361: Experiências do cuidado na Rede de Atenção à Saúde
Debatedor: Cleide Gonçalo Rufino
Data: 31/10/2020    Local: Sala 02 - Rodas de Conversa    Horário: 10:30 - 12:30
ID Título do Trabalho/Autores
8997 RODA DE CONVERSA SOBRE O CUIDADO EM SAÚDE COM UM GRUPO DE PACIENTES COM ESTOMIAS
Anderlise Silva da Silva, Carmem Lúcia Motim Duro, Samara Fortunato Cardoso, Karla Tatiane Viana

RODA DE CONVERSA SOBRE O CUIDADO EM SAÚDE COM UM GRUPO DE PACIENTES COM ESTOMIAS

Autores: Anderlise Silva da Silva, Carmem Lúcia Motim Duro, Samara Fortunato Cardoso, Karla Tatiane Viana

Apresentação: Educar para a saúde é competência que profissionais da área devem adquirir ao longo de sua formação, portanto é um campo a ser trabalhado do ponto de vista da produção do conhecimento e das práticas sociais, entre todas as profissões da área da saúde. Nos últimos anos, tem-se verificado um aumento do número de pessoas com neoplasia do reto e, consequentemente, do número de intervenções cirúrgicas que implicam a realização de um estoma. A ostomia é uma condição que afeta pessoas de todas as idades, é uma abertura criada artificialmente no intuito de desviar o trajeto habitual de eliminação. Com a concretização da estomia impõe uma nova condição, uma necessidade de adaptação à atual situação, as pessoas nessa condição apresentam sentimentos negativos e níveis de autoestima diminuídos. A Roda de Conversa se aplica nos espaços coletivos de contato entre equipes multiprofissionais, discentes e usuários como instrumento para desenvolver atividades de promoção em saúde, favorecendo o aprendizado mútuo de forma espontânea. Relatar a atividade de roda de conversa ao qual proporcionou aos acadêmicos a experiência em novos movimentos de diálogo e aprendizagem, na perspectiva de troca de informações, compartilhamento de cuidados em saúde e a promoção do bem-estar.Trata-se de um relato de experiência da atividade de educação em saúde, realizado através de roda de conversa no grupo de apoio aos pacientes estomizados, familiares, alunos e a equipe multiprofissional (psicóloga, médico coloproctologista, assistente social e nutricionista). A atividade ocorre mensalmente, com duração de 2 horas. A roda de conversa teria como temática: as dificuldades encontradas pelos pacientes estomizados no cotidiano de vida frente às particularidades e complexidades que envolvem ter uma estomia. Para dar início à roda de conversa foi apresentado um vídeo, o qual versava sobre a temática e discorria sobre o tema gratidão. Em seguida foi utilizado um novelo de lã, o qual era passado entre os participantes, que se apresentavam e discorriam sobre sua vida, particularidades e dificuldades encontradas com a estomia. Para fechamento os alunos anotaram as palavras centrais de cada relato e apresentaram ao grupo no final. No momento compartilhado entre todos os presentes, a identificação a partir dos relatos, na rede construída com o novelo de lã, podemos perceber a aproximação e valorização do indivíduo enquanto singularidade. As rodas de conversa são métodos de aproximação para as trocas de saberes, cenário propício para o processo de saúde. Sendo assim, com base no objetivo inicial da ação foi possível estreitar os laços entre universidade e comunidade, saber científico e saber popular, proporcionando novos modos de aprendizagem os quais não sejam tão estratificados no interior dos currículos de formação de recursos humanos para a saúde. A experiência nos grupos de apoio de pacientes estomizados permitiu aos acadêmicos vivenciar habilidades necessárias à formação do enfermeiro, como empatia, humanização e vínculo. Também proporcionou a ampliação do conceito de saúde no grupo de estomizados, implicando em qualidade de vida e bem-estar como fatores preponderantes na manutenção da saúde física e mental.

9756 A CONSTRUÇÃO COLETIVA DO CUIDADO EM UMA COMUNIDADE VIRTUAL DE OSTOMIZADO INTESTINAIS
MAYARA CASSIMIRA SOUZA, JAQUELINE TERESINHA FERREIRA, MARINA FAGUNDES GUEIROS

A CONSTRUÇÃO COLETIVA DO CUIDADO EM UMA COMUNIDADE VIRTUAL DE OSTOMIZADO INTESTINAIS

Autores: MAYARA CASSIMIRA SOUZA, JAQUELINE TERESINHA FERREIRA, MARINA FAGUNDES GUEIROS

Apresentação: O ambiente digital é um campo de produção de sentidos e difusão de conhecimentos, cujas fronteiras encontra-se em contínua expansão. Esse espaço de diálogos online também promove o encontro de pessoas que vivenciam condições de saúde semelhantes e se proporcionam apoio mútuo na construção do cuidado. O objetivo da pesquisa foi identificar se a comunidade virtual “Ostomia em foco” da mídia social Facebook contribui para o desenvolvimento da autonomia diante da necessidade de cuidado diário do estoma e da bolsa coletora. Desenvolvimento: Pesquisa qualitativa com o método da netnografia. A pesquisa desenvolvida apresenta a análise de interações e narrativas dos membros da comunidade “Ostomia em foco” da mídia social Facebook, ocorridas durante um ano (agosto de 2017 a agosto de 2018). A coleta de dados foi realizada através da captura de tela das mensagens publicada pelo administrador e os diálogos decorrentes disso. Assim sendo, foram analisadas 56 postagens publicadas pelo administrador da página e 682 comentários direcionados a essas postagens. Foram identificados 338 seguidores autores de comentários feitos em resposta às 56 postagens do administrador. Posteriormente, foram feitas análises por categorias. A página da referida comunidade é aberta e, portanto, o acesso ao conteúdo publicado é livre. Resultado: As interações entre os integrantes movimentam um número significativo de informações que, à medida que são assimiladas, providenciam a gestão autônoma do cuidado. Foi observado que, o administrador da comunidade compartilha informações sobre o manejo da bolsa coletora durante situações de lazer, no ambiente de trabalho e durante a prática de esportes. Além disto, suas publicações estimularam discussões sobre as preferências de materiais, situações com vazamento da bolsa e possíveis soluções. Além disso, são relatados diversos episódios de constrangimento diante o cheiro, manuseio e barulho da bolsa, favorecendo o apoio mútuo e diálogo em prol do cuidado para consigo, seu equipamento e no trato com o social. Considerações finais:  Concluiu-se que as interações observadas na comunidade virtual, seja com o administrador ou com os demais integrantes, contribuem para o desenvolvimento da autonomia no cuidado do estoma, do dispositivo coletor e dos materiais adjuvantes. Ademais, são estabelecidos vínculos afetivos que proporcionam o acolhimento mútuo diante do desafio de lidar com as mudanças do corpo (estéticas e funcionais) e com a necessidade de restabelecer o convívio social.

10281 DIFERENÇAS DA PRÁTICA HOSPITALAR EM HOSPITAL FEDERAL E HOSPITAL ESTADUAL DO AMAZONAS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Sandy Marques Libório de Queiroz, Gabriele Pimentel Sinimbu, Gilsirene Scantelbury de Almeida

DIFERENÇAS DA PRÁTICA HOSPITALAR EM HOSPITAL FEDERAL E HOSPITAL ESTADUAL DO AMAZONAS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

Autores: Sandy Marques Libório de Queiroz, Gabriele Pimentel Sinimbu, Gilsirene Scantelbury de Almeida

Apresentação: Trata-se de um relato de experiência sobre diferenças de serviços prestados entre duas unidades hospitalares no Estado do Amazonas, segundo a perspectiva de acadêmicas de Enfermagem no decorrer do atendimento nesses hospitais. As principais disparidades observadas nos serviços de atendimento das unidades baseiam-se em três categorias: os requisitos para aceitação de pacientes, a disposição de materiais e os métodos de ensino dos hospitais. O hospital 1, de caráter universitário, utiliza protocolo para internação de pacientes, enquanto o hospital 2 recebe livre demanda de usuários. Também foi observada a desigualdade de disposição de materiais para assistência entre as duas unidades. No hospital 1, os recursos materiais eram suficientes e adequados para a boa prestação de atenção e cuidado, por outro lado, no hospital 2 evidenciou-se a escassez de tais recursos, dificultando a assistência de qualidade. O método de ensino oferecido pelas referidas instituições também são diferentes. O hospital 1, por ser de caráter universitário, ofertava melhores e maiores possibilidades de aprendizado que o hospital 2, referenciado por sua prestação de serviço exclusivamente assistencial. A partir dessas disparidades, evidenciamos que a experiência em ambos os hospitais contribui para o conhecimento da realidade da saúde pública no município em questão, visto que o hospital universitário possui a finalidade de ensino e possibilita uma prática hospitalar focada no ideal de serviço, no qual há recursos suficientes para prestação de serviços, quantitativo suficiente de funcionários, leitos vagos nas enfermarias e melhor qualidade de serviço para os usuários, enquanto o outro hospital é destinado para o atendimento livre da população e oportuniza uma concepção crítica e realista da assistência de saúde, no qual, há falta de recursos materiais para o atendimento, superlotação de enfermarias e quantitativo insuficiente de profissionais para suprir as necessidades de atendimento.

