idosos que participavam de um grupo de convivência. Acredita-se que a temática em questão seja de grande relevância para a enfermagem, para todos os profissionais da área da saúde em geral, e as pessoas que trabalham com idosos, tendo em vista que o crescente número destes no Brasil tem exigido um maior conhecimento sobre suas realidades. É importante conhecer, para que a assistência possa ser oferecida de forma eficaz e satisfatória. O objetivo geral do presente estudo foi relatar a experiência sobre a percepção de acadêmicos de enfermagem a respeito da influência positiva de um grupo de convivência na manutenção da qualidade de vida de idosos. Desenvolvimento do trabalho: O estudo foi elaborado na forma metodológica de relato de experiência vivido pelos discentes da disciplina de Introdução à Enfermagem da Universidade Federal do Pará no dia 14 de abril de 2016.Inicialmente, realizamos a pesquisa bibliográfica a fim de enriquecer nossa percepção a respeito do assunto. Desse modo, foi possível estabelecer uma linha de pensamento que auxiliasse na elaboração de um roteiro para facilitar o desenvolvimento do estudo.Posteriormente, ocorreu a visita à Unidade Básica de Saúde, localizada em Belém-PA no bairro do Guamá, rua Barão de Igarapé Miri, nº 479 onde iniciamos a pesquisa qualitativa, a fim de observar de perto a execução do grupo de convivência e. a interação dos idosos neste grupo para a partir desta vivência relatar informações pertinentes a pesquisa. A presente pesquisa teve como lócus a Unidade Básica de Saúde, localizada em Belém-PA. O estudo envolveu diferentes momentos: Inicialmente, foi estruturado o conteúdo teórico, com base na análise crítica das bibliografias e na extração de conceitos, organizando o modelo da pesquisa. Este conteúdo ofereceu os fundamentos a partir dos quais os principais componentes da pesquisa foram observados e discutidos. Resultados: Atualmente é crescente no número de idosos no Brasil. Mas afinal, será que estes idosos têm envelhecido com qualidade? Com base no que foi observado na vivência, nos relatos dos idosos, e nas leituras bibliográficas realizadas pela equipe, notou-se que por mais que haja o desenvolvimento farmacêutico na busca de desenvolver medicamentos capazes de combater e controlar as doenças crônicas que geralmente os acometem, haja políticas públicas que facilitem o acesso à aquisição destes medicamentos, tanto com a disponibilização em postos quando pelo programa Farmácia Popular, e que haja uma boa aceitação destes medicamentos pelos mesmos, os idosos almejam, principalmente, para uma boa qualidade de vida, a manutenção da saúde. Destacando-se neste contexto à saúde social. Notou-se que a doença social que mais acomete os idosos é a solidão. Durante a interação, quando lhes era perguntado sobre o significado de qualidade de vida, de maneira unânime foi dito “qualidade de vida é ter saúde”. Saúde é o que estes mais buscam. No grupo de convivência, notou-se que esta saúde, nem sempre é a saúde física, não que esta não seja almejado pelos idosos, mesmo com as perdas fisiológicas que são inevitavelmente ocasionadas pelo passar dos anos. Outro ponto observado por todos, foi à importância que estes têm de manter a família unida, e do quão isto lhes traz felicidade, assim como a religiosidade, a presença de um animal de estimação, o ter dinheiro suficiente para as necessidades básicas, o viver livre de estresse, a boa condição de moradia, com boa higiene. Outros aspectos foram observados, porém, ao grupo de convivência estes atribuem a oportunidade de sorrir, serem felizes, amarem e ser amados, saírem para local que lhes traz felicidade. O grupo de idosos apresenta um bom local para convívio, nota-se que estes se sentem satisfeitos em participar e compartilhar as suas vidas com outros idosos e os profissionais da unidade de saúde. E é possível perceber que eles sentem naquele momento, que alguém os tem como ponto central, há pessoas que se importam com eles, e querem vê-los bem, sentindo-se acolhidos. Considerações: Ao realizar este trabalho podemos perceber o quanto os idosos carecem de atenção e a importância do grupo de convívio em restaurar esta atenção. Pode-se compreender que a velhice não é doença, e sim um processo de adaptação às transformações que ocorrem com o passar dos anos, sendo algo natural do ciclo da vida e inevitável. Observou-se que mesmo com o envelhecimento algumas necessidades como a de interação social se mantém as mesmas. É necessário que o idoso busque formas de se manter ativo, e a família e o grupo de convivência são essenciais nesse processo. A família é o alicerce deste idoso, há a necessidade que estes familiares os orientem e faça com que este se sinta importante no contexto familiar. O incentivo a participar dos grupos de convivência é de suma importância, pois estes se reinserem no contexto social e se tornam mais ativos, pois participam de exercícios físicos, fazem novos ciclos de amizade, conhecem coisas novas sobre seu corpo, mudam hábitos em suas rotinas e em especial na alimentação. Dessa maneira, acabam tendo uma vida mais saudável e regrada. A solidão que antes era o um fatores que contribuía para o aparecimento de certas patologias por deixarem de se cuidar acaba perdendo espaço nesse novo contexto. Os idosos do século XXI estão mais preocupados com sua qualidade de vida para assim conseguirem alcançar maior expectativa de vida e permanecerem mais tempo ao lado de quem amam.

506 - ATUAÇÃO DOS DISCENTES DE ENFERMAGEM NA MELHORIA DA ASSISTÊNCIA HOSPITALAR

Autores: Lie Tonaki, Marcela Catunda de Souza Michiles, Maria Raika Guimarães Lobo, Thays Cristine Torres Martins, Viviane Santana de Andrade

ATUAÇÃO DOS DISCENTES DE ENFERMAGEM NA MELHORIA DA ASSISTÊNCIA HOSPITALAR

Autores: Lie Tonaki, Marcela Catunda de Souza Michiles, Maria Raika Guimarães Lobo, Thays Cristine Torres Martins, Viviane Santana de Andrade

Apresentação: A Universidade do Estado do Amazonas (UEA), na sua formação de profissionais de enfermagem, estabelece parcerias com os serviços de saúde pública do Estado do Amazonas, na qual pacientes são assistidos e cuidados pelos acadêmicos, possibilitando a articulação da teoria com a prática. A atuação do acadêmico nesses serviços consolida o aprendizado das competências previstas na atividade profissional, uma vez que as vivências hospitalares proporcionam o desenvolvimento da destreza manual, promovem o contato com o cliente no âmbito hospitalar, favorecendo a interação socioprofissional e o reconhecimento das peculiaridades de cada cliente, assim como também, estimulam ações embasadas com olhar holístico a respectiva família e comunidade que envolvem o cliente. Durante as práticas nos hospitais, os acadêmicos são orientados a realizar suas ações baseadas de acordo com a teoria, por esse motivo, ainda não se identifica vícios adquiridos ao longo do tempo na profissão, sendo este um fator importante que é identificado na assistência prestada pelos discentes, pois há uma particularidade caracterizada pela observação mais detalhada e execução dos procedimentos de forma mais cuidadosa, respeitando técnicas assépticas, proporcionando com isso, uma assistência qualificada. Objetiva-se relatar experiências exitosas da assistência prestada pelos discentes de enfermagem durante as aulas práticas hospitalares.

Desenvolvimento do trabalho: Durante a vivência hospitalar, ao longo da graduação, foram executadas atividades propostas de variadas disciplinas, como administração e organização dos medicamentos, na disciplina de Fundamentos de Assistência ao Paciente (FAP), execução da Sistematização da Assistência em Enfermagem (SAE) em Semiologia, realização de curativos, banho no leito e supervisão da clínica em Semiotécnica, onde nestes, foi possível constatar feitos exitosos a todos os envolvidos. Trata-se de um relato de experiência, de caráter qualitativo, acerca da atuação dos discentes na melhoria da assistência hospitalar, sendo baseado em experiências das aulas práticas hospitalares correspondente do 3º ao 5º período da graduação, nos Serviços de Pronto Atendimento e em Hospitais públicos de Manaus - AM.

Resultados e/ou impactos: O primeiro contato com o paciente se deu através da administração de medicamentos. Esse procedimento intervém diretamente na vida de uma pessoa, pois possibilita aos acadêmicos compreender a real responsabilidade da conduta, e entender a importância da total atenção em realizar uma tarefa corriqueira, porém essencial na assistência, dispondo de técnicas assépticas corretas e o uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI). Nesse ambiente, também era mostrado a disposição da sala de medicação. Atividades realizadas pelos discentes, como a organização dos artigos utilizados durante a assistência em seus respectivos lugares, servem para reduzir possíveis eventos adversos como administração de medicação errada. Essas atitudes evidenciam a relevância do acadêmico dentro do âmbito hospitalar. Já na execução da SAE e o Processo de Enfermagem (PE), o acadêmico não só verifica o segmento alterado, como também aspectos céfalo-caudal e biopsicossocial, na qual percebem que o estresse, medo e angústia, se tornam relevantes a ponto de interferir no prognóstico do paciente. Desta forma, proporcionou-os o exercício da visão holística, em que é possível afirmar, que ao aplicar este instrumento da sistematização, tornou-se a prática de enfermagem mais humanizada, na qual o cliente é encorajado a disponibilizar dados sobre sua vida, preocupações, dúvidas e aflições, transpassando o cuidado assistencial biomédico, e desempenhando ações terapêuticas para construção do plano assistencial holístico e individual. Além disso, foi possível desenvolver e aprimorar a dialética com os pacientes, adaptando os termos técnicos a linguagem popular para uma melhor compreensão do autocuidado, exercendo com êxito a educação em saúde, em que o último, se mostra ainda, deficiente nos atendimentos em saúde. Evidenciou-se durante as atividades práticas, que os procedimentos semiotécnicos, como realização de curativos em feridas com cicatrização de 1ª, 2ª e 3ª intenção, obtiveram dos pacientes, relatos satisfatórios no qual pôde-se identificar, a singularidade da assistência prestada pelo acadêmico uma vez que por ainda estar aprendendo, realiza-o de modo mais cuidadoso e atencioso, e isso é demonstrado com pequenas atitudes, como: utilização do soro morno durante o procedimento, esclarecimento das coberturas utilizadas e o porquê dessa escolha, dando-lhes orientações necessárias para o autocuidado e não tirando sua autonomia, uma vez que eram questionados a satisfação do procedimento, que somando fazem a diferença na assistência. As ações que apresentaram melhora clínica e evolução terapêutica dos pacientes, foram a realização do banho no leito e a massagem de conforto, que além de retirar sujidades e protegê-los, observou-se conforto, melhora na autoestima, sensação de alívio e bem-estar físico e mental, sendo estimulado o sistema imunológico e circulatório, melhorando o prognóstico dos mesmos. Posteriormente a conclusão dos procedimentos e formulação das evoluções de enfermagem dos pacientes designados, através das anamneses, as informações pertinentes eram repassadas para a enfermeira da unidade, que a mesma já providenciava as intervenções como: contatar serviço de nutrição, de psicologia, do assistente social, solicitava a realização do balanço hídrico e da avaliação médica, com isso, demonstrando um retorno sob as ações dos acadêmicos frente a SAE aplicada. No que diz respeito as experiências na gestão da unidade, exercendo o papel da supervisão da clínica, as atividades prestadas foram o levantamento de materiais e fármacos das enfermarias, verificando validades, estoque, integridade e disponibilidade, o funcionamento dos utensílios hospitalares, e a inspeção do carro de parada, registrando-o em relatório e apresentando o mesmo a enfermeira responsável, que após o cumprimento da atividade, foi possível identificar sondas nasais vencidas, fármacos fora da validade no carro de parada em que se encontravam lacrados na gaveta e com o aviso de vistoriar diariamente pela enfermeira da clínica, falta de materiais e utensílios danificados, no qual, posteriormente, foram tomados as devidas providências.

Considerações Finais: Em virtude dos fatos mencionados, evidenciou-se o quão relevante e benéfico foi a atuação dos acadêmicos nas práticas hospitalares para todos os envolvidos: acadêmico, paciente e hospital, promovendo principalmente a segurança do paciente e evitando eventos adversos. Essa parceria entre universidade e serviços de saúde do estado, proporcionou aos acadêmicos, o aperfeiçoamento da destreza manual, pro atividade, prática da observação minuciosa, dialética, tomada de decisões e principalmente compreender a relevância do papel da enfermagem para com o paciente, instigando a autonomia e o crescimento profissional. Já ao paciente, foi obtido tirar várias vezes, relatos verbais de satisfação do cuidado pelos discentes, pela atenção especial ofertado, pela oportunidade de conversar e ouvir e da educação em saúde para com o paciente e família. Foi possível também verificar, a redução dos possíveis eventos adversos iminentes, que percorre desde erros na medicação por desorganização e descuido na atenção, à administração de drogas vasoativas vencidas do carro de parada do setor. Além do mais, as práticas hospitalares vivenciadas pelos acadêmicos, nos traz autonomia, confiança e certeza de que a atuação, da maneira como ela foi abordada durante a teoria, só traz benefícios a aqueles que necessitam de atendimento.

 

648 - VIVÊNCIA HOSPITALAR NO PROCESSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL DO ACADÊMICO DE ENFERMAGEM – RELATO DE EXPERIÊNCIA NO SETOR DE POLITRAUMA

Autores: Paulo Philip de Abreu Gonzaga, Camila Soares Santos, Beatriz Graça de Araújo, Bárbara Juliana Carvalho Costa, Ester Alves de Oliveira, Marcos Lima do Nascimento, Victor Nei Vasconcelos Monteiro, Iracema da Silva Nogueira

VIVÊNCIA HOSPITALAR NO PROCESSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL DO ACADÊMICO DE ENFERMAGEM – RELATO DE EXPERIÊNCIA NO SETOR DE POLITRAUMA

Autores: Paulo Philip de Abreu Gonzaga, Camila Soares Santos, Beatriz Graça de Araújo, Bárbara Juliana Carvalho Costa, Ester Alves de Oliveira, Marcos Lima do Nascimento, Victor Nei Vasconcelos Monteiro, Iracema da Silva Nogueira

Introdução: No Brasil, tem-se o entendimento que a formação superior, especialmente a universitária, baseia-se em pressuposto cujas finalidades da educação não são simples nem unidimensionais, mas funcionam com um conjunto bastante definido de fins que possuem grande aceitação, na qual, visam buscar por uma formação mais abrangente que garanta o desenvolvimento integral do estudante. Com o intuito de proporcionar os princípios de um crescimento nos aspectos acadêmicos, profissionais e culturais dos estudantes, as universidades têm apresentado um conjunto amplo de propostas de trabalho, compondo os projetos pedagógicos dos cursos, não o restringindo à grade de disciplinas dos cursos. As práticas de atividades multidisciplinares visam oferecer uma formação mais ampla aos estudantes, através de experiências que ampliam a graduação dos mesmos, acrescentando o contato com diversas áreas de conhecimento e experiências, na qual possuem potencial para contribuir no seu processo de formação. Nesse contexto, é de relevância importância para a formação de um corpo de conhecimento bem estruturado a respeito de sua própria área, que o acadêmico de enfermagem possa ter a oportunidade de acompanhar as atividades hospitalares de média e alta complexidade de forma supervisionada, tornando, a referida vivência, uma contribuidora no processo formativo no que tange à formação profissional, pois oportuniza aos participantes conhecer na realidade qual a função do enfermeiro e da equipe de enfermagem no setor de urgência e emergência no contexto hospitalar. Objetivo: Relatar a experiência obtida a partir da vivência acadêmica supervisionada pelo enfermeiro chefe do Setor de Politrauma de um Hospital público da cidade de Manaus. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência de caráter descritivo, que utiliza o método de observação incorporada das atividades desenvolvidas durante os meses de junho a agosto de 2017, por acadêmicos do 4º período do Curso de Enfermagem da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESA) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). O local alvo da experiência relatada faz parte da esfera estadual de assistência à saúde, onde realiza atendimento às vítimas de politrauma, sendo o mesmo, referência em traumas de cabeça e pescoço. Resultados: Inicialmente, houve um convite aos acadêmicos do referido Curso, por parte do enfermeiro chefe do referido Setor, com o intuito de ampliar as vivências hospitalares, proporcionando, assim, uma troca positiva de experiências. Tal convite se deu por ocasião de uma das aulas práticas da disciplina Fundamentos de Assistência ao Paciente, onde os acadêmicos vivenciam suas primeiras experiências no âmbito hospitalar, no que se refere às disciplinas obrigatórias da matriz curricular. As atividades foram desenvolvidas em regime de 12 horas semanais e constituíram-se preliminarmente, em visitas acompanhadas pelo referido enfermeiro, momento em que foi explicado o funcionamento da área de classificação de risco, enfatizando que se baseia na triagem do paciente para definição do tempo de espera para o atendimento médico, priorizando o atendimento de alto risco. Isso foi essencial para ter os fundamentos básicos para o desenvolvimento das atividades no Setor de Urgência e Emergência. Posteriormente, foi vivenciada, sob orientação e supervisão do profissional, o processo de cuidar do paciente de média e alta complexidade. Os procedimentos realizados foram efetuados pelo profissional, e os acadêmicos os observavam, correlacionando com alguns dos conhecimentos teóricos adquiridos na Universidade, o que gerou grande contribuição para a formação de um saber baseado em experiências reais. Esse momento foi essencial para que, com base nos problemas encontrados, os acadêmicos fossem instigados a raciocinar e buscar soluções baseadas em conhecimentos técnicos, científicos, éticos e humanos para garantir assim, uma assistência de enfermagem segura aos pacientes. É importante destacar que todas as ações executadas pelos acadêmicos, jamais foram feitas sem a supervisão contínua do enfermeiro e, sem dúvidas, essas experiências contribuíram de forma positiva para todos os envolvidos, trazendo novos conhecimentos sobre o atendimento ao paciente crítico e o funcionamento hospitalar na prática, indo além do que é explicado dentro dos muros da Universidade. Nesta perspectiva, entende-se que é imprescindível que o desenvolvimento de atividades extracurriculares através de vivências, não somente em hospitais, se mostrem muito benéficas no processo de formação acadêmica Dentre as atividades realizadas, destacam-se: avaliação clínica e funcional, anamnese e exame físico, punção venosa e administração de medicamentos, leitura de exames complementares, admissão de pacientes, curativos, aspiração endotraqueal, sondagem vesical e nasogástrica, além de atividades que permitiram compreender a importância de uma equipe multidisciplinar para o funcionamento de um Pronto Socorro, pois, percebeu-se que a qualidade da assistência à saúde não se faz apenas com uma categoria profissional. A assistência é viabilizada pelo diálogo entre profissionais visando um atendimento livre de danos e riscos para o paciente que busca o atendimento de saúde, já que o processo de trabalho é feito de relações interpessoais e estas podem influenciar de forma positiva ou negativa no dia a dia dos profissionais e usuários do sistema de saúde, podendo gerar dificuldades e relações desfavoráveis e tensas, prejudicando o desenvolvimento das ações na assistência à saúde. Por isso, é indispensável à promoção de relacionamentos saudáveis e harmoniosos com a equipe, para assim, desenvolver e promover o cuidado terapêutico aos pacientes. Conclusão: Considera-se que essas atividades contribuíram de forma expressiva para a complementaridade na formação dos acadêmicos, possibilitando vivenciar a atuação do profissional de enfermagem, contribuindo para o processo de formação e preparando para a futura inserção no mercado de trabalho. Dessa maneira, reitera-se que é necessário o desenvolvimento de atividades extracurriculares, com o intuito de preparar o acadêmico para as reais experiências em sua área, possibilitando a vivência hospitalar além das práticas obrigatórias da matriz curricular do curso, expandindo dessa maneira a interação de ensino. Vale ressaltar que essas vivências propiciam aos alunos inúmeras situações que exigem raciocínio clínico, técnico, cientifico bem estruturado, formado a partir de trocas benéficas de experiências e conhecimentos entre acadêmicos e profissionais assistenciais, enfatizando assim, a importância da integração do ensino e serviço para os acadêmicos da área de saúde. Além disso, a experiência possibilitou constatar a importância e a necessidade dos profissionais de enfermagem, notadamente do enfermeiro, no setor de urgência e emergência, ampliando os horizontes do acadêmico quanto à futura atuação, promovendo assim, uma prática profissional de modo crítico e reflexivo.

674 - Educação em Saúde na Atenção Primária: contribuições dos acadêmicos de medicina na promoção da qualidade de vida do trabalhador

Autores: Raquel Juliana de Oliveira Soares, Rosana Silva Rosa, Claudia Lima Campos Alzuguir

Educação em Saúde na Atenção Primária: contribuições dos acadêmicos de medicina na promoção da qualidade de vida do trabalhador

Autores: Raquel Juliana de Oliveira Soares, Rosana Silva Rosa, Claudia Lima Campos Alzuguir

Apesar dos avanços técnicos e científicos na formação médica, a visão biológica/mecanicista distanciou o médico do paciente minimizando o olhar integral da pessoa e dificultando a mudança do enfoque hospitalar para a Atenção Primária. A partir da concepção ampliada da saúde e de seus determinantes sociais, a Atenção Primária se fortalece com maior valorização da prevenção e promoção da saúde, desenvolvendo ações educativas com a participação popular. A educação em saúde é uma ferramenta da promoção que estimula a reflexão, a mudança de comportamentos e a melhoria das condições de vida e de saúde. O presente trabalho trata-se de um relato de experiência das atividades educativas realizadas pelos acadêmicos do curso de medicina, na disciplina de Saúde da Família VIII cujo foco é a saúde do trabalhador. O objetivo da atividade educativa foi orientar os usuários sobre algumas doenças relacionadas ao trabalho e promover a qualidade de vida. As atividades aconteceram em uma Clínica da Família no Município do Rio de Janeiro com a seguinte dinâmica: inicialmente a turma foi dividida em grupos para abordarem temas relacionados à saúde do trabalhador como LER/DORT (Lesão por Esforço Repetitivo/ Doença Osteomuscular Relacionado ao Trabalho), Dermatose Ocupacional, PAIR (Perda Auditiva Induzida pelo Ruído) e Depressão Ocupacional. A seguir o grupo organizou a atividade e decidiram sobre o recurso a ser utilizado como banner, folder ou álbum seriado, preparando o material com uma linguagem simples e conteúdo objetivo. A ação educativa foi realizada na sala de espera da Clínica da Família, enquanto os usuários aguardavam a consulta.  A experiência mostrou-se positiva e transformadora destacando-se os resultados produzidos tanto para os usuários como para os discentes, que se surpreenderam com os temas abordados, não comuns nas ações educativas na Estratégia de Saúde da Família. Os usuários mantiveram-se atentos, interagindo e fazendo questionamentos em grupo e em particular, despertando para ações que produzam qualidade de vida no trabalho. Para os acadêmicos, a experiência fortaleceu os objetivos da disciplina quanto a importância da educação em saúde na assistência integral e a relação com a saúde do trabalhador na Atenção Primária, bem como estimulou a reflexão sobre a produção dos saberes coletivos e oportunizou maior interação médico/ usuário.

