494: A Plasticidade Ferramental de Processos Educativos Contemporâneos
Debatedor: ANDERSON FREITAS DE SANTANA
Data: 29/10/2020    Local: Sala 04 - Rodas de Conversa    Horário: 16:00 - 18:00
ID Título do Trabalho/Autores
8339 MOBILIDADE ACADÊMICA INTERNACIONAL: DESAFIOS E EXPECTATIVAS NA FORMAÇÃO DO ENFERMEIRO
Letícia do Nascimento Rodrigues, Samantha Moreira Felonta, Roseane Vargas Rohr, Elizabete Regina Araújo de Oliveira

MOBILIDADE ACADÊMICA INTERNACIONAL: DESAFIOS E EXPECTATIVAS NA FORMAÇÃO DO ENFERMEIRO

Autores: Letícia do Nascimento Rodrigues, Samantha Moreira Felonta, Roseane Vargas Rohr, Elizabete Regina Araújo de Oliveira

Apresentação: A mobilidade acadêmica internacional é uma estratégia  que permite ao estudante universitário vivências de ensino em instituição de países distintos, de forma a proporcionar ao estudante experiências acadêmicas, científicas e culturais que favoreçam o seu desenvolvimento profissional e fortaleçam o vínculo entre as instituições envolvidas. A Universidade Federal do Espírito Santo, por meio da Secretaria de Relações Internacionais, possui um programa chamado Programa de Mobilidade Acadêmica Internacional – PMAI, que possibilita a realização da mobilidade acadêmica internacional aos alunos por meio de um processo seletivo. O Programa de Mobilidade Acadêmica Internacional não dispõe de bolsas, garantindo apenas isenção das taxas acadêmicas, ficando a cargo do aluno selecionado o preparo para arcar com os gastos financeiros envolvidos durante todo o período da mobilidade. Esse trabalho tem como objetivo relatar os desafios e expectativas do estudante que se propõe a fazer mobilidade acadêmica nos moldes que a Ufes apresenta durante o processo de seleção e preparação. Desenvolvimento: Relato de experiência vivenciada por uma acadêmica do 6° Período de Enfermagem para realização da mobilidade acadêmica por meio do Programa de Mobilidade Acadêmica Internacional da Ufes. Como passo inicial para a realização da mobilidade, foi necessária a verificação do atendimento aos requisitos para inscrição dispostos no edital, requisitos esses como estar regulamente matriculada em disciplinas do curso de graduação, ter integralizado no mínimo 40% da carga horária total do curso, ter coeficiente de rendimento normatizado (CRN) maior que 5, atender aos requisitos da universidade de destino, entre outros. Posterior a essa verificação, procedeu-se com a escolha da instituição de ensino superior estrangeira para realizar o período de mobilidade. O critério de classificação no processo seletivo consistia no valor do CRN do aluno, sendo selecionados aqueles que possuíam maior rendimento acadêmico. Após aprovação no processo seletivo, a universidade de origem realizou a nomeação para a universidade de destino, na qual a aluna passou novamente por um processo avaliativo que consistia na análise do currículo para posterior aceitação por parte da instituição estrangeira. Após a aprovação no processo seletivo e aceitação pela universidade de destino, deu-se início a uma nova etapa, que consistiu na elaboração do plano de estudos juntamente com o coordenador do colegiado e preparação para a mobilidade com a solicitação e entrega das documentações. Resultado: Os desafios encontrados para realização da mobilidade iniciaram-se na necessidade de prolongar a graduação por mais um período para possibilitar a mobilidade e também na escolha da instituição de ensino, visto que necessitaria de comprovação de proficiência no idioma exigido pela instituição estrangeira, caso o idioma fosse diferente do idioma do país da universidade de origem. Desta forma, as universidades de Portugal, que não exigiam comprovante de proficiência, possuíam elevada concorrência, considerando que a maioria dos estudantes não falavam outro idioma. Tendo em vista que o processo seletivo considera como critério de seleção o coeficiente de rendimento normalizado (CRN), a aprovação não perpassa apenas pelo processo seletivo em si, mas pelo envolvimento e dedicação do acadêmico desde o início da graduação, visto que o coeficiente de rendimento normalizado avalia o desempenho do discente durante o seu percurso acadêmico. Desse modo, a dedicação e o envolvimento em atividades curriculares não obrigatórias, participação e organização de seminários, congressos e simpósios, publicações de resumos em anais de congresso, envolvimento com projetos de extensão, ensino e pesquisa, bem como a experiência vivenciada em estágios curriculares não obrigatórios e monitorias, desde o ingresso na graduação se mostraram de extrema importância para atendimento dos pré-requisitos disposto no edital, seleção no processo seletivo e aceitação da acadêmica pela instituição de destino. O plano de estudos para o período de mobilidade foi elaborado juntamente com a coordenadora do colegiado da universidade de origem e submetido à aprovação pela coordenadora responsável na universidade de destino, onde foram selecionadas disciplinas como Enfermagem de saúde materna e obstétrica, infantil e pediátrica, mental e psiquiátrica, oncologia e cuidados paliativos e crianças e adolescentes com necessidades especiais, na expectativa de ser colocada em contato direto com a Enfermagem do outro país. No entanto, o plano de estudos formado poderia sofrer alterações segundo critérios da Universidade do Minho, o qual seria reformulado juntamente com a coordenadora responsável. Os desafios encontrados na elaboração do plano de estudos foram a dificuldade na seleção de matérias devido ao horário e quantitativo de vagas e o difícil aproveitamento, ao fim da mobilidade, das matérias que seriam cursadas na universidade estrangeira pela universidade de destino, seja pela diferença na carga horária ou pelo conteúdo lecionado, contando apenas como matérias complementares ao final da mobilidade. Para realizar um período de mobilidade acadêmica internacional é indispensável a utilização de um seguro de vida, passaporte válido e visto de estudante. A acadêmica selecionada para fazer a mobilidade possuía dupla cidadania, brasileira e italiana, e seu passaporte era italiano, por isso, não foi necessário a solicitação do visto estudantil, sendo um ponto positivo, tendo em vista que muitos alunos enfrentam dificuldades na emissão do visto, chegando na maioria das vezes, depois do prazo estipulado para início das atividades letivas. Em relação ao seguro de vida, Brasil e Portugal possuem um acordo desde 1969, o seguro pb4, que garante acesso aos serviços de saúde, não sendo necessária a aquisição de um seguro de vida. A Solicitação de trancamento da matricula por motivos de mobilidade acadêmica, firmamento de termo de compromisso junto com a secretaria de relações internacionais, carta de aceite emitida pela universidade de origem, necessária para apresentação na imigração, são exemplos de outras documentações também necessárias. As expectativas geradas pela acadêmica com a mobilidade são de enriquecimento nas relações interpessoais, conhecimento de práticas e teorias até então não estudadas ou pouco praticadas, realização de atividades curriculares não obrigatórias não ofertadas na universidade de origem, além de investir em possibilidades futuras como mestrado e doutorado. No entanto, torna-se necessário um preparo minucioso para realização da mobilidade acadêmica internacional, como por exemplo, separação e solicitação da documentação necessária, preparação financeira, realizar um estudo sobre o país, sobre a cultura local, a universidade, além de criar mecanismos para saber lidar com situações advindas do choque cultural e distância familiar. Considerações finais: O relato dos desafios e expectativas para uma mobilidade acadêmica internacional, permitirá que outros estudantes se interessem a buscar essa estratégia para interação com outras metodologias de aprendizagem em culturas diferentes, viso que a mobilidade acadêmica internacional oferece uma formação mais ampla, contribuindo para o crescimento profissional e também pessoal. Ressalta-se ainda que o desejo em realizar um período de mobilidade acadêmica deve surgir desde o início da graduação, para que ocorra um preparo tanto acadêmico como financeiro para sua realização.

8370 EU NA HISTÓRIA: HISTÓRIA, MEMÓRIA UMA RELAÇÃO ENTRE O PRESENTE E O PASSADO
Érika Amorim da Silva

EU NA HISTÓRIA: HISTÓRIA, MEMÓRIA UMA RELAÇÃO ENTRE O PRESENTE E O PASSADO

Autores: Érika Amorim da Silva

Apresentação: Buscou-se desenvolver nos alunos do sexto ano da Classe Hospitalar e Atendimento Domiciliar do Pará habilidades e competências para identificar, interpretar e refletir sobre importância da disciplina, História,  na sua formação intelectual, moral, na construção de sua identidade pessoal e social. A partir da análise do papel do indivíduo como sujeito histórico e produtor do conhecimento. Tendo como fio condutor o pensamento do historiador Marc Bloch (2001) que afirma que: “A diversidade dos testemunhos históricos é quase infinita. Tudo o que o homem diz ou escreve, tudo o que fabrica, tudo o que toca pode e deve informar sobre ele”. Primeiro apreenderam a reconhecer o que são fontes históricas, e como elas podem fornecer pistas sobre o passado. Depois construíram linhas do tempo com sua trajetória de vida contextualizando com os acontecimentos históricos do período, fizeram a árvore genealógica da família e um álbum seriado. O trabalho foi pautado em um projeto inicial que objetivava a estimulação da lógica histórica, assim como fazer com que os alunos se percebessem como sujeitos sociais ativos e produtores de conhecimento a partir da compreensão da sua própria realidade, entendendo que estudar História é fazer uma relação entre o presente e o passado, é perceber semelhanças e diferenças em tempos e espaços distintos, é apreender que a ação humana é histórica, é permeada de significados, que crianças, jovens adultos são seres com sentimentos, gostos, opiniões, crenças e valores, e que são esses sujeitos  sociais que fazem a história do seu tempo. Os resultados foram surpreendentes, os alunos construíram sua biografia de maneira ilustrada em uma linha do tempo bem particular, com recortes de revistas, jornais e desenhos produzidos por eles.

8378 REFLEXÕES SOBRE ÉTICA, VALORES E CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE PROFISSIONAL COM O USO DO FILME DE ANIMAÇÃO ERNEST E CELESTINE
Letícia do Nascimento Rodrigues, Samantha Moreira Felonta, Elaine da Rocha Souza, Roseane Vargas Rohr

REFLEXÕES SOBRE ÉTICA, VALORES E CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE PROFISSIONAL COM O USO DO FILME DE ANIMAÇÃO ERNEST E CELESTINE

Autores: Letícia do Nascimento Rodrigues, Samantha Moreira Felonta, Elaine da Rocha Souza, Roseane Vargas Rohr

Apresentação: Relato de experiência sobre o uso do filme de animação como tecnologia educativa para sensibilizar estudantes do primeiro período do curso de Enfermagem da Universidade Federal do Espírito Santo sobre a construção da identidade profissional a partir de valores e da ética profissional. Os filmes representam uma tecnologia educativa potente evidenciado por diversos resultados de pesquisas e experiências, esse trabalho tem como objetivo descrever a experiência sobre o uso do cinema de animação como tecnologia educativa para promover reflexão sobre ética e valores na construção da identidade profissional. Desenvolvimento: A animação utilizada foi Ernest e Celestine, escrita por Daniel Pennac e dirigida por Stéphane Aubier e Vincent Patar. A tecnologia educativa foi implementada na disciplina Exercício de Enfermagem do 1° período do curso de graduação em Enfermagem da Ufes, essa atividade foi desenvolvida durante o período de 2013 a 2019 atingindo um total de 310 alunos. Previamente ao momento de aula, ocorria a preparação do material impresso, que consistia em uma folha com características similares a um documento de identidade, na qual continha espaço para que os alunos pudessem preencher seus dados e também pudessem descrever sucintamente a identidade profissional que ele gostaria e pretendia construir ao longo de sua formação. Durante o primeiro momento ainda em sala, a animação foi exibida integralmente aos alunos e ao término a professora dirigiu um debate sobre os pontos principais abordados no longa-metragem dando espaço para manifestações de opiniões ao mesmo tempo em que o raciocínio crítico e a autoavaliação eram estimulados. Ao fim do momento de discussão de ideias, a proposta de construção de uma identidade profissional foi apresentada aos alunos juntamente com a entrega do material elaborado onde os discentes ficaram com a tarefa de construírem, de forma pessoal, a sua identidade profissional em conjunto com uma resenha crítica sobre o filme exibido em sala. Resultado: O longa-metragem conta a história de uma amizade acima de todas as adversidades entre um urso e uma ratinha, que apesar de viverem em mundos completamente diferentes, aprendem a viver em comunhão, estabelecendo uma relação de cuidado que respeita as diferenças individuais e culturais de ambos. Após o debate em sala e a entrega dos trabalhos sobre identidade e a resenha crítica, por parte dos alunos, foi possível constatar a eficácia da tecnologia educativa descrita como mecanismo disparador do pensamento crítico e da autoanálise em alunos ingressantes no curso de Enfermagem da Ufes. Ao assistir à animação, os alunos conseguiram enxergar nos personagens comportamentos presentes na sociedade e no seu próprio convívio, e conseguiram identificar e estabelecer valores necessários para uma boa formação profissional baseada na ética e em boas práticas pessoais. Considerações finais: Foram observados pelos alunos no longa-metragem assuntos como, construção de valores, imposição da sociedade e da família sobre o agir de um indivíduo, valores sociais, preconceito, alienação, desmerecimento de profissões, ética entre outros. Além disso, a abordagem da temática do respeito às diferenças culturais destaca aos alunos um comportamento necessário para uma boa prática do cuidado em Enfermagem.