10358 CUIDADO PALIATIVO ONCOLÓGICO EM EMERGÊNCIA HOSPITALAR DA CAPITAL FLUMINENSE: ESTRATÉGIAS PARA EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE
KAREN STRONG FERREIRA TEIXEIRA, MARCOS PAULO FONSECA CORVINO

CUIDADO PALIATIVO ONCOLÓGICO EM EMERGÊNCIA HOSPITALAR DA CAPITAL FLUMINENSE: ESTRATÉGIAS PARA EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE

Autores: KAREN STRONG FERREIRA TEIXEIRA, MARCOS PAULO FONSECA CORVINO

Apresentação: O estudo retrata um cenário geral a respeito da área dos Cuidados Paliativos Oncológicos de modo a justificar a relevância do problema em um hospital público de emergência na cidade do Rio de Janeiro. Vislumbra-se iniciar estratégias de implantação de um processo de educação permanente para os cuidados paliativos, preparando a área de enfermagem, na perspectiva das equipes multiprofissionais, não só a mostrar os inúmeros benefícios de determinadas tarefas aos pacientes e seu núcleo familiar e/ou cuidador, mas como lidar cotidianamente com essa condição/situação. Uma das estratégias será obtida através da identificação e descrição das competências e conhecimentos necessários aos enfermeiros para a realização da paliação. Serão realizadas revisões integrativa e narrativa associadas a experiências, sobretudo na emergência de um hospital de grande porte, localizado numa região com populações de baixo à alto poder aquisitivo. Trata-se de uma pesquisa qualitativa com aplicação do método de análise temática de conteúdo em Bardin, e terá como ponto de partida um conjunto de técnicas de análise das comunicações, utilizando procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição de conteúdo das mensagens. A prática profissional em saúde, particularmente a de enfermagem, como formadora, educadora do cuidado e responsável por gerenciá-lo, requer constante estudo, contemplando o ensino-aprendizagem e a pesquisa, potencializáveis em programas de educação permanente. Os participantes serão os profissionais de saúde (equipe de enfermagem) das clínicas médica e cirúrgica, e que desejarem participar voluntariamente. Serão excluídos profissionais que trabalhem ou trabalharam com oncologia, precisamente em paliação. Todos os participantes deverão assinar o termo de consentimento livre e esclarecido, e a coleta dos dados acontecerá após a aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa, conforme Resolução 510/2016 do Conselho Nacional de Saúde. A análise dos resultados ocorrerá a partir das transcrições das entrevistas com a leitura e releitura de todo o material coletado, confrontado à literatura nacional e internacional levantadas nas revisões bibliográficas mencionadas, e aos pertinentes dados empíricos estruturados. Através da problematização que envolve a presente temática, pretende-se identificar sinalizadores positivos e negativos, intervenientes no desenvolvimento da educação permanente, numa dada realidade hospitalar. Mediante metodologias participativas com as equipes, elaborar um material educativo abrangente sobre cuidados paliativos dirigidos aos clientes do hospital com esta indicação, que seja capaz de aliviar o sofrimento dos pacientes e familiares/cuidadores.

11499 SUPORTE BÁSICO DE VIDA (SBV) EM ESCOLAS ESTADUAIS NO RECIFE POR MONITORES DO PROJETO DE EXTENSÃO “CHAMA A FPS!” BASEADO EM METODOLOGIAS ATIVAS DE ENSINO.
Karla Vaninna Araújo Ribeiro, Maria Dolores da Silva, Maria Eduarda Pereira Borges, Samara Rosenthal Morant Vieira, Arturo de Pádua Walfrido Jórdan

SUPORTE BÁSICO DE VIDA (SBV) EM ESCOLAS ESTADUAIS NO RECIFE POR MONITORES DO PROJETO DE EXTENSÃO “CHAMA A FPS!” BASEADO EM METODOLOGIAS ATIVAS DE ENSINO.

Autores: Karla Vaninna Araújo Ribeiro, Maria Dolores da Silva, Maria Eduarda Pereira Borges, Samara Rosenthal Morant Vieira, Arturo de Pádua Walfrido Jórdan

Apresentação: O Suporte Básico de Vida (SBV) é um conjunto de procedimentos com objetivo de reduzir a morte e a incapacitação por doenças cardiovasculares, as quais integram uma das principais causas de morte no Brasil. No entanto, o conhecimento sobre o SBV se restringe a alguns profissionais da saúde, sendo incipiente para a população geral. Isso acarreta em omissão de socorro, constituindo em um dos principais motivos de morte e de danos irreversíveis à vítima. Desenvolvimento: O projeto de extensão “Chama a FPS!” tem como objetivo ensinar o SBV para acadêmicos da Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS) e estudantes de Escolas Públicas do Recife, através de metodologias ativas de ensino. A primeira edição do projeto de extensão ocorreu no ano letivo de 2018. Foram feitas capacitações teórico-práticas com pré e pós-testes com os estudantes selecionados para a monitoria do projeto, englobando todos os cursos da FPS: Medicina, Enfermagem, Fisioterapia, Farmácia, Nutrição e Psicologia. Posteriormente, foram realizados encontros denominados “Apoio Pedagógico”, onde discutiu-se o plano de ensino com a equipe de coordenadores (composta de estudantes e orientadores) e com a equipe de monitores. E por fim, foram realizadas ações nas Escolas Estaduais do Recife: Fernando Mota e Manoel Borba, baseado em metodologia ativa de ensino, com pré e pós-testes para os estudantes. O projeto só foi iniciado após aprovação da instituição na qual foi aplicado. Resultado: 36 acadêmicos da FPS foram monitores do projeto. Em relação ao teste teórico aplicado, obtiveram 63% de acerto no pré-teste e 86% de acerto no pós-teste. X estudantes das escolas públicas participaram das ações. Na Escola Professor Fernando Mota na ação do dia 29 de agosto de 2018, os estudantes obtiveram 32% de acerto no pré-teste e 62% de acerto no pós-teste. Em relação ao feedback realizado após cada etapa do projeto, foram observados desempenho criativo dos monitores para preparar as ações, baseando-se em dinâmicas, vídeos e interações com os estudantes. Considerações finais: Observou-se a necessidade de implementar o ensino do SBV nos cursos de saúde da FPS que não contemplam o assunto na grade curricular, sendo eles Fisioterapia, Farmácia, Nutrição e Psicologia. Também se observou a necessidade de implementar nas grades curriculares das escolas públicas o ensino do SBV, com orientações sobre a importância de implementação do Desfibrilador Externo Automático (DEA).

12312 PROFISSIONAIS DE SAÚDE NA ASSISTÊNCIA AO PACIENTE PORTADOR DA ASMA
Matheus Silva dos Santos, Alice Damasceno Abreu, Tatiane Barcellos da Rita, Luisa Rapozo Pimentel, Stefanny Jennyfer da Silva Pacheco

PROFISSIONAIS DE SAÚDE NA ASSISTÊNCIA AO PACIENTE PORTADOR DA ASMA

Autores: Matheus Silva dos Santos, Alice Damasceno Abreu, Tatiane Barcellos da Rita, Luisa Rapozo Pimentel, Stefanny Jennyfer da Silva Pacheco

Apresentação: A asma, associada a alergias respiratórias é uma das doenças crônicas mais comuns que afeta adultos e crianças. A taxa de morbidade ainda é aumentada em alguns países. Apesar  das taxas de mortalidade por asma serem mais altas nos países de renda média mais baixa, tem sido aceito como um grande problema de saúde pública em todos os países. A principal missão da saúde pública é a prevenção de lesões ou doenças e existem várias intervenções estratégicas em potencial. A maioria das intervenções populacionais tem historicamente foco em medidas de prevenção primária e secundária, mas todos os profissionais de saúde em todo o mundo estão mais familiarizados com as ações de prevenção terciária da asma, pois são dirigidos a distúrbios existentes e focados em seu diagnóstico e controle precisos, a fim de para evitar novas exacerbações. A manifestação da Asma pode começar na infância e persistir ao longo da vida, mas pode também se manifestar mais tarde, a qualquer momento, por razões ainda mal compreendidas (a asma de início recente em adultos pode estar relacionada com exposições ocupacionais, por exemplo). A asma tem sintomas bem característicos, mas alguns podem ser confundidos com os de outras doenças. O tratamento medicamentoso é realizado através de medidas educativas (como orientações sobre a identificação dos sintomas, como agir em casos de crise e uso correto dos medicamentos) e de controle dos fatores que podem provocar a crise asmática. O presente trabalho visa destacar a importância do direcionamento clínico dos profissionais de saúde na assistência ao paciente portador da asma, tendo em vista à gravidade da doença em rede municipal de saúde. Desenvolvimento: Trata-se de um estudo de revisão integrativa da literatura com abordagem qualitativa, sendo usadas publicações encontradas nas bases de dados nacionais e internacionais no periódico de 2008 a 2019. Resultado: A escolha do tratamento se da a partir dos sintomas que o indivíduo apresenta. Os medicamentos utilizados são tanto para o alívio, quanto para a manutenção do controle da crise. Medicamentos com ação anti-inflamatória são a base do tratamento da asma persistente, sendo os corticosteroides inalatórios (bombinha) os principais. Podem-se associar também medicamentos de alívio, com efeito, broncodilatador. A fim de reduzir os custos e os efeitos adversos, menores doses dos medicamentos são utilizadas para o controle da doença. Este estudo poderá assegurar aos usuários do Sistema de Saúde o direito de acesso ao melhor tratamento da asma conforme suas necessidades e no interesse exclusivo de beneficiar sua saúde. Considerações finais: Os estudos analisados destacam a importância do profissional de saúde considerar as características dos indivíduos no planejamento das ações de saúde no tratamento da asma, a fim de que a assistência possa atender às suas reais necessidades. Desse modo, reforça-se o papel dos profissionais como agentes transformadores e educadores na promoção de maior adesão ao tratamento visando reduzir a morbidade e mortalidade e garantindo assim uma qualidade de vida aos portadores da doença.