685 - HIPERTENSÃO ARTERIAL E FATORES DE RISCO EM USUÁRIOS DO AMBULATÓRIO ARAÚJO LIMA – UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

Autores: Fernanda de Souza Henrique, Ana Flávia de Souza Henrique, Lucas Ferreira Barbosa de Aguiar, Debora Alencar Itaquy, Lúcia Margareth Barreto Belmont, Jéssica Silva da Cunha, Maria Conceição de Oliveira

HIPERTENSÃO ARTERIAL E FATORES DE RISCO EM USUÁRIOS DO AMBULATÓRIO ARAÚJO LIMA – UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

Autores: Fernanda de Souza Henrique, Ana Flávia de Souza Henrique, Lucas Ferreira Barbosa de Aguiar, Debora Alencar Itaquy, Lúcia Margareth Barreto Belmont, Jéssica Silva da Cunha, Maria Conceição de Oliveira

INTRODUÇÃO: A Hipertensão arterial (HA) se associa a distúrbios metabólicos, alterações funcionais, sendo agravada por presença de outros fatores de risco (FR), como dislipidemia, obesidade e diabetes melito. OBJETIVO: Compartilhar o relato de experiência em pesquisa epidemiológica vivenciada durante as atividades práticas da disciplina de Epidemiologia I. RELATO DE EXPERIÊNCIA: Participaram das atividades práticas 30 alunos do quinto período de Medicina no primeiro semestre de 2015, que cursavam a disciplina de Epidemiologia I. Após orientação e aulas presenciais e teóricas sobre pesquisa científica, estudos dirigidos e informática, os discentes foram divididos em  três grupos, os quais foram encorajados a buscarem temas de relevância pública e científica. Após escolha do tema, e levantamento de hipóteses diretórias, definiu-se os objetivos, e desenvolvimento dos indicadores para atingir os objetivos específicos em função das variáveis de exposição e desfechos. Em um segundo momento, a construção e impressão de um protocolo estruturado e semiestruturado foi providenciado para aplicação entre os usuários do Ambulatório Araújo Lima. O prazo concedido para a aplicação dos referidos protocolos, em número mínimo de 150 por grupo, foi de um mês. Com as questões pode-se avaliar o controle da pressão arterial (PA) e fatores de risco (FR) autoreferido, como idade, sexo, etnia, consumo de sal adicional e alimentos gordurosos, alcoolismo, índice de massa corporal (IMC) e variáveis demográficas. Findando a coleta de dados, esses foram digitados no software Epi Info 7.2.1, tabulados e feito as análises descritivas das informações. RESULTADOS: Dos 150 participantes, 62% foram do sexo feminino. Desses, 42% não souberam informar seus valores de PA habituais, 27% informaram ser ≤ 120/80 mmHg, 19% em estágio de pré-hipertensão e 17% ≥ 140/90 mmHg. Quanto ao hábito de consumo alimentar, 32, 67% da amostra era etilista, 63, 33% afirmou consumir produtos gordurosos. Em relação ao IMC, maior parte da população foi classificada como sobrepeso (38%) seguido do IMC normal (34, 67%); além disso, consumia sal adicional e alimentos gordurosos, de modo a concluirmos a partir dos resultados obtidos que grande parte da população estudada desconhece seus valores de PA e que medidas preventivas sobre o controle da PA e FR ainda precisam da conscientização dos usuários. CONCLUSÕES: A Disciplina Epidemiologia para formação médica amplia o conhecimento para pesquisa científica com interesse público. Somando, a atividade mobiliza ativamente os alunos na aplicação dos conceitos teórico práticos com a produção de inusitados conhecimentos, estimulando-os a aplicar o raciocínio científico durante a graduação.


710 - A IMPORTÂNCIA DE ESTÁGIOS E VIVÊNCIAS NA FORMAÇÃO DISCENTE: RELATO DE EXPERIÊNCIA DO PROJETO VER-SUS ENQUANTO DISPOSITIVO ESTIMULADOR E FORMADOR NO CAMPO DA SAÚDE.

Autores: Robson Diego Calixto, Fernanda Farago Zanlorenzi, Julio Cezar Sandrini, Cesar José Campagnoli, Marilene da Cruz Magalhães Buffon, Rafael Gomes Ditterich

A IMPORTÂNCIA DE ESTÁGIOS E VIVÊNCIAS NA FORMAÇÃO DISCENTE: RELATO DE EXPERIÊNCIA DO PROJETO VER-SUS ENQUANTO DISPOSITIVO ESTIMULADOR E FORMADOR NO CAMPO DA SAÚDE.

Autores: Robson Diego Calixto, Fernanda Farago Zanlorenzi, Julio Cezar Sandrini, Cesar José Campagnoli, Marilene da Cruz Magalhães Buffon, Rafael Gomes Ditterich

Os estágios e vivências constituem importantes dispositivos educacionais que permitem aos discentes experimentar um novo espaço de aprendizagem. Viver as rotinas do cotidiano de trabalho das organizações e serviços de saúde, entendido enquanto princípio educativo e espaço para desenvolver os processos de trabalho no campo da saúde, colabora na formação de profissionais comprometidos ético e politicamente com as necessidades de saúde da população. Esse trabalho relata a experiência vivenciada durante o mês de dezembro do ano de 2016 no estado de Alagoas, durante a participação no projeto VER-SUS (Vivências e Estágios na Realidade do Sistema Único de Saúde) do Ministério da Saúde. Este projeto tem como principal problemática a estimulação e a formação inter e multiprofissional dos discentes participantes do projeto, comprometidos eticamente com os princípios e diretrizes do sistema e que se entendam como atores sociais capazes de promover transformações no ambiente onde vivem. A metodologia consistiu em uma imersão teórica, prática e vivencial dentro do Sistema Único de Saúde da cidade de Maceió e seus territórios de abrangência, com estudantes de diferentes locais do país e de diversas áreas. Durante todo o período, ocorreram momentos de diálogo e troca de experiências relacionadas às vivências do dia a dia, seja através de oficinais e/ou a produção de materiais didáticos como recursos opcionais de ensino. Ao final do período de estágio, foi possível perceber que através do projeto, ampliou-se o conhecimento crítico acerca do Sistema Único de Saúde dos participantes, bem como facilitou a compreensão da lógica de funcionamento do SUS, seus princípios e diretrizes, junto à discussão de saúde em seu conceito ampliado em todos os seus âmbitos. Tal estágio e vivência se fez uma destacada ferramenta no que diz respeito à capacitação interdisciplinar e multiprofissional do estudante, onde, permitiu ao mesmo, uma integração ensino-serviço-comunidade-gestão de excelência, coisa que muitas vezes, não se consegue assimilar pela prática diária das Instituições de Ensino.

716 - ESTUDANTES DE FARMÁCIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA EM CENÁRIOS DO SUS: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE UM ESTÁGIO CURRICULAR NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE

Autores: Leandro Ribeiro Molina, Fernanda Manzini, Thaiara Dornelles Lago, Maria Lidia Gonzaga Ribeiro, Marina Dutra Soncini

ESTUDANTES DE FARMÁCIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA EM CENÁRIOS DO SUS: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE UM ESTÁGIO CURRICULAR NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE

Autores: Leandro Ribeiro Molina, Fernanda Manzini, Thaiara Dornelles Lago, Maria Lidia Gonzaga Ribeiro, Marina Dutra Soncini

APRESENTAÇÃO: A reformulação das Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de graduação em Farmácia reafirmou a importância da integração ensino-serviço, ao destacar que a formação deverá contemplar as necessidades sociais em saúde com ênfase no SUS. Partindo disso, vários cursos de graduação em Farmácia implementaram disciplinas de estágio e/ou vivência em cenários de práticas do SUS. Nesse contexto, o objetivo deste trabalho é relatar uma experiência de estágio curricular, na perspectiva de vivências de três estudantes do último semestre do curso de Farmácia da Universidade Federal de Santa Catarina, bem como de dois farmacêuticos supervisores locais vinculados à Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis. DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO: Trata-se de estágio curricular vinculado à disciplina Estágio Final em Ciências Farmacêuticas, com carga horária de 435 horas, realizado durante o segundo semestre de 2017 em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). A carga horária semanal foi organizada contemplando as atividades de dispensação e gestão da farmácia (60%); participação em reuniões de equipe, visitas domiciliares, atendimentos individuais/interconsultas e grupos de educação em saúde (20%),  planejamento das atividades, estudo e seminário semanal para discussão de temas relacionados à dispensação dos medicamentos dispensados na UBS (20%). Cada estagiária foi vinculada a uma equipe de Saúde da Família (ESF), sendo integrada ao processo de cuidado dos usuários e reconhecendo as possibilidades de atuação e articulação do farmacêutico junto à ESF. Também foram desenvolvidas atividades como territorialização, participação nas reuniões da UBS e elaboração de materiais educativos. RESULTADOS E/OU IMPACTOS: O estágio proporcionou o desenvolvimento de competências como a comunicação com outros profissionais de saúde e usuários, reforçando a importância do farmacêutico na rede de cuidado. A aproximação com os usuários no momento da dispensação mostrou, na prática, o impacto que a dispensação proporciona para o tratamento e cuidado dos mesmos,  demonstrando ser um serviço importante para o desenvolvimento das ações do farmacêutico dentro da Atenção Básica. A participação das estagiárias em uma ESF proporcionou, também, outras possibilidades: discussões de casos clínicos, onde conceitos técnicos e práticos de cuidado, principalmente relacionados à adesão e continuidade dos tratamentos, se mostraram necessários em diversos momentos. O reconhecimento das equipes com as estagiárias e  farmacêuticos responsáveis foi verificado pela demanda gerada, sendo realizadas consultas farmacêuticas/interconsultas e visitas domiciliares ao longo do estágio, além de dúvidas que eram discutidas cotidianamente. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O estágio proporcionou uma experiência de aprendizado em serviço, possibilitando a vivência do exercício profissional com autonomia e responsabilidade, bem como aplicação de conhecimentos, antes só adquiridos na teoria. As estagiárias puderam reconhecer o lado humano da profissão farmacêutica por meio do contato direto  e acolhimento dos usuários. Os farmacêuticos supervisores locais também avaliam a experiência como extremamente positiva, destacando o convívio com as estudantes e o contato com a academia como um fator importante de estímulo para educação permanente. Assim, este relato ratifica a importância da integração ensino-serviço na graduação em Farmácia, especialmente para formação de profissionais para atuarem no SUS.

4964 - A IMPORTÂNCIA DO VOLUNTARIADO EM AÇÕES DE SAÚDE NA FORMAÇÃO ACADÊMICA DO ENFERMEIRO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

Autores: Natalia Guedes, Thays Cristine Torres Martins

A IMPORTÂNCIA DO VOLUNTARIADO EM AÇÕES DE SAÚDE NA FORMAÇÃO ACADÊMICA DO ENFERMEIRO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

Autores: Natalia Guedes, Thays Cristine Torres Martins

APRESENTAÇÃO: A Escola Superior De Ciências Da Saúde DA Universidade do Estado do Amazonas (UEA) apresenta dentro da extensão universitária o incentivo a participação social, através do projeto UEA CIDADÃ, que possibilita e incentiva os acadêmicos a articular o conhecimento adquirido através do ensino com as necessidades da comunidade onde a universidade se insere. A UEA CIDADÃ, um dos projetos de extensão da UEA foi criado em 2007 e hoje conta com cerca de 450 alunos voluntários dos cursos de Enfermagem, Medicina e Odontologia. O projeto tem a finalidade de promover ações em saúde através do trabalho voluntário desses alunos à comunidade da cidade de Manaus e do interior do Amazonas, principalmente nas áreas carentes, fazendo com que futuros profissionais da saúde se tornem mais próximos da comunidade e desenvolvam desde cedo ações humanizadas, preventivas e habilidades técnicas, beneficiando tanto os acadêmicos quanto a população. Objetiva-se com este trabalho relatar a experiência dos discentes de Enfermagem durante as ações voluntárias do projeto de extensão UEA CIDADÃ no período de 2015 e 2016. DESENVOLVIMENTO: O projeto se dá em parceria com ações sociais que ocorrem dentro das comunidades das zonas rural e urbana do município de Manaus. Tais ações sociais acontecem dentro de ginásios, escolas e igrejas. Os organizadores desses eventos solicitam que os voluntários compareçam como suporte às atividades voltadas à saúde. Durante as ações do projeto os alunos adentram nas comunidades e atuam em atendimentos individuais, realizando testes de glicemia e aferição de Pressão Arterial, aplicação de flúor em crianças, conversam com as pessoas sobre doenças comuns na população como hipertensão e diabetes, fazem as medidas antropométricas e cálculo do IMC e conscientizam as pessoas quanto a importância da boa alimentação e realização de atividades físicas. Em alguns casos também é solicitado aos voluntários que realizem palestras sobre temas variados como câncer de mama, câncer de próstata e IST´s/AIDS. Durante as atividades, o aluno voluntário tem a possibilidade de treinar uma escuta mais sensível e um olhar empático aos problemas reais daquelas pessoas. RESULTADOS E/OU IMPACTOS: O voluntariado em ações de saúde é importante pois contribui em duas frentes simultaneamente, levando a promoção de saúde para a população alvo, ao mesmo passo que proporciona ao voluntário a aquisição de habilidades que só são possíveis de se aprender na prática. Ao atender vários pacientes, um seguido ao outro, cada um com histórias de vida diferentes, mas que muitas das vezes possuem a mesma doença, o futuro enfermeiro aprende a tratar cada paciente de forma individual, atentando às suas necessidades e demandas e aprendendo na prática que cada paciente é diferente. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Diante do que foi relatado, ressalta-se a importância das atividades de voluntariado para a formação acadêmica e afirmação do compromisso social do acadêmico. O projeto UEA cidadã possibilitou aos discentes a aplicação de seus conhecimentos técnicos e proporcionou a aquisição de habilidades que são de suma importância na atuação profissional.

2955 - O LÚDICO COMO FERRAMENTA DE ENSINO-APRENDIZAGEM DE ACADÊMICAS DE ENFERMAGEM NA EDUCAÇÃO EM SAÚDE PARA CRIANÇAS: RELATO DE EXPERIÊNCIA

Autores: Risângela Patricia de Freitas Pantoja, Franciane do Socorro Rodrigues Gomes, Lisandra Cristina Barbosa Gomes, Juliete Nobre dos Santos Silva, Érica de Kassia Costa Gonçalves, Brenna Marcela Evangelista Baltazar, Felipa Mahira Calandrini Tembé, Gabriela Farias de Lima

O LÚDICO COMO FERRAMENTA DE ENSINO-APRENDIZAGEM DE ACADÊMICAS DE ENFERMAGEM NA EDUCAÇÃO EM SAÚDE PARA CRIANÇAS: RELATO DE EXPERIÊNCIA

Autores: Risângela Patricia de Freitas Pantoja, Franciane do Socorro Rodrigues Gomes, Lisandra Cristina Barbosa Gomes, Juliete Nobre dos Santos Silva, Érica de Kassia Costa Gonçalves, Brenna Marcela Evangelista Baltazar, Felipa Mahira Calandrini Tembé, Gabriela Farias de Lima

INTRODUÇÃO: A promoção da saúde se faz através da educação, da adoção de modos de vida saudáveis, do desenvolvimento de habilidades e capacidades individuais e da produção de um ambiente saudável. Sendo assim, observa-se uma oportunidade para a enfermagem atuar como educadora em saúde com o objetivo de ensinar o autocuidado, de forma a garantir a promoção da saúde e a prevenção de agravos. Nesse contexto, vê-se a oportunidade de, através da extensão universitária, aproximar o acadêmico à realidade da comunidade na qual a universidade encontra-se inserida, não apenas para colocar em prática seus conhecimentos, mas também para levar este até a comunidade, além de proporcionar o enriquecimento do saber dos alunos através da interação com a população, para que essa interação ocorra. Sousa (2000) afirma que a extensão é o instrumento necessário para que o produto universidade - a pesquisa e o ensino - esteja articulado entre si e possa ser levado o mais próximo possível das aplicações úteis na sociedade e, ainda, que a universidade deve estar presente na formação do cidadão, dentro e fora de seus muros. De acordo com Silva (1996), extensão universitária é a chance que o acadêmico tem de contribuir com a sociedade, socializando o saber diminuindo as barreiras existentes entre a universidade e a comunidade, trata-se da aplicação na prática do conhecimento adquirido em sala de aula. Dessa forma, objetivando a promoção e a prevenção da saúde da criança e consequentemente favorecendo a prestação do cuidado de enfermagem é que desejamos desenvolver atividades educativas a fim de fornecer as crianças participantes do projeto o conhecimento necessário para que aprendam a cuidar de seu corpo, seu ambiente para assim poder contribuir na preservação de sua saúde, dos seus familiares e da comunidade em que vivem.

Com o inicio da vida acadêmica a enfermagem proporciona um leque de oportunidades em cujas quais a educação em saúde encontra-se intimamente inserida fazendo parte do cotidiano dos acadêmicos, seja no âmbito da atenção primária, em hospitais de médio e grande porte ou mesmo na academia. Portanto, a enfermagem enquanto educadora em saúde considera necessário a realização de ações educativas sobre saúde afim de contribuir para a melhoria da qualidade de vida da comunidade a qual através da extensão esta inserida enfatizando a interação entre a universidade e a comunidade.

As ações educativas que são realizadas com a ajuda de atividades lúdicas são fundamentais para o ensino-aprendizagem tanto de crianças quanto de jovens e adultos, por favorecer melhor compreensão de temas propostos além de tratar assuntos complexos que muitas vezes causam demasiado receio na população de forma mais acessível. É através das atividades lúdicas que a criança consegue se desenvolver com mais facilidade, pois existe uma interação e assimilação de determinados conteúdos vivenciados. Essa prática possibilita que os alunos exemplifiquem os contextos adquiridos. A inserção do lúdico no ensino torna-se de fundamental importância e é uma ferramenta imprescindível à qual os profissionais devem aderir com o intuito de conseguir uma produtividade por parte desses alunos recém-chegados a esse mundo (MATOS, 2013, p. 137). Com as atividades lúdicas é possível estimular o pensamento das crianças. OBJETIVO: Relatar a experiência de acadêmicos de enfermagem no uso de dinâmica lúdica para estimulação do processo de ensino-aprendizagem em saúde bucal em crianças de 06 a 10 anos de idade que são atendidas pelo projeto de extensão “Criando um espaço para desenvolvimento humano” da Faculdade de enfermagem da Universidade Federal do Pará. DESENVOLVIMENTO: Trata-se de um estudo com abordagem qualitativa do tipo relato de experiência. O estudo foi realizado com crianças, estudantes de uma comunidade católica no bairro de Condor em Belém do Pará. A comunidade faz parte do campo de atuação do projeto de extensão: Criando um espaço para o desenvolvimento humano (PROCEDH) da Universidade Federal do Pará (UFPA). Onde através de atividade lúdico-educativa foi abordado o tema PARASITOSE INTESTINAL com a utilização de um molde do aparelho digestivo confeccionado em E.V.A e TNT com o formato de uma camisa juntamente com o molde de uma Taenia solium e dois Ascaris lumbricóides em E.V.A para realização de atividade lúdica tipo construção coletiva onde através da dinâmica “A lombriga que todos temos” foram feitas várias perguntas sobre os tipos de parasitas que podem viver no corpo caso a pessoa não tenha bons hábitos de higiene e cuidados com a alimentação, o molde do aparelho digestivo foi vestido como uma camisa onde a solitária e as lombrigas foram coladas conforme eram explicadas as doenças causadas, recurso este que auxiliou com a visualização facilitando sua compreensão e tornando mais dinâmico o processo de ensino-aprendizagem sobre parasitose intestinal. RESULTADOS: Através da dinâmica “A lombriga que todos temos” cuja qual aborda os cuidados necessários para manter a saúde e bem estar do sistema digestivo e a prevenção de doenças como a teníase e a ascaridíase. Através desta dinâmica as acadêmicas evidenciaram um maior interesse pelas crianças cujas quais mostraram-se mais receptivas expressando suas dúvidas, mostrando que apesar da pouca idade (7 a 11 anos) compreendem que cuidar da saúde hoje irá prevenir doenças quando adultos e que cada um pode ser multiplicador de conhecimento. Tornou-se evidente a importância do lúdico no desenvolvimento e avaliação dos conteúdos, uma vez que possibilitou as acadêmicas participar ativamente na construção do conhecimento, através dos conteúdos, da reflexão e interação com as crianças, da mesma forma que podemos observar no estudo de Souza (2017) que considera a utilização do lúdico como ferramenta didática no processo ensino aprendizagem, possibilitando ao estudante o protagonismo na construção do seu conhecimento. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Por se tratarem de crianças em fase escolar todos os temas abordados são desenvolvidos com ludicidade visando a melhor compreensão da criança, incentivando sua interação e a troca de saberes. Extratégia esta que tem se mostrado formidável juntamente com a utilização da metodologia ativa que busca colocar a criança como agente de seu aprendizado favorecendo melhor compreensão. Todas as atividades realizadas são aceitas e desenvolvidas com interação e curiosidade, onde as crianças são estimuladas a praticarem bons hábitos de higiene e estarem envolvidas no cuidada de sua saúde e bem estar. Por parte das acadêmicas, acredita-se que a maior dificuldade tenha sido a melhor forma de desenvolver as ações educativas uma vez que chamar a atenção de crianças na referida faixa etária torna-se deveras complicado considerando que atividades que demandam muito tempo ou que não se mostrem muito interessantes facilitam para o desinteresse não apenas de crianças, mas em outras faixas etárias ocorrendo o mesmo. Uma vez que a dinâmica da atividade encontra-se concluída, sua implementação torna-se deveras prazerosa sobretudo em meio as crianças, pois evidencia-se uma maior aproximação entre teorias e realidade além de evidenciar o real grau de aprendizagem da criança e proporcionar melhor compreensão por parte das acadêmicas acerca dos métodos de ensino.