8439 MANDALAS DO VIVER E DAS EMOÇÕES: VIVENCIANDO O ENSINO MÉDIO TÉCNICO EM SÃO GONÇALO
Julia da Silva Leal Tavares, Thaynan da Silva Santos, Paula Rodrigues Conceição, Vanessa Oliveira de Souza, Mariama de Oliveira Grêlo, Aline Bittencourt Fernandes da Silva, Ângela Maria Bittencourt Fernandes da Silva

MANDALAS DO VIVER E DAS EMOÇÕES: VIVENCIANDO O ENSINO MÉDIO TÉCNICO EM SÃO GONÇALO

Autores: Julia da Silva Leal Tavares, Thaynan da Silva Santos, Paula Rodrigues Conceição, Vanessa Oliveira de Souza, Mariama de Oliveira Grêlo, Aline Bittencourt Fernandes da Silva, Ângela Maria Bittencourt Fernandes da Silva

Apresentação: Charlot (2009) relata a relação dos alunos com o saber, segundo o autor, entrar na escola é algo mais complexo do que estar matriculado, possui dimensão subjetiva, tendo como base a relação com o saber capaz de contribuir para a construção de sentido para a existência do jovem. Este pesquisador, identificou que a escola é importante, porém a maioria dos alunos não se sentem incluídos em sua importância e nem a reconhecem como espaço de aprendizagem, pois suas vidas não sofrem transformação, porque seu valor situa-se na dimensão institucional, relacionada à aquisição de diploma. Os estudantes em sua maioria, não associam o que aprendem com o sentido de suas existências e seu viver, a escola constitui-se apenas como um local de transferência intelectual de conteúdo, memorização crua, atividade passiva por parte de quem aprende, que não tem, ou tem pouca relação com a sua realidade. Souza Santos (2007), traz o conceito de incompletude ao levar em consideração as relações sociais e as inter-relações com o saber. As mandalas são símbolos que permite reconhecer e criar consciência de diversos processos de viver, principalmente se tratando de mudanças, aprendizagem e transformações. Assim, a projeção da emoção nas mandalas, se baseiam no referencial teórico da Medicina Tradicional Chinesa, como as cinco cores (verde, vermelho, amarelo, branco e preto) e as cinco emoções (ansiedade/compreensão, agitação/compaixão, preocupação/gratidão, tristeza/alegria, medo/coragem). A mandala do viver representada como forma de valorização dos alunos do ensino médio técnico em suas relações na escola, como sujeitos históricos e de construção social. Ao se unir estes dois tipos de mandalas, se busca resgatar os significados destes elementos, como ferramenta de saúde e educação, ou seja¸ encontrar novas metodologias que contribuam no processo de aprendizagem de adolescentes, promovendo por meio de atividades de pintura a projeção de experiências emocionais do viver, numa instituição educacional pública. Nesta perspectiva, o conhecimento se desenvolve por meio do diálogo expresso nas continuidades, simultaneidades ou possíveis atravessamentos entre saberes, se transformando em desafio superar o isolamento e valorizar a (co)presença, isto é, aprender com o outro, sem esquecermos de nós mesmos. No que tange a Terapia Ocupacional, o objetivo do trabalho é refletir e resgatar a mandala como elemento vivencial, facilitar a expressão da subjetividade dos alunos, auxiliar na auto expressão e na elaboração de conteúdo internos, alívio de tensões, angústias, medos, expectativas e ansiedades, bem como favorecer a integração do grupo, representada pelas cores e escolha do tipo de mandala, num tempo e num espaço determinado, favorecendo ao criador a expressão de seus sentimentos, aquisição de consciência de si mesmo e auxiliar na ativação e a estruturação do processo de seu desenvolvimento interno, a partir da afetividade em relação ao ambiente escolar faz parte. Desenvolvimento: Recrutamento ocorreu nos intervalos de aula, nos quais os alunos de química se reúnem no pátio da escola. Os encontros ocorreram quinzenalmente e a coleta de dados foram obtidas por meio de oficinas, que possibilitaram trabalhar com as mandalas e suas representações associadas e mediadas pela terapia ocupacional (docente e estudantes) e dois bolsistas do ensino médio técnico. Os participantes receberam folhas impressas com diferentes tipos de mandalas, os quais tinham que escolher a qual os representasse melhor, nomeá-las e pintá-las. Inicialmente pediu-se que se fizesse um período de silêncio, para que ocorre o desbloqueio inconsciente, oportunizado pelo encontro do participante consigo mesmo, depois eram buscadas as cinco emoções a partir de questões com: Já vivenciou isso? Lembra você algo? Acha que poderia ser diferente, de que maneira você acha que poderia alterar este sentido? Após este período, era solicitado que eles compartilhassem suas reflexões e novas perspectivas. Resultado: Participaram da pesquisa 42 jovens de ambos os sexos, com idades variando entre 15 e 23 anos, das turmas do ensino médio técnico de química do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ) no campus São Gonçalo. As mandalas despertaram emoções vinculadas ao viver escolar, suas relações com docentes, funcionários e a colegas de turma. Dentre as escolhas da temática, 83% dos participantes optaram por serem representados por figuras de animais, se projetando como elefante (símbolo da castidade, representar conflito erótico, derrubam os obstáculos, são autossuficientes e dificilmente possuem medo), lobo (família, amor, fidelidade, generosidade, união e novidades), unicórnio (rapidez, mansidão, pureza, salvação, espiritualidade, representando a integração divina com o grande espírito do céu e da terra) e a coruja (habilidades ocultas, enxerga na escuridão, a vigília, representa a sombra) sendo que 17% optaram por escolherem flores distribuídas em círculos que atrelam as condições passivas, como o feminino, a fertilidade, a espiritualidade, a perfeição, a natureza, a harmonia, a juventude e a beleza. Em relação as cores projetadas referentes as emoções, a maioria dos participantes optaram para significar foram amarelo, verde, preto e vazio (ansiedade/compreensão), verbalizados como os momentos de não encontram sentido na sua vida, de sentir-se alienado, dentro da sala de aula, com os amigos e professores, causando-lhes a sensação de depressão e de isolamento. O vermelho e preto representou a agitação, eles disseram que essas cores são fortes e quando presentes em qualquer ambiente simboliza paixão, o ódio e a violência vivenciados na relação com o outro e que no campus é muito observada pela intolerância de gênero e a inclusão. O verde, preto e branco foram as opções da preocupação, pois alguns estavam concluindo o segundo grau e ainda não tinham expectativas de emprego e de estágio, o que faria com que permanecessem mais tempo na escola e sua independência financeira iria demorar mais, porém tem consciência que se faz necessário calmos e ter esperança. O verde, o vazio e o preto estavam presentes em mais de 80% dos trabalhos referentes a tristeza, simbolizando apatia, desinteresse, pessimismo, necessidade de isolamento e para muitos mostravam questões sem soluções aparentes. Na coragem as cores que emergiram foram o vermelho, o amarelo, o verde e o preto, pois 89% dos alunos precisam de coragem para permanecer estudando, pois muitos residem em área de risco e não conseguem chegar na escola, outros vivenciaram atos de violência no transito da escola para casa, assim, eles presenciaram cotidianamente a morte, o morrer, por outro lado tem a esperança de se formar e sair do local onde mora. Considerações finais: As mandalas possibilitaram a conscientização sobre as emoções e o viver do aluno conferindo o distanciamento entre o cotidiano e suas relações interpessoais. Portanto, as mandalas das emoções e de autoconhecimento se transformam em ferramentas de cuidado da terapia ocupacional, de baixo custo e de fácil aprendizagem, a qual pode ser aplicada na educação e na saúde.

8472 ESTRATÉGIA DO ATELIÊ NA PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO: A IMPORTÂNCIA DA DOCÊNCIA EM METODOLOGIA CIENTÍFICA
Francisco Jadson Franco Moreira, Leidy Dayane Paiva de Abreu, Alba Maria Pinto Silva, Francivânia Brito de Matos, Fabíola Monteiro de Castro, Maria Lourdes dos Santos, Juliana Vieira Sampaio

ESTRATÉGIA DO ATELIÊ NA PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO: A IMPORTÂNCIA DA DOCÊNCIA EM METODOLOGIA CIENTÍFICA

Autores: Francisco Jadson Franco Moreira, Leidy Dayane Paiva de Abreu, Alba Maria Pinto Silva, Francivânia Brito de Matos, Fabíola Monteiro de Castro, Maria Lourdes dos Santos, Juliana Vieira Sampaio

Apresentação: Cada vez mais tem-se percebido que para ingressar na universidade e faculdade as exigências aumentam e se apresentam como uma das grandes dificuldades para os alunos, pois se busca mais conhecimento, competências e habilidades como, por exemplo, uma linguagem atualizada, escrita correta, organizada e outras. Essas condições provocam impactos em diversos sentidos, porque o aluno que vem de escola que não oferece uma educação de qualidade, quase sempre desconhece a disciplina Metodologia Científica, que requer aprendizagens específicas, ou seja, os saberes necessários para elaboração e estruturação de um texto científico, provocando angústia e medo, em muitos, logo nesses primeiros contatos com a academia, além de outras dificuldades para cursar o Ensino Superior, o que poderá ocorrer durante todo o seu percurso, com destaque para o campo da pesquisa e produção científica. Com o intuito de dilucidar tais empecilhos, a pesquisa acadêmica tem seus propósitos na metodologia científica e em normas devidamente inflexíveis e equilibradas, que norteiam os critérios de observação, interpretação de conceitos e opiniões, além da produção de textos acadêmicos, necessários ao desenvolvendo da capacidade de argumentação favorável ou contrária às situações e ideias expostas, de cada um. Por Metodologia compreende-se a trajetória do pensamento e a prática realizada para atingir a realidade. Ou seja, o passo a passo caminhado durante sua realização, minuciosamente observado e avaliado, para maior precisão dos resultados que se busca. Sendo assim, a metodologia é a essência da produção científica, é uma disciplina a serviço da Ciência. Por meio da metodologia científica se produz ciência ou algo que dela se aproxima quando as regras para tal são devidamente aplicadas. De outra forma, acredita-se que por meio da metodologia se materializa o fazer da ciência, tendo como partida a pesquisa e o tratamento que lhe é dispensado nos resultados. Mas, não é só isso. Cabe lembrar que a metodologia se torna imprescindível e, objetivamente, proporciona ao aluno os meios para produzir projetos, desenvolver trabalhos monográficos, artigos científicos dentre outros, de maneira inteligível, coerente, bem fundamentado, quando as regras obrigatórias da produção científica são devidamente utilizadas. Nessa perspectiva, a Metodologia Científica é uma ferramenta segura que permite uma postura ilibada quanto aos obstáculos postos no âmbito da ciência, da tecnologia, além dos campos filosófico, político, econômico, como objetivo intrínseco do ensino e da aprendizagem acadêmica. Diante da afirmativa sinalizada percebe-se a necessidade de sistematização do conhecimento científico. Com base nisso a metodologia começa a ser estabelecida e conjuga a pesquisa o seu completo desenvolvimento. Vale ressaltar que, nesse contexto, a pesquisa se destaca por apresentar um papel de grande relevância, porque o docente e discente deverão realizar pesquisa para buscar novos conhecimentos, aperfeiçoar os existentes, exercitar e produzir mais conhecimento cada vez mais expressivos. Deste modo, este trabalha objetiva apresentar o universo da metodologia científica e sua importância para o ensino/aprendizagem nas pós-graduações, residências, ensinos técnicos, cursos básicos de atualizações e aperfeiçoamentos da Escola de Saúde Pública do Ceará Paulo Marcelo Martins Rodrigues, por se tratar do exercício necessário à ciência, por meio do estudo dos métodos ou da forma, ou dos instrumentos necessários para a construção de uma pesquisa científica. Desenvolvimento: Face ao que foi dito e trazendo para nossa realidade observa-se que, no cotidiano as práticas, em sala de aula, a falta de conhecimento da metodologia científica tem revelado que a grande maioria dos cursistas/alunos se angustia no momento da elaboração do trabalho de final do curso (TCC), por desconhecimento das regras necessárias à produção científica. O desafio que prevalece é a distância entre o saber e o fazer, pois ao projetar uma produção acadêmica o aluno é capaz de formalizar aquilo que deseja, mas, não consegue organizar SUS ideias, sistematizar e explorar o conhecimento, lapidar o objeto de pesquisa e formatar, atendendo as regras estabelecidas, um trabalho acadêmico. Para contribuir com o aluno, no sentido de levá-lo a pensar a produção científica de maneira prazerosa, tranquila e de relevância tem-se procurado fazê-lo entender que é preciso ler, escrever, fazer uma leitura cuidadosa, uma interpretação precisa, despindo-se de juízo de valor e noções pré concebidas do texto, identificando as ideias do autor, com destaque para aquelas mais expressivas. Imagina-se que, o hábito da leitura despertará no aluno a criatividade e curiosidade, além do gosto pela pesquisa, pela investigação e, consequentemente, esse exercício lhe trará conhecimento e o interesse pela produção desse novo conhecimento, por meio de artigo, relatórios etc. Afinal, o conhecimento deve ser edificado por meio das experiências do estudante que, não aceita ser assimilado passivamente e, por acreditar nas suas potencialidades, procura empenhar-se para que possa gerar uma aprendizagem considerada significativa. Neste sentido, se compreende como aprendizagem significativa aquela que fornece as orientações e instruções úteis ao ato de ensinar e à compreensão da aprendizagem, a partir de uma nova visão. Esses novos conhecimentos significam muito para o aluno, ao sentir-se capaz de formular e explicar, com suas próprias palavras, suas ideias. Cabe ao professor, acompanhar, instruir, orientar esse aluno, que agora está condicionado a vivenciar uma nova rotina de estudos, diferente daquela vivida no ensino médio e fundamental. Esse é um período também de apreensão para esse aluno, ao perceber que a dinâmica da academia exige mais, inclusive de sua atitude e comportamento. Portanto, este trabalho trata-se de um relato de experiência desenvolvido a partir de uma atividade teórico-prática, realizada em sala de aula na ESP-CE. Resultado: Os resultados começaram a aparecer quando se constatou que, aos poucos os alunos foram se mostrando menos apreensivos na apresentação de seus trabalhos, seguros em relação ao objeto escolhido para conclusão de curso, maturidade na escolha de temáticas relevantes, muitos trazendo experiências de seus territórios. Na qualificação ao trouxeram textos bem elaborados, com destaque para fundamentação teórico-metodológica, devidamente referenciados e formatação em conformidade com as exigências das normas técnicas que os norteiam. A utilização da pedagogia ativa, dialógica e interativa fomentou maior empenho no sentido da aprendizagem, favorecidos pelas discussões em aulas. Assim, instigar o conhecimento, uma formação crítica e reflexiva, a partir das teorias e ensinamentos da disciplina, do senso crítico, da interação e do diálogo com diferentes saberes foram fatores que contribuíram para a conclusão esperada e desejada. Considerações finais: A proposta metodológica de ensino adotada em alguns cursos sintetiza o desejo docente de promover a aprendizagem significativa, em virtude ultrapassar os espaços tradicionais da sala de aula. No percurso do processo de ensino-aprendizagem da disciplina de Metodologia Científica partiu-se da premissa de que os mecanismos pedagógicos foram suficientes para estimular uma aprendizagem significativa, uma vez que favoreceu aos alunos uma aproximação dinâmica desse componente curricular. O resultado foi palpável e constatado na apresentação dos trabalhos conclusivos, de maneira satisfatória. Os alunos deram o primeiro passo na direção da exploração do mundo acadêmico e científico. Portanto, conclui-se que os cursistas compreenderam a importância que essa disciplina exerce em sua vida acadêmica e profissional, confirmando, assim, que a aprendizagem desenvolvida foi de suma relevância.