8221 A RELAÇÃO ENTRE A SEGUNDA META DE SEGURANÇA DO PACIENTE E A LÍNGUAS BRASILEIRA DE SINAIS NOS SERVIÇOS DE SAÚDE: REVISÃO DE LITERATURA
Camila Leão do Carmo Maia, Eliana Soares Coutinho, Elisângela Silva Gomes, Maycon de Sousa Quaresma, Karolline do Socorro Sousa Neves, Jéssica Maria Lins da Silva, Márcia Andréa da Gama Araújo, Márcia Geovanna Araújo Paz

A RELAÇÃO ENTRE A SEGUNDA META DE SEGURANÇA DO PACIENTE E A LÍNGUAS BRASILEIRA DE SINAIS NOS SERVIÇOS DE SAÚDE: REVISÃO DE LITERATURA

Autores: Camila Leão do Carmo Maia, Eliana Soares Coutinho, Elisângela Silva Gomes, Maycon de Sousa Quaresma, Karolline do Socorro Sousa Neves, Jéssica Maria Lins da Silva, Márcia Andréa da Gama Araújo, Márcia Geovanna Araújo Paz

Apresentação: No dia 1° de abril de 2013 o Ministério da Saúde lançou a Portaria MS/GM nº 529, instituindo o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), objetivando minimizar a incidência de eventos adversos visando a qualificação do cuidado em saúde no âmbito nacional, incluindo instituições de saúde públicas e privadas. O programa estabelece 6 Metas Internacionais de Segurança do Paciente (IPSG) que buscam promover melhorias específicas na segurança do paciente. As metas destacam as áreas problemáticas na assistência à saúde e apresentam soluções consensuais para esses problemas, baseadas em evidências e em opiniões de especialistas. Neste estudo destacamos a segunda meta de segurança do paciente, a qual busca melhorar a comunicação efetiva entre os profissionais de saúde e durante a assistência ao paciente, objetivando a redução de falhas na assistência e promovendo assim a qualidade do serviço prestado. Nesse contexto, destacamos um estudo em que dos 30 surdos atendidos, 70% deles consideraram a falta de preparo dos profissionais durante sua assistência. A tentativa de garantir a comunicação efetiva com pacientes deficientes auditivos é primordial, uma vez que a falta da comunicação plena pode acarretar erros no diagnóstico e tratamento das doenças. Na área da saúde a comunicação entre o profissional e o paciente representa a principal maneira de desenvolver vínculo, tanto com o paciente quanto com os familiares. A comunicação enfermeiro-paciente pode ser prejudicada por fatores inerentes ao paciente, tais como a impossibilidade de falar, compreender ou ouvir. Essas situações são desafiadoras para os profissionais, que buscam vencê-las utilizando-se de alternativas além da verbalização, como o toque, a leitura das expressões faciais e corporais. Embora o acesso a serviços de saúde seja um direito da pessoa com deficiência auditiva, muitas vezes são atendidos de maneira incorreta e até mesmo são, em alguns casos, desrespeitados em sua condição, devido à dificuldade na comunicação, já que os serviços de saúde não possuem profissionais capacitados para um atendimento de excelência a eles. Dessa forma, estabeleceu-se como objetivo para este estudo analisar as evidências científicas, a relação entre a segunda meta de segurança do paciente e a línguas de sinais nos serviços de saúde, e identificando o que está sendo produzido sobre esta linguagem nos serviços de saúde e como a segunda meta de segurança do paciente contribui para a melhoria na assistência. Desenvolvimento: O estudo trata-se de uma revisão de literatura, a qual compreende o processo de busca, análise e descrição dos referenciais teóricos e outros materiais relevantes, com a finalidade de compreender determinado objeto de estudo ou hipótese, a fim de reunir e sintetizar o conhecimento científico produzido sobre o tema investigado. Foram incluídos artigos publicados em periódicos com textos completos e resumos que abordem a temática definida, no idioma português, no período de 2014 a 2018. E foram excluídos artigos duplicados em diferentes bases e que não apresentem conteúdo relacionado a temática de estudo. Através da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) foram acessadas as bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (Lilacs) e Base de dados de enfermagem (BDENF), utilizando os seguintes Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “línguas de sinais”, “segurança do paciente" e “serviços de saúde”. Após leitura do título e resumo foram selecionados 10 artigos. Resultado: Os recentes estudos mostram o despreparo dos profissionais de saúde quanto ao uso da Língua brasileira de sinais (LIBRAS) constituindo-se um dos fatores que os dificulta a buscar os serviços de saúde, levando os mesmos a ocultar sinais, sintomas e agravos em saúde, ou seja, a comunicação entre as partes não está sendo efetiva, de modo que a resolutividade das unidades de saúde como outras instituições de saúde torna-se prejudicada. A comunicação efetiva entre o profissional de saúde e o paciente é de suma importância para que o atendimento possa fluir de maneira a ser efetivo e resolutivo. A indicação de sinais e sintomas e hábitos de vida comunicados pelo paciente ao profissional de saúde ajuda na construção do diagnóstico, tratamento e prevenção. No caso do deficiente auditivo essa comunicação pode ser prejudicada quando o profissional não tem conhecimento da língua de sinais, afetando negativamente o vínculo e a assistência prestada. A falha nessa comunicação e até mesmo a negligência do profissional em buscar alternativas para melhor estabelecer essa relação tornam-se fatores determinantes para abertura a diversos problemas nestas situações; dentre elas: não adesão ao tratamento por parte do usuário, falta de informações necessárias para prestar o cuidado adequado por parte do profissional, dificuldade em estabelecer um plano de cuidados efetivo e, consequentemente, prejuízo para o paciente, como resultado da falha na comunicação. A comunicação ineficaz e o sentimento de inadequação que esta causa no deficiente auditivo, afasta-o do sistema de saúde, podendo causar agravos à sua saúde por falta de assistência, prevenção e tratamentos. A LIBRAS como componente curricular, segundo o Decreto nº 5.626/2005, é obrigatória em cursos de formação de professores do magistério, de Fonoaudiologia, e pode constituir-se componente curricular optativo em cursos de educação superior e na educação profissional, a partir do ano de 2005. Dessa maneira, uma sugestão é implementar a componente curricular LIBRAS na graduação e na formação continuada dos profissionais, pois quando não há a sua adesão desestrutura e/ou impossibilita a inserção da segunda meta de segurança do paciente, em vista disso, a comunicação efetiva dá lugar a comunicação restrita desestruturando toda formar de interação e inclusão do profissional com os usuários surdos. Considerações finais: Conclui-se que as peculiaridades encontradas em todos os estudos são as mesmas, ou seja, a comunicação prejudicada, despreparo dos profissionais de saúde ao usar a LIBRAS e a falta de estratégias de comunicação com os usuários, posto que a segunda meta de segurança do paciente não foi enfatizada diretamente, no entanto, percebe-se que a sua inclusão ameniza eventos adversos e melhora a assistência já que os surdos são sujeitos passivos do seu próprio processo saúde-doença. Portanto, faz-se necessário que os profissionais de saúde adquiram conhecimento em LIBRAS, por meio de disciplina específica na grade curricular da graduação e programas de educação continuada nos serviços de saúde a fim de estreitar os vínculos com deficientes auditivos e prestar uma assistência dentro dos princípios do Sistema único de Saúde (universal, integral e equânime), holística, humanizada e inclusiva.

12115 MORTALIDADE MATERNA POR SÍNDROME HELLP NUMA REGIÃO DO SERTÃO BRASILEIRO: CORRELAÇÃO COM INDICADORES MATERNOS
Pablo Luiz Santos Couto, Alba Benemérita Alves Vilela, Antônio Marcos Tosoli Gomes, Adson da Conceição Virgens, Luana Costa Ferreira, Cinoélia Leal de Souza, Luiz Carlos Moraes França, Cleuma Sueli Santos Suto

MORTALIDADE MATERNA POR SÍNDROME HELLP NUMA REGIÃO DO SERTÃO BRASILEIRO: CORRELAÇÃO COM INDICADORES MATERNOS

Autores: Pablo Luiz Santos Couto, Alba Benemérita Alves Vilela, Antônio Marcos Tosoli Gomes, Adson da Conceição Virgens, Luana Costa Ferreira, Cinoélia Leal de Souza, Luiz Carlos Moraes França, Cleuma Sueli Santos Suto

Apresentação: A Síndrome HELLP é a complicação mais grave das síndromes hipertensivas na gestação, uma vez que a toxemia compromete toda hemodinâmica da gestante, potencializando a mortalidade materna, em virtude da falência de órgãos, além das alterações plasmáticas como aumento de enzimas hepáticas, plaquetopenia e a anemia hemolítica. Mesmo que a síndrome HELLP, decorrente da pré-eclâmpsia grave e menos frequente que a eclâmpsia, a quantidade de óbito materno por consequência da HELLP varia de 24% em países subdesenvolvidos a 11% em desenvolvidos. Objetivou-se analisar a correlação dos indicadores maternas da síndrome HELLP com índice de mortalidade. Desenvolvimento Trata-se de um estudo transversal e retrospectivo, desenvolvido no principal Hospital do Alto Sertão Produtivo da Bahia, com prontuários de gestantes que evoluíram com diagnóstico de Síndrome HELLP. Os critérios de inclusão foram: todos os casos da síndrome HELLP que ocorreram nos anos de 2016 a 2018. Excluiu-se prontuários que estiveram danificados, incompletos, com letras ilegíveis. Ao final, apenas 01 prontuário foi excluído, cujos dados clínicos estavam incompleto, além de estar danificado, sendo verificados 37 prontuários. As variáveis maternas do estudo foram: dados sócio demográficos, histórico obstétrico, idade gestacional, presença de sintomas da doença, antecedentes pessoais de doenças, dados do pré-natal, dados do processo mórbido no internamento, complicações do quadro. As variáveis adotadas foram organizadas e processados no software SPSS versão 22, o qual possibilitou a análise univariada, para avaliar a frequência e bivariada, no intuito de estabelecer as correlações com o teste do qui quadrado de Pearson. Salienta-se que para considerar significância dos parâmetros estatísticos, foi adotado um valor de p menor do que 0,05 para significância estatística. Resultado: Através dos resultados nos prontuários pode-se inferir que os hábitos de vida e as condições clínicas podem favorecer o surgimento das síndromes hipertensivas durante a gravidez, e potencializar para complicações como a Síndrome HELLP. Essa toxemia, no presente estudo apresentou correlações significativas com a mortalidade materna para as gestantes que apresentaram eclampsia (p =0,000), pelo menos dois sintomas de complicação como cefaleia, alterações visuais, epigastralgia, náuseas, êmese e/ou crise convulsiva (p =0,005), bem como o tempo entre diagnóstico da síndrome e o parto (p =0,015). Tais correlações estabelecidas com a mortalidade materna, contribuíram para óbito materno por evolução à HELLP, indicando coerência aos achados em demais literaturas. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Universitário FG - UNIFG, sob o número de protocolo 3.061.662. Considerações finais: Conclui-se que os dados referentes a vida e as condições de saúde das gestantes, apresentou resultados pertinentes que auxiliam na verificação dos fatores de riscos e complicações da Síndrome HELLP. Sugere-se que sejam realizadas com a equipe multiprofissional de saúde, ações de educação em saúde sobre a importância das anotações e registros no prontuário para o levantamento de indicadores, no intuito de prevenir e tratar precocemente as toxemia gravídicas, uma vez que visto que para esse estudo a falta de algumas informações foram fatores limitantes.