665 - O LÚDICO COMO FERRAMENTA DE ENSINO-APRENDIZAGEM DE ACADÊMICAS DE ENFERMAGEM NA EDUCAÇÃO EM SAÚDE PARA CRIANÇAS: RELATO DE EXPERIÊNCIA

Autores: Risângela Patricia de Freitas Pantoja, Franciane do Socorro Rodrigues Pantoja, Juliete Nobre dos Santos Silva, Brenna Marcela Evangelista Baltazar, Érica de Kassia Costa, Lisandra Cristina Barbosa Gomes, Felipa Mahira Calandrini Tembé, Gabriela Farias de Lima

O LÚDICO COMO FERRAMENTA DE ENSINO-APRENDIZAGEM DE ACADÊMICAS DE ENFERMAGEM NA EDUCAÇÃO EM SAÚDE PARA CRIANÇAS: RELATO DE EXPERIÊNCIA

Autores: Risângela Patricia de Freitas Pantoja, Franciane do Socorro Rodrigues Pantoja, Juliete Nobre dos Santos Silva, Brenna Marcela Evangelista Baltazar, Érica de Kassia Costa, Lisandra Cristina Barbosa Gomes, Felipa Mahira Calandrini Tembé, Gabriela Farias de Lima

INTRODUÇÃO: A promoção da saúde se faz através da educação, da adoção de modos de vida saudáveis, do desenvolvimento de habilidades e capacidades individuais e da produção de um ambiente saudável. Sendo assim, observa-se uma oportunidade para a enfermagem atuar como educadora em saúde com o objetivo de ensinar o autocuidado, de forma a garantir a promoção da saúde e a prevenção de agravos. Nesse contexto, vê-se a oportunidade de, através da extensão universitária, aproximar o acadêmico à realidade da comunidade na qual a universidade encontra-se inserida, não apenas para colocar em prática seus conhecimentos, mas também para levar este até a comunidade, além de proporcionar o enriquecimento do saber dos alunos através da interação com a população, para que essa interação ocorra. Sousa (2000) afirma que a extensão é o instrumento necessário para que o produto universidade - a pesquisa e o ensino - esteja articulado entre si e possa ser levado o mais próximo possível das aplicações úteis na sociedade e, ainda, que a universidade deve estar presente na formação do cidadão, dentro e fora de seus muros. De acordo com Silva (1996), extensão universitária é a chance que o acadêmico tem de contribuir com a sociedade, socializando o saber diminuindo as barreiras existentes entre a universidade e a comunidade, trata-se da aplicação na prática do conhecimento adquirido em sala de aula. Dessa forma, objetivando a promoção e a prevenção da saúde da criança e consequentemente favorecendo a prestação do cuidado de enfermagem é que desejamos desenvolver atividades educativas a fim de fornecer as crianças participantes do projeto o conhecimento necessário para que aprendam a cuidar de seu corpo, seu ambiente para assim poder contribuir na preservação de sua saúde, dos seus familiares e da comunidade em que vivem.

Com o inicio da vida acadêmica a enfermagem proporciona um leque de oportunidades em cujas quais a educação em saúde encontra-se intimamente inserida fazendo parte do cotidiano dos acadêmicos, seja no âmbito da atenção primária, em hospitais de médio e grande porte ou mesmo na academia. Portanto, a enfermagem enquanto educadora em saúde considera necessário a realização de ações educativas sobre saúde afim de contribuir para a melhoria da qualidade de vida da comunidade a qual através da extensão esta inserida enfatizando a interação entre a universidade e a comunidade.

As ações educativas que são realizadas com a ajuda de atividades lúdicas são fundamentais para o ensino-aprendizagem tanto de crianças quanto de jovens e adultos, por favorecer melhor compreensão de temas propostos além de tratar assuntos complexos que muitas vezes causam demasiado receio na população de forma mais acessível. É através das atividades lúdicas que a criança consegue se desenvolver com mais facilidade, pois existe uma interação e assimilação de determinados conteúdos vivenciados. Essa prática possibilita que os alunos exemplifiquem os contextos adquiridos. A inserção do lúdico no ensino torna-se de fundamental importância e é uma ferramenta imprescindível à qual os profissionais devem aderir com o intuito de conseguir uma produtividade por parte desses alunos recém-chegados a esse mundo (MATOS, 2013, p. 137). Com as atividades lúdicas é possível estimular o pensamento das crianças. OBJETIVO: Relatar a experiência de acadêmicos de enfermagem no uso de dinâmica lúdica para estimulação do processo de ensino-aprendizagem em saúde bucal em crianças de 06 a 10 anos de idade que são atendidas pelo projeto de extensão “Criando um espaço para desenvolvimento humano” da Faculdade de enfermagem da Universidade Federal do Pará. DESENVOLVIMENTO: Trata-se de um estudo com abordagem qualitativa do tipo relato de experiência. O estudo foi realizado com crianças, estudantes de uma comunidade católica no bairro de Condor em Belém do Pará. A comunidade faz parte do campo de atuação do projeto de extensão: Criando um espaço para o desenvolvimento humano (PROCEDH) da Universidade Federal do Pará (UFPA). Onde através de atividade lúdico-educativa foi abordado o tema PARASITOSE INTESTINAL com a utilização de um molde do aparelho digestivo confeccionado em E.V.A e TNT com o formato de uma camisa juntamente com o molde de uma Taenia solium e dois Ascaris lumbricóides em E.V.A para realização de atividade lúdica tipo construção coletiva onde através da dinâmica “A lombriga que todos temos” foram feitas várias perguntas sobre os tipos de parasitas que podem viver no corpo caso a pessoa não tenha bons hábitos de higiene e cuidados com a alimentação, o molde do aparelho digestivo foi vestido como uma camisa onde a solitária e as lombrigas foram coladas conforme eram explicadas as doenças causadas, recurso este que auxiliou com a visualização facilitando sua compreensão e tornando mais dinâmico o processo de ensino-aprendizagem sobre parasitose intestinal. RESULTADOS: Através da dinâmica “A lombriga que todos temos” cuja qual aborda os cuidados necessários para manter a saúde e bem estar do sistema digestivo e a prevenção de doenças como a teníase e a ascaridíase. Através desta dinâmica as acadêmicas evidenciaram um maior interesse pelas crianças cujas quais mostraram-se mais receptivas expressando suas dúvidas, mostrando que apesar da pouca idade (7 a 11 anos) compreendem que cuidar da saúde hoje irá prevenir doenças quando adultos e que cada um pode ser multiplicador de conhecimento. Tornou-se evidente a importância do lúdico no desenvolvimento e avaliação dos conteúdos, uma vez que possibilitou as acadêmicas participar ativamente na construção do conhecimento, através dos conteúdos, da reflexão e interação com as crianças, da mesma forma que podemos observar no estudo de Souza (2017) que considera a utilização do lúdico como ferramenta didática no processo ensino aprendizagem, possibilitando ao estudante o protagonismo na construção do seu conhecimento. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Por se tratarem de crianças em fase escolar todos os temas abordados são desenvolvidos com ludicidade visando a melhor compreensão da criança, incentivando sua interação e a troca de saberes. Extratégia esta que tem se mostrado formidável juntamente com a utilização da metodologia ativa que busca colocar a criança como agente de seu aprendizado favorecendo melhor compreensão. Todas as atividades realizadas são aceitas e desenvolvidas com interação e curiosidade, onde as crianças são estimuladas a praticarem bons hábitos de higiene e estarem envolvidas no cuidada de sua saúde e bem estar. Por parte das acadêmicas, acredita-se que a maior dificuldade tenha sido a melhor forma de desenvolver as ações educativas uma vez que chamar a atenção de crianças na referida faixa etária torna-se deveras complicado considerando que atividades que demandam muito tempo ou que não se mostrem muito interessantes facilitam para o desinteresse não apenas de crianças, mas em outras faixas etárias ocorrendo o mesmo. Uma vez que a dinâmica da atividade encontra-se concluída, sua implementação torna-se deveras prazerosa sobretudo em meio as crianças, pois evidencia-se uma maior aproximação entre teorias e realidade além de evidenciar o real grau de aprendizagem da criança e proporcionar melhor compreensão por parte das acadêmicas acerca dos métodos de ensino.

676 - “Construindo Enlaces”: uma Experiência de Formação em Saúde Mental no SUS com Estudantes do Curso de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro, campus Macaé-RJ

Autores: Alessandra Aniceto Ferreira de Figueiredo

“Construindo Enlaces”: uma Experiência de Formação em Saúde Mental no SUS com Estudantes do Curso de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro, campus Macaé-RJ

Autores: Alessandra Aniceto Ferreira de Figueiredo

Macaé está localizada no interior do estado do Rio de Janeiro, Brasil, situada a 180 quilômetros a nordeste da capital, sua população consta de 244.139 habitantes em 2017, segundo dados do IBGE. O município tem práticas pioneiras em saúde mental, destacando-se pela implantação de ações no território, mesmo antes do desenvolvimento de políticas a nível nacional, como ocorreu com a implantação da equipe de saúde mental na atenção básica no ano de 2002, sendo essa anterior a publicação da portaria do Núcleo de Apoio a Saúde da Família (NASF), em 2008, que tem em uma de suas atribuições o desenvolvimento de ações de promoção e prevenção em saúde mental junto as equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF). Pensando na interface entre a educação em saúde e a formação de profissionais para o SUS, tomando por base as diretrizes curriculares nacionais de 2014, propostas para os cursos de medicina no Brasil, os professores da Universidade Federal do Rio de Janeiro-UFRJ tem realizado a formação dos estudantes de medicina, prioritariamente, nos serviços de saúde públicos da rede de saúde do município de Macaé, desde os períodos iniciais do curso. Atentando para as especificidades desse município, em especial no pioneirismo das práticas em saúde mental, esse trabalho tem como objetivo apresentar uma experiência de formação em saúde no SUS com estudantes do curso de Medicina do oitavo período da Universidade Federal do Rio de Janeiro-UFRJ, campus Macaé. A vivencia em questão diz respeito às aulas práticas da disciplina de Saúde Mental, que estão sendo realizadas com equipes do Núcleo de Apoio a Saúde da Família (NASF 1) no município de Macaé-RJ, sendo este núcleo específico para o desenvolvimento de ações de saúde mental na atenção básica. No município, há cinco NASFs, acompanhando as equipes de saúde da família com atividades de visita domiciliar, interconsulta, realização de grupos educativos, operativos e terapêuticos, reuniões em equipes para discussão de casos clínicos, além de atividades de matriciamento. Os estudantes acompanham os profissionais do NASF 1 (saúde mental), que é composto por psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais e um médico psiquiatra, em todas as atividades realizadas pela equipe. Após a observação das ações desenvolvidas pelos profissionais, são discutidas as atividades realizadas. Ao final do semestre, é apresentado um plano de ação, proposto pelos estudantes, que é discutido com a equipe do NASF e das estratégias acompanhadas, para as ações em saúde mental a serem desenvolvidas no território, seja a implementação de novas ações ou o fortalecimento de práticas já desenvolvidas. A realização de vivencias teórico-práticas no contexto do SUS pelos estudantes de medicina, contribui para pensar a formação desses, a partir de uma processo de aprendizagem crítico e implicado com a transformação social e com o entendimento de saúde como direito de todos. Além disso, a experiência com profissionais de diversas categorias, contribui para que esses estudantes possam dialogar com diversos saberes, respeitando a multiplicidade das práticas em saúde, em especial em saúde mental, e possibilitando uma abertura para compreender o sujeito como todo.

2767 - SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE EM CUIDADOS PALIATIVOS ONCOLÓGICOS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

Autores: Stephany Siqueira Braga, Mattheus Lucas Neves de Carvalho, Bianca Leão Pimentel, Ivanete Miranda Castro de Oliveira, Tatiana Noronha Panzetti, Beatriz Duarte de Oliveira

SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE EM CUIDADOS PALIATIVOS ONCOLÓGICOS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

Autores: Stephany Siqueira Braga, Mattheus Lucas Neves de Carvalho, Bianca Leão Pimentel, Ivanete Miranda Castro de Oliveira, Tatiana Noronha Panzetti, Beatriz Duarte de Oliveira

Apresentação: O cuidado integral à saúde, nas últimas décadas, destaca-se pela busca em garantir qualidade e cientificidade aos serviços prestados, e a enfermagem, assim como as demais profissões, depara-se com a necessidade de aprimorar o seu processo de trabalho. A incorporação da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) mostra-se como um método cientifico fundamental para melhorar a qualidade da assistência de enfermagem, promovendo um cuidar de qualidade, humanizado, contínuo, e consequentemente dá-se direcionamento para o desempenho das atividades realizadas pela equipe de enfermagem. A aplicação da SAE exige do enfermeiro, além de conhecimento científico, habilidades e capacidades cognitivas, psicomotoras e afetivas, que ajudam a determinar o fenômeno observado e seu significado no Processo de Enfermagem (PE). A SAE ao paciente oncológico demanda múltiplas e complexas ações de cuidado, envolvendo o indivíduo em sua totalidade. No contexto dos cuidados paliativos oncológicos (CCPO), é considerado que as ações de assistência à saúde, sejam pautadas na promoção da qualidade de vida e no conforto do cliente e seus familiares, que enfrentam juntos o processo de doença que já se encontra em estado terminal, na prevenção e alívio dos sintomas e apoio as necessidades biopsicossociais. A abordagem neste cenário admite o engajamento da equipe de saúde, por meio da interdisciplinaridade, assistir as reais necessidades de cuidado do cliente-família, mediante as possibilidades, inseguranças, instabilidade do quadro clínico do cliente e a proximidade da morte. Sendo assim, acredita-se que a prática sistematizada de enfermagem, contribui para identificação de problemas de saúde manifestadas ou referidas pelos clientes e familiares, delineamento do diagnóstico de enfermagem, construção de um plano de cuidados, implementação das ações planejadas e avaliação, sendo possível a partir disto, realizar a articulação com os demais membros da equipe, para efetivação das ações em prol de uma prática centrada no indivíduo e não somente nas tarefas. Considerando as especificidades dos cuidados paliativos oncológicos, o presente relato tem como hipótese fundamental que a SAE em CCPO facilita e auxilia a assistência à saúde, direcionando as ações de enfermagem para as reais necessidades do indivíduo. Destarte, esse trabalho objetiva relatar a experiência assistencial a um paciente em cuidados paliativos oncológicos, traçando um plano de cuidados mediante a SAE. Desenvolvimento do trabalho: Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência, como requisito avaliativo do Componente Curricular Enfermagem Clínica e Cirúrgica, do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade do Estado do Pará (UEPA). A atividade se desenvolveu durante as aulas práticas, tendo como local do estudo um hospital universitário, referência em oncologia, situado em Belém do Pará, realizado no mês de Novembro de 2017. Para desenvolver o relato de experiência, aplicou-se o processo de enfermagem. Os dados coletados foram analisados e posteriormente foram identificados os diagnósticos de enfermagem, analisadas as intervenções de enfermagem necessárias e verificado os resultados esperados, utilizando a taxonomia da NANDA, NIC e NOC. Ao primeiro contato com o paciente, foram coletadas informações sobre o seu estado atual e o histórico do paciente, condições de chegada, motivo da internação, tratamento realizado e evolução do quadro clinico. Ao final, elaborou-se um plano assistencial de cuidados que contemplasse as reais necessidades afetadas. Resultados: Por meio da elaboração do plano de cuidados, foi possível estabelecer os principais Diagnósticos de Enfermagem referentes as necessidades do cliente, sendo: a) Deambulação prejudicada relacionada a presença de tumor vegetante, caracterizada pela capacidade prejudicada para percorrer as distâncias necessárias. Sendo os resultados esperados: promover autonomia quanto à deambulação e as intervenções de enfermagem: assegurar uso correto dos auxiliares de deambulação (p.ex: bengalas, cadeiras de roda) e orientar o familiar sobre a necessidade dos exercícios passivos; b) Volume de líquidos deficiente relacionado à desidratação, caracterizado por pele e mucosas secas. Com resultado esperado de Regularização do padrão da ingesta de líquidos e como intervenções: planejar uma meta de ingesta para cada 8 horas, monitorar a ingesta; garantir no mínimo 1.500 ml de líquidos por via oral a cada 24 horas e pesar diariamente com o mesmo tipo de roupas na mesma hora; c) Risco de infeção relacionado à enfermidade crônica, procedimento invasivo, defesas primárias e defesas secundárias, e destruição de tecidos. Tendo como resultado esperado detecção e controle do risco de infecção e como cuidados de enfermagem: aplicar e monitorar o uso de terapias antimicrobianas e realizar as troca de curativos com as técnicas assépticas adequadas; d) Integridade tissular prejudicada relacionada a fatores mecânicos e mobilidade física prejudicada, caracterizada por tecido lesado. Tendo como resultado esperado: cicatrização de feridas e promoção da integridade da pele por meio das intervenções de enfermagem: realizar troca de curativos com as técnicas assépticas adequadas, utilizar produtos adequadas no local afetado e instruir o cliente e família quanto à higienização adequada; e) Desesperança relacionada a deterioração da condição fisiológica, caracterizada pela decepção ao tratamento, autopercepção e queixas verbais. Os resultados esperados: manutenção do equilíbrio emocional e os cuidados: transmitir empatia com o intuito de promover a verbalização, por parte do cliente, procurando entender suas dúvidas e discutindo seus medos e suas preocupações; f) Síndrome do estresse por mudança relacionado ao estado de saúde comprometido e mudança de um ambiente para o outro, caracterizado por frustração e saudosismo de sua residência. Resultado esperado: Adaptar-se a mudança e como intervenções: reduzir o estresse por mudança e encorajar o cliente e a família a discutirem as preocupações a respeito da mudança. Considerações finais: A SAE é um método que proporciona qualidade ao cuidado e que denota cientificidade ao exercício de enfermagem, tornando esta experiência no âmbito educacional, fonte de experiências que preparam os acadêmicos para desenvolverem ações holísticas, de acordo com as reais necessidades do cliente. Sendo imprescindível sua incorporação em pacientes de CCPO, visando o cuidado pautado no cliente e não na doença. Além disso, a identificação dos diagnósticos de enfermagem permitiu o conhecimento das necessidades de cuidados de enfermagem e o direcionamento da assistência, possibilitando o estabelecimento do plano de cuidados individual. É importante ressaltar que para o sucesso desta metodologia de cuidado é necessário não somente o engajamento dos profissionais, mas em especial, as inciativas por parte das instituições de saúde no sentido de promover as condições necessárias para realizar o cuidado integral.