8717 BODY PAINT COMO RECURSO DIDÁTICO NO ENSINO DA ANATOMIA HUMANA PARA ACADÊMICOS DE FISIOTERAPIA NO INTERIOR DO AMAZONAS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA.
Helen Debora Guedes de Souza, Daniela Gomes de Souza, Juliberta Alves de Macêdo, Thiago Santos da Silva

BODY PAINT COMO RECURSO DIDÁTICO NO ENSINO DA ANATOMIA HUMANA PARA ACADÊMICOS DE FISIOTERAPIA NO INTERIOR DO AMAZONAS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA.

Autores: Helen Debora Guedes de Souza, Daniela Gomes de Souza, Juliberta Alves de Macêdo, Thiago Santos da Silva

Apresentação: Body Paint, ou pintura corporal, é uma forma de expressão utilizada no meio artístico e cultural, mas que também vem sendo amplamente difundida no meio educacional através do emprego das metodologias ativas de ensino, sendo utilizadas nos diversos contextos de educação (fundamental, médio e superior).  Este resumo trata-se de um relato de experiência sobre a utilização da Body Paint como um recurso didático, em uma universidade no interior do Amazonas. O objetivo da atividade foi proporcionar aos acadêmicos o conhecimento de Anatomia Humana de forma alternativa, através da utilização da arte no processo de aprendizagem. Desenvolvimento: A atividade foi realizada no mês de novembro de 2019, na disciplina de Anatomia Humana para os alunos do 1º período do curso de Fisioterapia do Instituto de Saúde e Biotecnologia (ISB), da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), em Coari. Para a execução da pintura corporal, os acadêmicos dividiram-se em 6 grupos e foram sugeridos os seguintes temas: músculos do dorso (camada superficial; intermédia; e profunda), sistema linfático e glândulas endócrinas. A atividade foi executada utilizando-se uma técnica denominada de “Anatomical Body Paint”, na qual os acadêmicos desenharam e pintaram as ilustrações anatômicas visualizadas em atlas anatômicos. As pinturas foram realizadas nas localidades de projeção de superfície em cada estrutura do corpo humano, exigindo um empenho de todos para relacionar o que foi desenhado com a real imagem. Para a realização das pinturas, foram utilizados materiais não tóxicos e apropriados para a pintura sobre a pele humana. Após essa etapa, os alunos realizaram exposição do seu tema, com arguição do professor responsável e de docente convidado. Resultado: A atividade contou com a participação de aproximadamente 50 alunos de graduação. Observou-se que as semelhanças entre a arte corporal e as ilustrações anatômicas nos atlas foram significativas, pois os acadêmicos levaram em consideração as reais proporções das ilustrações, as origens e inserções musculares, os trajetos dos nervos, vasos sanguíneos, linfáticos e órgãos. A proposta da exposição também exigiu um estudo aprofundado do conteúdo. Os alunos relataram a pintura corporal como uma atividade lúdica de aprendizagem, promovendo a retenção do conhecimento e contribuindo para a memorização das estruturas anatômicas, bem como a remoção da zona de conforto e o impacto da pintura corporal na prática clínica futura dos discentes, no que concerne ao respeito com o corpo e à ética. A atividade foi essencial, visto que o ambiente conta com poucas peças cadavéricas, de forma que ela foi ao encontro de umas das necessidades do Instituto. Considerações finais: Dessa forma, o exercício de desenhar as estruturas em um corpo ajuda a entender mais sobre a anatomia de superfície. Pensa-se também que essa experiência pode ser utilizada como método cotidiano e eficaz no ensino-aprendizado da Anatomia Humana. Sendo assim, considera-se como um recuso inovador no ensino das ciências morfofuncionais.

8774 PRÁTICAS DE MEDITAÇÃO DE ATENÇÃO PLENA: RELATO DA EXPERIÊNCIA DA DISCIPLINA ELETIVA DE MINDFULNESS NA SAÚDE
Débora Silva Teixeira, João Carlos de Carvalho Meiga, Kali Vênus Gracie Alves, Sandra Lucia Correa Fortes

PRÁTICAS DE MEDITAÇÃO DE ATENÇÃO PLENA: RELATO DA EXPERIÊNCIA DA DISCIPLINA ELETIVA DE MINDFULNESS NA SAÚDE

Autores: Débora Silva Teixeira, João Carlos de Carvalho Meiga, Kali Vênus Gracie Alves, Sandra Lucia Correa Fortes

Apresentação: O estresse e sofrimento emocional relacionados aos cursos da saúde é hoje bem documentado, e os espaços de formação têm sido desafiados a desenvolver estratégias para lidar com estas questões. Além disso, as intervenções baseadas em mindfulness apresentam evidências significativas no campo da saúde para o manejo de diferentes condições. Por conta disto, a disciplina eletiva interdisciplinar “Práticas de meditação de atenção plena” surgiu em 2019 como uma proposta para que os graduandos de Medicina e Enfermagem pudessem aprender sobre as práticas de meditação de atenção plena (mindfulness). Ao longo de 20 semanas são abordados os fundamentos das práticas de mindfulness com base no impacto gerado na saúde. As aulas são estruturadas com ênfase nas práticas de mindfulness como as práticas de atenção plena na vida cotidiana, além das atividades como mindfulness da respiração, mindfulness do movimento, escaneamento corporal, prática dos três minutos (ou da ampulheta), consciência amorosa, dentre outras. Além disso, são discutidas as pesquisas e evidências que estruturam as intervenções. Em 2019, aplicamos a disciplina para duas turmas, sendo uma em cada semestre. No primeiro semestre tivemos 20 alunos inscritos, sendo que desses 18 completaram o curso. No segundo semestre houve 13 inscritos, sendo 10 que ficaram até o final. Ao final desse período, os alunos relataram mudança na percepção dos acontecimentos cotidianos, podendo observar detalhes que antes não eram vistos, pois não tinham atenção plena ao longo dos caminhos que percorrem. Além de melhora da concentração e manejo do estresse. Todos os alunos concordam que o encontro semanal é um fator importante para a manutenção das práticas de atenção plena, que ir ao grupo é um estímulo para se manterem praticando e que o compartilhamento das experiências é eficaz para entender as dificuldades e benefícios de ter uma prática regular. Ainda existe um longo percurso de incorporação de tecnologias leves na formação dos cursos da saúde, porém a possibilidade de incorporar uma disciplina, mesmo que eletiva, amplia a discussão e cria possibilidades que devem ser valorizadas.

8787 SIMULAÇÃO REALÍSTICA COMO METODOLOGIA DE ENSINO EM SAÚDE COLETIVA EM UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA DO INTERIOR DO AMAZONAS NA PESPECTIVA DOS ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM
Esmael Marinho da Silva, Ananias Facundes Guimarães, Karolinda Ribeiro de Andrade, Rebeca Evangelista Folhadela, Ana Maria de Souza da Costa, Paula Andreza Viana Lima, Firmina Hermelinda Saldanha Albuquerque, Abel Santiago Muri Gama

SIMULAÇÃO REALÍSTICA COMO METODOLOGIA DE ENSINO EM SAÚDE COLETIVA EM UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA DO INTERIOR DO AMAZONAS NA PESPECTIVA DOS ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM

Autores: Esmael Marinho da Silva, Ananias Facundes Guimarães, Karolinda Ribeiro de Andrade, Rebeca Evangelista Folhadela, Ana Maria de Souza da Costa, Paula Andreza Viana Lima, Firmina Hermelinda Saldanha Albuquerque, Abel Santiago Muri Gama