9017 EDIFICANDO A SEGURANÇA DO PACIENTE INFANTIL ATRAVÉS DA EDUCAÇÃO PERMANENTE – UMA REVISÃO INTEGRATIVA
VANESSA TELES LUZ STEPHAN GALVÃO, geilsa soraia cavalcante valente, CLAUDIA MARIA MESSIAS, JESSICA DO NASCIMENTO REZENDE, ERICA GABRIELA SERRA VALENÇA ABRANTES, Gabryella Vencionex Barbosa Barbosa Rodrigues, BEATRIZ DE LIMA BESSA BALLESTEROS, ELAINE ANTUNES CORTEEZ

EDIFICANDO A SEGURANÇA DO PACIENTE INFANTIL ATRAVÉS DA EDUCAÇÃO PERMANENTE – UMA REVISÃO INTEGRATIVA

Autores: VANESSA TELES LUZ STEPHAN GALVÃO, geilsa soraia cavalcante valente, CLAUDIA MARIA MESSIAS, JESSICA DO NASCIMENTO REZENDE, ERICA GABRIELA SERRA VALENÇA ABRANTES, Gabryella Vencionex Barbosa Barbosa Rodrigues, BEATRIZ DE LIMA BESSA BALLESTEROS, ELAINE ANTUNES CORTEEZ

Apresentação: O Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) foi instituído pelo Ministério da Saúde no ano de 2013, para estabelecer a segurança do paciente como redução, a um mínimo aceitável, do risco de dano desnecessário associado ao cuidado de saúde. Nesta vertente, a discussão de mecanismos que corroborem com a redução de danos à clientela infantil é imprescindível. O desenvolvimento de processos educativos no trabalho, como a Educação Permanente em Saúde (EPS) pode servir como ferramenta na promoção da segurança do paciente pediátrico, através da problematização da prática e sua análise reflexiva, agregando aprendizagem e o desenvolvimento dos recursos humanos para melhoria da qualidade da atenção à saúde. Objetivo: Analisar as produções científicas acerca da utilização da Educação Permanente para promoção da segurança do paciente pediátrico. Método: Abordagem qualitativa, por revisão integrativa, realizado entre julho e agosto de 2019, nas bases de dados ADOLEC, LILACS, BDENF, SciELO e PubMed através dos descritores: Segurança do Paciente, Educação Continuada e Enfermagem Pediátrica. Resultado: As buscas evidenciaram 04 artigos sobre a segurança do paciente pediátrico, que apresentavam os seguintes enfoques: portadores de alergia alimentar; hospitalização infantil;  prevenção da infecção hospitalar e o conhecimento de alunos técnicos de enfermagem. Todos os estudos ressaltavam a Educação permanente para construção de uma assistência segura à criança. Considerações finais: Há uma literatura ainda limitada a respeito da temática, compondo uma lacuna no conhecimento. Apesar dos estudos sugerirem a educação permanente como estratégia positiva na segurança do paciente pediátrico, enfatiza-se que não revelam a sua aplicabilidade e/ou a verificação desses resultados.

6625 CONTRIBUIÇÃO DA MONITORIA EM FARMACOGNOSIA NA APRENDIZAGEM, UM RELATO DE EXPERIÊNCIA.
Fernanda Adriele dos Santos Brito, Marcieni Ataide Andrade

CONTRIBUIÇÃO DA MONITORIA EM FARMACOGNOSIA NA APRENDIZAGEM, UM RELATO DE EXPERIÊNCIA.

Autores: Fernanda Adriele dos Santos Brito, Marcieni Ataide Andrade

Apresentação: A Farmacognosia é uma disciplina multidisciplinar inserida nas faculdades de Farmácia do país que envolve o estudo de drogas de origem animal ou vegetal com foco em plantas medicinais e fitoterápicos, trata-se de uma Ciência exclusivamente farmacêutica, associada a conhecimentos da Farmacobotânica dentro da disciplina Farmácia Natural. A monitoria por sua vez compreende um serviço de apoio pedagógico que possibilita aos acadêmicos oportunidades de acentuar conhecimentos bem como solucionar eventuais dificuldades relacionadas à disciplina favorecendo um maior nível de confiança quanto a realização dos procedimentos. A experiência na monitoria além de contribuir significativamente na aprendizagem da formação acadêmica engrandece conhecimento tanto para o monitor quanto aos demais graduandos, oferece debates para esclarecimento de duvidas dos discentes sobre o conteúdo teórico para mais é uma importante ferramenta de dinamização do tempo nas atividades práticas, onde cada grupo de alunos tem supervisão e atenção adequada na realização das atividades. Objetivo: Relatar a vivência relacionada a monitoria na disciplina de Farmácia Natural no conteúdo de Farmacognosia da faculdade de Farmácia em relação ao ensino-aprendizagem dos alunos e suas interfaces. Desenvolvimento: A monitoria foi realizada nas aulas praticas da disciplina de Farmacognosia durante o segundo semestre de 2019, as aulas foram ministradas aos alunos do 3º semestre do curso de Bacharelado em Farmácia na Universidade Federal do Pará (UFPA). Consistiu em auxiliar os alunos durante nas aulas práticas da disciplina, envolvendo as ações desde o planejamento até as etapas finais das avaliações. As aulas tinham por objetivo não apenas fixar o conteúdo teórico ministrado como também a elaboração de um trabalho teórico para a disciplina de Programa de Integração Acadêmico Profissional III (PIAP). Resultado: Esta experiência vivenciada foi de suma importância para o crescimento pessoal e profissional da discente monitora, uma vez que se desenvolve uma maior segurança, habilidade e treinamento prático para o ramo da docência além de promover esclarecimentos que proporcionam o ensino para disciplinas futuras na graduação; é em tudo uma experiência impar para a graduação, pois contribui para formação nos três eixos acadêmicos: ensino, pesquisa e extensão. Para os alunos monitorandos foi possível acompanhar de perto todas as dificuldades e duvidas por parte deles e auxiliá-los na expansão do seu conhecimento teórico e pratico assim como promover através de dialogo um menor distanciamento que possa vir a existir na sala de aula. Considerações finais: A atividade desenvolvida contribuiu para o processo de formação da aluna monitora, tanto do ponto de vista acadêmico quanto prático, visto que o profissional farmacêutico deve ter amplo conhecimento sobre as plantas medicinais, fitoterápicos, assim como o processo de estudo de novas drogas que possam vir a beneficiar a saúde desde a etnofarmacologia perpassando pela extração, identificação dos seus metabolitos ativos e por fim suas aplicações farmacêuticas.

7310 A INCIDÊNCIA DE CASOS CONFIRMADOS DE MENINGITE NO ESTADO DO PARÁ
Iasmim da Silva Dias, Alessandra Carla da Silva Ferreira, Ana Paula Lobato da Silva, Nayara Mariana Trindade Pontes, Samir Felipe Barros Amoras, Nazaré Lima

A INCIDÊNCIA DE CASOS CONFIRMADOS DE MENINGITE NO ESTADO DO PARÁ

Autores: Iasmim da Silva Dias, Alessandra Carla da Silva Ferreira, Ana Paula Lobato da Silva, Nayara Mariana Trindade Pontes, Samir Felipe Barros Amoras, Nazaré Lima