5181 - As repercussões do Estágio em Saúde Pública do Núcleo Brasil-Cuba na Formação do Estudante de Medicina

Autores: Luís Felipe Jacinto Rêgo, Sônia Maria Lemos, Eduardo Jorge Sant´Ana Honorato

As repercussões do Estágio em Saúde Pública do Núcleo Brasil-Cuba na Formação do Estudante de Medicina

Autores: Luís Felipe Jacinto Rêgo, Sônia Maria Lemos, Eduardo Jorge Sant´Ana Honorato

Apresentação: O Núcleo Brasil-Cuba (NBC) é um estágio em Saúde Pública oferecido através de um acordo bilateral da Direção Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina (DENEM) com a Federacíon Estudantil Universitária (FEU), que tem como objetivo promover uma imersão de estudantes de medicina brasileiros no sistema de saúde cubano, bem como a de estudantes de medicina cubanos no sistema de saúde brasileiro. Este trabalho tem como objetivo relatar a experiência de um estudante que participou desse estágio, elucidando como ele impactou e repercutiu no entendimento da sua formação e futura profissão. Desenvolvimento do trabalho: O NBC promove uma vivência contínua durante 21 dias, em que o estudante passa por estágios majoritariamente observacionais, perpassando os três níveis de atenção à saúde. Nesse processo, o aluno também compreende como se dá a formação médica dos cubanos e, principalmente, como os contextos político e social estão intimamente relacionados em sua configuração, tanto da formação dos profissionais de saúde, quanto do funcionamento do sistema de saúde e de como ele interage com a população. Os estágios são totalmente organizados pelos estudantes que compõem a FEU da Universidade de Ciências Médicas de Havana, e desde o primeiro momento já se destaca a maneira como o protagonismo estudantil é extremamente valorizado na educação cubana, visto que o movimento estudantil dispõe de ampla confiança e abertura dos setores institucionais para gerir os estágios da melhor maneira possível. Outro aspecto marcante da vivência como um todo, é de como o NBC é uma construção coletiva desde o primeiro momento, uma vez que a ilha, com todas as suas limitações, estimula que os estudantes se entrosem e se organizem, mas sobretudo troquem experiências e percepções expostas ao final de cada dia de vivência, em reuniões e confraternizações, nas quais se percebia como a pluralidade de ideologias, de interpretações e de bagagens culturais constituíam diferentes percepções que se somavam. Para além disso, o estágio promoveu contatos com a sociedade cubana através de diversas atividades e visitas, nas quais pôde-se notar a importância das organizações sociais no controle da saúde, e também a maneira como essa sociedade entende a conceituação de saúde. Os mecanismos de controle social mais significativos foram os Comitês de Defesa da Revolução (CDRs) e a Federação das Mulheres Cubanas (FDC), essas entidades tem uma importância histórica extrema para Cuba, estando intimamente relacionadas com a construção do sistema de saúde e ao seu modelo atual. No que se refere aos estágios propriamente ditos, os que eram voltados a atenção primária foram três, e se tratavam de estágios em Medicina de Família e Comunidade em consultórios e policlínicas de três ambientes diferentes, um bairro rural, um periférico e um que se localizava em um bairro considerado mais estruturado, na qual também foram relacionadas visitas domiciliares junto com o médico de família e comunidade. Visitou-se um dos Centro de Salud Mental da Havana, na qual se verificaram muitas similaridades ao modelo de Centro de Atenção Psicossocial que se dispõe no SUS, o Hogar Materno, um local de assistência e acolhimento para gestantes, e a casa de Abuelos, uma casa, onde idosos podem fazer diversas atividades ao longo do dia. Na atenção secundária, visitou-se os hospitais gerais Calixto Garcia e Salvador Allende. E na terciária, visitou-se dois institutos especializados, o Instituto de Cardiologia y Cirurgía Cardiovascular e o Instituto Nacional de Oncologia y Radiologia. A vivência no NBC contou também com a visita das principais faculdades de medicina pertencentes a Universidade de Ciências Médicas de Havana, foram ministradas palestras para elucidar o funcionamento do sistema de saúde e de como ele está inserido num contexto organizacional na qual o controle social é muito atuante, bem como os reflexos do sistema socialista nesse contexto, pautando sobretudo críticas aos prejuízos dramáticos causadas pelo embargo econômico. Foi evidenciada a eficácia e a importância das faculdades de medicina estarem atreladas não ao Ministério da Educação, mas ao Ministério da Saúde, o que resulta em uma formação que é, de maneira nítida, socialmente referenciada e gerida de maneira a suprir as necessidades de saúde da população cubana, fomentando um curso de medicina mais democratizado, acessível e bem distribuído por todo país. O panorama de estágios e observações também passa pela própria imersão uma cultura cubana, e na formação cultural que deriva tanto das percepções adquiridas do cotidiano e da convivência diária com o povo cubano, quanto das visitas aos museus e dos debates promovidos pelos coordenadores da FEU e da DENEM. Outras atividades também envolveram visitas a Escola Latinoamericana de Medicina, um projeto que evidencia muito do internacionalismo que o país emprega na sua formação médica. Resultados/Impactos: Os impactos da vivência no NBC foram muitos. A experiência do contato com uma realidade tão diferente, mas que ao mesmo tempo apresenta similaridades tão marcantes em termos de sistema de saúde e identidade latino-americana, acrescenta muito a formação médica no sentido de levantar o questionamento de toda a macroestrutura na qual a formação superior em medicina está configurada, bem como do funcionamento do Sistema Único de Saúde, e mesmo do projeto de sociedade que se deseja. O grande impacto do NBC está na constatação de que a consolidação de um sistema de saúde gratuito, de qualidade e com ampla cobertura é possível, mesmo em situações de mais profunda adversidade. Um sistema de saúde pautado no fortalecimento absoluto da atenção primária como se vê em Cuba, é a prova de que um projeto de prevenção é muito mais efetivo, e atua como elemento de congregação da sociedade. Não somente, a atenção primária cubana tem na multidisciplinaridade algo muito evidente, uma vez que as Policlínicas oferecem serviços diversos, na qual as práticas de medicina alternativa são muito recorridas e respeitadas. Em contrapartida, verificou-se alguns problemas relacionados a dificuldade de abastecimento de materiais, sobretudo nas atenções secundária e terciária, falta de alguns profissionais de saúde como enfermeiros, devido a desvalorização salarial, e, sobretudo, dificuldade na obtenção de novas tecnologias médicas devido ao embargo, o que obriga Cuba a negociar tecnologias muito mais caras e a enfrentar uma dificuldade no abastecimento de remédios, dependendo muito da produção local de medicamentos. No entanto, tais fatores tornam-se pouco evidentes diante da efetividade com que a atenção primária consegue manejar o sistema, sobretudo quando se verificam a magnitude do alcance e controle dos programas de vigilância em saúde e de assistência materna e infantil. Considerações finais: Por fim, a experiência de vivenciar a realidade de saúde de uma ilha socialista, que mesmo com todas as suas contradições, com uma parca economia baseada na exportação de açúcar e tabaco e que, mesmo diante de um embargo econômico de longa data, continua a prover sua população com uma saúde pública de qualidade e gratuita é, por si só, algo que gera profundas mudanças na percepção com que se encaram as dificuldades de saúde brasileira e a maneira que se quer conduzi-la. O NBC foi uma experiência fundamental na mudança da maneira como se compreende a saúde e, certamente, continuará a fomentar reflexões acerca do que se espera da saúde pública, do projeto de sociedade que se almeja e dos rumos que se deseja conduzir a profissão médica.

 

2873 - O LÚDICO COMO FERRAMENTA DE ENSINO-APRENDIZAGEM DE ACADÊMICAS DE ENFERMAGEM NA EDUCAÇÃO EM SAÚDE PARA CRIANÇAS: RELATO DE EXPERIÊNCIA

Autores: Risângela Pantoja, Franciane do Socorro Rodrigues Gomes, Franciane do Socorro Rodrigues Gomes, Juliete Nobre dos Santos Silva, Juliete Nobre dos Santos Silva, Brenna Marcela Evangelista Baltazar, Brenna Marcela Evangelista Baltazar, Érica de Kassia Costa, Érica de Kassia Costa Gonçalves, Lisandra Cristina Barbosa Gomes, Lisandra Cristina Barbosa Gomes, Felipa Mahira Calandrini Tembé, Felipa Mahira Calandrini Tembé, Gabriela Farias de Lima, Gabriela Farias de Lima

O LÚDICO COMO FERRAMENTA DE ENSINO-APRENDIZAGEM DE ACADÊMICAS DE ENFERMAGEM NA EDUCAÇÃO EM SAÚDE PARA CRIANÇAS: RELATO DE EXPERIÊNCIA

Autores: Risângela Pantoja, Franciane do Socorro Rodrigues Gomes, Franciane do Socorro Rodrigues Gomes, Juliete Nobre dos Santos Silva, Juliete Nobre dos Santos Silva, Brenna Marcela Evangelista Baltazar, Brenna Marcela Evangelista Baltazar, Érica de Kassia Costa, Érica de Kassia Costa Gonçalves, Lisandra Cristina Barbosa Gomes, Lisandra Cristina Barbosa Gomes, Felipa Mahira Calandrini Tembé, Felipa Mahira Calandrini Tembé, Gabriela Farias de Lima, Gabriela Farias de Lima

INTRODUÇÃO: A promoção da saúde se faz através da educação, da adoção de modos de vida saudáveis, do desenvolvimento de habilidades e capacidades individuais e da produção de um ambiente saudável. Sendo assim, observa-se uma oportunidade para a enfermagem atuar como educadora em saúde com o objetivo de ensinar o autocuidado, de forma a garantir a promoção da saúde e a prevenção de agravos. Nesse contexto, vê-se a oportunidade de, através da extensão universitária, aproximar o acadêmico à realidade da comunidade na qual a universidade encontra-se inserida, não apenas para colocar em prática seus conhecimentos, mas também para levar este até a comunidade, além de proporcionar o enriquecimento do saber dos alunos através da interação com a população, para que essa interação ocorra. Sousa (2000) afirma que a extensão é o instrumento necessário para que o produto universidade - a pesquisa e o ensino - esteja articulado entre si e possa ser levado o mais próximo possível das aplicações úteis na sociedade e, ainda, que a universidade deve estar presente na formação do cidadão, dentro e fora de seus muros. De acordo com Silva (1996), extensão universitária é a chance que o acadêmico tem de contribuir com a sociedade, socializando o saber diminuindo as barreiras existentes entre a universidade e a comunidade, trata-se da aplicação na prática do conhecimento adquirido em sala de aula. Dessa forma, objetivando a promoção e a prevenção da saúde da criança e consequentemente favorecendo a prestação do cuidado de enfermagem é que desejamos desenvolver atividades educativas a fim de fornecer as crianças participantes do projeto o conhecimento necessário para que aprendam a cuidar de seu corpo, seu ambiente para assim poder contribuir na preservação de sua saúde, dos seus familiares e da comunidade em que vivem. Com o inicio da vida acadêmica a enfermagem proporciona um leque de oportunidades em cujas quais a educação em saúde encontra-se intimamente inserida fazendo parte do cotidiano dos acadêmicos, seja no âmbito da atenção primária, em hospitais de médio e grande porte ou mesmo na academia. Portanto, a enfermagem enquanto educadora em saúde considera necessário a realização de ações educativas sobre saúde afim de contribuir para a melhoria da qualidade de vida da comunidade a qual através da extensão esta inserida enfatizando a interação entre a universidade e a comunidade. As ações educativas que são realizadas com a ajuda de atividades lúdicas são fundamentais para o ensino-aprendizagem tanto de crianças quanto de jovens e adultos, por favorecer melhor compreensão de temas propostos além de tratar assuntos complexos que muitas vezes causam demasiado receio na população de forma mais acessível. É através das atividades lúdicas que a criança consegue se desenvolver com mais facilidade, pois existe uma interação e assimilação de determinados conteúdos vivenciados. Essa prática possibilita que os alunos exemplifiquem os contextos adquiridos. A inserção do lúdico no ensino torna-se de fundamental importância e é uma ferramenta imprescindível à qual os profissionais devem aderir com o intuito de conseguir uma produtividade por parte desses alunos recém-chegados a esse mundo (MATOS, 2013, p. 137). Com as atividades lúdicas é possível estimular o pensamento das crianças. OBJETIVO: Relatar a experiência de acadêmicos de enfermagem no uso de dinâmica lúdica para estimulação do processo de ensino-aprendizagem em saúde bucal em crianças de 06 a 10 anos de idade que são atendidas pelo projeto de extensão “Criando um espaço para desenvolvimento humano” da Faculdade de enfermagem da Universidade Federal do Pará. DESENVOLVIMENTO: Trata-se de um estudo com abordagem qualitativa do tipo relato de experiência. O estudo foi realizado com crianças, estudantes de uma comunidade católica no bairro de Condor em Belém do Pará. A comunidade faz parte do campo de atuação do projeto de extensão: Criando um espaço para o desenvolvimento humano (PROCEDH) da Universidade Federal do Pará (UFPA). Onde através de atividade lúdico-educativa foi abordado o tema PARASITOSE INTESTINAL com a utilização de um molde do aparelho digestivo confeccionado em E.V.A e TNT com o formato de uma camisa juntamente com o molde de uma Taenia solium e dois Ascaris lumbricóides em E.V.A para realização de atividade lúdica tipo construção coletiva onde através da dinâmica “A lombriga que todos temos” foram feitas várias perguntas sobre os tipos de parasitas que podem viver no corpo caso a pessoa não tenha bons hábitos de higiene e cuidados com a alimentação, o molde do aparelho digestivo foi vestido como uma camisa onde a solitária e as lombrigas foram coladas conforme eram explicadas as doenças causadas, recurso este que auxiliou com a visualização facilitando sua compreensão e tornando mais dinâmico o processo de ensino-aprendizagem sobre parasitose intestinal. RESULTADOS: Através da dinâmica “A lombriga que todos temos” cuja qual aborda os cuidados necessários para manter a saúde e bem estar do sistema digestivo e a prevenção de doenças como a teníase e a ascaridíase. Através desta dinâmica as acadêmicas evidenciaram um maior interesse pelas crianças cujas quais mostraram-se mais receptivas expressando suas dúvidas, mostrando que apesar da pouca idade (7 a 11 anos) compreendem que cuidar da saúde hoje irá prevenir doenças quando adultos e que cada um pode ser multiplicador de conhecimento. Tornou-se evidente a importância do lúdico no desenvolvimento e avaliação dos conteúdos, uma vez que possibilitou as acadêmicas participar ativamente na construção do conhecimento, através dos conteúdos, da reflexão e interação com as crianças, da mesma forma que podemos observar no estudo de Souza (2017) que considera a utilização do lúdico como ferramenta didática no processo ensino aprendizagem, possibilitando ao estudante o protagonismo na construção do seu conhecimento. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Por se tratarem de crianças em fase escolar todos os temas abordados são desenvolvidos com ludicidade visando a melhor compreensão da criança, incentivando sua interação e a troca de saberes. Extratégia esta que tem se mostrado formidável juntamente com a utilização da metodologia ativa que busca colocar a criança como agente de seu aprendizado favorecendo melhor compreensão. Todas as atividades realizadas são aceitas e desenvolvidas com interação e curiosidade, onde as crianças são estimuladas a praticarem bons hábitos de higiene e estarem envolvidas no cuidada de sua saúde e bem estar. Por parte das acadêmicas, acredita-se que a maior dificuldade tenha sido a melhor forma de desenvolver as ações educativas uma vez que chamar a atenção de crianças na referida faixa etária torna-se deveras complicado considerando que atividades que demandam muito tempo ou que não se mostrem muito interessantes facilitam para o desinteresse não apenas de crianças, mas em outras faixas etárias ocorrendo o mesmo. Uma vez que a dinâmica da atividade encontra-se concluída, sua implementação torna-se deveras prazerosa sobretudo em meio as crianças, pois evidencia-se uma maior aproximação entre teorias e realidade além de evidenciar o real grau de aprendizagem da criança e proporcionar melhor compreensão por parte das acadêmicas acerca dos métodos de ensino.


Roda de Conversa - Educação
O serviço como campo de prática: criando laços e produzindo cuidado
Facilitador: JEFFESON WILLIAM PEREIRA    Data: 01/06/2018    Local: Sala 09    Horário: 08:30 - 10:30
Trabalhos nesta Roda de Conversa: 14 (clique para ver todos)
2984 - RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE AÇÕES DE PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM AMBIENTE ESCOLAR

Autores: Letícia Góes, Lília Araújo, Paula Castro, Rennan Bastos, Ruan Freitas, Suelem Santos, Thaís Flexa, Jacyra Nunes

RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE AÇÕES DE PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM AMBIENTE ESCOLAR

Autores: Letícia Góes, Lília Araújo, Paula Castro, Rennan Bastos, Ruan Freitas, Suelem Santos, Thaís Flexa, Jacyra Nunes

Apresentação: A disseminação de informações sobre saúde para a comunidade, por meio de ações de intervenção social, objetiva a promoção da saúde e prevenção de doenças e outros agravos. As escolas têm se tornado um importante local para iniciativas de promoção da saúde e desenvolvimento de educação em saúde, fornecendo importantes elementos para capacitar o cidadão para uma vida saudável, por isso, a interação entre saúde e educação constitui um caminho importante para a conquista da qualidade de vida. Segundo o Ministério da Saúde, a promoção da saúde pode ser compreendida como “um conjunto de estratégias e formas de produzir saúde, no âmbito individual e coletivo, caracterizando-se pela articulação e cooperação intra e intersetorial”. Logo, faz-se essencial a atuação da intersetorialidade sobre questões estruturais da sociedade e que interferem no processo saúde-doença. O objetivo deste trabalho é relatar a experiência dos acadêmicos de enfermagem, da Universidade Federal do Pará, sobre o desenvolvimento de ações de promoção da saúde no ambiente escolar. Desenvolvimento do trabalho: Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, vivenciado pelos acadêmicos de enfermagem sobre as  ações desenvolvidas por meio do Projeto de Extensão “Ludicidade como ferramenta para promoção da saúde de crianças e adolescentes no espaço escolar” durante a Feira da Família da Escola Parque Amazônia, realizada no dia 25 de novembro de 2017, em Belém-PA. O público alvo foram os alunos, os pais, responsáveis e/ou acompanhantes dos alunos. Inicialmente, os acadêmicos realizaram a pesquisa bibliográfica a fim de enriquecer seus conhecimentos sobre a temática abordada. Dessa forma, foi possível estabelecer quais pontos seriam abordados para melhor compreensão do público. Para isso, foram montadas tendas para verificação da Pressão Arterial e Glicemia Capilar com orientações sobre conceito, causas, sintomas, riscos e hábitos saudáveis para prevenção das doenças. Ao  iniciar as atividades, foi indagado aos participantes que expressassem suas impressões, conceitos e concepções sobre os temas propostos. Logo em seguida, fez-se uma breve introdução da Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) e da Diabetes Mellitus, abordando os tópicos que seriam discutidos. A condução da apresentação foi realizada por meio do banner,  apresentando os seguintes tópicos, respectivamente: “O que é hipertensão?’’; “O que é diabetes?”; “Meio Ambiente versus a pressão alta versus a diabetes”; “Vida saudável: o segredo da longevidade’’; “Anti-hipertensivo e Antidiabéticos é coisa séria’’; e “Bem me quero ou mal me quero?”. No primeiro e segundo tópico foram abordadas as questões fisiopatológicas da HAS e da diabetes; no terceiro discutiu-se sobre as questões socioambientais que interferem nos níveis pressóricos do portador de hipertensão e nos níveis glicêmicos do portador de diabetes; no quarto tópico foi debatido as práticas saudáveis e seus reflexos nos portadores de HAS e diabetes; no quinto tópico  foi tratado a importância dos medicamentos utilizados; e no sexto tópico foram discutidas as consequências de uma terapia eficaz e os malefícios de um tratamento incorreto no paciente. Posteriormente, os participantes realizaram verificação da pressão arterial e teste de glicemia capilar. E, ao fim da atividade, foi distribuído panfletos orientativos sobre as doenças apresentadas. Resultados e/ou impactos: A primeira atividade realizada pelo grupo, consistia na orientação sobre HAS e Diabetes, devido à relevância em alertar e conscientizar o público ao nível de atenção primária em saúde sobre os riscos e cuidados cotidianos de um paciente hipertenso e/ou diabético, pois a falta de informações a respeito leva o usuário a uma negligência do tratamento e das possíveis complicações dessa morbidade, que apesar de controlável apresenta grandes consequências quando não tratada corretamente. Além disso, orientar os que desconhecem sobre as duas patologias, alertando sobre o que são as doenças, suas causas e as formas de prevenção. O local escolhido apresentava grande movimentação e estava bem visível para aqueles que chegavam na escola, o que possibilitou a abordagem de um número significativo de pessoas. No primeiro momento, os alunos abordavam todos que passavam pelas tendas e os convidavam a receber orientações e permitiam que o público participasse de forma mais ativa. Durante a orientação, a maioria do público foi pouco participativa, percebeu-se, ainda, que a maioria não estava interessada em receber as orientações devido à pressa, mas sim, em apenas verificar os valores de pressão arterial e glicêmicos. Dentre as pessoas orientadas, não havia nenhum diabético, porém a minoria, os portadores de hipertensão, eram os mais participativos, perguntando, respondendo e indagando sobre os tópicos; mostraram-se interessados no tema, preocupando-se quando algo não se encaixava no estilo de vida deles. Outro serviço disponível no local era a verificação da pressão arterial e monitoramento da glicemia capilar. Este serviço foi bem aceito pelas pessoas abordadas, tanto pelos alunos que se mostravam curiosos com a atividade, quanto pelos adultos que estavam realmente interessados em verificar. Durante diálogo com os participantes, observou-se um baixo índice de adesão de adultos hipertensivos ao tratamento da doença. Devido a identificação dessa problemática, houve a necessidade de reforçar a importância do tratamento medicamentoso e não-medicamentoso, conscientizando a população para que este problema seja evitado. Para ampliar a adesão ao tratamento anti-hipertensivo são utilizadas estratégias multidisciplinares, sendo de grande relevância e em prol do bem-estar do indivíduo a atuação direta e indireta do enfermeiro e da sua equipe de saúde no processo de mudança de hábito de vida, do conhecimento das crenças em saúde e a comunicação interpessoal com o paciente hipertensivo. Por meio de educação contínua, é possível a redução da taxa de adultos diagnosticados com HAS e que negligenciam a gravidade dessa doença crônica. Por fim, houve a distribuição dos panfletos. Estes foram feitos a partir da leitura bibliográfica dos alunos e confeccionados pelos mesmos, ressaltando os hábitos saudáveis para prevenção das doenças e a importância do tratamento correto. Segundo o público, a distribuição dos panfletos foi muito positiva, pois contribuiu para reforçar o que foi explicado pelos alunos e ajudar as pessoas que não tiveram tempo de assistir à orientação. Considerações finais: A Hipertensão Arterial Sistêmica e a Diabetes Mellitus são doenças crônicas com altos índices de ocorrências nas últimas décadas e os seus agravantes estão relacionados diretamente com os hábitos diários da população. Sendo assim, a educação em saúde se torna um instrumento efetivo para a promoção e prevenção destas doenças, pois alia ao processo de ensinar o melhor entendimento da população que precisa desse conhecimento através de uma comunicação mais popular e menos científica. É fundamental que os acadêmicos de enfermagem adotem essas práticas durante sua formação para que, quando forem enfermeiros, possam ser autônomos para realizar essas ações na comunidade onde atuam.