Apresentação: O método que emprega formas variadas de ensino articulando a teoria e a prática é considerado um processo eficiente na formação de profissionais, principalmente os da área da saúde, de forma a os tornarem mais críticos e preparados para atuarem em diferentes campos, como é o caso das simulações realísticas.  Nesse sentido, a simulação realística é uma ferramenta de ensino inovadora que auxilia no aprendizado teórico e prático dos estudantes, desenvolve aptidões necessárias tais como: trabalhar em equipe, ser proativo, melhora a competência e confiança dos envolvidos, contribui para a superação das dificuldades e limitações. Ademais, por meio da simulação é possível desenvolver um ambiente propício para recriar uma determinada situação com aproximação da realidade, permitindo aos envolvidos praticar, aprender, testar e desenvolver habilidades e procedimentos técnicos. Desse modo, o presente estudo pretende descrever as experiências vivenciadas pelos acadêmicos do curso de Bacharelado em enfermagem de uma universidade pública no interior do Amazonas durante a realização de simulações realísticas. Desenvolvimento do estudo Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência que descreve as vivências dos acadêmicos do sétimo período do curso de enfermagem do Instituto de Saúde e Biotecnologia (ISB) da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) durante as atividades de simulações realísticas desenvolvidas no decorrer da disciplina de Enfermagem em Saúde Coletiva. O ISB está situado no município de Coari, Interior do Estado do Amazonas. O município de Coari, localiza-se na região central do Estado, encontra-se a 363 km de distância da Capital, a cidade de Manaus. A população estimada no ano de 2017 foi em torno de 84.762 habitantes. As simulações realísticas foram uma das metodologias empregadas pelos docentes da disciplina de Enfermagem em Saúde Coletiva II para reforçar e preparar os discentes quanto aos conhecimentos teóricos e práticos através das vivências no desfecho de diversas situações de casos clínicos elaborados previamente pelos docentes. Participaram os acadêmicos de Enfermagem do sétimo período, num total de 24 acadêmicos matriculados na disciplina. Foram divididos aleatoriamente pelos docentes, em quatro grupos composto por seis estudantes, para que pudessem trabalhar em conjunto a fim de solucionar cada caso problematizado e criado pelos professores, baseados nas possibilidades que os alunos poderiam encontrar durante os estágios nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do interior. Os papéis desempenhados pelos estudantes foram principalmente: profissionais da saúde em especial o Enfermeiro, Agente Comunitário de Saúde, Técnico de Enfermagem, paciente e familiares. Todos participaram da simulação desempenhando um determinado papel. Os docentes apresentaram-se como condutores e facilitadores durante todo o processo afim de guiar as discussões em equipe, orientando para melhorias e acertos, desenvolvendo com isso reflexões e raciocínio clínico. As vivências ocorreram durante o mês de novembro de 2019. Cada equipe ficou responsável para estudar e preparar três casos clínicos, após três dias, deveriam ser apresentados os desfechos das equipes através da simulação na sala de aula utilizando equipamentos do Laboratório de Enfermagem da Instituição, cenários improvisados e confeccionados pelos estudantes. Todas as simulações apresentadas foram gravadas e arquivadas para facilitar a análise e discussões das simulações. Após as apresentações de todas as equipes, foi realizada uma reunião com todos os acadêmicos e os três professores da disciplina para avaliação do desempenho dos discentes, da metodologia empregada e das simulações realizadas. Resultado: A simulação realística aplicada como metodologia de ensino foi uma experiência nova e até então desconhecida pelos estudantes. Após os professores da disciplina explicarem todo o processo de como seria realizado o funcionamento da metodologia, os acadêmicos trabalharam arduamente para executarem as simulações, desenvolvendo e criando os roteiros a partir da proposta inicial do caso clínico elaborado pelos docentes, elaboração dos senários fictícios, utilizando os materiais disponíveis e de fácil aquisição como garrafas pets, papelões e também materiais solicitado do laboratório da Instituição (simuladores, maca e outros necessários),  fazendo gravações de vídeos simulando e atuando nos mais diversos personagens, afim de se envolverem na história fictícia do caso clínico abordando sempre o contexto da realidade do interior do Amazonas, das morbidades e acidentes que comumente afetam a saúde das populações da região e aplicando as intervenções de enfermagem com uma visão holística dos problemas identificados no caso proposto, visando não apenas tratar a doença mas principalmente identificar todas as causas dos problemas afim de promover o cuidado ampliado levando em consideração o contexto familiar, ambiental, social e mental das pessoas com o olhar da saúde coletiva. Os acadêmicos se reuniram frequentemente para discutirem como seria todo o desfecho do problema proposto, bem como o desenvolvimento e conclusão do caso clínico, assim como também para estudarem os conteúdos e procedimentos abordados na simulação como: sonda vesical de demora e alívio, medicamentos, curativos, consultas de enfermagem, visita domiciliar, planejamento familiar, programas da atenção primária e outros que se enquadrassem durante a simulação dos casos apresentados. Uma das limitações na realização da simulação foi a condição financeira dos estudantes, com isso utilizaram a criatividade para desenvolverem a atividade da melhor forma possível, assim como a estrutura do laboratório de enfermagem do ISB que apresenta um espaço limitado e com poucos equipamentos, necessitando muitas vezes improvisar, criar ou então utilizar a imaginação para a concretização da simulação. Um diferencial da simulação realizada no ISB da UFAM é que os próprios alunos figuravam-se no papel de paciente, de familiares necessitando dos cuidados e também de profissionais a destacar o papel do Enfermeiro na assistência dentro de suas atribuições na UBS, vivenciando na graduação os dois lados: do paciente e do profissional, tendo a oportunidade de ser sensibilizado a promover uma melhor assistência. A aplicação da simulação realística como um método de apoio pedagógico, permitiu aos acadêmicos aprender de forma prática com possibilidade de errar e corrigir seus erros, sem quaisquer riscos para si ou para o paciente. Além disso, a gravação das simulações possibilitou posteriormente uma reflexão crítica das simulações com a contribuição de toda a turma, além das observações feitas pelos professores da disciplina, os quais elencaram os erros e acertos, contribuindo assim para o aprendizado dos alunos. Ao final das simulações, os acadêmicos elogiaram o método adotado, destacando terem aprendido muito mais durante as simulações do que quando utilizavam o método tradicional, além disso, puderam perceber a importância do trabalho em equipe. Considerações finais: A simulação realística proporcionou aos acadêmicos maior preparo teórico através das pesquisas realizados para cada desfecho dos casos criados e também competência técnica através do treinamento de como proceder frente a um determinado problema, relacionando os diagnósticos e as condutas de enfermagem para cada caso, proporcionando assim, agir com maior segurança em determinadas situações de tensão que exige um preparo  prático, além de pensamento crítico para que tenha sucesso em seu raciocínio para melhor guiar suas intervenções de cuidados, também aproximou o máximo a realidade do ambiente de atuação dos futuros profissionais e gerou satisfação dos acadêmicos ao participar da vivência.

8880 A INSERÇÃO DA TEMÁTICA DIREITOS HUMANOS NA EDUCAÇÃO MÉDICA
Clara Guimarães Mota, Juliana Vieira Saraiva, Camile Smith de Oliveira Brito, Ana Francisca Ferreira da Silva

A INSERÇÃO DA TEMÁTICA DIREITOS HUMANOS NA EDUCAÇÃO MÉDICA

Autores: Clara Guimarães Mota, Juliana Vieira Saraiva, Camile Smith de Oliveira Brito, Ana Francisca Ferreira da Silva

Apresentação: Os direitos humanos são fundamentados no respeito pela dignidade e o valor de cada pessoa: são universais, inalienáveis, indivisíveis, inter-relacionados e interdependentes. Perpassam pelos diversos meios que compõem nossa sociedade, constituindo mecanismos essenciais de proteção à vida humana. No campo do direito fundamental à saúde, se faz necessário que a formação de recursos humanos, em especial a de médicos, seja orientada de acordo com os princípios de direitos humanos, com vistas a promover a inserção de profissionais que atuem diretamente na realização do direito à saúde em relação a seus pacientes e à comunidade em que se encontram inseridos. No viés da Educação Superior, a Conferência Mundial sobre Educação Superior no Século XXI - celebrada em 1998 em Paris, pela UNESCO - afirmou que: deveriam estabelecer-se diretrizes claras sobre os docentes da educação superior, que deveriam ocupar-se, sobretudo, hoje em dia, de ensinar a seus alunos a aprender e a tomar iniciativas, e a não ser, unicamente, poços de ciência, ou seja, o discente necessita, em sua formação, de compreender as situações humanas e sociais para, assim, ser fonte e força transformadora. O Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos ressalta a importância da incorporação da educação em direitos humanos através de diferentes modalidades, como, disciplinas obrigatórias e optativas, linhas de pesquisa e áreas de concentração, transversalização no projeto político-pedagógico no ensino superior, bem como as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação de Medicina, adotadas pelo Conselho Nacional de Educação em 2014, que estabelecem a premissa de formação humanista, crítica, reflexiva e ética de médicos. Desse modo, observa-se que a educação médica é complexa, e deve abarcar conhecimentos de Direitos Humanos e Ciências Sociais. Assim, este trabalho busca explorar a relação entre direitos humanos e educação médica, analisar a inserção dessa temática nos currículos médicos brasileiros e a importância da formação humanística desses profissionais. Desenvolvimento: foi realizada uma pesquisa qualittiva e explorativa acerca do assunto Educação em Direitos Humanos, assim como também uma análise sobre o processo de educação do graduando em medicina e a relevância e necessidade deste tema no decorrer da sua formação. Os materiais usados incluem artigos, cartilhas, documentos e análise da matriz curricular de cursos de medicina, compondo um conjunto de seis materiais obtidos por meio das plataformas SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e do site do Ministério da Educação (MEC). Em seguida, realizou-se a leitura detalhada dos materiais, de forma a traçar conexões entre as diferentes produções científicas encontradas. Durante esse processo as autores desenvolveram discussões a respeito das informações, e percebeu-se a necessidade de dar enfoque à forma como os currículos médicos brasileiros são estruturados. Buscou-se em todo momento priorizar informações relevantes e de importância para a compreensão dessas temáticas. Resultado: A educação em direitos humanos é um conjunto de atividades de educação, capacitação e difusão de informações que visam assim, tornar os direitos humanos uma realidade em todas as comunidades. Segundo a UNESCO, tem-se dois objetivos fundamentais: prover conhecimento sobre Direitos Humanos e mecanismos para protegê-lo; e desenvolver atitudes necessárias para promover, defender e aplicar os direitos humanos na vida cotidiana. Nesse cenário, o médico é um profissional que certamente necessita desta formação, visto que atua diretamente a serviço de promover, conservar e restaurar o bem estar do ser humano por meio da saúde. É válido lembrar que um dos direitos humanos diz respeito a saúde, mas não só nesse âmbito o profissional desta área precisa de conhecimento. Há diversos determinantes sociais que dizem respeito aos direitos humanos e principalmente, a violação destes, na prática médica. Assim, muitas vezes o médico é a primeira testemunha, do sofrimento físico e mental decorrente de práticas violadoras de direitos humanos. Segundo a Organização das Nações Unidas, saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não, simplesmente, a ausência de doenças ou enfermidades. Desta forma, inferimos que o modelo biomédico, por muito tempo adotado para formação dos profissionais, hoje encontra-se defasado, havendo a necessidade da sua mudança para um modelo biopsicossocial. Ainda hoje é comum encontrar grades curriculares do curso médico que adotem um modelo compartimentalizado em micro áreas do saber, essencialmente técnico, provocando uma visão reducionista e mecanicista do ser humano para o estudante da área. Siqueira, JE traz em seu artigo “O ensino da ética no curso de Medicina” algumas análises sobre o comportamento do estudante ao longo da graduação: um estudo realizado com 746 estudantes de medicina ao longo de seis anos de formação acadêmica, concluiu ter havido regressão destes em estabelecer juízos morais, demonstrado pelo progressivo desprezo que os alunos dedicavam aos pacientes enquanto sujeitos morais autônomos; outro relato presente no artigo é de um professor que reconhece haver uma transformação na visão do paciente em apenas um objeto de interesse profissional sem qualquer valor humano, exemplificado pelo relato que um de seus alunos ao se referir a pacientes humildes os denominava como “Pimba”, as iniciais de preto, indigente, mendigo, bandido e alcoólatra. A nova Diretriz Curricular Nacional, em contrapartida, busca uma formação “humanística, crítica, reflexiva e ética”, contudo, sabe-se que há dificuldade e resistência para a aplicação desta no âmbito das universidades. Além disso, há carência de professores com qualificação necessária. Considerações finais: é necessário que os cursos da saúde disponham de um currículo que prepare os discentes como seres sociais, humanos e principalmente éticos, não somente seres participantes das realidades sociais nas quais eles estão e/ou serão inseridos, mas também atuantes. Rodrigues & Rodrigues chegam a afirmar que: Qualquer curso de Medicina que não inserir de forma harmoniosa noções de direitos humanos e políticas sociais tanto na sua grade curricular quanto nas suas práticas, estará violando uma série de normas vigentes no Brasil, a exemplo da Declaração Universal dos Direitos Humanos e outros pactos internacionais ratificados pelo Brasil, o Plano de Desenvolvimento da Educação, o Plano Nacional de Educação (2014-2024), os Planos Nacional e Estaduais de Educação em Direitos Humanos e outras, que por si constituem-se como normas imperativas, frutos de políticas de Estado. Dessa forma, percebe-se que a formação médica em nosso país ainda está aquém do desejado e preconizado pelos principais órgãos regulamentadores do ensino superior, de forma que isso reflete em muitos casos, na inserção de profissionais com excelente qualidade técnica mas que possuem dificuldade de entender se relacionar de forma efetiva com seus pacientes.

9009 O USO DE JOGOS EM UMA DISCIPLINA DE GRADUAÇÃO DE TERAPIA OCUPACIONAL: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Bruno Costa Poltronieri, Aline Verneck Rosa, Vanessa GArcia Virginia De Lima, Leticia Capichoni

O USO DE JOGOS EM UMA DISCIPLINA DE GRADUAÇÃO DE TERAPIA OCUPACIONAL: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

Autores: Bruno Costa Poltronieri, Aline Verneck Rosa, Vanessa GArcia Virginia De Lima, Leticia Capichoni

Apresentação: Em busca de inovação em técnicas didáticas, cada vez mais utiliza-se  jogos e a gamificação em sala de aula como uma aposta para engajar alunos a despertar interesse, participação e autonomia. Essa é uma estratégia pouco difundida na graduação das áreas de saúde se comparado ao ensino básico. O objetivo deste trabalho é descrever as percepções dos alunos da disciplina de “Terapia Ocupacional em Gerontologia" acerca do uso de jogos e gamificação no processo ensino- aprendizagem nesta disciplina. A disciplina contou inicialmente com trêsjogos realizados ao longo do período. Estes foram desenvolvidos pelos monitores da mesma sendo nomeados “Que síndrome geriátrica sou eu?", "Mímica das alterações comportamentais na demência" e quiz com a ferramenta virtual socrative. Posteriormente foi feito também o "jogo da linha do tempo das políticas públicas”. Trata-se de um relato de experiência de abordagem qualitativa. Para a realização de tal, utilizou-se relato dos alunos registrado no último dia de aula da disciplina em março de 2017 e dezembro de 2019, após ter concluído todas as avaliações e as devolutivas (inclusive notas). Os alunos, em anonimato, responderam um questionário referente a disciplina em questão, sendo uma destas perguntas “ Como você percebe as atividades de jogos e gamificação como recurso didático nas aulas teóricas?” As respostas foram categorizadas  em três grandes temáticas convergentes: “melhor aprendizado e mais prazeroso"; “Interação e integração entre os alunos", e “Inserção de mais aulas deste estilo no curso". De maneira geral os discentes expressaram que tais atividades possibilitaram que a aula fosse mais envolvente, dinâmica menos cansativa e mais estimulante estudar os conteúdos teóricos abordados em sala. Sendo assim, a gamificação pode potencializar o nível de atenção e aprendizado, de forma a complementar o conteúdo abordado em sala de aula.