Apresentação: A doença meningocócica é endêmica em todo mundo, podendo ser causada por bactérias, vírus, protozoários, helmintos, fungos dentre outros. A manifestação da doença ocorre através de um processo inflamatório das meninges, uma membrana que envolve o cérebro (Guimarães.et al. 2019). Segundo o Ministério da Saúde o risco de contrair meningite é maior entre crianças menores de cinco anos, principalmente até um ano, no entanto pode acontecer em qualquer idade. Na meningite bacteriana, geralmente, a transmissão é de pessoa a pessoa, por meio das vias respiratórias, por gotículas e secreções das vias aéreas superiores (do nariz e da garganta). Já na meningite viral a transmissão é fecal-oral. Em geral, o quadro clínico é grave e se caracteriza por febre, cefaleia intensa, vômitos, rigidez de nuca, confusão mental e sinais de irritação meníngea. No curso da doença podem surgir delírio e coma, dependendo do comprometimento encefálico. Sabe-se que há uma grande incidência da meningite no estado do Pará.(SESPA, 2019) Objetivo: Buscar na |Literatura a incidência sobre os casos de Meningite no estado do Pará, e como se realiza a prevenção e o cuidado relacionados com à mesma. Método: Trata-se de uma revisão integrativa de Literatura, realizada na base de dados SESPA-PA, SINAN e SciELO. Resultado: No ano de 2018 no estado do Pará, os casos de Meningite foram mais altos do que nos anos anteriores.(SINAN). De acordo com a SESPA-PA, caiu o coeficiente de mortalidade por meningite no Pará com 0,11 óbitos por 100 mil habitantes no período de 1º de janeiro a 13 de abril de 2019 contra 0,16 por 100 mil habitantes no mesmo período do ano passado, ou seja, de 14 óbitos em 2018 para oito em 2019. Até Março de 2019, já haviam sido registrados 52 casos confirmados de Meningite, dos casos confirmados, 11 foram da forma mais grave da doença e registrados nos municípios de Belém, Barcarena, Tomé-Açu e Aurora do Pará. Considerações finais: Contudo percebeu-se que uma das principais medidas preventivas mais importantes é o cumprimento do calendário básico de vacinação preconizado para as crianças e adolescentes, e outras maneiras de proteção são: lavar as mãos com água e sabão ou álcool (para evitar disseminação de vírus e bactérias); evitar o compartilhamento de alimentos, bebidas, pratos, copos e talheres; evitar mandar crianças com febre para a escola; e evitar ficar em ambientes fechados e sem circulação de ar, o que se sabe que é difícil no período chuvoso. Portanto vale ressaltar a importância da prevenção da doença para haja diminuição dos casos de mengites principalmente nos casos em que pode levar a óbito.

7439 METOLODOGIA OSCE NA AVALIAÇÃO DE HABILIDADES NA ENFERMAGEM: RELATO DE EXPERIÊNCIAS
Sandra Conceição Ribeiro Chícharo, kelly Cristina Freitas da Silva dos Santos, Alex Coelho da Silva Duarte, Myllena leal Silva, Alessandra Lícia dos Santos Oliveira, Adriana Loureiro da Cunha

METOLODOGIA OSCE NA AVALIAÇÃO DE HABILIDADES NA ENFERMAGEM: RELATO DE EXPERIÊNCIAS

Autores: Sandra Conceição Ribeiro Chícharo, kelly Cristina Freitas da Silva dos Santos, Alex Coelho da Silva Duarte, Myllena leal Silva, Alessandra Lícia dos Santos Oliveira, Adriana Loureiro da Cunha

Apresentação: O Exame Clínico Objetivo Estruturado (OSCE), tem ganho cada vez mais adeptos nos cursos de saúde de nível superior, inicialmente empregado como método avaliativo das competências, habilidades clínicas e atitudes adquiridas pelos alunos de medicina durante o processo de ensino aprendizagem, hoje é uma realidade comum dos cursos de graduação em enfermagem, por estarem em concordância com as diretrizes curriculares Nacionais de seu curso, que  orientam uma formação pautada ao Sistema Único de Saúde (SUS), numa formação integral, generalista, com visão crítica e reflexiva de sua realidade profissional.  Vivenciar situações próximas ao seu contexto profissional, num cenário de simulação da realidade, é permitido ao estudante que adquira confiança no seu processo de tomada de decisão e na sua prática assistencial, diminua a ansiedade em relação a novas experiências práticas, e consiga planejar de forma sistematizada a resolução da situação problema. O ambiente realístico envolve os participantes na formação de competências práticas envolvendo suas capacidades cognitivas, afetivas e psicomotoras. Ao abordamos a avaliação OSCE como método avaliativo, criamos um ambiente de simulação realística, onde controlamos a situação problema e evitamos que os pacientes sejam colocados em situações de risco pela inexperiência dos discentes envolvidos. Após a simulação avaliativa, o índice de segurança dos alunos é ampliado e se inicia um maior engajamento do estudante em relação a sua conduta profissional, agregando destreza, habilidade mental e capacidade de resposta assertiva, decorrente da vivência de diversas situações comuns na assistência, mas muitas vezes impossíveis na prática clínica real durante a graduação, visto que nem sempre os cenários práticos de estágio permitem ao aluno experiências tão detalhadas e complexas. O presente artigo tem como objetivo relatar a experiência vivenciada pelo corpo docente do curso de graduação em enfermagem de uma universidade privada na zona oeste do Rio de janeiro com a utilização da simulação realística como um método avaliativo de habilidades teórico práticas para os alunos de nível superior na disciplina de tópicos especiais em urgência e emergência. Utilizou-se como metodologia o relato de experiência sobre o emprego da simulação realística, tendo em vista que esta permite aos alunos envolvidos na prática vivenciar papéis existentes na vida real, adaptando sua postura e desempenho profissional conforme o caso e os recursos apresentados e sua percepção do ambiente de saúde, minimizar potenciais erros na sua prática profissional e ao docente a possibilidade de uma avaliação pautada nas habilidades práticas discentes enquanto futuros profissionais. Discussão: Ao se aplicar o método OSCE podemos utilizar diversas formas de avaliação, mas é importante ressaltar alguns aspectos obrigatórios para utilização deste, como número de estações, sua tipologia, a sua duração, briefing aos participantes, competências e habilidades que devem ser avaliadas, o que se espera da performance dos alunos em cada estação e instrumentos necessários para o desenvolvimento dos cenários. Esta abordagem metodológica vem sendo utilizada mundialmente, com equipamentos de última geração que reproduzem perfeitamente os mais diversos cenários e comportamentos do corpo humano, que podem simular situações de emergência, tais como parada cardiorrespiratória, parto; além de outras situações da prática clínica, onde o discente consegue perceber alterações na respiração, no pulso, ruídos diferenciados na ausculta, alterações eletrocardiográficas, entre outros, visto que os manequins de alta performance permitem uma programação previa e a mudança de cenário para simulação de alteração clínica, conforme desempenho dos alunos, num período estabelecido anteriormente ou a critério do docente manipulando apenas um computador de mão, existem ainda manequins com tecnologia reduzida, porém que nos permite um feedback em tempo real no próprio celular ou tablet do próprio aluno, da eficácia da compressão  cardíaca e da ventilação realizadas na simulação da parada cardiopulmonar,  equipamento com menor custo que os manequins de alta performance mais com tecnologia muito precisa e eficaz. Principais Resultado: A simulação, isoladamente, representa uma técnica ou tecnologia que visa substituir ou ampliar situações reais e centra-se na recriação de situações da vida real. Ao se abordar este método avaliativo alguns aspectos devem ser considerados como: as competências testadas, a duração standard definida, informar materiais, recursos disponíveis e checklist aos alunos avaliados previamente, recorrer a experiência de outros docentes que tenham utilizado o método anteriormente, testar cada estação e o tempo necessário a mesma, listar os itens a serem trabalhados. É importante ressaltar que ao pensarmos no número de estações para atingir as competências determinadas pela disciplina, a recomendação é de 20 estações de aproximadamente 5 minutos cada, para que se tenham cenários e situações diversas que estimulem o raciocínio clínico do discente. Visa permitir aos estudantes o desempenho prático ou a aquisição de habilidades em um ambiente seguro em um contexto clínico real. Com a apresentação de casos transformados em cenários de avaliação para os alunos da turma em simulação, o aprimoramento de seus conhecimentos pautado na prática assistencial do enfermeiro, permitiu que alunos entendessem o processo de admissão do paciente na sala amarela em situações de emergência, a abordagem inicial, cuidados necessários, fisiopatologia, tratamento do agravo e orientações pós-alta, disseminando o conhecimento entre todos. Reforçar a ideia de uma dinâmica questionadora em busca do conhecimento, onde constantemente estaremos construindo e reconstruindo, refutando que apesar de sermos limitados em nossa essência, devemos ignorar nossos limites e afrontar quem se imagina superior, detentor do conhecimento. De dentro para fora, construímos nossa autonomia, através da ciência, discutindo formal e politicamente todo conhecimento articulado, com vistas a conseguir as habilidades esperadas do aluno, pautadas nas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN), visando uma formação teórica e prática com uma visão crítica-reflexiva. Considerações finais: A elaboração de cenários em simulação em saúde inclui os critérios estabelecidos para boas práticas e pode disseminar essa importante metodologia, permitindo sua reprodutibilidade nas instituições de ensino e favorecer a sua utilização com maior frequência, proporcionando um grande aprendizado aos discentes e garantindo uma assistência segura aos pacientes. Muitos cursos da saúde tem utilizado a simulação realística no seu processo de formação de novos profissionais, porém, ainda há poucas pesquisas evidenciando a necessidade de novos estudos para fomentar a eficácia dessa ferramenta de ensino também como método avaliativo de aprendizagem, transcorrendo não somente de cuidar para que o aluno aprenda, mas captar a realidade de seu ponto de vista, enquanto observador. Buscar ainda compreender e respeitar a percepção do acadêmico como interlocutor deste processo se faz essencial neste método avaliativo, partindo do argumento de que ensinar não é adestrar, mas formar, educar, instruir, treinar, ir além de passar algo produzido.

8009 FORMAÇÃO EM SAÚDE DE PROFISSIONAIS E ACADÊMICOS NOS ESPAÇOS DE RECREAÇÃO INFANTIL EM HOSPITAL NO SUL DO MARANHÃO.
Vitor Pachelle Lima Abreu, Ruhena Kelber Abrão Ferreira, Bárbara Carvalho de Araújo, Martin Dharlle Oliveira Santana, Alderise Pereira da Silva Quixabeira, Bruno Costa Silva, Ana Paula Machado Silva

FORMAÇÃO EM SAÚDE DE PROFISSIONAIS E ACADÊMICOS NOS ESPAÇOS DE RECREAÇÃO INFANTIL EM HOSPITAL NO SUL DO MARANHÃO.