3074 - Integração ensino-serviço: realidades e desafios

Autores: Daniela Lacerda Santos, Lucille Annie Carstens, Eliane Oliveira Pinheiro

Integração ensino-serviço: realidades e desafios

Autores: Daniela Lacerda Santos, Lucille Annie Carstens, Eliane Oliveira Pinheiro

Introdução

Este trabalho visa descrever, através de um relato de experiência, a vivência da interação entre o professor de campo na Estratégia de Saúde da Família (ESF) com os profissionais preceptores da equipe – médica e enfermeira – dentro do processo de trabalho e ensino-aprendizado.

Essa interação foi possível a partir da mudança curricular proposta no curso de medicina de uma instituição privada, na região serrana, do estado do Rio de Janeiro que possibilitou, através da disciplina Saúde e Sociedade, que o aluno esteja inserido no cenário ensino-serviço da ESF, conciliando esta prática com o conteúdo discutido em sala de aula. Osatores importantes nesse processo de construção do conhecimento são os preceptores do campo, através dos seus processos de trabalho, desenvolvidos no exercício profissional, como médica e enfermeira e a professora da instituição de ensino.

Objetivo: Descrever, através de um relato de experiência, o processo de construção de um planejamento didático no campo prático da saúde, considerando a interação entre docente e preceptores, atuantes na equipe de saúde da família, com o intuito de fortalecer e intercâmbio entre a instituição de ensino e o serviço de saúde.

 

Metodologia

A construção do planejamento didático nas práticas no campo foi elaborada entre alunos, professora e equipe técnica, baseado em um planejamento estratégico, onde foram consideradas as demandas em saúde do território e necessidade de fortalecimento do processo de trabalho da equipe. No primeiro dia na unidade de saúde os alunos expuseram o diagnóstico de território, realizado no primeiro período, este foi cotejado com a exposição das demandas em saúde, expostas pela equipe de saúde local.

Cenário do estudo: A peculiaridade desse campo consiste na interlocução, a relação entre uma instituição privada de ensino e um campo de Atenção Primária à Saúde, sob coordenação do ente municipal, todos os profissionais da equipe atuam com carga horária em consonância à ESF.

As demandas prioritárias para esse momento foram consideradas de acordo aos indicadores da unidade, como à baixa adesão das usuárias ao pré natal e baixa adesão dos adolescentes à imunização contra o HPV.

Resultados:

Foi elaborado um check list, a partir das recomendações do Ministério da Saúde para a gestação de baixo risco, com visitas domiciliares para busca ativa e verificar adesão às recomendações do pré natal.

Sobre a vacinação de HPV, foi planejada uma atividade dinâmica com as turmas de uma escola que aderiu ao PSE para sensibilização e desmistificação, além de agendada reunião com os pais para maiores esclarecimentos.

Resultados:Das 25 gestantes ,16 foram visitadas. As demais não foram encontradas no domicílio ou acompanham no serviço de Referência de alto risco. Entregues pedidos de exames que ainda não tinham sido realizados e reagendadas avaliações na unidade de saúde.

Na dinâmica sobre vacina HPV, os adolescentes tiveram dinâmicas realizadas de forma descontraída para dúvidas sobre o assunto, sendo receptivos ao assunto. Agendada segunda reunião com os pais responsáveis para demais esclarecimentos.

Considerações finais

A integração ensino serviço ainda é um desafio devido às constantes modificações necessárias para inserção desse estudante e fatores internos que atrasam a continuidade das ações.

3164 - PROJETO AGIR EDUCATIVO CUIDATIVO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE ATENDIMENTOS EM HIDROTERAPIA

Autores: Fernanda Jacqueline Teixeira Cardoso, Andreza da Silva de Freitas, Caroline Amaral Diniz, Sheyla Mara Silva de Oliveira, Franciane de Paula Fernandes, Marcelo Silva de Paula, Ana Cely de Sousa Coelho, Dammy Klésia Silva de Lima

PROJETO AGIR EDUCATIVO CUIDATIVO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE ATENDIMENTOS EM HIDROTERAPIA

Autores: Fernanda Jacqueline Teixeira Cardoso, Andreza da Silva de Freitas, Caroline Amaral Diniz, Sheyla Mara Silva de Oliveira, Franciane de Paula Fernandes, Marcelo Silva de Paula, Ana Cely de Sousa Coelho, Dammy Klésia Silva de Lima

Apresentação: A hidroterapia é um recurso amplamente difundido na reabilitação ortopédica, neurológica, geriátrica, pediátrica, reumatológica e desportiva. Os benefícios dessa prática ocorrem devido às propriedades físicas da água associada ao calor, que atuam em diversos sistemas: circulatório, respiratório, musculoesquelético, nervoso, além dos diversos benefícios psicológicos associados. O presente trabalho tem como objetivo descrever a experiência na atuação em extensão universitária durante os atendimentos de hidroterapia no campus universitário. Desenvolvimento: Estudo descritivo na modalidade relato de experiência desenvolvido por discentes e docentes da Universidade do Estado do Pará-Campus XII Santarém. Os atendimentos no setor de hidroterapia foram realizados no primeiro semestre de 2017, através do projeto de extensão agir educativo cuidativo no complexo aquático.Resultados e/ou impactos: Os atendimentos realizados no setor de hidroterapia beneficiaram cerca de 60 pacientes, com diversas patologias, desde criança com lesão de plexo braquial, até idosos com Parkinson, isso mostra a grande variedade de pacientes. A realização dos atendimentos foi possível com o serviço voluntário de profissionais e acadêmicos de Fisioterapia e Enfermagem. Antes dos atendimentos na piscina terapêutica, os pacientes eram acolhidos pela equipe de enfermagem e após tal ação se iniciava os atendimentos. A consulta de enfermagem envolvia também orientações acerca do tratamento ofertado. Os atendimentos duravam 30 minutos, compostos de aquecimento, tratamento e desaquecimento. Considerações finais: A experiência do cuidado em hidroterapia foi muito positiva enriquecendo o aprendizado mútuo. O serviço oportunizou observar, tratar e avaliar as diversas necessidades em saúde dos pacientes acompanhados bem como suas evoluções. Assim, tal vivência ressalta a grande valia de aproximar os acadêmicos aos pacientes em todos os momentos da vida universitária, buscando ainda relação de aprendizagem quando realizada em colaboração com outros cursos.

3169 - A relação médico-paciente sob a ótica de médicos especialistas e generalistas em um município na Amazônia

Autores: VIVALDO GEMAQUE DE ALMEIDA, TATIANA SOUSA CAVALCANTE, JENNIFER JORGE DE SALES, EDNA FERREIRA COLHO GALVÃO, EDNA FERREIRA COLHO GALVÃO

A relação médico-paciente sob a ótica de médicos especialistas e generalistas em um município na Amazônia

Autores: VIVALDO GEMAQUE DE ALMEIDA, TATIANA SOUSA CAVALCANTE, JENNIFER JORGE DE SALES, EDNA FERREIRA COLHO GALVÃO, EDNA FERREIRA COLHO GALVÃO

APRESENTAÇÃO: A medicina hoje passa por novas adequações. O contexto atual exige cada vez mais que o médico em formação integre o conhecimento técnico às habilidades humanísticas, uma vez que a relação médico-paciente se encontra fragilizada em detrimento da maior facilidade de diagnósticos por exames mais elaborados e complexos. A implantação do internato rural, que é considerado um avanço nos currículos dos cursos da Amazônia, representa um dos aspectos que privilegiam o olhar regional para a formação em medicina. Buscou-se entender, então, onde está a essência desta relação e como podemos resgata-la, segundo a ótica de médicos especialistas e generalistas atuaentes na região. DESENVOLVIMENTO: Trata-se de uma pesquisa descritiva, de natureza qualitativa, em um corte transversal. A coleta de dados foi feita através de entrevistas, utilizando pergunta aberta voltadas para profissionais médicos que atendiam em suas especialidades em hospitais públicos e/ou na atenção básica no município de Santarém,Pará, obedecendo-se a análise de conteúdo. RESULTADOS: Foram entrevistados 13 médicos, de um total de 330 cadastrados no município, segundo dados de 2017 do CRM-Pa, selecionados de diversas unidades de saúde e hospitais de referência. As unidades de registro identificadas foram: Vinculo de Confiança e/ou Respeito; Atendimento Biopsicossocial; Honestidade; Contato/Escuta; Empatia; Diagnóstico. Destacou-se a necessidade de olhar o paciente como um todo, entendendo a necessidade de uma visão holística. Depoimentos reafirmaram a importância de olhar além da queixa do paciente, além daquilo que é relatado. Muitos destacaram que as universidades são essenciais na formação da relação-médico paciente, por ser o primeiro contato e quem molda os acadêmicos como futuros profissionais. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que é necessária uma mudança na abordagem da educação médica, com metodologias que proporcionem uma relação mais simétrica e empoderada, e que comtemple outros pontos desta relação que não somente a cura. Igualmente importante é que o médico tenha uma visão mais ampla, envolvendo também questões sociais e psicológicas durante sua formação, para que se sinta capacitado a tratar as doenças do corpo e da alma, e prover a saúde em um sentido além da simples ausência de doença.

3181 - SAÚDE COLETIVA E OS CAMPOS DE PRÁTICAS: A VIVÊNCIA DOS PROFESSORES NESSE CENÁRIO

Autores: ANA FRANCISCA FERREIRA DA SILVA, Fabiana Mânica Martins, Bahiyyeh Ahmadpour Ahmadpour, Luciana Barros de Lima Matuchewski, Sorene Veloso Gouveia Melo

SAÚDE COLETIVA E OS CAMPOS DE PRÁTICAS: A VIVÊNCIA DOS PROFESSORES NESSE CENÁRIO

Autores: ANA FRANCISCA FERREIRA DA SILVA, Fabiana Mânica Martins, Bahiyyeh Ahmadpour Ahmadpour, Luciana Barros de Lima Matuchewski, Sorene Veloso Gouveia Melo

Apresentação: Este trabalho traz a proposta de apresentar o desenvolvimento da disciplina Saúde Coletiva III, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) em seus cenários de práticas, que foram as Unidades Básicas de Saúde (UBS) Ivone Lima localizada na Zona Leste e Morro da Liberdade localizada na Zona Sul. Essas vivências são relevantes pelo fato de ajudarem na consolidação do ensinar, do aprender e do fazer Saúde Coletiva, compartilhando saberes tanto com acadêmicos, professores e a comunidade. Objetivo: Relatar a experiência sobre as aulas práticas realizadas em duas UBS como parte da disciplina de Saúde Coletiva III. Desenvolvimento do trabalho: Estudo do tipo relato de experiência dos professores responsáveis pela disciplina Saúde Coletiva III, que ocorreu todas as sextas-feiras, das 8h até 10h no período de 01/09/2017 à 17/11/2017, nas Usos Ivone Lima e Morro da Liberdade. Cada Unidade recebia os grupos de alunos para desenvolver as atividades: acompanhar a equipe do acolhimento, triagem, vacinação, entrega de medicamentos, realização de exames como o Preventivo e o Eletrocardiograma, consultas de enfermagem referente aos Programas de Saúde que compões a Estratégia Saúde da Família (ESF), sala de espera com a realização de Educação em Saúde (com temas variados), visitas domiciliares junto com os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) na área de cobertura da UBS para reconhecimento do território. No final das aulas práticas os alunos foram orientados a realizar a devolutiva/relatório compartilhando as experiências vivenciadas, onde cada aluno tinha seu momento de fala sobre sua percepção desse cenário. Para a complementação teórica também foi utilizada a estratégia didática do Ensino a Distância (EAD), no qual os alunos discutiam temas relacionados a disciplina que pudessem estar contribuindo no seu cenário de prática. Resultados: A vivência do acadêmico de Medicina dentro da UBS, acompanhando o dia a dia da Unidade, oportuniza a construção de um conhecimento sólido, priorizando a promoção da saúde como principal estratégia dentro da Atenção Básica, para a melhoria da qualidade de vida da população. Alguns temas desenvolvidos na sala de espera em Educação em Saúde foram: outubro Rosa, Aleitamento Materno, Hábitos Alimentares Saudáveis, novembro Azul, Menopausa, A prática de atividade física, como evitar a dengue, Primeiros Socorros, dentre outras. Durante as devolutivas/relatório final dos alunos, coordenados pelas professoras, foi evidenciado algumas falas como: “a população gosta de ouvir sobre saúde”; “eles interagem conosco professora”; “professora não sabia que existia esse trabalho dentro de uma equipe de saúde”; “nossa professora, o dr. Fulano sabe o nome de todos da família da paciente”, reforçando a importância da Promoção da Saúde dentro da UBS. Considerações Finais: Oportunizar vivências significativas nos cenários de práticas para acadêmicos de Medicina dentro da graduação, proporcionou a construção dialógica e compartilhada das relações dos alunos para com a comunidade, consolidando a promoção da saúde como estratégia de mudança de perspectivas sociais, pois a dinâmica das ações na Atenção Básica, estimulou os alunos a desenvolver o um olhar mais crítico - reflexivo para as necessidades de saúde do território, integrando a teoria à sua prática.

 

3216 - Vivência de uma Disciplina Integradora

Autores: juliane cristine de camargo, Lislei Teresinha Preuss

Vivência de uma Disciplina Integradora

Autores: juliane cristine de camargo, Lislei Teresinha Preuss

APRESENTAÇÃO

 

Este resumo expandido visa socializar a experiência vivenciada na disciplina Linhas de Cuidado Multiprofissional, de caráter multidisciplinar, da Universidade Estadual de Ponta Grossa – UEPG, sob coordenação do departamento de medicina. A disciplina teve seu início no segundo semestre de 2017 envolvendo seis cursos, os quais são: Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Medicina, Odontologia e Serviço Social e um total de vinte e quatro alunos;  tem o aporte de treze professores, incluindo a coordenação desta.

A disciplina tem como meta, o estímulo aos acadêmicos, à aproximação ao sistema público de saúde e   aos espaços da comunidade através da inserção em Unidades Básicas de Saúde- UBS. Para que isto acontecesse, foram escolhidas duas Unidades, que teve como um dos critérios, a distância e nenhuma atividade específica desenvolvida pela UEPG, pois por esse motivo, não há participação de outros acadêmicos nesses equipamentos de saúde. São elas: ZILDA ARNS, localizada no bairro Nossa Senhora das Graças e EGON ROSKAMP, no bairro Santa Paula, na cidade de Ponta Grossa- Paraná.

A partir da inserção dos alunos nestes espaços, busca-se levantar informações afim de construir um diagnostico referente aos atendimentos de saúde prestados a comunidade, de forma que identifiquem dificuldades relatadas pelos Profissionais e Usuários da UBS.  Através deste, propõe-se a construção de um projeto de intervenção de forma coletiva, que contribua tanto para a formação profissional dos alunos envolvidos, quanto para a equipe que trabalha na Unidade,  os usuários que frequentam e recebem atendimento da mesma.

A metodologia utilizada nesta disciplina contempla rodas de conversa, jogos interativos, inserção na UBS e comunidade, dentre outras metodologias que proporcionam a integração entre alunos.

O presente resumo tem como principal objetivo relatar, como é para uma aluna do segundo ano do curso de Serviço Social, integrar esta disciplina que reúne diversas áreas do saber, ou seja, multidisciplinar.

 

O RELATO DE EXPERIÊNCIA

A disciplina integradora iniciou no  segundo semestre de 2017, sendo ofertada nas sextas-feiras no período da tarde. Foram realizados no total dez encontros, que se caracterizaram em aulas, observação na Unidade de Saúde, realização de um projeto de intervenção, e aplicação e por fim a avaliação de todo o processo. Todos os momentos vivenciados foram de forma dinâmica, com o objetivo de contribuir com a formação profissional de todos os cursos envolvidos.

A disciplina iniciou com uma acolhida, onde os professores se apresentaram e também apresentaram a proposta da disciplina e com o objetivo de aproximar a turma e proporcinar a integração entre os alunos de diversos cursos, foi realizado uma dinâmica.

Em encontros que foram realizados na sala de aula, as metodologias  foram ativas, um exemplo é aplicação do jogo do Sistema Único de Saúde - SUS, o qual foram organizados grupos de alunos de diferentes cursos. O jogo além de proporcionar uma maior aproximação entre os alunos, levou aos acadêmicos importantes conhecimentos a cerca do SUS. O jogo evidencia uma forma descontraída e prazerosa de se aprender.

A disciplina possibilitou, a partir da inserção na comunidade, uma aproximação à prática profissional de uma equipe multiprofissional. Na observação realizada, a partir desta atividade, alguns pontos foram observados como: estrutura física, profissionais que compõe a equipe, se há Núcleo de Apoio à Saúde da Família – NASF, serviços, maneira de organizar a agenda desses serviços, dificuldades da unidade, como se faz o registro de atividades desenvolvidas, e as maiores demandas que chegam até a Unidade.

A disciplina possibilitou conhecermos a UBS, o público da mesma, através de conversas com as Agentes Comunitárias de Saúde - ACS e a inserção no bairro, as condições sociais, econômicas e de saúde destes sujeitos. Observamos, ainda, através da aplicação de um formulário, como é o atendimento da unidade, os problemas do bairro e na UBS, e quais seriam as soluções para o problema apontado. A falta de especialistas e a demora para marcar uma consulta com estes foram os problemas apontados.

Através desse diagnóstico, foi construído um projeto de intervenção objetivando promover a capacitação das ACS para uma melhor orientação acerca da rede de atendimento da saúde no município, os medicamentos distribuídos nas Unidades Básicas de Saúde e o calendário de vacinas A construção do projeto de intervenção ocorreu de forma tranquila e consesual, com a participação de todos da equipe responsável. Foi construído um folder sobre orientações básicas a cerca  do fluxo de atendimentos. Na apresentação deste estiveram presentes enfermeiras da unidade e as mesmas reiteraram a importância deste.

As intervenções, a partir do projeto,  ocorreram em três tardes, onde o grupo de acadêmicos se reuniu com as ACS e promoveram um espaço de discussão com troca de conhecimentos. As informações sobre a temática em pauta foram levantadas em forma de questões , o que favoreceu uma ampla participação e troca de experiências.

 

 

Resultados

 

A disciplina Linhas de Cuidado Multiprofissional, possibilitou a aproximação ao universo do trabalho multidisciplinar, que atualmente, no mercado de trabalho está ganhando bastante destaque, pois uma equipe que planeja junto suas ações tem mais efetividade.  Também viabilizou muito mais do que a integração entre diversos cursos, possibilitou o conhecimento a cerca das necessidades dos usuários que frequentam o SUS, e de que é necessário para que nós futuros trabalhadores da saúde tenhamos uma prática que vise atender suas reais necessidades e isso só se faz possível quando todos trabalham coletivamente.

Alguns aspectos positivos e negativos foram vistos durante a disciplina, por sermos a primeira turma. Como pontos fracos citamos a rotatividade de professores, pois assim não há alguém fixo que acompanhe o trabalho desenvolvido pelos alunos do começo ao fim. No início havia um cronograma, ao qual teve muitas alterações ao decorrer da disciplina, o que ocasionou uma certa desorganização. Também houve muita desistência de alunos durante a disciplina, o que dificultou a realização de atividades dentro da mesma.

Como pontos fortes podemos destacar as aulas dinâmicas que tornou a disciplina leve e favoreceu a integração entre os alunos. A disciplina nós trouxe a oportunidade de conhecermos diferentes visões diante de um mesmo propósito, durante a construção do projeto de intervenção e execução do mesmo, afim de deixar a individualidade do seu curso para um trabalho multidisciplinar. E viabilizou a aproximação da atenção básica, executada nas Unidades de Saúde, o que é campo de trabalho de todos cursos envolvidos.

 

Considerações Finais

 

A criação desta disciplina conduz a chance dos alunos da UEPG conhecerem  o que é um trabalho multiprofissional, sendo muito importante para a formação dos cursos envolvidos, pois durante a graduação alguns cursos acabam não vivenciando uma integração.  A iniciativa de promover encontros e debates entre cursos é de extrema importância para a atualidade, pois muitos alunos quando se formam e vão para o campo de trabalho, acabam não sabendo trabalhar em equipe multidisciplinar. Ter essa promoção desde a formação é um preparo essencial para uma maior produtividade no mercado de trabalho.

A disciplina fortalece a ideia de trabalho horizontal, onde os profissionais não devem centralizar seus conhecimentos. Para o Serviço Social fazer parte dessas atividades é muito agregador, pois quando trabalhamos com as demais áreas do saber, conhecemos as reais necessidades dos usuários, para a amplitude de políticas públicas.