9022 A UTILIZAÇÃO DE INOVAÇÕES METODOLÓGICAS NA FORMAÇÃO DE INSTRUTORES NA ESCOLA TÉCNICA ENFERMEIRA IZABEL DOS SANTOS
Isabel Cristina de Moura Leite, Lucia Cardoso Mourão, Ana Clementina Vieira de Almeida, Lutianni Dias Brazolino, Fabíola Braz Penna

A UTILIZAÇÃO DE INOVAÇÕES METODOLÓGICAS NA FORMAÇÃO DE INSTRUTORES NA ESCOLA TÉCNICA ENFERMEIRA IZABEL DOS SANTOS

Autores: Isabel Cristina de Moura Leite, Lucia Cardoso Mourão, Ana Clementina Vieira de Almeida, Lutianni Dias Brazolino, Fabíola Braz Penna

Apresentação: A modalidade de Educação à Distância (EaD)  vem crescendo de forma acelerada utilizando novas tecnologias de informação e tecnologias educacionais, através do acesso a internet. Algumas escolas e universidades utilizam esta ferramenta em seus processos de educação e formação em diversas áreas do conhecimento para explorar potencialidades dos sujeitos, facilitar comunicação e interações, trocas de experiências e compartilhamento de saberes. O uso de Metodologias Ativas e das Inovações Educacionais favorece o processo de ensino-aprendizagem por meio da interatividade com as pessoas e por ser dinâmica permitem o compartilhamento de saberes contribuindo para a consolidação do Sistema Único de Saúde. Esta experiência foi implementada a partir de uma proposição construída pela autora principal desse estudo, docente da Escola Formação Técnica Enfermeira Izabel dos Santos. Após a identificação da necessidade de qualificação e formação pedagógicas dos futuros instrutores, explicitadas na análise dos dados na Dissertação do Mestrado. Objetivo: O presente relato versa sobre a elaboração e construção coletiva do produto do Mestrado Profissional de Ensino na Saúde, utilizando as Inovações Educacionais na ETIS, junto com seus docentes. Desenvolvimento: Foi construído um espaço da ETIS, na plataforma da Comunidade Prática Virtual (CDP) com o acesso aberto para os instrutores no endereço: https://novo.atencaobasica.org.br/espaco-virtual-etis,  objetivando dinamizar as discussões referentes à educação e metodologias ativas, foram criados fóruns para apoiar os instrutores dos cursos da Escola Técnica, esclarecer dúvidas referentes ao processo formativo e situações vivenciadas em sala de aula. Nesta plataforma também foi postado textos disponíveis em plataformas oficiais que abordem temas sobre educação, vídeos e informações referentes ao tema. Este espaço é interativo, dinâmico, colaborativo e afetivo, visando à melhoria das condições de trabalho, trocas interativas, compartilhamento de saberes e fortalecimento de vínculos entre profissionais de saúde da Escola e colaboradores. A Comunidade de Práticas do SUS (CDP), do Ministério da Saúde (MS) é um espaço online onde gestores e trabalhadores da saúde se encontram para trocar informações e compartilhar experiências sobre seu cotidiano de trabalho. Esses atores formam, assim, uma rede colaborativa, hoje com mais de 45 mil inscritos, voltada para a melhoria das condições de cuidado à saúde da população. Ao dividir uma vivência, o participante desta rede pode inspirar outros trabalhadores, seja seu relato uma reflexão de um enfrentamento com resultados positivos ou não. Isto, porque dificuldades e grandes desafios também revelam, de forma importante, outros caminhos e alternativas a serem seguidos. O projeto foi desenvolvido pelo DAB (Departamento de Atenção Básica, da Secretaria de Atenção à Saúde, do Ministério da Saúde – DAB/SAS/MS) em parceria com o IASIN (Instituto da Atenção Social Integrada), contando com o apoio da OTICS (Observatório de Tecnologias em Informação e Comunicação em Sistemas e Serviços de Saúde) e da Rede de Pesquisa em Atenção Primária à Saúde, aos quais se agregarão outras entidades da sociedade civil. (DAB, 2007). Os conteúdos da Comunidade de Práticas estão relacionados à prática dos profissionais da saúde, de acordo com suas necessidades. Os recursos educacionais são abertos, utilizam a licença Creative Commons: “Atribuição – Uso Não Comercial – Compartilhamento pela mesma Licença (by-nc-sa)”. Os usuários podem modificar, adaptar e criar novas obras a partir da obra original. Os produtos não são e não podem ser utilizados usados para fins comerciais. Para testar a viabilidade do produto elaborado pelos participantes do estudo, foi realizada a formação de instrutores para atuar nos cursos Introdutórios para Agente Comunitário de Saúde (ACS) e Agente de Combate a Endemias (ACE), no município de Cambuci (RJ) no mês de agosto de 2017. Os cursos de Instrutoria teve a carga horária de 20 horas presenciais para discutir os princípios da Metodologia da Problematização e a proposta pedagógica a ser implementada com os profissionais de saúde. Os instrutores foram indicados pelo gestor municipal, o perfil exigido pela Escola para realizar a formação dos profissionais foi: ser portador de diploma universitário, ter experiência e atuar na Atenção Básica de Saúde. Resultado: Foram qualificados 19 instrutores que após a formação, se responsabilizaram pela formação das turmas, em cursos de 40 horas. Foram formadas duas turmas de ACS, totalizando 51 profissionais e uma turma de ACE, totalizando 24 profissionais. Todos ressaltaram a importância da metodologia, o espaço de falas, de reflexões e apresentaram trabalhos criativos no decorrer da formação. Ao final a ETIS certificou os instrutores e alunos. Também foram utilizados como ferramentas para suporte, o E-mail e o celular particular de uma das docentes da ETIS e criado um grupo no WhatsApp com todos os participantes da formação para esclarecer dúvidas. Avaliamos como ponto forte dessa experiência, o suporte aos instrutores após a formação. O desafio que estes enfrentaram foi a postagem de suas experiências na plataforma, por pensarem que era um espaço científico que requeria uma escrita acadêmica. Todos reconheceram a importância da formação realizada, elogiaram as inovações educacionais como um instrumento potente após o curso. Relataram sentimento de segurança em sala de aula com os profissionais recrutados para a formação, de satisfação e reconhecimento do trabalho realizado, e facilidade em acessar a plataforma. Sobretudo, se sentiram valorizados e reconhecidos através da postagem de fotos da turma em todas as etapas, o que favoreceu a interatividade. A partir da experiência exitosa do produto elaborado como resultante da formação de uma das autoras no Mestrado Profissional de Ensino na Saúde, utilizando as Inovações Educacionais, a equipe de docentes da Escola Técnica de Saúde Enfermeira Izabel dos Santos (ETIS), integrante da Rede de Escolas Técnicas do SUS (RETSUS), elaborou dois cursos presenciais de Formação inicial para Cuidador de Idoso em Domicílio, com a carga horária de 60 horas cada, objetivando qualificar profissionais de saúde da Atenção Primária para realizar procedimentos e cuidados à pessoas em domicílio, promovendo qualidade de vida do cuidador e da pessoa cuidada. O curso Formação do Cuidador de Idoso em Domicílio foi realizado na ETIS com aulas no formato de rodas de conversas, utilizando-se a metodologia da Problematização e recurso audiovisual. Durante o curso foi utilizado o Espaço Virtual ETIS na plataforma da Comunidade de Práticas da Atenção Básica como parte das ações de Educação Permanente da Escola para apoiar os profissionais de saúde da Atenção Primária, que estão no processo de qualificação. Durante a dispersão foram disponibilizados textos para leitura com antecedência que embasam a discussão em sala de aula, distribuição de textos complementares e fóruns de discussão para o compartilhamento de saberes e relatos de experiências. Acrescenta-se ainda, como resultante dessa experiência a participação da equipe no primeiro curso de Atualização em Saúde Mental (Crack, álcool e outras drogas) por EaD na plataforma Ambiente Virtual de Aprendizagem do Sistema Único de Saúde (AVASUS) com três turmas no ano de 2018, totalizando 160 alunos de várias regiões do Brasil e com a carga horária de 60 horas. No início de 2019, a plataforma da Comunidade de Prática, foi desativada pelo Ministério da Saúde, sem aviso prévio ou comunicação, não estando mais disponível para o acesso o endereço: https://novo.atencaobasica.org.br/ Considerações finais: Estas vivências foram de extrema importância para avaliar a aplicabilidade do produto construído no Mestrado, trazendo possibilidades para utilização das inovações educacionais nos cursos da Escola.  

9096 RECONTANDO OS CONTOS CLÁSSICOS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Keliane Venacio Cunha

RECONTANDO OS CONTOS CLÁSSICOS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

Autores: Keliane Venacio Cunha

Apresentação: Este trabalho é sobre contar histórias ou contos infantis através de teatro com foco de acrescer a cultura dos alunos da Escola Batista Arco-Íris, no município de Coari-Am, levando em consideração a carência de tais atividades no âmbito escolar, dando aos participantes desse projeto de extensão a alternativa de buscar conhecimentos por meio da cultura, na busca de desenvolver aspectos afetivos e cognitivos das crianças, de diferentes idades, e suas inferências nas representações de histórias. Método: A princípio, houve reuniões com todos os acadêmicos envolvidos no projeto, afim de explicar o objetivo do projeto e a metodologia que seria utilizada durante as apresentações para as crianças. Foram escolhidos quatro contos clássicos pelos alunos, professores, e demais organizadores do projeto   para serem  apresentados através  de dramatizaçoes para os estudantes da Escola Batista Arco-íris. Após a apresentação, ocorreu uma breve apresentação dos discentes para as crianças falando a respeito da moral da história e a importância da prática da leitura. Resultado: Os benefícios atingidos através deste projeto, proporcionou ao público alvo o conhecimento de contos clássicos, o incentivo à leitura, a reflexão a respeito da boa convivência em comunidade, respeito ao próximo, estreitar os laços com a comunidade e proporcionar novas experiências para os acadêmicos fora do âmbito da universidade. Considerações finais: O projeto desenvolveu os aspectos afetivos e cognitivos das crianças, de diferentes idades, e suas inferências nas apresentações de histórias, auxiliando e incentivando a prática da leitura, facilitando assim o repasse de informações a todos os envolvidos com o propósito de ampliar e divulgar a ideia de levar a leitura de contos clássicos a todas as crianças.

9134 TECNOLOGIA EDUCATIVA EM SAÚDE COMO FERRAMENTA DE INTEGRAÇÃO ENTRE ENSINO, SERVIÇO E COMUNIDADE: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Yrochy Saldanha, Georgia Helena de Oliveira Sotirakis, Vitória da Silva Cristiane Leandro da Silva, Carla Camilly Pontes dos Santos, Ana Carla Vilhena Barbosa, Augusto da Costa Pompeu, Bruna Larissa Pinto Rodrigues, Camila Cristina Girard Santos

TECNOLOGIA EDUCATIVA EM SAÚDE COMO FERRAMENTA DE INTEGRAÇÃO ENTRE ENSINO, SERVIÇO E COMUNIDADE: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

Autores: Yrochy Saldanha, Georgia Helena de Oliveira Sotirakis, Vitória da Silva Cristiane Leandro da Silva, Carla Camilly Pontes dos Santos, Ana Carla Vilhena Barbosa, Augusto da Costa Pompeu, Bruna Larissa Pinto Rodrigues, Camila Cristina Girard Santos

Apresentação: Trata-se de um relato de experiência acerca da vivência de discentes do curso de graduação em enfermagem pela Universidade do Estado do Pará (UEPA), sobre tecnologias educativas como forma de potencializar o ensino e a aprendizagem tanto dos acadêmicos, quanto da comunidade. O estudo tem como objetivo apresentar a vivência sobre o desenvolvimento e aplicação de tecnologias educativas em saúde no componente curricular Enfermagem Ginecológica. Desenvolvimento: para compor o processo de avaliação dos discentes, foi proposto a abordagem do tema “violência contra a mulher” por meio da construção de uma tecnologia educativa que discutisse os tipos de violência contra a mulher, o ciclo de violência, sinais de abuso, rede de apoio e a quais os órgãos recorrer em casos de violência. Foi concedida liberdade artística para a criação da tecnologia de educação em saúde, a abordagem escolhida foi a composição de uma paródia em forma de mídia audiovisual. Resultado: A tecnologia foi apresentada em sala de aula para a docente responsável pelo componente curricular e para os demais discentes, bem como, divulgado através das redes sociais para alcançar a comunidade e demais servidores. A atividade foi vista como inovadora pelos acadêmicos, servidores e comunidade por envolver uma forma diferente de aprender e educar, pautada no estímulo à construção do conhecimento através de metodologias ativas e na educação em saúde de uma forma mais atual com capacidade de alcançar diversas pessoas. Considerações finais: A enfermagem tem, entre muitas áreas de atuação, o papel de educar, por tanto é necessário a constante busca por metodologias que permitem a construção do conhecimento de forma ativa, coletiva e não a sua simples transmissão. As tecnologias educativas possibilitam uma abordagem inovadora do conhecimento, estimulando um processo contínuo de aprendizagem, valorizando as práticas de educação em saúde, bem como a integração ensino/serviço/comunidade.