Autores: Vitor Pachelle Lima Abreu, Ruhena Kelber Abrão Ferreira, Bárbara Carvalho de Araújo, Martin Dharlle Oliveira Santana, Alderise Pereira da Silva Quixabeira, Bruno Costa Silva, Ana Paula Machado Silva

Apresentação: Os espaços de recreação infantil são importantes locais de construção de saberes com vistas ao fortalecimento dos processos de ensino aprendizagem de crianças hospitalizadas, acompanhantes, profissionais e acadêmicos que estão inseridos no ambiente hospitalar. Diante disso, o presente trabalho tem como objetivo propor a formação em saúde de profissionais e acadêmicos que desenvolvem atividades de recreação infantil em um Hospital Público no Sul do Maranhão. Nessa perspectiva, o fazer em saúde com base no lazer é necessário que as práticas diárias estejam baseadas cientificamente, a fim de propor espaços de lazer mais construtivos para crianças e acompanhantes, contudo, os profissionais e acadêmicos que desenvolvem tais atividades precisam possuir formação para atuar de forma incisiva e assertiva nesse processo de desconstrução de estigmas, apreensões e medo por parte das crianças e reconstrução no processo de criação de vínculo com as mesmas e com os seus acompanhantes. Observa-se que se faz necessário a construção de rodas de conversas, exposição de materiais, troca de experiências, palestras voltadas a formação em saúde e lazer desses profissionais e acadêmicos que desenvolvem atividades nesses espaços recreativos. Tais atividades propostas serão realizadas em encontros quinzenais sendo aplicados questionários para os profissionais e acadêmicos antes, durante e após a formação em busca da compreensão do impacto das formações nas ressignificações das suas práticas de saúde. Espera-se que tais espaços sejam utilizados como espaços de construção de saberes, e o brincar se torne algo que possa desenvolver os acompanhantes e crianças.

8064 A IMPLEMENTAÇÃO DE UM PROJETO DE RECREAÇÃO HOSPITALAR EM PALMAS/TO.
Martin Dharlle Oliveira Santana, Ana Paula Machado Silva, Bárbara Carvalho de Araújo, Bruno Costa Silva, Vitor Pachelle Lima Abreu, Alderise Pereira da Silva Quixabeira, Ruhena Kelber Abrão Ferreira

A IMPLEMENTAÇÃO DE UM PROJETO DE RECREAÇÃO HOSPITALAR EM PALMAS/TO.

Autores: Martin Dharlle Oliveira Santana, Ana Paula Machado Silva, Bárbara Carvalho de Araújo, Bruno Costa Silva, Vitor Pachelle Lima Abreu, Alderise Pereira da Silva Quixabeira, Ruhena Kelber Abrão Ferreira

Apresentação: A infância é uma etapa fundamental no desenvolvimento do ser humano, pois, nesta fase, o indivíduo inicia a construção de relações sociais com outros sujeitos ao passo que se desenvolve nos aspectos físicos, mentais, sociais e cognitivos. A hospitalização de crianças limita a vivência de uma infância plena e pode ser um dos primeiros traumas vivenciados pelas mesmas, visto que o adoecimento associado ao afastamento do contexto familiar e social pode impactar no desenvolvimento físico, intelectual e emocional. Tendo em vista que o lazer é um direito garantido pela legislação brasileira e que as atividades que propiciam o mesmo contribuem para a socialização e devem ser realizadas desde a infância, o ato de aproximar o brincar no ambiente da hospitalização pode ser propício de modo que crianças e adolescentes sejam protagonistas de seu processo saúde-doença ao transformar a condição de enfermidade em uma potencialidade de aprendizado e lazer. A enfermagem como parte integrante da interdisciplinaridade no processo do cuidado e por ser uma das categorias que está mais próxima do paciente deve buscar estratégias como as atividades de recreação para diminuir os anseios dos pacientes durante uma hospitalização contribuindo para a humanização da assistência. Com base no exposto, o estudo possui o objetivo de implementar um projeto de recreação hospitalar com os acadêmicos de Enfermagem de uma instituição de ensino em Palmas/TO. Visando estruturar o projeto de recreação hospitalar na perspectiva da enfermagem, verificar as contribuições das atividades de recreação hospitalar na recuperação dos pacientes e qualificar os acadêmicos de Enfermagem para realização das atividades de recreação, são os objetivos secundários deste projeto. Trata-se de um estudo descritivo com abordagem qualitativa, por meio da pesquisa ação será realizado com uma amostra de 15 acadêmicos de Enfermagem que foram selecionados para participar do projeto de extensão intitulado “Enfermeiros da Alegria”. Ao final do estudo espera-se como Resultado: ter um projeto de recreação hospitalar estruturado, que os acadêmicos de enfermagem estejam qualificados para desenvolver as atividades de recreação, contribuir para a recuperação dos pacientes e institucionalizar o projeto garantindo sua continuidade como atividade de extensão da instituição de ensino.

8375 APLICAÇÃO DO GOOGLE FORMS POR ALUNOS DA CLÍNICA INTEGRADA AVANÇADA 1 COMO FERRAMENTA DE AUXÍLIO DIDÁTICO NO PLANEJAMENTO DE REABILITAÇÕES ORAIS.
Fernanda Nunes de Souza, Luiz Otávio Ribeiro Garcia, Aurimar de Oliveira Andrade, Márcio Salles Ferreira, Antônia Cristiane Fernandes, Maria Cristina Pereira Quelhas, Riva Marques Campos, Armando Hayassy

APLICAÇÃO DO GOOGLE FORMS POR ALUNOS DA CLÍNICA INTEGRADA AVANÇADA 1 COMO FERRAMENTA DE AUXÍLIO DIDÁTICO NO PLANEJAMENTO DE REABILITAÇÕES ORAIS.

Autores: Fernanda Nunes de Souza, Luiz Otávio Ribeiro Garcia, Aurimar de Oliveira Andrade, Márcio Salles Ferreira, Antônia Cristiane Fernandes, Maria Cristina Pereira Quelhas, Riva Marques Campos, Armando Hayassy

Apresentação: O Ministério da Educação recomenda que trabalho reabilitador nas Faculdades de Odontologia deva ser trabalhado de forma interdisciplinar, ou seja, diversas especialidades dentro de cada área. Cada paciente deve ser visto de forma única e integral para o reestabelecimento de sua saúde. Este trabalho avaliou o efeito do uso do google Forms por alunos ociosos na clínica de Avançada 1 no sétimo período do curso de Odontologia, do Centro Universitário São José, Rio de Janeiro, Brasil. como ferramenta de auxílio didático de reabilitações orais. O conteúdo didático foi dividido em aulas teóricas de endodontia, prótese dentária e na discussão de artigos sobre planejamento de Reabilitação Oral. Foi proporcionado um Ambiente Virtual de aprendizagem aos alunos com uma seleção de vídeos divididos em 8 unidades, na primeira unidade se encontravam todos os documentos; na unidade 2, foi abordado o assunto Núcleos; Unidade 3, Restauração Indireta in lay, on lay, over lay; Unidade, 4 Coroa total; Unidade 5 Moldagem; Unidade 6 Cimentação; Unidade 7  Laminados Cerâmicos; Unidade 8 Provisórios. As atividades clínicas foram direcionadas a pacientes que buscavam as reabilitações abordadas, entretanto, alguns alunos ficavam ociosos seja por falta do paciente, do trabalho do laboratório de prótese dentária, entre outros. Para estes casos foi desenvolvido um formulário do Google com perguntas direcionadas aos alunos que por estarem ociosos foram orientados acompanharem uma dupla em atendimento. As perguntas abordavam o perfil do paciente atendido, presença e ausências dentárias bem como as localizações das mesmas e o planejamento do caso. Ao todo ao final das atividades práticas foram entregues 23 relatórios. A maioria dos pacientes atendidos era do gênero feminino 15(65,2%), 10(43,5%) apresentavam idade acima de 60 anos, 7(30,4%) até trinta anos de idade e 6 entre 30 e 57 anos de idade. Dos atendidos 15(65,2%) foram atendidos em procedimentos de endodontia, 1(4,3%) para prótese fixa e 7 (30,4%) para prótese removível, 22 (95,7%) apresentavam perdas dentárias, sendo 13(56,5%) apresentavam perdas anteriores e os demais perdas posteriores. Os alunos avaliaram positivamente o relatório, pois os relatos dos tratamentos executados permitiram revisar o assunto abordado conferindo maior segurança para as próximas clínicas.

8420 O ENSINO SOBRE O ABORTAMENTO NA GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
Tamires Nunes Miranda, Tamara da Costa Pereira, Adriana Pereira Lemos, Fabiana Albino

O ENSINO SOBRE O ABORTAMENTO NA GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

Autores: Tamires Nunes Miranda, Tamara da Costa Pereira, Adriana Pereira Lemos, Fabiana Albino

Apresentação: O ensino na formação de profissionais da saúde, ainda requer avanços quanto a preceitos ditos humanísticos e éticos na assistência às mulheres em situação de abortamento, evidenciando a dificuldade que as instituições formadoras encontram em se trabalhar o aborto para além do viés biológico. Diante disso espera-se que o presente estudo contribua para a compreensão dos fatores que venham dificultar a discussão sobre o abortamento na graduação, oportunizando assim falhas na formação e, por conseguinte, nas práticas assistenciais de futuros (as) enfermeiros (as). Objetivo: Analisar a produção científica sobre a abordagem pedagógica na graduação de enfermagem acerca do abortamento. Desenvolvimento: O estudo se dá a partir do levantamento da produção científica relacionada ao ensino do abortamento na graduação de enfermagem, percebendo-o como problema de saúde pública e implicações associadas com a ilegalidade. A revisão se deu nas plataformas do metabuscador Periódicos CAPES e na base de dados PubMed, no período de julho a outubro de 2019. Resultado: A partir dos critérios de inclusão e exclusão, totalizaram-se 3 artigos selecionados para análise. De acordo com a leitura dos artigos selecionados, evidenciou-se que as instituições de ensino superior encontram dificuldades para tratar sobre o abortamento, mais ainda quando se fala em assistência humanizada à mulher em processo de abortamento. Considerações finais: Foi encontrado um número ínfimo de publicações acerca do assunto, o que indica a necessidade de se desenvolver pesquisas voltadas para as práticas pedagógicas, que se mostram falhas na formação do enfermeiro (a). Os dados encontrados enfatizando a necessidade de uma formação acadêmica de grande abrangência, para melhor capacitar o profissional de enfermagem, que é um dos profissionais da ponta na educação em saúde.