3274 - RELATO DE EXPERIÊNCIA: A INTEGRALIDADE DO CUIDADO NO PÓS-ALTA DA HANSENÍASE

Autores: Sabrina Maria José Novais Meira, Daniela Arruda Soares, Eriedna Chaves Soares, Maria Fernanda Nunes Queiroz, Laurita Oliveira Dutra, Pamela Siqueira Rocha, Renata Matos e Matos

RELATO DE EXPERIÊNCIA: A INTEGRALIDADE DO CUIDADO NO PÓS-ALTA DA HANSENÍASE

Autores: Sabrina Maria José Novais Meira, Daniela Arruda Soares, Eriedna Chaves Soares, Maria Fernanda Nunes Queiroz, Laurita Oliveira Dutra, Pamela Siqueira Rocha, Renata Matos e Matos

A Hanseníase é uma doença infectocontagiosa que pode causar lesões dermatoneurológicas, sendo o acometimento dos nervos periféricos um grande acarretador de incapacidades físicas. Além disso, a doença é associada a danos de ordem psicológica e social, tais como diminuição da capacidade de trabalho, limitação da vida social e depressão. Tendo em vista as incapacidades físicas e deformidades que podem se instalar ou já se encontrarem presentes no pós-alta, a fragilidade no acesso à atenção à saúde, os preconceitos, a auto-segregação e a desinformação, depreende-se que este período carece de maior atenção por parte dos serviços de saúde, no sentido de garantir a coordenação, longitudinalidade e reolutividade no cuidado que é produzido a estes indivíduos. O estudo objetivou relatar a experiência de acadêmicas de enfermagem na implementação de ações integradas em saúde coletiva a uma usuária no pós-alta de hanseníase, de acordo com as necessidades sócio-sanitárias apresentadas pela mesma. Foram realizadas entrevistas para aplicação de um formulário estruturado, aplicação de uma escala de avaliação de vulnerabilidade familiar, genograma, ecomapa e trajetória de cuidados representativos da composição e dinâmica familiar, da conformação da rede de suporte social e do trânsito pelos serviços de saúde até alcançar o diagnóstico e tratamento. Destaca-se que no pós-alta a situação da usuária envolve entraves relacionados aos problemas físicos, com os tratamentos nos serviços de saúde, a situação de pobreza, a desagregação familiar, além dos problemas psicológicos específicos à doença, relativos à rejeição e à baixa autoestima. Após a análise profunda em relação à situação e as necessidades da usuária analisada, observou-se que as mesmas possuem potencial para modificar a relação desta com sua identidade, com o próprio sentido da vida, com as suas limitações funcionais. Contudo, outras carecem ser desenvolvidas no sentido de garantir a reinserção social, provimento econômico e qualidade de vida.


Roda de Conversa - Controle Social e Participação Popular
Escuta à diversidade como participação: inclusão como resistência
Facilitador: Rayner Augusto Libório dos Santos Monteiro    Data: 31/05/2018    Local: Sala 19    Horário: 08:30 - 10:30
Trabalhos nesta Roda de Conversa: 15 (clique para ver todos)
436 - Roda de conversa "Humanização, o melhor tratamento": um relato de experiência

Autores: Larissa Ádna Neves Silva, Heloisa do Nascimento de Moura Meneses

Roda de conversa "Humanização, o melhor tratamento": um relato de experiência

Autores: Larissa Ádna Neves Silva, Heloisa do Nascimento de Moura Meneses

INTRODUÇÃO: O acolhimento dentro das Unidades Básicas de Saúde (UBS) é uma estratégia de mudança para a reorientação dos processos mecanizados de trabalho, visando garantir os direitos de todos, quanto ao acesso e a integralidade na atenção e modificando as relações entre profissionais e usuários, visto que a Atenção Básica é a porta de entrada para os usuários dos serviços de saúde. Os usuários diariamente buscam dos profissionais, atenção, apoio, escuta e a resolução dos seus problemas, remetendo-se a situações de desconforto em grandes filas de espera, e constrangimentos quanto a sua realidade social. Estes, por vezes desconhecem a existência de Políticas e direitos que favorecem o seu processo saúde/doença. OBJETIVO: Informar sobre a Política Nacional de Humanização aos moradores do Bairro Mapiri, no município de Santarém/PA. MÉTODOS: A proposta foi desenvolvida na ação social: BI em Saúde na Comunidade, realizada em março de 2017. Este trabalho foi desenvolvido durante a disciplina de Interação na Base real, do curso Bacharelado Interdisciplinar em Saúde da Universidade Federal do Oeste do Pará. Esta disciplina tem como proposta aproximar os discentes da comunidade, formando vínculos e tornando-os protagonistas na resolutividade do problema. Durante a ação social foi realizada uma roda de conversa que contou com a presença de três intermediadoras: duas psicólogas e uma conselheira de saúde e apresentou dois momentos: aproximação das pessoas à realidade da humanização do cotidiano de trabalho por meio de dinâmica de grupos e apresentação do conteúdo de forma discursiva, promovendo o diálogo entre os participantes. A dinâmica foi denominada “Situações que eu passei”, no qual os participantes descreviam uma situação inesquecível de humanização ou de falta de humanização no atendimento ou no trabalho. Ao final foi entregue aos participantes a Carta dos Direitos dos Usuários ilustrada. RESULTADOS E DISCUSSÃO: As intermediadoras, inicialmente, discorreram sobre os princípios e diretrizes da Política Nacional de Humanização esclarecendo as dúvidas e utilizando a discussão como forma de promover o diálogo entre os participantes presentes. Na dinâmica que foi proposta, as pessoas relataram, de forma expressiva, experiências como acompanhantes de parentes próximos e até consigo mesmo, no qual diante do conteúdo percebeu-se a falta de acolhimento existente não só nas UBS, mas em toda rede de atenção à saúde. É perceptível que os usuários dos serviços de saúde apesar de não estarem satisfeitos com o atendimento, pouco participam dos movimentos que trazem informações a eles, sem reconhecerem que a reorientação dos serviços só é possível quando ocorre a participação social na formulação de propostas. Ao final da discussão, os participantes souberam associar a humanização à assistência integral e acolhedora que deve ser prestada a todas as pessoas que procuram os serviços de saúde. CONCLUSÃO: A disseminação do conhecimento sobre a existência de meios de promoção da saúde aos sujeitos sociais envolvidos no processo saúde/doença é uma forma eficaz de gerar discussões a respeito do acolhimento e promover a participação de toda comunidade na construção de mudanças na lógica do atendimento. Reconhecendo que o Sistema Único de Saúde ainda é inclusivo e acolhedor.

 

1462 - CENTRO DE PARTO NORMAL: ATENÇÃO ÀS BOAS PRÁTICAS DO NASCIMENTO NA PERCEPÇÃO DA PUÉRPERA

Autores: CAMILA ALMEIDA BONFIM, IVETE ANDRADE CARVALHO, NATHÁLIA SILVA TAVARES, ROBERTA KELLY AMADOR RAMOS, ELYADE NELLY PIRES ROCHA CAMACHO, FABRÍCIO BEZERRA ELERES, MARIA TITA PORTAL SACRAMENTO, SEVERA PEREIRA CARNEIRO SOUZA

CENTRO DE PARTO NORMAL: ATENÇÃO ÀS BOAS PRÁTICAS DO NASCIMENTO NA PERCEPÇÃO DA PUÉRPERA

Autores: CAMILA ALMEIDA BONFIM, IVETE ANDRADE CARVALHO, NATHÁLIA SILVA TAVARES, ROBERTA KELLY AMADOR RAMOS, ELYADE NELLY PIRES ROCHA CAMACHO, FABRÍCIO BEZERRA ELERES, MARIA TITA PORTAL SACRAMENTO, SEVERA PEREIRA CARNEIRO SOUZA

Apresentação: O estudo tem como foco a humanização dos partos dentro dos centros de parto normal a partir de um novo ângulo por meio das usuárias desse sistema, buscando identificar quais as conquistas da humanização ao parto é perceptível pela puérpera. Objetivo: Descrever a percepção da puérpera acerca do parto humanizado, vivenciado no centro do parto normal. Método: Trata-se de uma pesquisa qualitativa do tipo descritiva que se baseou em uma ficha de coleta elaborada pelos próprios pesquisadores, realizada no único centro de parto normal do estado com atendimento gratuito situado no Município de Castanhal-Pará. Resultados: Foi utilizado como instrumento para coleta dos dados um roteiro de entrevista semiestruturada individualizada com perguntas subjetivas e abertas, que foi aplicado junto a oito puérperas que se encontravam internadas no Centro de parto normal de Castanhal-PA. Para manter o anonimato das participantes foram utilizados codinomes de pedras preciosas: Ametista; Diamante; Esmeralda; Jade; Rubi; Safira; Topázio; Turquesa. O perfil sociodemográfico evidenciou que todas as puérperas eram maiores de idade, com faixa etária entre 22 e 32 anos. Após a análise das entrevistas foi possível elaborar os seguintes eixos temáticos: Percepção e procura da puérpera ao centro de parto normal, Assistência de enfermagem e do enfermeiro, atendimento prestado x Atendimento no Centro de Parto Normal, Motivos pelo qual optaram pelo parto normal. Dentre as razões pela procura do centro de parto normal destacam-se o conhecimento repassado em palestras, a busca de estudos a respeito dos centros, e pode-se também inferir o medo de episiotomia, a incidência de violência e os benefícios do parto normal. A excelência no atendimento prestado foi unanime junto às entrevistadas, todas relataram com satisfação a assistência prestada pelas enfermeiras como por toda a equipe que compõe o centro de parto normal de Castanhal-PA. Considerações finais: Constatou-se que as mulheres usuárias do CPN de Castanhal são privilegiadas, quando se leva em conta algumas características sociodemográficas, no entanto, pôde-se inferir que não há um perfil padrão de usuárias atendidas devido à heterogeneidade do grupo. As mesmas se dirigiam à instituição para conhecê-lo e levaram em consideração a ótima estrutura física que permitiam a privacidade das parturientes; o atendimento satisfatório das funcionárias e profissionais de saúde; o ambiente aconchegante; a presença de mobiliários que permitiam utilizar diferentes práticas durante o trabalho de parto; e por ser um serviço humanizado e natural. A assistência prestada as mulheres que procuraram o CPN foi descrita com bastante excelência pelas as puérperas que participaram desta pesquisa. O atendimento das enfermeiras as mulheres também foi descrita como a melhor possível. O fato de o CPN ter enfermeiras obstetras favorece bastante para a qualidade do atendimento. Portanto podemos concluir que o atendimento humanizado na CPN por parte dos profissionais que ali trabalham é sem dúvida um fator que expressa à qualidade do atendimento oferecido a essas mulheres, outro fator observável foi o conhecimento por parte das mulheres em relação aos benefícios que o parto normal trás para a saúde da mãe e da criança.

1565 - UM OLHAR HUMANIZADO SOBRE A DOENÇA: Relato de experiência sobre prática hospitalar.

Autores: RENATA - COSTA, Ma. Veruska Prado Alexandre

UM OLHAR HUMANIZADO SOBRE A DOENÇA: Relato de experiência sobre prática hospitalar.

Autores: RENATA - COSTA, Ma. Veruska Prado Alexandre

APRESENTAÇÃO

O Sistema Único de Saúde (SUS) para atender seus usuários de forma integral conta com várias políticas, que juntas compõem uma Rede unificada de Atenção à Saúde (RAS). Esta visão integral sobre os indivíduos compreende não somente o tratamento de doenças, como também contempla o bem-estar geral e a promoção da saúde ampliada dos sujeitos.

No âmbito das políticas do SUS, a Política Nacional de Humanização (PNH) foi criada como forma de comunicação entre população e os profissionais envolvido nos processos de atenção á saúde, fortalecendo a ética e a defesa da vida.

A PNH possui nove diretrizes gerais que guiam a sua implementação nos diferentes níveis de atenção, incluindo aqui no âmbito hospitalar; como:

  • Ampliar o diálogo entre os profissionais, entre os profissionais e a população, entre os profissionais e a administração, promovendo a gestão participativa;

  • Estimular praticas resolutivas, racionalizar e adequar o uso de medicamentos, eliminando ações intervencionistas desnecessárias;

  • Reforçar o conceito de clinica ampliada: compromisso com o sujeito e seu coletivo, estimulo a diferentes praticas terapêuticas e corresponsabilidade de gestores, trabalhadores e usuários no processo de produção de saúde;

  • Sensibilizar as equipes de saúde em relação ao problema da violência intrafamiliar (criança, mulher e idoso) e quanto à questão dos preconceitos (sexual, racial, religioso e outros) na hora da recepção e dos encaminhamentos.

O objetivo deste resumo é relatar a experiência vivenciada no estágio de nutrição clínica a luz da PNH.

DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO

Trata-se de um relato de e experiência vivencial dentro do estágio de nutrição clínica, no período de setembro a novembro de 2017, num hospital escola vinculado a uma universidade federal. Durante 12 semanas vivenciamos a atuação do nutricionista no âmbito clínico em três espaços hospitalares: pediatria/maternidade e clínicas cirúrgica e médica. Tivemos acompanhamento por professores, nutricionistas e por outros trabalhadores da saúde envolvidos no processo de atenção á saúde hospitalar.

No atendimento realizado por uma estagiaria, foram selecionados 29 pacientes, sendo estes internados mais de dois dias. Para compor este relato de experiência de atenção nutricional hospitalizada a luz da PNH, 5 casos serão apresentadas a seguir.

Gestante, 22 anos, diagnostico de pielonefrite, diabetes mellitus gestacional, hiperemese, risco nutricional e com histórico de Síndrome de Cushing decorrente de um tumor na hipófise. Em decorrência deste histórico, a possibilidade de gravides era nula. Diante da notícia da gravidez e ser de alto risco, desenvolveu um estado de ansiedade elevada, tendo com isso alteração no estado nutricional. A frequência e o recordatório alimentar demonstrou baixo consumo de vegetais e frutas. Como conduta nutricional foram adotadas: incentivo ao consumo de frutas e vegetais e iniciada ação de educação nutricional voltada para o aleitamento materno. No controle da ansiedade foi realizado um trabalho com multiprofissional da saúde. Sendo acordado a necessidade em ouvir as aflições e as dúvidas da paciente, buscando com isso acolher as duvidas e as esclarecer. Neste conjunto de ações possibilitou estabilizar o quadro de saúde da paciente, recebendo alta temporária, voltando para dar à luz a uma menina.

Adolescente, 12 anos, sexo feminino, com transtorno de conversão. Na internação relatava fortes dores na região lombar que a impediam de andar. Vários enxames foram realizados e nenhuma alteração física/biológica foi detectada. Nas avaliações da nutrição a paciente apresentava-se dentro de normalidade. O tratamento prescrito pela equipe médica era composto por medicações voltadas para a dor forte (morfina). A família de baixa renda, estava dois meses sem receber o bolsa família. A mãe é divorciada, tem mais dois filhos e trabalha informalmente como costureira de confecção. A família conta com apoio de outros familiares. Observamos que após atendimento nutricional e com assistente social, a jovem passou a não sentir dor, possibilitando assim a prescrição de alta hospitalar.

Criança, sexo feminino, 8 anos, internada com febre, dor de cabeça, vômito, dor intensa na região lombar e nas pernas, impossibilitando a locomoção. A família da paciente morava em Cuiabá, mudando-se para Campestre-Goiás, a dois meses. O tratamento foi iniciado com morfina, sendo posteriormente substituído por placebo e dipirona, resultando o mesmo efeito, ou seja, a diminuição da dor. A atenção nutricional ficou prejudicada pela baixa aceitação da dieta pela paciente, sendo ofertado alimentos com suplementação para evitar a piora do estado nutricional. Durante as visitas diárias a criança relatou a saudade dos animais que ficaram na fazenda em Cuiabá, que ela ajudava no manejo deles junto com o avô. No atendimento multiprofissional foi identificada uma situação de conflito familiar entre a mãe da paciente com ex esposo, sendo a criança envolvida neste. O assistente social e psicólogo passou a acompanhar a criança, sendo o resultado de melhora na ingestão alimentar observado, assim como a locomoção sem apoio. Criança recebeu alta e continua o tratamento psicológico no ambulatório pediátrico.

O paciente de 44 anos, internado com leucemia recém diagnosticada, tendo esta notícia abalado psicologicamente o paciente e familiares. Neste momento a dieta foi fundamental, considerou suas necessidades nutricionais e a injuria que a doença poderia prejudicar em sua alimentação. Mas a precisão de serem ouvidos e as respostas das suas dúvidas sobre a doença e o tratamento foram essenciais na recuperação do paciente, como também de seus familiares. Recebeu alta com prescrição de quimioterapia realizada em domicílio, tendo acompanhamento mensal no Hospital Araújo Jorge.

A paciente de 81 anos, internada devido a estágio final de câncer. No início da internação a paciente seguia uma dieta líquida-pastosa, associada a medicamentos para dores fortes (morfina). A segunda semana de internação reduziu a ingestão alimentar, por isso tentamos modificar os tipos de medicações, não teve melhora no consumo alimentar. A paciente passou a não mais se comunicar com o meio externo. A prescrição de dieta enteral foi descartada para evitar o sofrimento e desconforto, adotado a terapia parenteral como sendo no momento menos evasiva. A paciente teve uma evolução não favorável e veio a óbito.

RESULTADOS E/OU IMPACTOS

Ações como escuta ativa e atenciosa se mostraram como elementos importantes no processo de cuidado. Percebe-se melhora no quadro nutricional e emocional perante a doença que levou a pessoa a ser internada, contribuindo na recuperação e permanência menor no leito; assim diminuindo complicações com infecção hospitalar. Como também no aumento e/ou na qualidade alimentar do paciente durante a internação e após alta, evitando prescrições terapêutico mais invasivas e a reincidência ao hospital.

O estágio permitiu que a estagiária e os pacientes/familiares, estabelecessem vínculos e realizassem trocas de informações relacionadas à cultura como: tipo de alimentos e comidas, modo de preparo, sabores; como lidar com diversas doenças e tratamentos. E também a oportunidade de conhecer diversos profissionais atuantes de um hospital de grande porte e como funciona. Dúvidas ou soluções diante de complicações no quadro clínico de algum paciente eram resolvidas de forma mais rápida, em decorrência do trabalho multiprofissionais.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O estágio foi de muitos desafios e aprendizagens, pois, é difícil ver o sofrimento do próximo e perceber que esta rotina não era também fácil para os funcionários mais experientes do hospital. Além das condições de trabalho desfavoráveis na área da saúde atual. Mas está experiência permitiu reforçar a escolha desta profissão e o amor por ela.


1600 - Educação em saúde: Incentivo ao aleitamento materno exclusivo às gestantes na atenção primária.

Autores: Mayane Lopes, Larissa Lima Figueira Freire Lima Figueira Freire, Mônica de Cássia de Cássia Pinheiro Costa, Ruth Carolina Carolina Leão Costa, Victória karolina Santos Santana

Educação em saúde: Incentivo ao aleitamento materno exclusivo às gestantes na atenção primária.

Autores: Mayane Lopes, Larissa Lima Figueira Freire Lima Figueira Freire, Mônica de Cássia de Cássia Pinheiro Costa, Ruth Carolina Carolina Leão Costa, Victória karolina Santos Santana

