Rede Unida marca presença na 2° Conferência Livre, Democrática e Popular de Saúde que defende o SUS 100% Público e devidamente financiado
Evento realizado no Rio de Janeiro reuniu movimentos sociais e entidades para entregar carta-compromisso com diretrizes para a saúde pública ao Presidente Lula na condição de candidato à reeleição.
No dia 28/08, o auditório da Associação Brasileira de Imprensa, no Rio de Janeiro (RJ), foi palco da 2° Conferência Livre, Democrática e Popular de Saúde, que discutiu a defesa do SUS e de uma política de saúde pública alinhada a valores democráticos em um momento singular quando o Brasil passa por mais um disputa eleitoral. A Rede Unida participou da conferência representada pelo professor e coordenador do Fórum Internacional da Associação, Túlio Batista Franco, que também representa a instituição na Frente pela Vida.
Assim como na 1ª edição, realizada em 2022, a conferência deste ano se deu em meio a uma conjuntura de luta política decisiva para o futuro do Brasil, diante da qual a Frente pela Vida fez questão de se posicionar, publicamente, ao lado das forças progressistas, para barrar o retorno do espectro genocida e negacionista que, durante a pandemia de covid-2019, demonstrou a extensão do mal que é capaz de impor à sociedade brasileira.
Nesta segunda edição, representantes de movimentos sociais, trabalhadores, gestores, usuários do SUS, acadêmicos e pesquisadores estiveram juntos para debater as contribuições trazidas a partir das conferências locais e definir as propostas que serão levadas para a 18ª Conferência Nacional de Saúde, prevista para 2027. Assim, a 2ª edição marcou a etapa final de um longo período de mobilização envolvendo dezenas de etapas locais por todo o país.
O ministro da saúde, Alexandre Padilha, esteve presente e recebeu dos conferencistas, em nome do presidente e candidato à reeleição Luís Inácio Lula da Silva, uma carta-compromisso propondo diretrizes para a política de saúde do Brasil durante o próximo mandato presidencial. A carta defende o SUS 100% Público e devidamente financiado a partir de políticas de recomposição orçamentária, que estabeleçam o mínimo de 6% do PIB destinado ao SUS dentro do orçamento público e a retirada do setor das imposições do "arcabouço fiscal".
Além disso, o documento também trouxe apontamentos para o enfrentamento da crise climática, a possibilidade de novas pandemias, a importância da soberania digital popular, do controle social e da formação de um Complexo Econômico e Industrial da Saúde. Destacou, ainda, a luta contra a intolerância em suas variadas formas e o estabelecimento de uma Carreira Única Interfederativa do SUS.
A 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde , teve 1.371 pessoas participando dos encontros preparatórios; 434 estiveram presentes no auditório da ABI, no Rio, segundo as listas de presenças, e 1.250 viram a conferência através do canal Youtube.