8874 A PROPOSTAS DE ATIVAÇÃO DE MUDANÇAS E AS REFLEXÕES SOBRE AS QUESTÕES DE GÊNERO E RAÇA: AS OFICINAS TEMÁTICAS ENQUANTO POSSIBILIDADES DE AÇÃO
Samuel Gonçalves Pinto, Adriane Neves da Silva, Erida Aparecida José da Silva

A PROPOSTAS DE ATIVAÇÃO DE MUDANÇAS E AS REFLEXÕES SOBRE AS QUESTÕES DE GÊNERO E RAÇA: AS OFICINAS TEMÁTICAS ENQUANTO POSSIBILIDADES DE AÇÃO

Autores: Samuel Gonçalves Pinto, Adriane Neves da Silva, Erida Aparecida José da Silva

Apresentação: Ao se pensar na possibilidade de Ativação para Mudanças, nos vêm à tona cenários, personagens e relações, envolvimentos esses que se processam num dado tempo e espaço, pautado por desejos, anseios e com objetivos bem definidos, levando a diferentes sensações. Esse sujeito que vivencia esse momento traz consigo suas experiências, angústias e anseios, bem como seu modo de viver, seus costumes, enfim, suas marcas. Marcas construídas histórica e culturalmente, que revelam gostos e preferências. Essa incursão metodológica, propõe ressignificação de sentidos, dando forma às relações que podem ocorrer e se processar, quebras de paradigmas, propondo olhares outros sobre as práticas. Objetivo: relatar a experiência do processamento de relatos de prática sobre ativação de processos de mudança, com vistas a contribuir para a abordagem do gênero nas dimensões do ensino, do cuidado e da gestão. Desenvolvimento: Pensamos que, ao apresentar a perspectiva interseccional (raça classe e gênero), por meio do relato do processamento de relatos da prática, instigando e a criação de uma questão de aprendizagem que promova a construção desse diálogo, esperamos contribuir com a formação dos profissionais de saúde em sua integralidade. Ao propor a oficina os autores pretendem compartilhar a utilização de relatos da prática como ferramenta de ensino, em que buscou a utilização das metodologias ativas e tecnologias digitais para promoção do diálogo e construção de novos significados sobre a temática apresentada. Trabalhar conteúdos sobre gênero e raça, na perspectiva da ativação de mudanças, promove a diálogo e construção coletiva e favorece o aprendizado dos alunos, pois nas relações nas unidades de saúde existem barreiras que distanciam a população do cuidado e invisibilizam as demandas e especificidades reais apresentadas. Considerações finais: Além de possibilitar a aproximação dos alunos com as situações do dia a dia, contribuindo para o desenvolvimento de um pensar crítico-reflexivo e participativo. A efetividade das políticas de saúde nem sempre são levadas em consideração quando os usuários procuram os serviços de saúde, e a experiência de refletir as situações reais que atravessam diariamente a unidades contribuem para a formação e aperfeiçoamento.

9180 CAFÉ COM ATENÇÃO PLENA: CONVERSAS SOBRE MINDFULNESS NO SUS
Débora Silva Teixeira, João Carlos de Carvalho Meiga, Kali Vênus Alves, Sandra Lúcia Fortes

CAFÉ COM ATENÇÃO PLENA: CONVERSAS SOBRE MINDFULNESS NO SUS

Autores: Débora Silva Teixeira, João Carlos de Carvalho Meiga, Kali Vênus Alves, Sandra Lúcia Fortes

Apresentação: As práticas de Atenção Plena (Mindfulness) são hoje reconhecidas como intervenções de promoção e cuidado em saúde mental com grande potencial, ainda que com poucas experiências de implementação nos sistemas públicos de saúde. O Café com Atenção Plena é parte um projeto interdisciplinar da UERJ criado para fortalecer as práticas de Mindfulness nos seus diversos modelos e compartilhar a ciência aplicada nas práticas e as experiências adquiridas no SUS. O projeto é baseado em encontros a cada três meses cujo palestrante convidado aborda temas relevantes associados ao Mindfulness e aprofunda a discussão com o público. Antes da palestra sempre é realizada uma prática breve conduzida pelo palestrante e após a explanação do tema há o debate juntamente com um lanche colaborativo. Os temas desenvolvidos desde 2017 perpassam por Compaixão e autocompaixão, Mindfulness e educação, prevenção de recaída baseada em Mindfulness pelo protocolo MBRP, Mindfulness e terapia cognitiva pelo protocolo MBCT e experiências e manutenção com grupos de Mindfulness na APS e no SUS. Foram realizados 12 encontros entre 2017 e 2019. Os palestrantes convidados fazem parte da rede de parcerias internas do projeto, tais como o DMIF e FEnf- UERJ, e externas, como a  UNIFESP e SMS. Essas parcerias permitem o aprofundamento teórico, a troca de experiência local das práticas, além de fortalecer a aproximação interinstitucional atingindo um público-alvo composto por profissionais, estudantes de graduação e pós-graduação da área de saúde (médicos, psicólogos, educadores físicos, enfermeiros) e usuários do SUS. Ao proporcionar aos discentes, docentes e  a comunidade externa a possibilidade de ter acesso à estas diferentes experiências, o projeto fortalece a universidade como local de implantação e desenvolvimento de pesquisa e mantendo o compromisso social com a população.

9191 “CAPACITAÇÃO EM LIBRAS PARA PROFISSIONAIS EM SAÚDE COMO GARANTIA A PROMOÇÃO DE SAÚDE DA PESSOA SURDA”
LUDMILA VEIGA FARIA FRANCO, DILVANI OLIVEIRA SANTOS, KAREN DE JESUS OLIVEIRA

“CAPACITAÇÃO EM LIBRAS PARA PROFISSIONAIS EM SAÚDE COMO GARANTIA A PROMOÇÃO DE SAÚDE DA PESSOA SURDA”

Autores: LUDMILA VEIGA FARIA FRANCO, DILVANI OLIVEIRA SANTOS, KAREN DE JESUS OLIVEIRA

Apresentação: É mister a urgência na capacitação e preparo dos profissionais em saúde para atendimento em Língua Brasileira de Sinais- Libras da comunidade surda. Mesmo após anos de promulgação e oficialização da Lei de Libras nº 10.436/02 que a reconhece como forma de comunicação e expressão, ainda é evidente em nossa  sociedade, nos mais diversos setores, educação, justiça e também na saúde, a prevalência de mitos referentes a Libras e a pessoa surda. Isso é devido a não valorização do status linguístico já alcançado pela mesma, falta de informação e ineficiência das Leis. O que dificulta o atendimento acessível nos espaços em especial os de atendimento em saúde com autonomia pela pessoa surda. Além disso, muitos surdos  encontram-se restritos quanto ao seu direito constitucional de acesso e atendimento em saúde com qualidade, igualdade e equidade, ficando muitos desses dependentes de apoio, ajuda de vizinhos, amigos e familiares ou submetendo-se a atendimentos sozinhos, com risco de não serem compreendidos ainda na recepção ao preencher a ficha de cadastro e atendimento. Isso deve-se, a Libras ser uma língua visual gestual com características distintas das línguas orais, além do fato de que no Brasil, nem todos os surdos tiveram acesso a língua oral sendo portanto oralizados, e/ ou escrita Português. Uma vez que, o Português deveria ser a segunda língua destes, e portanto não deveria ser uma preocupação, pois o direito a comunicação em sua língua deveria ser respeitado e ofertado. Ademais, atendimentos em saúde são de extrema relevância e seriedade, pois falhas no entendimento, prescrição e/ou em orientações, podem ser até mesmo fatais ao paciente. Ainda assim, pensar em saúde nos remete antes de tudo a prevenção e promoção destas, o que nos aponta a uma comunicação sem ruídos e falhas. Diante desta problemática aos quais encontra-se inserida a comunidade surda, surge a proposta do “Minicurso Libras & Saúde” direcionado especificamente aos profissionais que trabalham ou trabalharão direta e indiretamente em serviços de saúde. O curso tem como objetivo, desmistificar conceitos referentes a Libras e a pessoa surda, conscientizar os profissionais quanto a necessidade de preparo e aprendizagem das especificidades de uma língua visual, mostrando com isso diferentes formas de comunicação entre surdos e ouvintes, despertar o profissional para a necessidade de compreensão das mais variadas formas de comunicação facial e corporal, além de ensino da língua através dos sinais básicos necessários para recepção e também para primeiro atendimento do paciente surdo, possibilitando a comunicação através de sinais e estratégias linguísticas próprias de uma língua visual gestual. A seguinte proposta conta com aulas expositivas e presenciais, com apoio de recursos visuais e tecnológicos, além de uso de jogos para ensino e compreensão da língua. A metodologia empregada é a pesquisa- ação com vista a colaboração prática de seus participantes que através de diagnóstico de suas ações e experiências agregam conhecimento, avaliam, e produzem reflexão criando estratégias de aprendizagem e planejam futuras práxis. Sendo assim, diante dos cursos já ministrados podemos perceber que os resultados mostram desconhecimento por maior parte dos alunos quanto as questões referentes a Libras e a pessoa surda. Com o uso de questionário prévio, os participantes responderam algumas perguntas as quais mostram que a  maioria destes acreditam ser Libras, uma linguagem, ou a língua dos surdos, desconhecendo seu status linguístico de língua, o que sem dúvidas iguala às demais línguas, sejam elas orais ou de sinais, apenas destacando suas particularidades gramaticais. Ademais, acreditam ser a Libras, uma língua universal, não atentando para as especificidades e cultura agregadas a questões nacionais e próprias de um povo/ uma nação. Bem como, entendem ser esta uma língua que apresenta unidade, o que de fato comprova a não percepção desta como língua e anula qualquer interferência quanto a sua regionalização. Outrossim, quanto a oficialização da língua, a maior parte dos alunos ainda não sabem que a mesma já aderiu status de língua reconhecido oficialmente por legislação própria e regulamentação por Decreto lei. Igualmente, a maioria dos alunos acreditam ser a Libras uma versão do português em sinais, não se atentando para as questões linguísticas de uma língua visual. O que pode influenciar no mito de que os surdos são fluentes na língua escrita oral do país, no caso,  o português, colaborando para que muitos confiem na estratégia da escrita para comunicação nos atendimentos. Outrossim, com a pesquisa confirmou o desconhecimento quanto a nomenclatura correta referente aos que possuem limitação sensorial total da audição, parte do grupo pesquisado acredita ser o termo correto, surdo mudo e outra  parte, deficiente auditivo. Conceitos simples e de grande valia para luta da comunidade surda ainda é desconhecida pela sociedade. O uso correto de nomenclatura mostra respeito e entendimento quanto as necessidades deste grupo. Uma das conquistas alcançadas pela comunidade surda é a acessibilidade comunicacional, está podendo ser realizada através de tradução e interpretação para Libras, porém dentre o grupo investigado, percebeu-se que existe equívoco em julgar as profissões de tradutor intérprete de Libras e professor de Libras sendo iguais. Para estes, ambos podem e realizam  as mesmas funções. Não distinguindo as potencialidades e capacidades profissionais distintas e exigências legais para exercício delas. Semelhantemente é de se estranhar que mesmo após dezoito anos de promulgação de lei, apenas 1 aluno já teve contato com a língua. O que nos confirma a grande urgência em capacitação destes profissionais, e nos faz refletir sobre a necessidade de políticas públicas para oferta de cursos e capacitação na língua de sinais em cursos técnicos e superiores de saúde no nosso país, além de fiscalização referente a implementação da Lei quanto a capacitação de profissionais de redes públicas e privadas de saúde quanto a capacitação e formação destes profissionais para uso da Libras. Dessa forma, é inadiável a oferta do minicurso Libras & Saúde aos profissionais que trabalham direta ou indiretamente com atendimento em Saúde, uma vez que a comunidade surda carece de serviço acessível e informação precisa em seus   atendimentos em saúde, tal ação tem como objetivo  proporcionar igualdade e equidade na promoção de saúde desta minoria linguística de nosso país através da acessibilidade comunicacional em Libras.

9226 USO DA GAMIFICAÇÃO COMO ESTRATÉGIA PARA ESTIMULAR A FORMAÇÃO EM SAÚDE MENTAL NO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM
Ana Lamdin Carvalho, Ândrea Cardoso de Souza

USO DA GAMIFICAÇÃO COMO ESTRATÉGIA PARA ESTIMULAR A FORMAÇÃO EM SAÚDE MENTAL NO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM

Autores: Ana Lamdin Carvalho, Ândrea Cardoso de Souza

Apresentação: O ensino da educação superior em saúde passa por transformações para atender às necessidades de uma formação acadêmica, que corresponda aos princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde. As Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de graduação em enfermagem, ressaltam que deverá ter um projeto pedagógico, construído coletivamente, centrado no aluno e que adote as metodologias ativas de aprendizagem. Sendo assim, o uso de estratégias lúdicas é essencial, pois busca motivar o processo, chamando a atenção para o assunto a ser abordado e proporcionando discussão à cerca da atividade entre todos os participantes. Os jogos educativos, se constituem como mais uma opção pedagógica, pois são capazes de contribuir para a construção de novos conhecimentos. A gamificação está dentro das estratégias de metodologias ativas, que consiste no uso de elementos de jogos como regras, recompensas, narrativa, entre outros em produções, a fim de motivar e aumentar a atenção do usuário para aquele assunto. O objetivo deste relato constituiu-se em narrar a experiência desenvolvida por uma monitora para incentivar a formação em saúde mental dos acadêmicos de enfermagem sobre o funcionamento da Rede de Atenção Psicossocial por meio da tecnologia com a construção de um jogo de Role-Playing Game (RPG) para computador. Foi elaborado um RPG com fins pedagógicos para ser usado durante uma disciplina do curso de enfermagem, na área de saúde mental em uma universidade federal, no ano de 2019. Para a elaboração do jogo, na perspectiva de um material didático pedagógico, adotou-se o programa Role-Playing Game Maker (RPG Maker) e GNU Image Manipulation Program (GIMP) na construção do jogo para computador no modelo RPG. A narrativa do jogo utilizou como base a portaria 3088 de 23 de dezembro de 2011 do Ministério da Saúde que institui a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), pois o conteúdo possibilita conhecer os serviços substitutivos em saúde mental, bem como suas definições, características e a quem se destinam. O jogo “Rede de Atenção Psicossocial: onde buscar auxílio”, apresenta os serviços da RAPS e a cada serviço o jogador se depara com uma questão que ao responde-la corretamente é atribuída uma pontuação e garante sua participação na etapa seguinte. Foi realizado um pré-teste com 7 alunos que identificaram dificuldades do percurso e posteriormente após os ajustes foi apresentado aos 16 alunos matriculados na disciplina no segundo semestre de 2019. Com base nas narrativas apresentadas pelos alunos, o jogo permitiu que estes se dedicassem a leitura do conteúdo que geralmente era tido como maçante e de difícil compreensão de forma leve e dinâmica, o que corrobora para a adoção do jogo como ferramenta pedagógica. Faz-se necessário a adoção de metodologias ativas que estejam mais próximas da vida dos acadêmicos e dessa maneira, estimular a corresponsabilização por sua formação. No campo de saúde mental isso adquire ainda mais destaque visto que poucos alunos manifestam interesse pela temática em virtude dos estigmas e preconceitos que ainda cercam a loucura.