8552 PLANO DE AÇÃO INTERSETORIAL É ORGANIZADO POR ACADÊMICOS MÉDICOS, COM FOCO NA PROMOÇÃO À SAÚDE VISUAL DE ESCOLARES DA REDE PÚBLICA NO INTERIOR DE SP
Julianne Silva Neves, Alex Wander Nenartavis

PLANO DE AÇÃO INTERSETORIAL É ORGANIZADO POR ACADÊMICOS MÉDICOS, COM FOCO NA PROMOÇÃO À SAÚDE VISUAL DE ESCOLARES DA REDE PÚBLICA NO INTERIOR DE SP

Autores: Julianne Silva Neves, Alex Wander Nenartavis

Apresentação: A UNOESTE (Universidade do Oeste Paulista) insere os estudantes da Graduação de Medicina em oito ESFs (Estratégias Saúde da Família) nos municípios de Presidente Prudente e Álvares Machado. Facilitadores estimulam a criação de Planos de Ação que emergem da Metodologia Ativa da Problematização, a partir das Necessidades de Saúde das pessoas que residem nos territórios adscritos às ESFs. No dia 10 de dezembro de 2019, foi publicado pela Assessoria de Imprensa da Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE) o balanço realizado pelo Banco de Olhos “Maria Sesti Barbosa” da Santa Casa de Presidente Prudente, SP. De acordo com os dados, no balanço parcial referente a 2019, relacionado ao Projeto Saúde Visual Escolar, foram contabilizados 2.273 atendimentos aos alunos, em 25 escolas estaduais. 393 estudantes foram encaminhados para consultas médicas e 373 passaram a usar óculos. Entre os anos de 2010 e 2019 foram atendidos 23.102 alunos, com 3.921 consultas, 1.370 novos usuários de óculos e 100 tratamentos clínicos. Um dos Planos de Ação, teve como alicerce a Intersetorialidade. Esse projeto faz parte do Programa Saúde na Escola (PSE) e contou com a iniciativa do Lions Clube Centenário, com a parceria da UNOESTE, o qual ocorre com a participação de estudantes da Faculdade de Medicina de Presidente Prudente (Famepp). Esse projeto segue a proposta do Lions Clube Centenário: o 1º atendimento deve ser feito pela Rede Municipal quando o aluno ingressa no ensino fundamental menor (1º ano) e, posteriormente, terá o 2º atendimento quando ingressar no Ensino Fundamental Maior (6º ano) na rede estadual de ensino. Os testes de acuidade visual são aplicados nas escolas por estudantes de Medicina orientados e acompanhados por facilitadores, a partir da aplicação de Metodologias Ativas de Ensino e Aprendizagem. Os escolares com sinais de dificuldade em enxergar são encaminhados a consultas com oftalmologistas para iniciar o tratamento. Aqueles escolares nos quais for constatada a necessidade do uso de óculos, poderão recebê-los gratuitamente, pelo convênio entre o Lions Clube e uma ótica do município de Presidente Prudente. As Políticas de Saúde e de Educação investiram no Programa Saúde na Escola (PSE), instituído pelo Decreto Presidencial n.º 6.286, de 5 de dezembro de 2007, tendo como principais desafios: o uso de estratégias pedagógicas coerentes com a produção de educação e saúde integral, fundamental para produzir autocuidado, autonomia e participação dos escolares, de acordo com a idade na qual se encontram. Facilitadores utilizaram o Arco de Maguerez para estimularem reflexão na ação. Acadêmicos consideraram que o projeto contribui positivamente na região do Oeste Paulista, uma vez que o testemunho comum de diretores de escolas e professores é de que há um aumento na qualidade do aprendizado do escolar que passa a usar óculos. Antes o aluno da Rede Pública apresentava dificuldade para acompanhar o conteúdo exposto na sala de aula. Os participantes consideraram como positiva a ação de Promoção à Saúde visual de Escolares da Rede Pública de Educação, desenvolvida nos territórios das ESFs de Presidente Prudente e Álvares Machado, no interior paulista.

8557 A IMPLANTAÇÃO DA CARTILHA SINGULAR PÓS ATENDIMENTO DE USUÁRIOS COM DOENÇA DE PARKINSON: UMA ANÁLISE A PARTIR DO PROJETO TERAPÊUTICO SINGULAR NA UNIDADE DE ENSINO E ASSISTÊNCIA DE FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ .
Márcia Goretti Guimarães de Moraes, Leandra Cristina Coelho Barroso, Gabriele Franco Correa Siqueira, Larissa de Cassia Silva Rodrigues, Wendy da Silva Modesto

A IMPLANTAÇÃO DA CARTILHA SINGULAR PÓS ATENDIMENTO DE USUÁRIOS COM DOENÇA DE PARKINSON: UMA ANÁLISE A PARTIR DO PROJETO TERAPÊUTICO SINGULAR NA UNIDADE DE ENSINO E ASSISTÊNCIA DE FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ .

Autores: Márcia Goretti Guimarães de Moraes, Leandra Cristina Coelho Barroso, Gabriele Franco Correa Siqueira, Larissa de Cassia Silva Rodrigues, Wendy da Silva Modesto

Apresentação: O presente relato discorre acerca de um modelo de cartilha singular para sujeitos com doença de Parkinson, que se difere das generalistas apresentadas de modo mais recorrente. A cartilha que está sendo apresentada é direcionada para o sujeito em si, ao invés de focar na própria doença a qual se apresenta como a segunda doença crônica neurodegenerativa e progressiva no mundo, acometendo o sujeito, muitas vezes, em fase produtiva entre seus 40 a 50 anos. Esta apesar de ter seus sinais patognomônicos já consolidados na literatura (tremor de repouso, rigidez muscular, bradicinesia e instabilidade postural), afetam os indivíduos de diferentes maneiras, sendo uns mais exacerbados que outros. A doença de Parkinson ainda se soma a outros sinais e sintomas não motores como: alterações emocionais, ansiedade, depressão, constipações, distúrbios do sono, entre outras o que compromete a sua qualidade de vida. Dessa forma, a cartilha foi elaborada com base no Projeto Terapêutico Singular – PTS, que está inserido como uma estratégia de humanização do Sistema Único de Saúde (SUS), o qual constitui um grupo de propostas e condutas terapêuticas articuladas a um sujeito individual ou coletivo, resultado de um debate ou diálogo de uma equipe interdisciplinar, com apoio matricial se necessário, visando a produção da autonomia e apropriação do processo de cuidado por parte de cada sujeito. Ademais, para a construção da cartilha seguiu-se os quatro momentos do PTS, sendo eles: (1) O diagnóstico que é doença de Parkinson; (2) Definição de metas no caso os  dois protocolos utilizados; (3) Divisão de responsabilidade a qual abrange o paciente em comparecer aos atendimentos para realizar os exercícios bem como os acadêmicos em responsabilizar-se pelo sujeito e acompanhá-lo durante as sessões, o profissional fisioterapeuta em estar presente durante os atendimentos para orientar o discente no decorrer das sessões e se caso haver necessidade de alguma intercorrência e os familiares em acompanhar o seu parente para a fisioterapia, como também se ele está realizando os exercícios da cartilha; (4) Reavaliação onde será realizado uma discussão a respeito da evolução e correção, se houver necessidade, dos protocolos. Outrossim, saúde é um direito de todos estando assegurada e prevista na atual Constituição Federal, sendo um dever do Estado garanti-la. Neste âmbito, no sentido de oferecê-la a sociedade o governo instituiu as políticas públicas as quais são os princípios norteadores da ação do poder público. O Ministério da Saúde através da Secretaria de Atenção à Saúde publicou uma portaria particularmente direcionada para os indivíduos com doença de Parkinson no Brasil contendo diretrizes a respeito do diagnóstico, tratamento e acompanhamento desses sujeitos. Diante do exposto, objetivou-se analisar os desafios e benefícios da implantação de uma cartilha singular no pós atendimento de usuários com Doença de Parkinson tendo como base o PTS. Após o término das vinte sessões dos usuários com doença de Parkinson, buscou-se um método no qual pudesse ser dado um prosseguimento aos protocolos de exercícios no domicílio dos pacientes. A cartilha tem por intuito a não involução dos usuários com os ganhos adquiridos durante o tratamento, para o qual já observaram-se melhoras do quadro. Assim os acadêmicos de Fisioterapia mediante o atendimento individual elaboraram uma cartilha singular para cada paciente com base no PTS. Esta foi entregue no dia da reavaliação dos pacientes, sendo estes instruídos a respeito da mesma e puderam tirar suas dúvidas. Ela contém uma linguagem simples, objetiva e é composta por ilustrações a respeito das recomendações para Atividades Básicas de Vida Diária, exercícios respiratórios, exercícios de relaxamento, alongamentos, fortalecimento, marcha, equilíbrio, coordenação, cognição, exercícios vestibulares entre outros. Tais recomendações e exercícios foram planejados de acordo com a especificidade e necessidade de cada paciente observada no decorrer das sessões e na reavaliação. Além disso, possui observações específicas para cada indivíduo a respeito da melhor maneira de realizar determinados exercícios como forma de atender suas reais necessidades. Dessa forma, a cartilha foi planejada a partir de três desafios, sendo eles; colocar em prática o PTS, escolher exercícios domiciliares e materiais de acordo com a necessidade e poder aquisitivo de cada sujeito possibilitando assim o acesso e a facilitação da atividade, sua prática regular e o feedback do paciente. A qualidade de vida de pessoas com Parkinson é afetada de diversas formas devido a progressão da doença, e a construção de uma cartilha singular possibilitou inúmeros benefícios aos usuários, dentre eles: um instrumento a ser utilizado na continuação dos exercícios de forma independente no cotidiano; exercícios específicos que atendessem a necessidade de cada paciente; a manutenção das melhorias adquiridas durante os atendimentos; promoção do autocuidado; melhora da qualidade de vida e do bem-estar; um estímulo para o seguimento do tratamento; manter o condicionamento físico e entre outros. A realização deste relato possibilitou aos acadêmicos de Fisioterapia visualizar a importância da cartilha singular como um recurso auxiliar do tratamento de usuários com doença de Parkinson além da progressão específica para cada paciente. Este recurso não substitui os tratamentos convencionais, entretanto consegue assistir às reais necessidades individuais que não foram totalmente sanadas durante o decorrer da intervenção fisioterapêutica. Desta maneira, proporciona um meio para o indivíduo manter-se ativo durante os períodos sem atendimento, uma vez que o SUS disponibiliza apenas vinte sessões para cada usuário e nem todos têm o resultado esperado dentro desse período, além de que tratando-se de uma doença crônica, um período sem realização de atividades poderá contribuir para um agravamento do seu quadro clínico regredindo desta maneira os ganhos obtidos durante o tratamento. Diante deste cenário, se for instruída corretamente pelo profissional de saúde, a cartilha singular torna-se uma medida provisória, rápida, de baixo custo e eficaz sendo capaz de diminuir os sinais e sintomas da doença e gerar melhorias na qualidade de vida.  