Introdução: O crescimento saudável de uma criança depende principalmente de uma alimentação adequada, por meio do aleitamento materno exclusivo (AME) durante os primeiros 6 meses de vida, não havendo necessidade de complementar  a alimentação do lactente nesse período, conforme preconiza a Organização Mundial de Saúde  (OMS). O AME é quando a criança recebe apenas leite materno, direto da mama ou ordenhado ou leite humano de outra fonte sem outros líquidos e sólidos. O leite humano é o alimento que reúne as características nutricionais ideais com balanceamento adequado de nutrientes, desenvolvendo inúmeras vantagens imunológicas, psicológicas e familiares importantes na diminuição da morbidade e mortalidade infantil, além de ser uma estratégia natural de vínculo, afeto, proteção e segurança para o binômio mãe e filho. Dentre os benefícios para o bebê estão: melhora a função gastrointestinal, protegendo contra diarreias e infecções intestinais, estimula o sistema imunológico funcionando como uma vacina natural levando dessa forma a prevenção de doenças; estimula as funções de mastigação, deglutição, respiração, articulação dos sons da fala e o desenvolvimento motor-oral; além disso, as crianças amamentadas ao peito apresentam menores índices de alergias em geral, asma brônquica, pneumonia, dermatites atópicas, desnutrição  e doenças cardiovasculares e metabólicas; observa-se que essas crianças apresentam também melhores índices de acuidade visual, desenvolvimento cognitivo, neuromotor e social e quociente intelectual.Benefícios maternos ao longo prazo: reduz o risco de desenvolvimento de neoplasias de mama, endométrio e ovários; é um excelente anticoncepcional natural nos primeiros 6 meses pós-parto, desde que sea mãe ainda não tenha menstruado e se a amamentação for exclusiva, e ainda se a criança estiver menos de seis meses de idade, do contrário a mulher poderá engravidar; auxilia no retorno do útero ao seu tamanho natural devido a ação da ocitocina liberada durante o ato e no controle de hemorragias pós-parto, prevenindo assim a anemia e complicações sanguíneas; e ajuda na diminuição do desenvolvimento de algumas doenças como osteoporose, hipertensão arterial e depressão.Quanto à família: é de relevância nos custos  do orçamento familiar, pois a alimentação artificial comparada ao aleitamento materno é mais dispendiosa, acrescentando-se ainda os custos indiretos como o uso de medicações e atendimentos ambulatoriais e hospitalares em razão de morbidades que poderiam ser evitadas através do AME. Diante das inúmeras vantagens do AME é necessário o incentivo às gestantes sobre a temática, esclarecendo suasdúvida pertinentesde acordo com os determinantes sociais e culturais que permeiam essas mulheres. Nesse sentido, os profissionais  de saúde tem um papel fundamental, em especial a enfermagem, por ser uma profissão por alicerce educadora em processos críticos à saúde da população que levam a sensibilização e empoderamento das gestantes. Objetivos: Sensibilizar sobre a importância e os benefícios do aleitamento materno exclusivo às gestantes a espera das consultas de enfermagem. Descrição da experiência:Trata-se de um estudo descritivo, de abordagem qualitativo do tipo relato de experiência, realizado no mês de maio de 2017 em uma unidade básica de saúde no município de Belém do Pará, durante as aulas práticas do componente curricular “Saúde da Mulher na Atenção Primária” com acadêmicos do 6° período do curso de enfermagem da Universidade do Estado do Pará (UEPA). O desenvolvimento deste deu-se inicialmente com a observação durante as consultas de enfermagemsobre a necessidade de sensibilizar de modo mais integral e abrangente as gestantes acerca dos benefícios do AME, porém para isso os acadêmicos foram instigados a realizar um levantamento da literatura para adquirirem maiores conhecimentos e pudessem, dessa forma, elaborar e  confeccionar um material didático/ilustrativo com informações sobre o tema, o qualabordava a importância e benefícios da amamentação, técnicas corretas para uma “boa pega”, cuidados com a mamas e mitos e verdade sobre a amamentação. Posteriormente a isso, ocorreu a ação educativa com a apresentação inicial do grupo e dos objetivos da importância de explanar sobre a temática, em seguida, cada gestante foi abordada por um acadêmico de maneira individualizada em forma de diálogo e utilizando-se do material educativo como base da orientação. Teve-se um tempo de abertura para o esclarecimento de dúvidas pertinentes e relatos das gestantes sobre o assunto em questão. Resultados e/ou impactos: A atividade contou com a participação de 16 gestantes, as quais mostraram interesse e participação ativa durante a abordagem, pois relataram que amamentação é uma das questões de maiores dúvidas e ansiedades, principalmente para a primigesta em que esse saber é novo. Foi possível a troca de conhecimentos entre os acadêmicos e as gestantes sobre os fatores culturais que dificultam a efetividade do AME, esclarecendo suas dúvidas, ansiedades, angústias e desmitificando algumas informações existentes no imaginário popular sobre o leite materno como:  “inexistência de leite fraco”, “produção insuficiente de leite” “o leite maternonão supre as necessidades dobebê”.Pôde-se analisar que umas das principais dificuldades das participantes da açãono processo de aleitamento são o acompanhamento e informações inerentes duranteo ato propriamente dito da amamentaçãonos primeiros dias de nascimento da criança, o que poderá levar a implantação de práticas ineficazes, como a introdução precoce de líquidos, bebidas e chás.Para as participantes, a metodologia educativa/ilustrativa mostrou-serelevante ao contribuir no esclarecimento de dúvidas e de curiosidades que passaram e ainda estavam passando na gestação, contribuindo dessa forma,para o maior conhecimento relacionado ao benefício e importânciada amamentação tanto para a mãe quanto ao bebê de forma clara e objetiva.Considerações finais:Este trabalho faz-se relevante quanto a utilização de ações educativas como recurso para educação em saúde, valorizando a participação das usuárias como parte do seu processo de saúde, bem como a integração do educador e educando. A realização da atividade vem contribuir na formação dos estudantes que podem ter o contato maior com as gestantes e a forma de lidar com as diversas perspectivas e dúvidas a respeito da amamentação exclusiva, além disso, permite que se tenha maior compreensão das barreiras socioculturais inerentes, e a partir disso possa-se desenvolver medidas estratégicas que venham promover o AME as crianças durante os primeiros 6 meses de vida. É essencial também uma abordagem que envolvam a identificação das principais dificuldades e o modo de amamentar eficazmente, evitando assim o desmame e a introdução de alimentos precocemente, trazendo riscos à saúde dos recém-nascidose tornando-os mais vulneráveis à doenças e hospitalizações. Portanto, é imprescindível a necessidade de ações de promoção, incentivos e apoio ao AME por parte dos profissionais de saúde que atuam diretamente na assistência à gestante na atenção primária.

2726 - AÇÃO EDUCATIVA: A IMPORTANCIA DAS CONSULTAS DE ENFERMAGEM AO USUÁRIO DO PROGRAMA HIPERDIA

Autores: Marcelina Ribeiro da Silva, Jessica Soares Barbosa, Melissa Barbosa Martins, Wanne Thaynara Vaz Gurjão, Fernanda Carmo dos Santos, Jayme Renato Maia Abreu Cordeiro, Vanessa de Oliveira Freitas, Viviane Ferraz Ferreira de Aguiar

AÇÃO EDUCATIVA: A IMPORTANCIA DAS CONSULTAS DE ENFERMAGEM AO USUÁRIO DO PROGRAMA HIPERDIA

Autores: Marcelina Ribeiro da Silva, Jessica Soares Barbosa, Melissa Barbosa Martins, Wanne Thaynara Vaz Gurjão, Fernanda Carmo dos Santos, Jayme Renato Maia Abreu Cordeiro, Vanessa de Oliveira Freitas, Viviane Ferraz Ferreira de Aguiar

Apresentação:A consulta de enfermagem guiada pelo autocuidado apoiado orienta a prática assistencial por meio de três pilares: manejo clínico adequado da doença crônica; mudanças necessárias no estilo de vida; e valorização de aspectos emocionais do paciente, incluindo mudanças na visão de futuro, ou na forma como ele lida e enfrenta a condição crônica e suas adversidades. Sistematizando suas ações, sendo necessária a realização do histórico, diagnóstico, planejamento, implementação e evolução, a fim de que seu trabalho e conhecimento conduzam ao repensar contínuo da prática profissional. Portanto, faz-se necessário o desenvolvimento de habilidades específicas em enfermeiros de unidades básicas de saúde para realizarem uma consulta de enfermagem satisfatória ao cliente. Objetivo: Relatar uma experiência de uma ação educativa feita com os pacientes do Programa Hiperdia. Desenvolvimento do trabalho:A experiência foi vivenciada por pesquisadoras e coordenadora do projeto de extensão intitulado “Sistematização da Assistência de Enfermagem aos usuários do Programa Hiperdia”, da Universidade Federal do Pará, no período dedezembro de 2017, em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), no município de Belém-Pará. Através de uma ação educativa planejada e executada por acadêmicas de enfermagem, usou-se a metodologiaativa por meio de perguntas norteadoras que remetessem ao raciocínio lógico, o qual os usuários retiravam perguntas relacionadas a consulta de enfermagem e respondiam de acordo com o seu conhecimento e após,as demais dúvidas eram esclarecidas pelas discentes. Resultados:Observou-se duas situações, a primeira pelos usuários que já foram a consultas anteriores mostrando um conhecimento empírico sobre as consultas; e a segunda relacionado aos que foram apenas para a verificação da Pressão Arterial porque era solicitado pelo Médico, não tendo o conhecimento da importância da consulta de enfermagem nem o que ela representava.Considerações finais: É necessário o esclarecimento quanto às consultas de enfermagem a população, para sensibiliza-los que a demora em tais consultas se torna necessário para a prevenção e identificação de riscos e agravos para a saúde.As ações educativas são importantes para a enfermagem quanto à aproximação com a população, promovendo a prevenção e esclarecendo dúvidas do cotidiano, proporcionando a melhoria da qualidade de vida, a redução dos problemas e de danos recorrentes das doenças não transmissíveis (diabetes, hipertensão, depressão, etc.)

2989 - ENFERMAGEM PROTAGONIZANDO A PROMOÇÃO DE SAÚDE SOBRE O LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA.

Autores: Marcelina Ribeiro da Silva, Wanne Thaynara Vaz Gurjão, Fernanda Carmo dos Santos, Shirley Aviz de Miranda

ENFERMAGEM PROTAGONIZANDO A PROMOÇÃO DE SAÚDE SOBRE O LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA.

Autores: Marcelina Ribeiro da Silva, Wanne Thaynara Vaz Gurjão, Fernanda Carmo dos Santos, Shirley Aviz de Miranda

Apresentação: O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença multissistêmica de origem autoimune, crônica, inflamatória e idiopática, associada à predisposição genética e aos fatores ambientais, caracterizada pela presença de auto-anticorpos, particularmente as imunoglobulinas antinucleares. Tem uma pré-disposição pelo sexo feminino em idade reprodutiva, mas também pode ocorrer em qualquer faixa etária e raramente é diagnosticado no sexo masculino, afetando 10 vezes mais mulheres que homens (AZEVEDO,2016). Objetivo: Relatar uma ação educativa sobre LES, realizada em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) em Ananindeua / PA. Desenvolvimento do Trabalho: Foi realizado uma ação educativa com a temática de Lúpus Eritematoso Sistêmico. O público alvo foram os usuários que estavam presentes no dia. A ação foi realizada na UBS da região metropolitana I, município de Ananindeua, bairro da Guanabara. Participaram da atividade educativa aproximadamente 15 pessoas. As atividades foram desenvolvidas pelos acadêmicos de Enfermagem da Faculdade Metropolitana da Amazônia. A ação educativa foi realizada na unidade de saúde do bairro da Guanabara, no dia 22 de novembro de 2016, com o intuito de informar os usuários que estavam presentes a importância da identificação precoce do LES, assim como estimular atividades de cuidados e autocuidado dos portadores. Utilizamos como tecnologia um cartaz, contendo as principais informações sobre a temática, com uma discussão aberta à dúvidas e comentários, foi notório o interesse, participação e expressão dos partícipes; como também dos funcionários, pois contribuíram com comentários e dúvidas relevantes. Percebemos que ao serem questionados a grande maioria não conhecia a doença, no entanto compreenderam a importância sobre a temática, e relataram conhecer pessoas com a patologia. Resultados: Observamos que houve uma compreensão por parte dos usuários, acerca da doença, bem como a oportunidade de sanar suas dúvidas. Desse modo, entendemos que conseguimos repassar a informação desejada de maneira clara e concisa. Considerações finais:Pudemos perceber como é importante a criação desse tipo de vínculo e atividade com a população, porque irá desenvolver profissionais mais empáticos e que darão maior importância para prática de educação em saúde, possibilitando assim a concretização da cidadania, peça fundamental das ações do Sistema Único de Saúde (SUS).

3733 - VÍNCULO AFETIVO MATERNO: IMPORTANCIA DA RELAÇÃO ENTRE MÃE E BEBÊ DURANTE A GESTAÇÃO

Autores: Nilce da Silva Baltazar, Inglith Rodrigues de Lima, Rogéria da Silva Farias, Eliane dos Santos Campos, Joseane Silva Oliveira, Fernanda Tabita Zeidan de souza, Maria das Dores Carneiro Pinheiro

VÍNCULO AFETIVO MATERNO: IMPORTANCIA DA RELAÇÃO ENTRE MÃE E BEBÊ DURANTE A GESTAÇÃO

Autores: Nilce da Silva Baltazar, Inglith Rodrigues de Lima, Rogéria da Silva Farias, Eliane dos Santos Campos, Joseane Silva Oliveira, Fernanda Tabita Zeidan de souza, Maria das Dores Carneiro Pinheiro

O presente estudo baseia-se em um relato de experiência vivenciado durante o Estágio Básico de Saúde, dentro de uma Unida Básica de Saúde-UBS, a qual teve como público alvo o grupo de gestantes cadastrado na UBS local. Este trabalho teve como objetivo instigar o público de gestantes a refletir sobre como tem percebido o vínculo mãe-bebê no período de gestação, através de intervenções realizadas com o público mencionado.  Inicialmente foi feito o acolhimento das gestantes, esclarecendo primordialmente o papel do psicólogo no contexto da saúde, em seguida foi feita uma explanação acerca das vivências gestacionais, informando acerca da importância do vínculo mãe e bebê, assim como, as possíveis consequências da ausência deste, sendo enfatizado como se promove o vínculo mãe e filho na gestação, orientando como algumas ações podem ser benéficas para isso, dentre elas, a musicoterapia, contar histórias, conversar com o bebê mesmo ainda na barriga. Entende-se que, o vínculo afetivo materno é considerado imprescindível para que o bebê se desenvolva de forma saudável em todas as fases da vida. A relação mãe e bebê se constitui desde o período pré-natal, e é influenciada pela interação estabelecida com o mesmo, bem como, as próprias sensações, emoções que essa mãe vivencia.  A gestação é um evento complexo, com mudanças de diversas ordens; é uma experiência repleta de sentimentos intensos que podem dar vazão a conteúdos inconscientes da mãe. Para realização das atividades foi utilizado apenas material áudio visual, e o momento da interação foi efetivado na sala de espera da Unidade Básica.  Como resultados, pôde-se perceber que as gestantes mostraram-se bastante participativas, foi notório constatar a ausência de conhecimento por parte das gestantes, sobre a importância da vinculação afetiva com o bebê, resultando em muitos questionamentos sobre o assunto. Houveram alguns relatos de experiências passadas, gestantes que já estiveram grávidas, contribuíram relatando como o vínculo foi promissor quando trabalhado e que pode gerar uma boa relação de mãe e filho, e como isso é imprescindível na saúde mental do indivíduo.  Dessa forma, constatou-se que a relação maternal ainda que indispensável para o desenvolvimento saudável do bebê, mostra-se como, um assunto que necessita ser melhor abrangido e discutido em diversas áreas, visando um melhor entendimento deste, para assim, refletir na importância dos cuidados mãe e bebê.

4088 - O CUIDADO EM SAÚDE: A EXPERIÊNCIA DO GRUPO DE IDOSOS NO CENTRO DE SAÚDE DA FAMÍLIA/ SOBRAL-CEARÁ.

Autores: Caroline Rillary Vasconcelos Farias, David Gomes Araujo Júnior, Isabele Mendes Portella, Mônica Dos santos Ribeiro, Elaine Cristina Mendes de Araújo, Joélia Oliveira Dos Santos, Normanda de Almeida Cavalcante Leal

O CUIDADO EM SAÚDE: A EXPERIÊNCIA DO GRUPO DE IDOSOS NO CENTRO DE SAÚDE DA FAMÍLIA/ SOBRAL-CEARÁ.

Autores: Caroline Rillary Vasconcelos Farias, David Gomes Araujo Júnior, Isabele Mendes Portella, Mônica Dos santos Ribeiro, Elaine Cristina Mendes de Araújo, Joélia Oliveira Dos Santos, Normanda de Almeida Cavalcante Leal

Apresentação: do que trata o trabalho e o objetivo

A experiência do grupo de idosos no Centro de Saúde da Família (CSF) do município de Sobral-Ceará. O grupo de idosos é um espaço de convivência social para troca de experiências e de novos saberes. Sabendo que a maioria dos idosos tem alguma doença crônica ou já vive em sofrimento psíquico. Daí surgiu à ideia de resgatar o grupo de idosos como sendo um espaço onde eles pudessem interagir uns com outros a partir de atividades lúdicas como danças, dinâmicas, exercícios cognitivos, educação em saúde e roda de conversa com os profissionais. O objetivo é relatar a importância do grupo de idosos do Centro de Saúde da Família-CAIC no município de Sobral-CE.

Desenvolvimento do trabalho: descrição da experiência ou método do estudo

O grupo acontece quinzenalmente no CSF, no período da tarde com duração de uma hora e meia, trabalhando com os diversos aspectos relacionados à saúde da pessoa idosa, enfatizando sempre a valorização do idoso na sociedade a partir do conhecimento e experiência dos mesmos sobre o processo saúde-doença. A equipe da Residência Multiprofissional em Saúde da Família (RMSF) apoia a equipe básica tanto na articulação como no planejamento das ações que serão desenvolvidas.

As atividades são planejadas pelos profissionais do CSF e da RMSF onde fica pactuado o que será discutido e qual a melhor forma de ser repassado. Já foi realizadas oficinas de jogos da memória, plantas medicinais, direitos da pessoa idosa, prevenção do câncer do colo de útero, festas temáticas (anos 60) e finaliza o grupo com um forró que eles adoram dançar.

Resultados e/ou impactos: os efeitos percebidos decorrentes da experiência ou resultados encontrados na pesquisa

Neste sentido podemos apontar como resultado da pesquisa a melhora na  elevação da autoestima dos idosos, o conhecimento e compreensão dos direitos sociais, assegurado principalmente no Estatuto do Idoso, estimulando a autonomia e segurança desse idoso.

Considerações finais

A experiência do grupo de idosos aponta para a necessidade emergente de construir e possibilitar espaços de valorização desta população potencializando autonomia e acesso aos mais variados serviços das políticas públicas principalmente a seguridade social viabilizando assim melhores condições de vida. Por meio do grupo de idosos é possível criar espaços de socialização, de educação em saúde, lazer, terapêutico e troca de experiências.

 

4288 - MÚSICA PARA PREVENÇÃO DE CÁRIE.

Autores: Nara Munik de Oliveira Martins, Nara Munik de Oliveira Martins, Andreza Martins de Souza, HANNO FREIRE PETERSON, HANNO FREIRE PETERSON

MÚSICA PARA PREVENÇÃO DE CÁRIE.

Autores: Nara Munik de Oliveira Martins, Nara Munik de Oliveira Martins, Andreza Martins de Souza, HANNO FREIRE PETERSON, HANNO FREIRE PETERSON

Dentro da área da saúde, atividades complementares são entendidas como um conjunto de cuidados e práticas como parte das atividades e técnicas convencionais. Atualmente, houve grandes avanços no uso de práticas integrativas e terapêuticas no tratamento para reabilitação da população, dentre elas: hidroginástica, acupuntura, Yoga, meditações, massagens e música. A música deve ser entendida como recurso que pode ser aplicado na área da saúde como uma intervenção de baixo custo, não farmacológica e não invasiva, que pode promover um processo de desenvolvimento que visa à saúde da criança, da família e dos trabalhadores.

É relevante e fundamental o papel da educação em saúde para a prevenção da cárie dentária, os indivíduos necessitam de motivação e empoderamento para adoção de hábitos que previnam de constante o desenvolvimento das lesões de cárie dentária. Neste contexto o profissional de saúde exerce papel importante, e quando é possível utilizar métodos mais atraentes ao público é possível obter resultados mais favoráveis.

Musicoterapia pode auxiliar na organização do poder de escolha dos indivíduos, motivando-os a tomada de decisões positivas para prevenção da cárie. A musicoterapia é bastante diversa, tem sido usada com frequência não só em educação especial, reabilitação, psiquiatria , geriatria e gerontologia, mas também em outras áreas como acompanhamento às mães e pais no pré-natal; estimulação essencial com bebês em creches e outras instituições; atendimento a deficientes mentais e sensoriais, autistas; clínicas e hospitais na área da saúde mental; recuperação de dependentes químicos (drogas e álcool); na assistência à deficientes físicos em instituições de reabilitação, doença de Parkinson; atendendo pessoas com câncer e AIDS; atuando com idosos; no desenvolvimento pessoal, aprofundando a vivência do processo criativo e as relações interpessoais; área social, com meninos e meninas de rua e menores infratores, pacientes hipertensos   no auxílio a tratamento da dor crônica.

É importante sensibilizar o paciente, a comunidade em relação à responsabilidade e aos cuidados com sua própria boca, despertando o interesse pela saúde bucal, estimulando mudanças de comportamento, práticas positivas, e desta maneira proporcionar a prevenção adequada da cárie dentária. Neste contexto a escola se configura como espaço adequado para prática de técnicas e utilização de recursos adequados, como a musicoterapia para alcançar resultados positivos e agradáveis visando sempre à melhoria na qualidade de vida e bem-estar de crianças e de forma indireta das famílias. Assim a arte, representada pela música, pode desconstruir rótulos, quebrar barreiras, nos aproximar de outras práticas, nos ensinar a ter percepção e capacidade de mudança de atitude, a música pode se configurar como uma excelente ferramenta de educação em saúde para prevenção da cárie dentária.

DESCRIÇÃO DA EXPERIÊNCIA

Foi desenvolvida atividade de Educação em Saúde Bucal Coletiva de forma lúdica educativa explorando a musicoterapia (Paródias) em ambiente escolar para educandos do ensino fundamental da escola pública Escola Fábio Lucena Pereira de Lucena Biterncourt localizada na zona Oeste de Manaus. A atividade de educação em saúde bucal coletiva, musicoterapia, proposta foi escolhida a partir dos seguintes critérios:

 

a)      Simplicidade;

b)      Interatividade,

c)      Fácil execução,

d)      Baixo custo.

Participaram da atividade estudantes devidamente matriculados (as) na Escola Fábio Lucena Pereira De Bittencourt e frequentando as aulas regularmente , com  idade entre 09 e 12 anos,  cursando até o 7º ano do ensino fundamental;

Antes do início das atividades de educação em saúde foi aplicado, em sala de aula, um questionário sobre cárie dentária e alimentação saudável, a todos os participantes da pesquisa.

O grupo foi composto por uma turma de 30 estudantes que participaram desenvolvendo  e avaliando a atividade de musicoterapia, que foi realizada em forma de oficina, minutos antes da atividade foi aplicado o questionário , avaliação pré-atividade a cada um dos educandos em sala de aula.

As músicas que foram trabalhadas no presente estudo foram escritas em forma de paródia, abordando temas sobre a prevenção da cárie e aplicação do flúor, a partir de canções já existentes, sendo elas: Sosseguei (Jorge e Mateus); Sim ou Não (Anitta); Despacito (Luis Fonsi); O Mar Parou (Michel Teló); Acordando o prédio (Luan Santana); Vou Dar Virote (Wesley Safadão); Entre tapas e beijos (Leandro e Leonardo); Ai, se eu te pego (Michel Teló) e Tic Tic Tac (Banda Carrapicho). Os grupos de educandos ficaram dispostos em uma roda de leitura para apresentação da letra e ritmo das músicas, esta atividade teve duração e tempo aproximado de até 1h. O mediador realizou a apresentação das letras das músicas, com interpretação junto a dos alunos e foi permitido sanar dúvidas junto ao mediador, pesquisador.

As letras das músicas foram entregues para cada participante do grupo. Ao final da atividade, foi solicitado ao grupo de educandos responder a um questionário avaliativo, individual, acerca da atividade realizada. E somente após duas semanas o questionário, foi reaplicado como avaliação pós-atividade, aplicado a cada um dos educandos em sala de aula.