9237 APRENDIZAGEM ATIVA E PROTAGONISMO DISCENTE: EXPERIÊNCIA DE SALA DE AULA INVERTIDA NO ENSINO DE BIOQUÍMICA NA GRADUAÇÃO
William Pereira Santos, Fernando Teixeira Gomes, Alcindo Antônio Ferla

APRENDIZAGEM ATIVA E PROTAGONISMO DISCENTE: EXPERIÊNCIA DE SALA DE AULA INVERTIDA NO ENSINO DE BIOQUÍMICA NA GRADUAÇÃO

Autores: William Pereira Santos, Fernando Teixeira Gomes, Alcindo Antônio Ferla

Apresentação: Nos últimos vinte anos, intensificaram-se os debates sobre o ensino da saúde, com mudanças relevantes no que se refere às políticas para a aprendizagem e na incorporação de cenários diversificados para o ensino. Entretanto, o modelo vigente de ensino é ainda tradicional, o que torna o ensino escolar sistemático, monótono, uniforme e propício à adaptação, com muito baixo potencial de produção de capacidades profissionais críticas e transformadoras. Diante dessas inconsistências, o método de “sala de aula invertida”, também conhecido como flipped classroom, é considerado uma metodologia ativa efetiva. Nesse método, há inversão de papéis de professor e aluno. Nessa perspectiva pedagógica, o aluno dinamiza a aprendizagem a partir da integração, tornando-se construtor ativo do conhecimento no processo de aprendizagem. E o professor atua mais como um orientador/mediador, incitando a aprendizagem, inspirando e envolvendo os alunos, permitindo tempo e espaço da aula para realização de atividades mais ativas, mais práticas, tornando os conteúdos teóricos mais envolventes e acessíveis, centrados no aluno e em casos reais. Nesse modelo, o papel do professor muda porque o processo, os recursos e o perfil do aluno também mudam. No Brasil, porém, esse método ainda é pouco difundido. Construímos esse relato com base na experiência vivida por dois dos autores no ensino de Bioquímica e um debatedor externo. O objetivo do manuscrito é compartilhar a experiência e o conhecimento acumulado na reflexão feita a partir da mesma. O compartilhamento feito aqui refere-se exclusivamente às aprendizagens feitas pelos atores envolvidos na produção do manuscrito. O "caso" da sala de aula invertida no ensino de bioquímica: A formatação pedagógica de sala de aula invertida foi aplicada na disciplina de Bioquímica, ministrada no 3° período do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas, em uma instituição de ensino no Estado de Minas Gerais, no primeiro semestre de 2019. A disciplina é dividida em parte teórica, ministrada pelo professor titular, e parte prática, conduzida pelos alunos que, semanalmente, apresentaram uma aula prática de tema preestabelecido que contemplava práticas laborais de professores de Ciências/Biologia e profissionais biólogos, permitindo condições para alcançarem os objetivos da disciplina. As atividades práticas conduzidas pelo grupo instrutor foram estruturadas em três momentos: “antes da aula” (planejamento), “durante a aula” (execução) e “depois da aula” (reflexão). Resultado: Um desafio inicial foi o planejamento da disciplina como um todo no desenho pedagógico proposto, uma vez que se trata de conteúdos com alto grau de especialização e com forte tradição de transmissão vertical. Entretanto, a etapa foi superada com o empenho e a participação dos diferentes atores. Os temas das atividades atenderam ao propósito de ensinar procedimentos práticos de Bioquímica que permitiam conhecer sua aplicação no cotidiano dos mais diversos ramos, como ambiental, analítico, científico, clínico e industrial, identificando princípios bioquímicos norteadores numa perspectiva participativa. No momento inicial, de preparação da aula prática, o grupo instrutor realizou um estudo prévio extraclasse do conteúdo proposto. Além do estudo, os alunos testaram os procedimentos da técnica utilizando o Roteiro de Atividades e os recursos materiais do laboratório. Com relação a proposta da atividade em grupo, o planejamento da aula requer trabalho de forma colaborativa. Com a sala de aula invertida aumenta-se a responsabilidade no que cerne ao processo de aprendizagem que, em razão do esforço individual e/ou coletivo, será alcançado o sucesso no ensino. Essa etapa aproxima o sujeito do objeto num processo que consiste em construir o conhecimento. Nessa perspectiva, um rol de habilidades socioemocionais é construído, ressaltando habilidades de comunicação, organização, trabalho em equipe, solução de problemas e colaboração de ideias - aspectos importantes para obterem sucesso em um mercado de trabalho. No momento subsequente, as atividades práticas concentraram-se no laboratório de Bioquímica e ocorreram em grupo, permitindo diálogo entre os atores e conteúdo mais dinâmico, contrapondo à condição estática como no modelo tradicional de ensino. Essa etapa é importante, pois condiciona que os alunos se tornem mais interessados e engajados. Estas características são, por sinal, importantes para a sociedade contemporânea que requer um novo tipo de indivíduo, autônomo, criativo, crítico e reflexivo, capaz de se adaptar às situações novas, sempre pronto a aprender. Por se tratar de um curso de licenciatura, esta etapa foi importante para o aluno instrutor experimentar a docência, encarando o desafio de transmitir conteúdos, esclarecer dúvidas, comunicar com professor e aluno, supervisionar e auxiliar nas atividades práticas e administrar o tempo da aula. O último momento da atividade consistiu na apresentação e discussão dos resultados e associação aos conteúdos teóricos. Instigado pelo professor, cada grupo apresentou os resultados, expondo êxitos e dificuldades. No método de sala de aula invertida, o professor interage mais com os alunos. Assim, à medida que os grupos participavam, o professor elucidava o tema, melhorando a compreensão do conteúdo, chegando aos conceitos que decorrem; além de verificar as dificuldades que os alunos encontraram no material didático e no referencial teórico. Essa conduta vai ao encontro às discussões apresentadas na revisão de literatura sobre sala de aula invertida, que mostram que o papel dos alunos e dos professores e as abordagens são cruciais para o sucesso da aplicação do modelo. Desse modo, assim como aponta Paulo Freire sobre a proposta de interação, o professor não seria mais o catalisador do saber e da atenção, mas integrador e mediador. Quanto à atividade de construção de relatório, o professor estimulou a turma a traçar uma associação da aula prática à vida real ao resgatar os conceitos adquiridos, assumindo, assim, papel de orientador. O diálogo e a participação efetiva dos diferentes atores, nas diversas etapas do procedimento prático, foram condições importantes para a construção do conhecimento, pautada na observação e no compartilhamento. Esta construção coletiva foi alinhavada na metodologia ativa cuja centralidade está em conceder protagonismo ao aluno, ampliando as condições de resolutividade, inexistente no modelo tradicional de ensino. Considerações finais: O manuscrito compartilha a descrição de uma experiência com o objetivo de aprofundar a compreensão teórica de uma situação que emergiu da prática profissional, no caso a experiência da sala de aula invertida no ensino da Bioquímica. Face às necessidades de transformações que vêm ocorrendo no ensino, caracterizadas por mudanças metodológicas e epistemológicas, acredita-se que a construção do conhecimento seja otimizada com a aplicação da “sala de aula invertida”, uma vez que esse formato pode estimular o hábito de estudo e a busca de informações. A aprendizagem ativa é promovida por metodologias de ensino que mobilizem os alunos e que produzam interfaces importantes entre teoria e prática, mas também entre a aprendizagem colaborativa e o desenvolvimento do trabalho. Na literatura e na experiência vivenciada, o diálogo entre os resultados obtidos na atividade prática e o contexto, mediado por uma parceria colaborativa entre grupo instrutor e professor, sob a proposta crítico-reflexivo desencadeada pela metodologia ativa de “sala de aula invertida”, transformou o panorama do ensino, melhorando o processo de aprendizagem. No caso concreto da experiência relatada, o fazer pedagógico refletido, onde a experiência não apenas foi implantada, mas analisada, debatida e posta a dialogar com a literatura, desenvolveu a capacidade didática dos atores envolvidos e mostrou que a aprendizagem ativa é expressão válida também para a gestão da aprendizagem em sala de aula na graduação e numa disciplina bastante especializada.  

9273 GRUPO DE VERBALIZAÇÃO X GRUPO DE OBSERVAÇÃO (GVXGO) COMO METODOLOGIA ATIVA NA DISCIPLINA DE DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA DA UFF
Benedito Carlos Cordeiro, MONIQUE ARAÚJO DE BRITO

GRUPO DE VERBALIZAÇÃO X GRUPO DE OBSERVAÇÃO (GVXGO) COMO METODOLOGIA ATIVA NA DISCIPLINA DE DEONTOLOGIA FARMACÊUTICA DA UFF

Autores: Benedito Carlos Cordeiro, MONIQUE ARAÚJO DE BRITO

Apresentação: As Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) mais recentes do Curso de Graduação em Farmácia recomendam a utilização de metodologias ativas de ensino na organização e desenvolvimento do Curso – centradas na aprendizagem do estudante. Nesse sentido, desde 2014 os Conselhos de Farmácia, Federal e Regionais, estimulam o uso dessas estratégias em sala de aula. Várias são as metodologias ativas que podem ser empregadas como estratégias de ensino-aprendizagem, entre eles a produção de mapas conceituais, portfólio reflexivo, Grupo de Verbalização X Grupo de Observação (GVxGO), aprendizagem baseada em equipe (Team-based learning, TBL) e júri simulado. O objetivo desse relato é descrever a utilização da técnica GVxGO como metodologia ativa de aprendizagem na disciplina de Deontologia Farmacêutica do curso de Graduação da Faculdade de Farmácia da UFF. A metodologia GVxGO consiste na divisão dos alunos em dois subgrupos: GV = grupo de verbalização e GO = grupo de observação. Dentro do GO os alunos devem possuir material de anotação, para anotarem principais tópicos sobre o tema e formularem questões. Para o GV deve-se escolher um coordenador para organizar as falas do grupo. Monta-se dois círculos na sala: o GV fica no círculo interno e o GO  no círculo externo. O primeiro grupo é o que irá discutir o tema na primeira fase, e o segundo observa e se prepara para substituí-lo. Na segunda fase, o primeiro grupo observa e o segundo discute. Como temas de leitura e discussão, selecionou-se a Resolução CFF 585 de 2013, que regulamenta as Atribuições Clínicas do farmacêutico e a Resolução CFF 586 de 2013, que regula a Prescrição farmacêutica. A técnica permite a análise de conteúdo de um assunto-problema e sua discussão, bem como estimula a capacidade de observação e de julgamento dos participantes e desenvolve habilidades de liderança. O professor deve estimular a participação geral do grupo. Os estudantes comentaram que gostaram muito da atividade, que ela os motivou a ler as legislações e a estudar para aprender. Eles destacaram que preferem atividades como essa a uma aula tradicional, em que o professor fala, expondo o conteúdo, e eles ficam passivos.

7732 ELABORAÇÃO DE INSTRUMENTO AVALIATIVO EM RELAÇÃO A ADESÃO DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE ÀS FICHAS DE NOTIFICAÇÃO PARA A PROMOÇÃO DA SEGURANÇA DO PACIENTE.
Nayla Rayssa Pereira Quadros, Glenda Roberta Oliveira Naiff Ferreira, Bianca Gomes Do Carmo, Amanda Gabrielly Miguel Rocha, Juliana Sousa De Abreu

ELABORAÇÃO DE INSTRUMENTO AVALIATIVO EM RELAÇÃO A ADESÃO DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE ÀS FICHAS DE NOTIFICAÇÃO PARA A PROMOÇÃO DA SEGURANÇA DO PACIENTE.

