Encontro da Rede reúne pessoas de diversas regiões do Brasil

26/09/2018 12:16
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A Associação Brasileira da Rede Unida, promoveu nos dias 21 e 22 de setembro, na Cúpula Cultural Niemeyer, em Niterói, Rio de Janeiro, o Encontro Arte e Saúde - ExperimentAÇÕES e o Lançamento do Suplemento Temático “Mães Órfãs" da Editora Saúde em Redes.

Idealizado e conduzido pelo Coordenador do Eixo Arte e Cultura da Rede Unida, Emerson Merhy, o encontro reuniu professores, estudantes universitários, assistentes sociais, profissionais da saúde (médicos, psicólogos, gestores e farmacêuticos), profissionais das artes (teatrólogos), profissionais de comunicação, entre outros. Merhy destacou o trabalho coletivo e o exercício de invenção e criação de várias pessoas, de diversas regiões do Brasil, como resultado do Encontro TransformAÇÃO. "Nos interessa abrir a possibilidade dos encontros onde as experimentações no campo da saúde e da arte possam se encontrar".

A professora do curso de Medicina da Universidade de Pernambuco Campus Caruaru (UPE/Caruaru) e pesquisadora na área de dança, Eline Gomes, salientou a importância da realização de encontros dessa natureza perante a grande necessidade de se conectar para fortalecer o conhecimento que vem das artes. Para ela, a formação de um profissional da área da saúde não deve estar focada só no tecnicismo, uma vez que a arte é um dos caminhos mais bonitos para a formação. “Existe muita coisa acontecendo, por isso temos que nos fortalecer e darmos visibilidade. Viver o que vivemos aqui foi muito bacana, trouxe um caldeirão de ideias e pessoas. Hoje conseguimos visualizar um mapa em que a gente pode conectar o Brasil com a interface da arte e saúde.”

Segundo o Coordenador Nacional da Rede Unida, Túlio Franco, um dos objetivos da Rede Unida nessa gestão é fazer da Associação um dispositivo para coletivos e movimentos que já habitam a Rede. Desejamos que esses encontros pautem os temas que sejam analisadores da sociedade em que vivemos, como fizemos em Roraima com a questão dos imigrantes, no Rio de Janeiro sobre a equidade de gênero, agora com a questão da arte e saúde e outros com os quais passamos a nos relacionar, no sentido da sua expressão e ativismo na construção do SUS", ponderou Franco.

Jonatha Justino, psicólogo, veiculado a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e que trabalha no consultório de rua com roda de música, enfatizou ser essencial pensar o cuidado e pensar a arte de uma forma mais ampla e tentar compreendê-la fora da caixa. “Estou levando deste encontro muita força, possibilidades, referências novas, amigos, potências e uma expectativa que a militância crie mais força, mais vida. Tenho certeza que vamos fazer desse encontro uma continuidade e que ele continue potente como ele foi”.

Para a psicóloga, circense e estudiosa das artes circenses como possibilidade de atuação em instituições de saúde mental, Luiza Fernandes, o encontro superou as expectativas, principalmente pela liberdade de se colocar, de poder atuar e pela troca de experiências que demonstram que as práticas artísticas dentro de um serviço de saúde mental têm fundamento, não sendo um mero divertimento. “Senti-me numa Rede acolhida e vou voltar com uma força muito maior, teve um acalento de não me sentir sozinha e ver que existe muitas pessoas passando por processos de resistência em outros lugares. Saio daqui com um gás a mais, completamente preenchida de esperança de que o que eu estou fazendo tem uma Rede muito grande que está fazendo também”, concluiu Fernandes.

Acesse o álbum de fotos do encontro:

ttps://www.facebook.com/pg/associacaoredeunida/photos/?tab=album&album_id=1249424428530542