RESULTADOS

A partir desta experiência pode-se oferecer à comunidade científica e aos de saúde, em especial da área de odontologia, uma forma diferenciada de se trabalhar na prevenção da cárie dentária e motivação aos hábitos de higiene bucal, através da musicoterapia.

A atividade teve um baixo custo, foi feita de uma forma simples, se mostrou uma experiência com resultado significativo, uma vez que alcançou o objetivo de levar informações de educação em saúde às crianças, a musicoterapia revelou se uma importante estratégia para o ensino e para a aprendizagem, estimulando e favorecendo o aprendizado.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A atividade pode contribuir para expansão e melhoria da higiene bucal, através de métodos simples e de baixo custo, como a musicoterapia, visando atender todas as classes sociais.

Os questionários elaborados apresentaram resultados satisfatórios para o entendimento acerca da prevenção da cárie e os cuidados com a higiene bucal, apresentando índices relevantes, o que nos permite a reprodutibilidade da técnica possibilitando a cada criança exercer um papel multiplicar de informações dentro da sua família.

Utilizando a música como uma ferramenta e meio de comunicação pode-se alcançar o objetivo de multiplicar informações de temas para a prevenção da cárie, visto que, na ampla área da saúde já vem sendo utilizada, porém, na área de odontologia tal prática ainda precisa ser ampliada, pois ao se aplicar ferramentas lúdicas em qualquer atividade, surge o interesse das crianças e o aprendizado fica facilitado.

4318 - ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM A PACIENTE COM HEMORRAGIA SUBARACNOIDEA EM UM HOSPITAL PÚBLICO DE SANTARÉM-PA: RELATO DE EXPERIÊNCIA

Autores: Suan Kell dos Santos Lopes, Fabiana Santarém Duarte, Juliana Silva Araújo, Ana Eliza Ferreira Pinto, Ana Dirce Ferreira de Jesus, Simone Aguiar da Silva Figueira

ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM A PACIENTE COM HEMORRAGIA SUBARACNOIDEA EM UM HOSPITAL PÚBLICO DE SANTARÉM-PA: RELATO DE EXPERIÊNCIA

Autores: Suan Kell dos Santos Lopes, Fabiana Santarém Duarte, Juliana Silva Araújo, Ana Eliza Ferreira Pinto, Ana Dirce Ferreira de Jesus, Simone Aguiar da Silva Figueira

Apresentação: A hemorragia subaracnóidea (HSA) é um tipo de emergência neurológica, que ocorre através de um extravasamento abrupto de sangue para a região interna do espaço subaracnóideo, decorrente da ruptura de um vaso intracraniano, que na sua maioria é de origem arterial, e está localizado entre as meninges aracnóide e a pia máter. Os fatores de risco para HSA são o alcoolismo, doenças crônicas degenerativas, tabagismo, idade, raça e fatores genéticos. Considerando a importância dessa temática, o presente relato de experiência visa apresentar a Assistência de Enfermagem prestada a uma paciente com diagnóstico de HSA em um Hospital Público de Santarém-PA. Desenvolvimento: Trata-se de um relato de experiência da assistência dispensada a uma paciente com HSA, realizado por acadêmicas de enfermagem de uma instituição pública de Ensino Superior no município de Santarém- PA, no período de 21 a 25 de novembro de 2016 para a Atividade Integrada em Saúde. Resultados: No dia 21 de novembro de 2016 realizamos uma visita técnica de observação e escolha de um paciente para realização da aplicação da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE). A escolhida foi do sexo feminino, 47 anos, parda, casada, graduada em enfermagem, não tem filhos, nega rotina estressante e uso de medicação, possui histórico familiar de acidente vascular cerebral, e é fumante há mais ou menos 35 anos. Internada há 6 dias na clínica cirúrgica apresentando cefaléia desde sua admissão o que prejudicou seu sono durante quatro noites, obtendo alívio somente após aplicação de compressas frias. No exame físico observamos que sua expressão facial era de aflição, medo e angustia, pois, detinha conhecimento sobre a fisiopatologia e prognóstico da doença, e por isso não tinha mais esperanças de melhora, devido não poder movimentar a cervical e não realizar suas necessidades humanas básicas como de costume. No dia 23 de novembro, não a encontramos no leito, e fomos informadas acerca de um rebaixamento devido à elevação da pressão arterial, sendo transferida para o setor de reanimação para um melhor monitoramento. No dia 25 de novembro, realizamos visita neste setor e averiguamos que a paciente havia sofrido um rebaixamento de consciência com escala de Glasgow seis e posteriormente para três com consequente intubação. Durante a tarde passou por um procedimento cirúrgico para descompressão dos vasos intracranianos (Craniotomia Descompressiva), em seguida foi transferida para a Unidade de Terapia Intensiva, onde permaneceu internada. Considerações finais: A SAE torna-se de grande valia, permitindo o cuidado humanizado e individualizado, de acordo com os diagnósticos de enfermagem identificados, contribuindo para a recuperação do paciente por meio de intervenção específica. Diante do exposto, a experiência de acompanhamento foi de extrema importância para o crescimento pessoal e profissional das acadêmicas de enfermagem, visto que desde o primeiro contato com a paciente até o momento do desenvolvimento deste relato, houve busca intensa pelo conhecimento científico referente ao conteúdo deste trabalho e dos cuidados de enfermagem que devem ser direcionados a pacientes com diagnóstico clínico de HSA, enfatizando uma perspectiva holística.

4516 - Abordagem sobre violência obstétrica com usuárias de uma Unidade Básica de Saúde em Santarém - Pará.

Autores: Helen Amanda Pinto dos Santos

Abordagem sobre violência obstétrica com usuárias de uma Unidade Básica de Saúde em Santarém - Pará.

Autores: Helen Amanda Pinto dos Santos

INTRODUÇÃO: A violência obstétrica  é uma temática desconhecida pela maior parte das pessoas, mas cotidianamente sofrida por muitas mulheres durante a gravidez, no parto, no pós parto e também em situações de abortamento, com agressões verbais, físicas ou psicológicas que causam danos à paciente. Sem ter consciência dos direitos que possui, a gestante muitas vezes acaba sendo pouco participativa nos ´processos de decisões que envolvem a sua gestação e perde a oportunidade de realizar denúncia quando passa por procedimentos abusivos. OBJETIVO : Dessa forma, a conversa acerca do assunto com as usuárias da Unidade Básica de Saúde tem como objetivo transmitir os direitos que são assegurados as grávidas. MÉTODO: Por meio do diálogo e através de estudos das leis, orientações do Ministério da Saúde e leituras sobre o tema, são repassadas orientações  para que elas tenham empoderamento e possam decidir diante das possibilidades apresentadas. Dentre elas: ter o direito de escolher por qual forma de parto deseja passar sem ser pressionada por determinada opção, salvo se sua vida ou de seu bebê estiver em risco, poder optar pelo acompanhante que desejar seja do sexo feminino ou masculino, fazer entrega do seu plano de parto manifestando seus desejos para formas de procedimentos e tratamentos para que seja cumprido ao máximo possível dentre outros. RESULTADOS  : O diálogo ocorrido na Unidade Básica de Saúde mostrou que as gestantes  não sabiam o que era violência obstétrica  nem mesmo aquelas que já possuíam pelo menos um filho, mas ao longo da conversa e do material que foi apresentado elas reconheceram que passaram por algum tipo de violação e deram depoimentos de como ocorreu. CONSIDERAÇÕES FINAIS : As  mulheres  saíram do local  com  orientações básicas  e a percepção de como devem agir para que seus direitos sejam respeitados, além de serem um veículo de disseminação sobre essa questão bastante relevante no entanto pouco discutida pela população em geral.

4873 - TECNOLOGIA EDUCATIVA PARA A EDUCAÇÃO EM SAÚDE REALIZADA POR ENFERMEIROS: A BUSCA POR FORMAS INOVADORAS E EFICAZES DE ENSINO

Autores: Suan Kell dos Santos Lopes, Fabiana Santarém Duarte, Gabriela Oliveira de Nazaré, Rebeka Santos da Fonseca, Simone Aguiar da Silva Figueira

TECNOLOGIA EDUCATIVA PARA A EDUCAÇÃO EM SAÚDE REALIZADA POR ENFERMEIROS: A BUSCA POR FORMAS INOVADORAS E EFICAZES DE ENSINO

Autores: Suan Kell dos Santos Lopes, Fabiana Santarém Duarte, Gabriela Oliveira de Nazaré, Rebeka Santos da Fonseca, Simone Aguiar da Silva Figueira

Apresentação: Os enfermeiros são profissionais que atuam diariamente na realização de ações educativas dentro do meio em que estão inseridos, a partir dessa visão, sua busca por formas educativas simples e fáceis de serem compreendidas pelos usuários se torna um dos seus objetivos no trabalho. Com isso, há a necessidade de o profissional manter-se atualizado constantemente a respeito das tecnologias educativas e ter conhecimento para veicular estas informações por meio dessas tecnologias, usando da criatividade como instrumento no ensino aprendizagem. Estas tecnologias educativas utilizadas relacionam-se com o atendimento humanizado, já que são recursos capazes de aproximar o usuário do trabalhador da saúde, tornando o atendimento mais acolhedor, ágil e resolutivo. Assim, o objetivo deste estudo é relatar a importância do uso de tecnologias educativas a partir da produção de uma tecnologia por discentes de enfermagem.  Desenvolvimento: Trata-se de estudo descritivo do tipo relato de experiência, desenvolvido durante aula prática da disciplina Saúde da Mulher em uma Unidade de Referência do município de Santarém-Pa. Resultados: A partir das vivências no local de aula prática, os discentes observaram que as mães tinham dúvidas com relação a pega correta durante a amamentação e que as orientações feitas lhes proporcionavam mais segurança e entendimento sobre a pega correta. Diante dessa visão, os discentes e sua preceptora no final da aula prática, perceberam que a visualização de como é feita a pega correta ainda no pré-natal, facilitava ainda mais essas orientações. Vendo a possibilidade de inserir uma tecnologia educativa que auxiliasse nessas orientações, desenvolveram um par de mamas educativo com um boneco para simular a boa pega durante a amamentação, em que no momento da consulta de enfermagem no pré-natal, as gestantes pudessem visualizar na prática e tirar as dúvidas de imediato. Ao final da aula prática, a equipe pôde compartilhar com a Unidade de Referência esta tecnologia, deixando na unidade para posteriores aulas e para a sua utilização durante as consultas de pré-natal. Considerações finais: Com a produção dessa tecnologia educativa pôde-se constatar a importância dos recursos tecnológicos como auxílio educacional realizadas pelo enfermeiro, tornando as orientações mais acessíveis e simplificadas o que possibilita a prevenção de doenças e promoção da saúde. Também pode-se compreender a relevância da atualização da equipe de enfermagem frente aos recursos tecnológicos, visto que para um melhor desempenho da mesma, esta atualização se faz necessária, e por fim, alcançar metas dos serviços de saúde. Para os discentes foi uma oportunidade de deixar um feedback positivo após suas aulas práticas na instituição e uma forma de identificar soluções através de tecnologias educativas, facilitando o ensino no pré-natal.

1707 - A IMPORTANCIA DA ESCUTA PSICÓLOGICA NO CONTEXTO DA SAÚDE: Um relato de experiência em uma Unidade Básica de Saúde do Município de Santarém-PA

Autores: Rogeria da Silva Farias, Aline Ribeiro Lima, Inglith Rodrigues de Lima, Nilce da Silva Baltazar, Maria das Dores Carneiro Pinheiro, Eliane dos Santos Campos

A IMPORTANCIA DA ESCUTA PSICÓLOGICA NO CONTEXTO DA SAÚDE: Um relato de experiência em uma Unidade Básica de Saúde do Município de Santarém-PA

Autores: Rogeria da Silva Farias, Aline Ribeiro Lima, Inglith Rodrigues de Lima, Nilce da Silva Baltazar, Maria das Dores Carneiro Pinheiro, Eliane dos Santos Campos

O papel da escuta clínica enquanto prática profissional psicológica é um instrumento primordial para a atuação do psicólogo, e fundamental em intervenções com pacientes no sentido de ouvir a queixa e mediar com possíveis soluções para o problema apresentado. O presente estudo buscou compreender e refletir sobre a importância do Serviço de Escuta Psicológica desenvolvido em uma Unidade Básica de Saúde- UBS. Neste sentido, o presente estudo baseia-se em um relato de experiência vivenciado durante o estágio básico em saúde, sendo este parte integrante da grade curricular do curso de psicologia. Objetiva-se demonstrar a importância da escuta psicológica no contexto da atenção básica em saúde. A partir das vivencias obtidas durante o período de estágio, foi possível observar a intensa procura pelos atendimentos psicológicos, visto que, o fazer da psicologia juntamente com a equipe multiprofissional tornou-se um instrumento valioso para a promoção do bem-estar dos usuários da UBS. Com isso, entende-se que, as práticas psicológicas tornam-se necessárias no contexto de saúde, no que se refere à promoção a saúde, bem como na busca de amenizar o sofrimento do indivíduo neste contexto. A prática do psicólogo nas UBS’s é embasada no acolhimento, identificando e compreendendo os aspectos emocionais que comprometem a saúde do usuário, debruçando-se em estratégias que gerem a sensibilização neste sujeito em relação ao seu estado de saúde mental. A psicologia embasa-se através de um olhar diferenciado para o sujeito, a qual por meio de atendimentos psicológicos acolhe e busca compreender dentro do olhar analítico, as possíveis causas que levam esse sujeito ao sofrimento. Assim utilizando a escuta qualificada como técnica imprescindível dentro do contexto da saúde. Conclui-se que, o momento da escuta para o usuário, é considerada um fazer necessário, no entanto compreende-se que a realidade desse atendimento ainda não é uma realidade no município. O estágio foi de fundamental importância no desenvolvimento acadêmico, gerando experiências práticas, vivenciadas nas UBS’s, as quais servirão como embasamento para o fazer psicológico.

2382 - MEDIDA COLETIVA: PEQUENOS GESTOS, GRANDES REALIZAÇÕES.

Autores: Elizeu Rodrigues Matos, Larissa Laís de Andrade Silva, Alexia Aina de Freitas Sousa, Suzana Victória Carvalho Nunes, Daniel Cristian Ferreira Sousa, Miguel Ângelo Martins Filho, Rebeca Rosa Teles de Freitas, Bahiyyeh Ahmadpour Furtado

MEDIDA COLETIVA: PEQUENOS GESTOS, GRANDES REALIZAÇÕES.

Autores: Elizeu Rodrigues Matos, Larissa Laís de Andrade Silva, Alexia Aina de Freitas Sousa, Suzana Victória Carvalho Nunes, Daniel Cristian Ferreira Sousa, Miguel Ângelo Martins Filho, Rebeca Rosa Teles de Freitas, Bahiyyeh Ahmadpour Furtado

A MEDida Coletiva foi um projeto realizado em parceria com os alunos de medicina e professores do departamento de Saúde Coletiva. Projeto desenvolvido com o intuito de promover uma atividade diferencial voltada para a promoção de saúde e oferecimento de recursos mínimos de vivência no Hospital Pronto Socorro da Criança – Zona Oeste de Manaus, cenário visitado durante as práticas de Saúde Coletiva 2 que têm como objetivo uma visita técnica na rede de atenção à Saúde. A aquisição de materiais com grande valor simbólico para crianças, como brinquedos, e aqueles de alto valor para o Hospital, como fraldas descartáveis e leite, foram o enfoque deste movimento que engloba, além da distribuição de certos objetos, o empenho dos futuros profissionais da saúde em melhorar a condição de saúde da população. A saúde pública, no Brasil, enfrenta problemas que envolvem política, gestão, recursos matérias e financeiros. Isso foi evidenciado na pratica, pelos alunos, quando se percebeu a falta de mantimentos básicos, instrumentos, medicamentos, carência de profissionais especializados em determinada área, como cardiologista pediátrico, um dos citados pela chefa de enfermagem do Hospital. Em meio a tudo isso o HPS da Criança mostrava-se prestativo diante de toda a demanda e diferentes ocorrências que seus pacientes oferecem, dentre esses, a adaptação de leitos de enfermagem e áreas de isolamento para servirem de moradia a determinados pacientes que não possuem os recursos sociais adequados para viverem em suas residências, devido à necessidade de oxigênio intermitente e cuidados médicos especiais. Esse fato despertou o interesse dos alunos a darem iniciativa ao projeto para que pudessem complementar os recursos básicos e levar felicidade aos pacientes infantis.  A divulgação do projeto foi feita por meio de rede social e panfletagem onde a turma de alunos expos ao corpo acadêmico da universidade a vivência e os sensibilizou a contribuir. A visita foi feita após a arrecadação onde os alunos adentraram o HPS e visitaram os leitos da enfermaria e nos atendimentos com brinquedos, jogos e palavras de conforto e alegria às crianças e para o hospital foram entregues leites e pacotes de fraldas descartáveis. Crianças percebem à vida com a visão de um mundo alegre e com diversão, ao adentrarmos os leitos, víamos a empolgação no olhar dessas em receber o mínimo objeto para distração diante de uma realidade da qual elas não gostam de presenciar: a cama de um hospital. Não somente as crianças se enchiam de sorrisos, os pais, acompanhantes, enfermeiras também aparentavam felicidade com a boa intenção do grupo. Assim como esse projeto foi desenvolvido com a intenção de levar felicidade aos pacientes e prestadores de serviço e suprir recursos ao HPS, o mesmo ideal deve ser mantido para a vida profissional, em especial, os profissionais de saúde os quais lidam com seres humanos, promovendo não somente a saúde, mas também a alegria e vida, com a percepção distintiva de como o cuidado reflete na saúde do paciente e que isso não exige muito, apenas os nossos cinco sentidos.

2388 - Relato de Experiência: Promoção da Saúde Desenvolvida Durante a Disciplina de Saúde Comunitária e do Trabalho na Unidade Básica da Saúde da Família Nº 59

Autores: Kamilah Pinto Hauache, Sérgio Augusto Barbosa de Farias, Bernardo Martins Lavarda, Camila Litaiff Leonardo, Emanoel Nascimento Costa, Hannah Haydee Alves Leão, Robson Luis Oliveira de Amorim

Relato de Experiência: Promoção da Saúde Desenvolvida Durante a Disciplina de Saúde Comunitária e do Trabalho na Unidade Básica da Saúde da Família Nº 59

Autores: Kamilah Pinto Hauache, Sérgio Augusto Barbosa de Farias, Bernardo Martins Lavarda, Camila Litaiff Leonardo, Emanoel Nascimento Costa, Hannah Haydee Alves Leão, Robson Luis Oliveira de Amorim

A promoção da saúde requer um conjunto de atividades, processos e recursos de ordem institucional, governamental ou da cidadania, orientado a propiciar o melhoramento de condições de bem-estar e acesso a bens e serviços sociais que favoreçam o desenvolvimento de estratégias que possibilitem à população um maior controle sobre sua saúde e suas condições de vida nos níveis individuais e coletivos. Durante os meses de setembro e outubro do ano de 2017, foram realizadas atividades de conscientização na Unidade Básica da Saúde da Família Nº-59, do município de Manaus, e em uma empresa localizada no mesmo bairro, correspondentes às temáticas preconizadas pelo Ministério da Saúde, para a prevenção ao suicídio e ao câncer de mama e colo de útero, respectivamente, tendo como objetivos promover ações educativas de promoção em saúde dentro da realidade local, analisar o conhecimento do público alvo em questão acerca dos temas “Setembro Amarelo” e “Outubro Rosa”, avaliar taxa de aprendizado do usuário alvo após atividades educativas de promoção de saúde e propor, em conjunto com a equipe da Unidade Básica de Saúde Local, um planejamento de ações coletivas para auxiliar no atendimento biopsicossocial do usuário frente aos resultados obtidos. Atuou-se através de roda de conversa em grupo focal com interpretação da realidade e relato de experiência com história oral de vida e, ao final, inseriu-se a metodologia de pré-teste e pós-teste com o objetivo de analisar o aprendizado dos indivíduos sobre o tema apresentado. A abordagem durante o mês de setembro baseou-se no incentivo a atividades esportivas, sociais, de lazer e trabalho, visto que o equilíbrio destas proporciona a saúde mental. Já a atividade realizada para promoção da Saúde da Mulher fez-se por meio de esclarecimento de dúvidas, informação a respeito do exame preventivo, simulação do autoexame das mamas em peças artificiais, além de demonstrar também como se colocar um preservativo feminino em uma peça anatômica. Durante a realização das atividades nos correspondentes meses, foi perceptível a diferença sobre o nível de conhecimento dos temas de cada palestra. Enquanto 100% dos pacientes já ouviram falar sobre prevenção do câncer de mama e colo de útero, apenas 66% ouviram falar sobre Saúde Mental. Tendo isso em vista, é importante levar em consideração que Prevenção ao Suicídio não é tão abordado pela mídia, e sendo muitas vezes tratado como um tabu entre as pessoas. Em relação à atividade desenvolvida no “Outubro Rosa”, a respeito do conhecimento técnico para realização do autoexame das mamas, apenas 50% das participantes da atividade sabiam realiza-lo anteriormente a instrução realizada. Além disso, mulheres que nunca haviam realizado o exame preventivo, agendaram na Unidade Básica de Saúde após a atividade de conscientização. As atividades executadas demonstraram-se ser de baixo custo e factível de ser realizada em nível primário, podendo recomendar a realização desta em outras Unidades Básicas de Saúde para repassar o conhecimento de uma forma dinâmica, onde há uma maior interação entre os participantes do evento e os organizadores, estimulando a população de forma ativa no processo de difusão do conhecimento.


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