Autores: Nayla Rayssa Pereira Quadros, Glenda Roberta Oliveira Naiff Ferreira, Bianca Gomes Do Carmo, Amanda Gabrielly Miguel Rocha, Juliana Sousa De Abreu

Apresentação: No Brasil, a segurança do paciente foi instituída em 2013, por meio da Resolução nº 36, de 25 de julho, esse dispositivo legal estabeleceu aos serviços de saúde a obrigatoriedade na elaboração e implantação do Plano de Segurança do Paciente em Serviços de Saúde, estabelecendo ao Núcleos de Segurança do Paciente a responsabilidade de monitorar os incidentes e eventos adversos. A forma mais adequada da equipe conseguir identificar os casos de eventos adversos (EA) é por meio da notificação dos casos para a captação e processamento de informações da problemática dos estabelecimento de saúde e, consequentemente, trabalhar estratégias educativas para reduzir sua ocorrência. São exemplos de eventos adversos hospitalares comuns: erros com a prescrição médica, administração e preparo de medicamentos, distribuição inadequada dos fármacos pela farmácia, equipamentos e materiais que geram dano ao paciente, queda do paciente, identificação inadequada do paciente, úlceras por pressão. Entretanto, ainda há dificuldades na incorporação da cultura de segurança do paciente no Brasil, contribuindo para graves consequências ao usuário, ao profissional e instituição, como o óbito prematuro, prolongamento do tempo do paciente na unidade de internação, o monitoramento ininterrupto, danos que resultam em incapacidades temporárias ou permanentes, aumento dos custos da internação hospitalar, a necessidade de intervenção terapêutica e diagnóstica, aumento da quantidade de medicamentos e ausência no ambiente social. Além dos danos físicos, podemos citar o sofrimento psíquico decorrente do estresse da hospitalização prolongada e da ocorrência de eventos não relacionados à evolução natural da doença de base. Objetivo: Desenvolver um instrumento de coleta de dados com a finalidade de realizar o diagnóstico da realidade e a delimitação da problemática quanto à não adesão de profissionais à notificação de eventos adversos. Desenvolvimento: Trata-se de um relato de experiência vivenciado por acadêmicas de Enfermagem do quinto semestre da Universidade Federal do Pará, durante o primeiro semestre de 2019, a respeito da construção de um questionário semiestruturado sobre a não notificação dos eventos adversos em um Hospital Universitário de referência no Pará. No processo de desenvolvimento da ferramenta de coleta de dados foi utilizado a ferramenta 5WH2 como instrumento organizacional. Destaca-se que o projeto de criação do instrumento de coleta de dados foi iniciado pelo diagnóstico da realidade, sendo que por meio da visita técnica foi percebido que não há, em vários dos setores do hospital, fichas de notificação de eventos adversos, com exceção do bloco cirúrgico, além disso, em entrevista com a enfermeira responsável pela gerência dos casos de eventos adversos e segurança do paciente foi identificada a necessidade em saber os motivos pelos quais muitos profissionais não notificam, mesmo existindo uma ficha no bloco cirúrgico, que deveria ser também aplicada aos demais setores do hospital. Diante da realidade encontrada, foi identificada como problemática a falta de adesão dos profissionais as fichas de notificação de eventos adversos o que resultou no direcionamento do processo de teorização sobre Eventos Adversos (EA) e fatores que podem interferir para a não adesão dos profissionais as notificações. Com base nesse estudo, foi desenvolvido um questionário como instrumento de coleta de dados para o discernimento sobre os principais motivos que podem estar interferindo para os profissionais do hospital não realizarem tal prática. Resultado: O processo de elaboração das perguntas do questionário aplicado aos profissionais de saúde iniciou com a realização de uma revisão de literatura em bases de dados sobre a segurança do paciente, eventos adversos e instrumentos de notificação, evidenciando a partir dos resultados dos artigos, as principais dificuldades envolvidas na falta adesão de notificações de eventos adversos e que corroboram para a permanência da problemática. A partir disso, o questionário foi dividido em etapas, inicialmente buscando identificar a profissão, setor e tempo de serviço além de abordar o conhecimento dos profissionais sobre a distribuição e existência de fichas específicas para as notificações no hospital. Em seguida, o questionário indaga se os profissionais já realizaram alguma notificação no referido hospital e quais os principais entraves encontrados para a manutenção desta prática para aqueles que respondessem sim à este item (não adesão da equipe, desconhecimento, falta de incentivo, falta de estrutura e falta de tempo). Ademais, aos profissionais que não realizavam notificações, buscou-se destacar quais os principais motivos da não adesão (o desconhecimento, a insegurança, o medo da punição, necessidade de realização dessa prática, nunca presenciou a ocorrência de eventos adversos, comunicação verbal mais eficiente, falta de tempo, falta de comunicação entre os profissionais, função apenas da equipe de enfermagem, função apenas do enfermeiro, discordância sobre o processamento de dados e desconhecimento sobre o que são eventos adversos). Por fim, uma parte do instrumento foi destinada a escolha dos eventos adversos que precisam ser notificados, a partir do conhecimento e opinião dos profissionais e a visão dos mesmos sobre a importância de realização das notificações. Considerações finais: Com a construção desse instrumento de coleta de informações foi possível compreender os principais motivos para a não notificação de eventos adversos o que compromete a segurança do paciente, proporcionando um diagnóstico da realidade o qual busca posteriormente a intervenção com ações educativas com foco na necessidade específica do serviço. Com isso, a intervenção possibilitou a ampliação do olhar das acadêmicas quanto a importância do profissional enfermeiro no processo de notificação, pois o mesmo dentro da equipe de enfermagem desenvolve habilidades de liderança ao incentivar a prática de notificar, por meio de ações educativas, visando a atualização da equipe quanto às situações que devem ser notificadas, de quando e como notificar. Ademais, o uso de ferramentas organizacionais no processo de trabalho do enfermeiro como gestor na saúde é crucial para a organização do serviço, pois atua diretamente no fluxo de informações, comunicação dentro da equipe multiprofissional abordando as necessidades do serviço, avaliação do cuidado e desenvolvimento de intervenções. Portanto, a elaboração do questionário desenvolveu o senso crítico e reflexivo das acadêmicas sobre o papel do Enfermeiro na gerência e frente à segurança do paciente durante o processo de criação do instrumento de diagnóstico da realidade dentro da Rede de Atenção à Saúde no SUS, além de ter propiciado este momento de importante reflexão sobre a importância do ato de notificar aos profissionais que participaram da coleta de dados, estimulando assim que a prática seja efetivada no local.

9952 O USO DE TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS PARA O ENSINO DE SEGURANÇA DO PACIENTE CIRURGICO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DO DIA MUNDIAL DA SEGURANÇA DO PACIENTE
Júlia Darte Martins, Lilia Dias Santana de A. Pedrada, Ana Karine Ramos Brum, Érica Brandão de Moraes, Claudia Messias Messias

O USO DE TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS PARA O ENSINO DE SEGURANÇA DO PACIENTE CIRURGICO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DO DIA MUNDIAL DA SEGURANÇA DO PACIENTE

Autores: Júlia Darte Martins, Lilia Dias Santana de A. Pedrada, Ana Karine Ramos Brum, Érica Brandão de Moraes, Claudia Messias Messias

Apresentação: O Centro cirúrgico é um cenário com uma dinâmica particular, onde a pressão pelo tempo, resultados e práticas complexas e interdisciplinares marcam o cotidiano. O estresse e aceleração do trabalho agravam este ambiente, aumentando a susceptibilidade a ocorrência de eventos adversos. Muitas vezes trata-se de um ambiente estressante e hostil devido a demanda de tarefas, o que estimula o silêncio e o distanciamento entre a equipe multidisciplinar e o paciente, se transformando em um local com muitos riscos. Esses riscos são uma realidade presente na assistência cirúrgica e cabe às equipes envolvidas no processo propor estratégias e estabelecer barreiras para garantir a segurança do paciente. As reflexões a respeito da segurança do paciente surgem com Hipócrates, o pai da medicina, que já trazia a prática segura como conceito básico para as práticas médicas. Posteriormente Florence Nightingale organizou o cuidado, tornando-o mais seguro. No decorrer dos séculos, dúvidas e incertezas maiores foram aparecendo, exigindo ações mais específicas e pontuais para o cuidado seguro e que acompanhasse o desenvolvimento tecnológico. Proporcionar segurança ao paciente significa reduzir, a um mínimo aceitável, o risco de danos desnecessários nos cuidados de saúde, considerando a somatória dos recursos humanos e materiais e o contexto em que a ação foi tomada, diante do risco de não tratamento ou de outro tratamento. Trata-se, então, de reduzir atos inseguros nos processos assistenciais e usar as melhores práticas descritas, de forma a alcançar os melhores resultados para o paciente. A visita pré-operatória de enfermagem já foi, por diversos estudos, identificada como mecanismo de assistência eficaz. Ela pode ser considerada como um poderoso instrumento para se prestar assistência adequada e, a capacitação de profissionais nesta prática é uma forma de disseminar a cultura de segurança do paciente cirúrgico. Essa capacitação para atividades específicas é uma questão que deve estar na formação do profissional enfermeiro seja na graduação ou pós-graduação. Objetivo: Descrever a experiência e os resultados do uso de tecnologias educacionais para o ensino da segurança do paciente em alunos de enfermagem durante o Dia Mundial da Segurança do Paciente.  Método: O local de realização do estudo foi no hall de entrada de uma faculdade de enfermagem em Niterói. A proposta inicial do trabalho foi comemorar o Dia Mundial da Segurança do Paciente e aproveitar esse momento para sensibilizar os alunos sobre o cuidado seguro. Foram apresentados os cuidados de enfermagem no ambiente hospitalar, dando ênfase à meta 4, que se refere à segurança do paciente cirúrgico. Primeiramente um cenário em miniatura foi disposto em uma mesa, para representar o ambiente do centro cirúrgico, contendo a sala cirúrgica e bonecos devidamente paramentados. Os alunos tiveram a oportunidade de observar o checklist de cirurgia segura no cenário, bem como os cuidados realizados no centro cirúrgico. Após esse momento o aluno recebia orientações sobre a importância da visita pré-operatória de enfermagem, realizada pelo enfermeiro do centro cirúrgico. Antes do fornecimento do quiz, foi oferecido uma introdução sobre o assunto na forma de slides para que os participantes que não se sentissem confiantes quantos aos seus conhecimentos fossem acolhidos e seguros para responder. Em seguida eram convidados a responder o Quiz da Segurança do Paciente. Foram abordados 30 alunos (24 da graduação, 05 da pós-graduação e 1 visitante externo) em um período de 05 horas. Foi utilizado um questionário (Quiz) do Google formulários contendo 13 perguntas, sendo 02 de identificação do participante, 01 sobre abordagem da segurança do paciente nas disciplinas da grade curricular, 01 sobre conceito de evento adverso e 09 sobre segurança do paciente cirúrgico e segurança medicamentosa no centro cirúrgico. Resultado: O quiz foi elaborado com dez perguntas objetivas de múltipla escolha obrigatórias de respostas, que apareciam na tela do participante apenas uma única vez e o mesmo só poderia prosseguir ao respondê-la. As questões abordaram conteúdos de segurança do paciente quanto aos conhecimentos sobre cirurgia segura. Participaram o total de trinta pessoas, sendo 80% compostos de aluno da graduação, 16,7% alunos da pós-graduação e 3,3% de visitantes. A média de idade foi de 22 anos, sendo a idade mínima 18 e a mais elevada 40. Em relação aos conhecimentos sobre segurança do paciente 63,3% relataram que poucas disciplinas abordam sobre segurança do paciente, 23,3% mencionaram que os conhecimentos de segurança eram discorridos na maioria das disciplinas e 10% nunca estudaram sobre o assunto em nenhuma disciplina. Relacionado ao questionário houve um intervalo de assertivas de 4 a 10 pontos, sendo 7 pontos a mediana. A questão número cinco, que abordava intervenções de enfermagem em centro cirúrgico, teve o maior índice de erro, onde apenas 13 participantes conseguiram acertar. Já a de maior acerto foi a questão nove, que abordava o risco de tolerância de opioides em centro cirúrgico, onde 29 usuários responderam corretamente. Considerações finais: Antes de executarmos qualquer ação ou pensarmos em estratégias para o ensino da segurança do paciente, é importante compreendermos o entendimento que as pessoas envolvidas têm sobre a temática e quais são os fatores que a permeiam, principalmente quando partimos do princípio de que diversas questões culturais, não apenas de cunho individual, mas também de responsabilidade coletiva, estão envolvidas, sendo necessário reconhecer as potencialidades e fragilidades dentro desse processo. Por meio deste estudo, podemos identificar que os acadêmicos têm alguns conhecimentos sobre segurança do paciente, seja pelo aprendizado em disciplinas, seja pelas experiências práticas adquiridas no hospital. No entanto ainda carecem de uma sustentação teórica e de uma conexão racional das ações fundamentais a serem realizadas para a execução de um cuidado seguro. IMPLICAÇÕES PARA A ENFERMAGEM: A universidade propicia o desenvolvimento de competências, uma vez que é um local que oportuniza um espaço adequado para a discussão das ações e possui estrutura para trabalhar os aspectos de formação de um profissional crítico. Há necessidade, portanto, da formulação de novas metodologias que propiciem uma estratégia efetiva para o desenvolvimento da educação para segurança do paciente no processo de formação do enfermeiro. Acredita-se que o conhecimento dos alunos sobre a segurança do paciente cirúrgico foi potencializado com o uso das tecnologias educacionais e tenha despertado neles um olhar diferenciado sobre o ambiente cirúrgico. DESCRITORES: Pesquisa em administração e enfermagem; Tecnologia Educacional; Enfermagem de Centro Cirúrgico; Segurança do Paciente.