8638 RESSIGNIFICAÇÃO DO SUPORTE ASSISTENCIAL DE FORMA INTEGRADA AOS INDIVÍDUOS COM DOENÇA NEURODEGENERATIVA ASSOCIADO AO TRATAMENTO O CUIDADOR FAMILIAR POR INTERMÉDIO DE AÇÕES DE BEM-ESTAR EXTRAMUROS: EXPERIÊNCIA NA EXTENSÃO ACADÊMICA
Lorena Michelly Pacheco Zahluth, Márcia Goretti Guimarães de Moraes, Larissa De Cássia Silva Rodrigues

RESSIGNIFICAÇÃO DO SUPORTE ASSISTENCIAL DE FORMA INTEGRADA AOS INDIVÍDUOS COM DOENÇA NEURODEGENERATIVA ASSOCIADO AO TRATAMENTO O CUIDADOR FAMILIAR POR INTERMÉDIO DE AÇÕES DE BEM-ESTAR EXTRAMUROS: EXPERIÊNCIA NA EXTENSÃO ACADÊMICA

Autores: Lorena Michelly Pacheco Zahluth, Márcia Goretti Guimarães de Moraes, Larissa De Cássia Silva Rodrigues

Apresentação: No cenário demográfico e epidemiológico brasileiro, há evidências acerca do envelhecimento populacional, em confluência com aumento da incidência de doenças neurodegenerativas, com estatísticas múltiplas que sinalizam uma grave problemática de saúde pública. Com a progressão das doenças neurológicas, é notório o aparecimento de grupo populacionais com limitações e dependente de cuidados nas atividades cotidianas. A família, em muitos casos, assume um papel fundamental e passa a vivenciar todos os estágios de morbidade da patologia, incluindo em sua rotina, visitação em centros especializados de atendimento, recebendo apoio e orientações de uma equipe interprofissional. No entanto, o ato de cuidar incumbe ao cuidador a responsabilidade das demandas e técnicas inerentes a doença, sem experiências prévias, somada a falta de colaboração do paciente, a falta de recurso financeiro, conflitos familiares, entre outras contrariedades. Muitos estudos mostram a intensa sobrecarga emocional e ocupacional do cuidador geradas pelas experiências estressantes abastadas de sofrimento e temores. A partir deste pressuposto, surge uma inquietação referente as lacunas na assistência e a vulnerabilidade encontrada neste grupo social. Considerando tais atribuições, a portaria GM/MS nº825 de 25 de abril de 2016 sendo vista como um avanço conquistado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ao garantir direitos relacionados ao acolhimento, promoção de processos educacionais e capacitações permanentes de maneira integrada e reconhecendo o cuidador do usuário como membro essencial da assistência prestada, respeitando seus limites e potencialidades. Entretanto, um grande desafio atual é o risco de retrocesso nas políticas públicas e desinvestimento em programas, a exemplo, a emenda constitucional do teto de gastos públicos, que alterou a atual Constituição Federal e  aprovou o congelamento dos recursos nos três poderes regentes no Brasil: executivo, legislativo e judiciário, além de limitar os gastos do Ministério Público da União e da Defensoria Pública da União nos próximos 20 anos. Ademais, debatendo sobre os entraves, como forma de resistência buscamos uma proposta de cuidado diferenciado que envolva aos usuários e seus familiares e, assim, promovendo seu bem-estar e qualidade de vida. Em virtude disto, este relato visa compartilhar as tessituras no âmbito das políticas públicas de atenção aos cuidadores informais, apresentando uma proposta de organização de apoio aos cuidadores e os arranjos desenvolvidos por um projeto de extensão universitário, vinculado a Universidade do Estado do Pará (UEPA), no território de Belém, no ano de 2019. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência produzido a partir da vivência de acadêmicas do curso de fisioterapia. Foram convidados a participar da ação os pacientes e cuidadores familiares integrantes de um projeto de extensão de uma universidade pública que realizavam atendimento ambulatorial com a equipe multiprofissional. A atividade consolidou-se no Bosque Rodrigues Alves em setembro de 2019. A ação ocorreu em duas etapas: a primeira consistia na capacitação de acadêmicos do curso de medicina, fisioterapia e terapia ocupacional, de modo a permitir uma visão integral da atenção à saúde, buscando a cooperação, parceria e o respeito, assim, fortalecendo a prática interdisciplinar e colaborativa; logo após, ocorreu elaboração de uma ação que proporcionou uma manhã interativa entre acadêmicos, profissionais da saúde, idosos diagnosticados com Alzheimer e sua cuidadores, além de ser aberta para o público em geral. O foco da atividade direcionou-se para debates e conversas a fim de compreender a doença, suas nuances e complexidades, orientações relacionadas ao manejo e convivência, visando a qualidade de vida e equilíbrio nas relações paciente-cuidador, além de abordar a promoção do ensino do autocuidado para o paciente e o cuidador familia. A ação era composta por estações, elaboradas pela equipe interprofissional em conjunto, englobando atividade lúdicas, com estímulo a cognição e equilíbrio, dinâmicas em grupo. Ao final da manhã, foram disponibilizados brindes (panfletos educacionais; cortador de medicamento; porta comprimidos; materiais de curativo). Levando em consideração a experiência mencionada, entende-se como necessária a introdução do amparo assistencial no binômio paciente-família, em ambiente descontraído e arborizado, no qual alguns indivíduos relataram diminuição da carga de estresse, relaxamento e bem-estar após finalizar a atividade, destacamos, assim, a possibilidade de abordagens experimentando espaços comunitários diferentes de um consultório. Outro ponto importante refere-se a linguagem acessível e o zelo em transmitir as informações em forma de roda de conversa e atividades recreacionais, a fim de gerar conhecimento, ou seja, não houve a preocupação apenas em informar, pois percebemos que não era suficiente, é preciso capacitar, focar na educação em saúde, para que, de fato, possam ocorrer mudanças saudáveis e transformações no estilo de vida. Interessante mencionar, nos diálogos entre a equipe e os indivíduos, o conteúdo debatido surgia das indagações dos participantes, e em pouco tempo de ação, notou-se a criação de vínculos e laços de afetivos entre os integrantes. Neste contexto, esta experiência estimulou o pensamento crítico-reflexivo e a criatividade dos acadêmicos ao estruturar novas metodologias de aprendizado, considerando os aspectos econômicos e sociais da comunidade. Resultou na formação de discentes comprometidos em instituir novas práticas de saúde que ultrapassam os muros unidade e/ou centro especializado, vivenciando e adquirindo competência para trabalhar em equipe, compartilhando saberes e ações de distintos profissionais, agregando valores em sua futura conduta profissional. Para finalizar, entende-se como essencial a formulação e implantação de novas abordagens objetivando orientar o cuidador, assim, construindo estratégias de apoio e suporte a este grupo negligenciado, propondo minimizar os impactos e sobrecargas no meio familiar e, dessa maneira, atender ao preconizado nas diretrizes curriculares, portarias e em outras instâncias do SUS. A partir desta perspectiva, conhecendo a trajetória de sucateamento do SUS nos últimos anos, a respeito do subfinanciamento que repercute nos “vazios assistenciais” e na fragilidade de efetivação dos direitos à saúde, faz-se oportuno a incorporação de novas práticas em defesa pelo SUS. Apesar dos desafios, abordam-se os esforços, a exemplo deste projeto universitário, tornando-se imprescindível na melhora das condições de cuidado, ao ressignificar a assistência integral ao usuário-cuidador possibilitando a ruptura com a fragmentação da saúde ao disponibilizar uma atenção interdisciplinar à saúde e a importância das políticas públicas ao viabilizar a efetividade os direitos humanos e coordenação de programas capazes de intervir na realidade social, como forma de resistência à saúde em tempos de desinvestimentos, retrocessos e crises.